Mais uma crônica no Jornal O Popular de Goiânia

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Crônica “Sem dó maior…” – a música na infância

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Crônica

Destacado

Publicada em O POPULAR, Goiânia (GO), 11 de julho de 2022.

Jornal O Popular, Goiânia, 11/7/2022

Crônica

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No meu ofício de cronista

Destacado

Crônica de 13 de junho de 2022: ainda e sempre a infância do cronista.

Pirenópolis, Goiás…

Destacado

Acompanhe minha experiência na Newsletter no Substack.
Kawabata, Bernanos, Jung e um sonho ruim.

https://adalbertoqueiroz.substack.com/p/pirenopolis-e-mais?s=w

Leia e comente.

A Biblioteca do Futuro e um olhar para o passado

Destacado

Live com Ademir Luiz (UBE/GO) em que eu falo um pouco sobre Hugo de Carvalho Ramos e a Biblioteca do Futuro que já está no ar em sua primeira fase: https://bibliotecafuturo.com.br/

Biblioteca do Futuro é um espaço criado para os livros em formato digital. A literatura feita em Goiás ganhou sua casa para atuais e futuros leitores. Você também pode participar desta aventura. Obras contemporâneas terão espaço aqui na BF. Venha ler e colaborar. O futuro do livro é digital. Venha encontrar o futuro.

“Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro.”

Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam, Presidente da Índia – 09/set/2003.

Para ver a Live clique na figura abaixo.

Lançamento oficial da Biblioteca do Futuro

Destacado

BF – Biblioteca do Futuro torna-se realidade. Assista ao evento (Live) de lançamento de nosso projeto que agora se torna realidade.

Visite o site https://bibliotecafuturo.com.br/

Veja o vídeo


Rememória – 120 Anos de Cecília Meireles

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Conversei com Fernanda Correia Dias Meireles, neta de Cecília Meireles, rememorando os 120 anos da poeta, que nasceu em 1901 e faleceu em 1964.

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fadalberto.queiroz%2Fposts%2F10161708261402538&show_text=true&width=500

Crônica, O Popular, Goiânia 18/04/2022

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Dia de ver O Rei do Futebol

Crônica quinzenal – O Popular (Goiânia/GO).

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A poesia e a guerra

Destacado

Crônica no Jornal O POPULAR (Goiânia), 07/03/2022

Eu, cronista, em ação…

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Crônica de Adalberto de Queiroz, em O POPULAR, Goiânia, 21/3/2022
Crônica de 21/03/2022, em O Popular. https://tinyurl.com/betopop

Crônica em O POPULAR

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Crônica literária em Recorte Lírico

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com esta minha coluna na revista digital Recorte Lírico, a última do ano 2021, desejo aos meus leitores um Feliz Natal e um abençoado Ano Novo.

Mais uma crônica de memória (O POPULAR, Goiânia, 13/12/2021)

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Crônica de memórias da infância, no jornal O POPULAR (Goiânia, 29/11/2021)

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Crônica em O Popular (Goiânia), 15 NOV 2021

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Novo desafio aceito…

Destacado

Convido o benévolo leitor deste Blog a acompanhar meu trabalho quinzenal como cronista. Leia mais

Estão falando sobre “O rio incontornável”

Destacado

Leia mais no Jornal Opção (Goiânia) – clique sobre a figura abaixo.

NOSTALGIA DO CÉU – Pe. Santiago Martín

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Nostalgia do céu, por Pe. Santiago Martín, via J.C. Zamboni.

Opus Matris Dei

O Papa Emérito Bento XVI escreveu um breve e afetuoso adeus a um amigo seu, um teólogo e monge cisterciense de 91 anos, que acaba de morrer.

A parte mais comovente são estas palavras: “Ele chegou agora ao outro mundo, onde estou certo de que muitos amigos já estão à sua espera. Espero poder juntar-me a eles em breve.”

“Espero poder juntar-me a eles em breve”, diz o Papa, mostrando assim um desejo de deixar este mundo para estar com Deus no céu, para sempre, e também com aqueles que para lá foram antes dele.

Este anseio do Paraíso tem o selo das palavras de São Paulo, na Carta aos Filipenses: “Para mim, a vida é Cristo, e é lucro morrer”. Ou as de Santa Teresa: “Vivo sem viver em mim mesmo, pois espero uma vida tão elevada que morro porque não morro”.

Os santos têm sempre os seus…

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O que ando lendo

Destacado

Um leitor de alto nível: BERNARDO LINS BRANDÃO.

Noites Áticas

Ascendino Leite – Caracóis na praia: um dos volumes do jornal literário de Ascendino, um excelente exemplo deste gênero, o diário íntimo, praticado por Unamuno, Amiel, Gide e outros.

Andrew Stephen Damick – Arise, o God: uma bela síntese do que os padres Stephen Damick e Stephen De Young vêm falado em um dos melhores podcasts da atualidade.

Eunápio – Lives of the philosophers and sophists: se a filosofia, para os neoplatônicos, era um modo de vida, então o livro de Eunápio, com suas biografias de Plotino, Porfírio, Jâmblico, Eustácio e Sóspatra, etc., é fundamental para entender essa fase final da filosofia antiga.

Robert Spaemann – Felicidade e benevolência: em seu diálogo com antigos e modernos, poucos livros conseguem apontar de modo tão preciso que a tensão entre uma ética da felicidade e uma ética do dever só pode ser superada em uma perspectiva ontológica –

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Crônica

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Hoje, no Jornal O Popular, de Goiânia (GO), pág. 16, Caderno Magazine.

O POPULAR, 10/09/2021

Artigo em O Popular, Goiânia

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COMO SE TECE A CRÍTICA LITERÁRIA?

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Muito feliz por ter um leitor dessa qualidade (e generosidade). Obrigado, professor Zamboni.

Opus Matris Dei

A crítica literária de inspiração católica — e universalista em sua aplicação — parecia coisa desaparecida na literatura brasileira, e eis que surgiu, não faz muito tempo, Os fios da escrita, uma coletânea de ensaios literários do escritor e poeta goiano Adalberto de Queiroz [v. blog do autor aqui]. O livro saiu em 2020 pela editora baiana Mondrongo, de Itabuna.

O autor insere-se na tradição brasileira do ensaio jornalístico: os textos, que compõem o livro, foram escritos para o jornal goiano Opção, e pensados para o leitor que gosta de literatura, mas sem formação especializada, livres das amarras terminológicas e das firulas mentais que a crítica acadêmica, dita pós-moderna, introduziu entre nós.

A maneira de construir o texto ensaístico, adotada por Adalberto de Queiroz, pressupõe o livre jogo das ideias, conceito que atrai conceito, não por um associacionismo caótico, mas obediente a uma sutil costura de quem…

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Road trip 2021

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Uma preguiça ancestral me afasta do blog. Faço atualizações sobre esta viagem que decidimos fazer pelo Brasil afora, nas outras mídias.
Veja e acompanhe no Instagram ou no Facebook. Ou não.
Bon Voyage quand même.

“A tristeza de não ser santo”, Zamboni, via Léon Bloy

Destacado

O professor José Carlos Zamboni fala sobre a frase do francês Léon Bloy, de maneira notável. Leiam-no todos!
“É possível aprender alguma coisa com os santos? Descobrimos algo parecido à felicidade — que nada tem a ver, obviamente, com a alegria dos sentidos — quando enfim abrimos mão de pretender decidir, só com nosso limitado discernimento pessoal, sobre as questões fundamentais da vida, e convocamos o auxílio de algum grande santo. A santidade quase perfeita dos grandes santos é a única janela aberta para o outro lado, o lado verdadeiro, a verdade sem nenhum véu de disfarce. Eles souberam, afinal de contas, como viver e como morrer segundo a vontade de Deus. Continua no link. Clique na imagem para partir…

Santo Agostinho de Hipona (354-430)

Em último livro, Alfredo Bosi analisou a obra de Leonardo Da Vinci

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Morreu hoje o professor e crítico literário ALFREDO BOSI (1936-2021), que iria completar 85 anos em agosto deste ano. Todos os amantes das Letras no Brasil somos devedores de Bosi em maior ou menor grau, por seu guia de estudos que marcou toda uma geração de estudiosos da literatura nacional (História concisa da Literatura Brasileira). Neste artigo, vemos que até ao despedir-se legou-nos pérola – neste seu “Arte e conhecimento em Leonardo da Vinci”. Descanse em Paz, nobre professor Alfredo BOSI.

Em último livro, Alfredo Bosi analisou a obra de Leonardo Da Vinci
Alfredo Bosi (1936-2021)

Vocação nacional para a “pagodeira”

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Um texto do emérito professor J.C. Zamboni. Imperdível.

Opus Matris Dei

O desinteresse dos nossos cursos universitários de Letras pelos clássicos mais antigos parece que é congênito ao povo brasileiro. Tudo isso já estava lá, no começo de tudo, na época dos jesuítas e das primeiras caravelas.

Padre Serafim Leite, no primeiro volume de sua vasta e erudita História da Companhia de Jesus no Brasil, mostra com fartura de exemplos o imenso trabalho que os padres da Companhia de Jesus empreenderam, mundo afora, para aprimorar seu método de ensino, o “Ratio Studiorum” (estudo racional, sistemático), que inegavelmente contribuiu para o desenvolvimento da civilização ocidental. O método previa três graus, ou áreas, como preferimos dizer hoje: Letras Humanas, Filosofia e Teologia.

Letras Humanas, que vinha após o ensino elementar, equivalia ao nosso ginasial e se dividia em Retórica, Humanidades (literatura antiga e história) e Gramática (elevada, média e básica). Segundo os jesuítas, a principal preocupação do adolescente devia ser o domínio…

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Cultura literária medieval (3)

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Eis aqui a parte final da série sobre a cultura literária medieval.

Cultura literária medieval (3)

Ainda na minha cruzada pela boa informação sobre a Idade Média, tenho sobre a mesa outro livro do consagrado medievalista brasileiro de saudosa memória – o professor Segismundo Spina, meu mestre na viagem que refaço, e para a qual convido novamente o benévolo leitor a me seguir, sempre alertando que é preciso encontrar guias seguros para entender este período da história. Continue lendo…

Resenha de “Os fios da escrita”, por Miguel Jorge

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Benévolo leitor: eis o artigo do crítico, romancista, contista e libretista de ópera — escritor Miguel Jorge. Fiquei muito honrado com este artigo.

Peça seu exemplar pelo site da Editora Mondrongo.

Peça o seu no site da Mondrongo.

O escritor na biblioteca

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Caros amigos (o que inclui as meninas!): fui convidado pela Biblioteca Pio Vargas, Goiânia, a dar um depoimento sobre a importância do livro e da biblioteca.
Não imaginava que a matéria repercutiria tão bem. Fiquei muito feliz pelo convite. Confiram o vídeo e a repercussão da matéria nos links abaixo. Obrigado à bibliotecária Helenir Freire Batista Machado pelo convite.

matéria na coluna de Teresa Yamada, Goiânia, 20/01/2021.
até o Arroz de Fyesta deu bola para o escritor na biblioteca…rs!

O contágio da mentira, livro

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O livro de Martim Vasques da Cunha (MVC) intitulado "O contágio da mentira" é uma vacina contra a mentira que vem embutida na peste chamada Covid

Um pequenino, mas potente livro de MVC.
Creio que só há mesmo em formato eBook, pela Amazon, mas a leitura vale (muito) a pena.
Deixo alguns trechos e recomendo com entusiasmo aos meus leitores deste blog.

2+0+2+1 = Saúde

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O que todos esperamos hoje parece girar em torno do tema saúde, que de resto não é um tema mas a essência de tudo.

Na foto, meu neto Rodrigo Queiroz Lima, em nosso recanto de retiro, em Guarajuba (BA).

A existência sem saúde parece possível. Não é, no entanto, desejável, admissível. Os seres humanos precisamos desse sopro vital e do bom funcionamento das vísceras para a boa convivência e a existência pacífica.

O exemplo bíblico de Jó prova que a maior privação que pode ser imposta a um servo de D*us é a privação da saúde e não apenas das riquezas e dos seres amados, embora estes estejam entre as maiores riquezas de um homem e da saúde mental.

Eis-nos, pois, diante de graves desafios, tema sobre o que vale o que um sábio bancário e humorista – meu amigo César Miranda, resumiu assim ao olhar para o ano anterior

“O [a] COVID é um “memento mori”, pois nos esquecíamos de que podemos morrer a qualquer hora. Eu me recuso a engrossar o cordão da lamúria que diz que 2020 foi um ano ruim. Qualquer ano é como Deus quer que seja. Estamos vivos. Confiemos! Agradeçamos! Só vejo gente xingando 2020. Não vejo ninguém agradecendo por 2020. Eu perdi meu pai neste ano. Eu amo meu pai e chorei sua perda, passado o luto, agradeço pelos vivos. Somos servos inúteis pedindo salário alto e promoção todo mês e reclamando da vida. Não sejamos assim. Obrigado, Deus, por este 2020. Precisávamos dele. Nos dê sabedoria e o dom da caridade para encarar qualquer ano com a cruz que ele trouxer.”

O que dizer, pois, diante disso: encaremos com fé o ano que se abre pra todos nós – os vivos, que os mortos não louvam o Senhor! Ânimo e Fé. Feliz 2021. Ah, e saúde!

Leituras 2020

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Lista de leituras de 2020 (parte 1) –

Eis aqui, benévolo leitor deste blog, os 5 melhores livros que eu tive a chance de ler (estudar) durante a pandemia.

1. “Sou o primeiro e o último”, de Maurício G. Righi.

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "SOU O PRIMEIRO EO ULTIMO ESTUDO EM TEORIA MIMÉTICA EAPOCALIPSE MAURÍCIO C. RIGHI"

O que torna este livro extraordinário é a soma de um tema instigante com um estilo que conquista o leitor interessado em história, antropologia e teologia. Mas, convenhamos, nenhum desses temas se configura o que se pode chamar de atração decisiva nos tempos atuais, e mesmo assim o que fica de pé é o fato de que o livro é notável porque muito bem escrito, coisa que nem sempre se vê nessa natureza de estudos acadêmicos. Righi propõe ao leitor um olhar aprofundado da obra do pensador francês René Girard sob a perspectiva do Apocalipse. É livro que está mais para o estudo do que para divertimento.

2. Do livro #1, foram derivadas várias leituras, na linha da literatura Apocalíptica, da vertente girardiana e das obras de Dostoiévski. Portanto, para escolher um só dessas duas linhas, fico com o Girard de “Do duplo à unidade”, estudo sobre o autor russo, que reli em “O idiota” e “Os irmãos Karamazov”, que deixo como dica #2. A outra bifurcação da leitura righiana foi a descoberta fantástica que fiz da teóloga inglesa Margaret Barker, da qual estudei “Introdução ao misticismo do Templo” e “Natal – a história original” (deste sai pequeno artigo até o final do ano em Recorte Lírico.Link para o ensaio: https://recortelirico.com.br/…/arte-profetica-dostoievski/

Uma arte profética (Dostoiévski)


3. “Hipérion ou O eremita da Grécia” – foi leitura que me abriu novos horizontes na obra do poeta alemão Friedrich Hölderlin. De sua janela, no quartinho na casa do marceneiro Zimmer, onde mora de favor, eu descortinei um mundo – da torre cilíndrica encimada por um telhado circular, Friedrich via o mundo do alto, e se dá um novo nome – Scardanelli – com o qual busca, em sua via poética e particularíssima, o encontro da unidade do conhecimento, estrada que seguiu por 36 anos. À leitura do Hipérion se seguiram a descoberta de “Hinos tardios” e “Canto do destino” –

O silêncio do poeta

divinos.https://recortelirico.com.br/2020/06/o-silencio-do-poeta/

4. Pushkin, Puskine, Puchkin, Puchkine, Puschkin – não importa a grafia, importa a poesia, que me levou a um mergulho no meu “alienígena” predileto deste 2020. Um dos fundadores da moderna literatura russa me provocou, me desafiou. Releituras, pesquisas, descobertas da obra do poeta se transformaram no meu maior mergulho em um autor russo no ano 2020. A vida de Pushkin me importa muito e deve importar a toda gente interessada na grande literatura. Por isso, lanço meu olhar a dois séculos atrás, onde se pode constatar a alta importância da vida de um menino russo, descendente de escravo e nobre – ambos figuras importantes da corte de Pedro, O grande, – o bisavô militar e o neto que se impôs pelo talento e a nobreza de seus versos. Abaixo link para os 3 artigos da série no site da Recorte Lírico.https://recortelirico.com.br/?s=Pushkin

Leituras durante a pandemia. 2020 um ano de reclusão e muitas leituras


5. Poetas do Brasil – nova safra.

Poetas em tempo de penúria [Érico Nogueira]

Livros que apreciei ler ou reler estão assim resumidos (ver link), mas ainda inconcluso, pois deveria incluir o novo Pedro Mohallen – “Véspera; Debris” (prefácio do também poeta Wladimir Saldanha, sobre quem já escrevi e destaquei méritos, principalmente, seu “Natal de Herodes”), de João Filho “Um sol de bolso”, sobre o qual ainda hei de escrever uma resenha – ambos estão no meu livro “Os fios da escrita” (no prelo, lançamento ainda em dezembro 2020, pela Editora Mondrongo).
https://recortelirico.com.br/2020/11/sobre-poesia-e-poetas/

Cora Coralina ganha nova estátua em Goiás

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O escultor Cleider José de Souza se diz honrado em ter sido escolhido para fazer a nova estátua de Cora a ser inaugurada na Cidade Velha de Goiás. Não é pra menos que se sinta honrado, como todos nós o sentimos. A poetisa que não foi feita em laboratório, colheu sua poesia da existência e seus temas são comezinhos. Os ingredientes que alimentam seus devaneios poéticos foram colhidos no dia-a-dia da doceira, da velha da Ponte, da menina Aninha: espiga de milho, bonecas e colegas da infância, o sabão e a barrela das lavadeiras do Rio Vermelho, doces e frutas da terra… Tal como no poema “A Escola da Mestra Silvina” (fine), Cora é hoje personagem de seus próprios versos:
“E a Mestra?
Está no Céu.
Tem nas mãos um grande livro de ouro e ensina
a soletrar aos anjos.*”
+++++
(*)”Poemas dos becos de Goiás e Estórias mais”, Goiânia: Editora da UFG, 1977, pág. 43. Leia a matéria completa neste link: Cora Coralina ganha nova estátua na cidade de Goiás – O Popular.

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Cora Coralina ganha nova estátua na cidade de Goiás – O Popular
(c) Foto de Fábio Lima

https://www.opopular.com.br/…/cora-coralina-ganha-nova…

No ar, o podcast Destarte

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Ouça “Destarte: Literatura & Arte” no Spreaker.

Um sonho – realizar este podcast. Desde o início da pandemia que venho pensando em criar um podcast. Agora, as condições técnicas se viabilizaram e aí está o episódio piloto. Espero que gostem e mandem suas críticas e sugestões. Pretendo mantê-lo no ar quinzenalmente. Obrigado pela audiência.

Lançamento do meu novo livro

Destacado

Benévolo Leitor(a): em breve, divulgarei a data e a forma do lançamento (se presencial ou virtual) etc. Desde já, agradeço sua participação.

Atônitos

Destacado

Ficamos assim quando as coisa saem do controle. Exemplo: filhos pequenos fazendo birra, esposas gritando em público (ou vice-versa), o time da gente perdendo no momento decisivo do campeonato ou, simplesmente, quando o seu candidato perde a eleição. Há quem se emocione com isso ainda hoje (o normal é que você use o bom-senso para não pensar em política para disparar o espanto), mas ocorre, ainda hoje – inclusive em eleições de outras cidades, outros estados e países…
Vamos pensar sobre o tema.
Ficar em estado de assombro ou de grande admiração; espantado, pasmo é coisa para profissionais do espanto. Há vários momentos na literatura em que notamos isso. Não vou dar a você, benévolo leitor, o prazer da constatação. Veja você mesmo em Flannery O´Connor ou em Georges Bernanos – há tudo ali e também em outros… descubra por si mesmo.
Assombro há também em poesia, por exemplo, em Ferreira Gullar e Ivan Junqueira.
Exemplo vocal e visual.
https://www.youtube.com/watch?v=gZa2AkDVc2k&feature=emb_logo

Irrelevantes

Destacado

Irrelevante este blog ficou. Irrelevante, como o jornal impresso, a carta em papel, o DVD Player, o CD, o VHS, o Betamax, o barbeador Gillette Blue Blade. Na verdade, este blog sempre foi uma lâmina de barbear minhas emoções. Não dura mais de três minutos para postar e bum! ya se foi…

Ver a imagem de origem

E por que então, continuamos aqui, pelo menos uma meia dúzia de “good friends”?
– Talvez porque amamos manter este diário digital, para nos lembrarmos de nós mesmos no futuro, “just in case”. Tenho aqui nesta meia-dúzia uns dois ou três do tempo dos blogs. Era uma discussão que avançava noite a dentro, na caixa de comentários, que nem de longe lembra a febre do Twitter, não porque fosse mais civilizada a conversação, mas por ter sido mais inteligível.
Alguns de nós chegaram ao livro impresso via blogs. O que não é pouca coisa. E ao estrelato em TV, passando ao largo do Orkut (“o Turko” para um dos blogueros famosos ontem, hoje e sempre, Lord ASS, que abandonou o seu (dele) blog em 2016, mas tem muita coisa interessante lá nos arquivos https://alexandresoaressilva.wordpress.com/
Alguns de nós migraram para o Medium, como o Alexandre (Lord ASS). https://medium.com/@arquivoass

Suplementos literários italianos (periodicidade semanal) – uma ilha de excelência entre os irrelevantes.

Talvez não tenhamos mais jornais impressos no Brasil em dois ou três anos – os suplementos já não existem, afora o Rascunho (da Gazeta do Povo de Curitiba, que vai descendo a ladeira do culturalismo e assim pode também perder seus leitores, tornando-se o último dos moicanos entre os irrelevantes).

Na Itália, é diferente. Vivi lá no Vêneto boa parte do saudoso ano 2019 e lia pelo menos dois jornais impressos diariamente (i.e., reabilitei a função Journal do impresso!). Dizem que onde há um público leitor e boa parte deste envelhecida, o jornal impresso ainda tem sobrevida.

O diário de minha cidade vai se tornando irrelevante, como a lâmina de barbear e o DVD player e o Blockbuster, mas eu só posso dizer isso aqui no blog irrelevante pois não serei lido mesmo e corro o risco de alguém não me vetar as cartas que costumo enviar para a coluna “Cartas do Leitor”. Por enquanto, Hélas! mantenho minha irrelevância em espaço que eu mesmo edito e autorizo a publicação.

Algumas notas sobre Pushkin (2)

Destacado

Na primeira crônica desta série, procurei situar o leitor sobre a vida do poeta russo Alexandr Pushkin e o meio em que escreveu. Negro, viveu entre eslavos, descendente de escravo africano viveu dentre a nobreza russa, nobre por direito e nobre de coração Pushkin se tornou, com apenas 20 anos de carreira literária, o maior poeta russo de todos os tempos.

Pushkin é aclamado como o maior poeta russo dos século XIX e o criador daquilo que Carpeaux chama de “uma literatura universal em língua russa”. Tendo falecido antes de completar 38 anos e, 220 anos depois, ainda é considerado por muitos como o maior poeta russo de todos os tempos e influência decisiva não apenas entre seus compatriotas (como Gogol, Dostoiévski etc.), mas entre poetas de todo o mundo.

Morto em consequência de ferimentos sofridos num duelo – que poderia ter vencido, porque era bom atirador –, o poeta foi talvez a vítima de sua popularidade. Servidor do czar e admirado pelo povo, foi talvez vítima de armadilhas e do ciúme que rondava a sua casa; e, assim, o antagonista é o cunhado, o oficial francês Georges D´Anthès,

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D´Anthès, o lado B do triângulo amoroso

que pode ser considerado o lado B do triângulo amoroso com Natália Gontcharova, a esposa do poeta.

Pushkin cena do filme O escandalo Pushkin - Algumas notas sobre Pushkin (parte 2)
Cena do filme “O escândalo Pushkin”, de Natalya Bondarchuk (2016).

Leia a crônica completa, clicando aqui…

Algumas notas sobre Pushkin (1)

Destacado

Ele nasceu há mais de duzentos e vinte anos, morreu em duelo aos 38, negro num país eslavo, Alexandr Serguéevich Pushkin era de estirpe nobre, por via de um bisavô descendente de um príncipe da Abissínia e também por parte do pai, o major da guarda Sergueievich Pushkin, cuja ascendência remonta ao século XII, vindo do lendário Ratcha, antepassado de muitas famílias nobres russas.

A vida de Pushkin me importa muito e deve importar a toda gente interessada na grande literatura. Por isso, lanço meu olhar a dois séculos atrás, onde se pode constatar a alta importância da vida de um menino russo, descendente de escravo e nobre – ambos figuras importantes da corte de Pedro, O grande, – o bisavô militar e o neto que se impôs pelo talento e a nobreza de seus versos.
Continue lendo…

Charme e humour no ensaio

Destacado

Eis-nos, leitores, diante de um ensaísta de charme, para usara expressão de Alexandre Soares Silva na apresentação deste “Saudades dos cigarros que nunca fumarei”.

Nele, Gustavo Nogy reabilita uma escrita que prova que “nem tudo precisa ser grave na vida”, dando razões para se rir e pensar a um só tempo. Tento nesta crônica provar que Nogy é digno do título de “ensaísta de charme”, que lhe atribuiu Alexandre Soares Silva na apresentação do livro.

É preciso que se defina bem a compreensão e caracterização feita pelo Alexandre. A minha predileção para a adaptação do francesismo é mesmo a ideia de encanto que algo ou alguém desperta, graça que seduz. Neste sentido, o leitor verá que esta ideia resta demonstrada, ao final da leitura.

Emily Dickinson, a natureza e suas cores…

Galeria

Esta galeria contém 2 imagens.

Emily Dickinson A Natureza raro usa o amarelo,Antes prefere outros tons;Reserva-o todo para o pôr-do-sol;Azul, gasta aos borbotões. Como a mulher abusa do carmim, Mas o amarelo – esta cor Com parcimônia a seleciona, – assim Como palavras de Amor. … Continuar lendo

Hildegard de Bingen: uma vida sob o sopro de Deus (1)

Destacado

THE MISTERY OF HILDEGARD OF BINGEN –

Este foi o tema do curso que fiz com a professora, musicista e brilhante palestrante Jane Ellen.

Como meus seis leitores sabem, estou nos EUA, num programa de estudos continuados da UNM CONTINUING EDUCATION – seguindo o “Osher Lifelong Program“, um tempo precioso que estou investindo, neste período outonal no hemisfério norte (Fall’14) em cursos, preferencialmente sobre a era Medieval.

Knowledge is a road to wisdom.

    The Human soul is made for the Eternal”


– esta é minha legenda nesse período, tirei da obra de São Boaventura.

Até agora, passados +30 dias de permanência no Novo México, eu vos digo que este foi o melhor curso. A paixão pelo assunto e o conhecimento da palestrante como musicista que é, fizeram o perfeito complemento para que o curso “19844 Hildegard of Bingen” saísse do catálogo da UNM para o meu coração e minha mente.

The Trinity - Hildegard's Vision #1 - A Trindade em União
The Man in Sapphire-Blue

O que pretendo com essa série de posts é transmitir-lhes um pouco do continuado interesse que Hildegard pode gerar ao estudioso de nossos tempos interessado nas lições da Idade Média e tão carente de boa música e de aprofundar sua espiritualidade.

Há razões para amar Hildegard hoje, mas é melhor percorrer o caminho que leva ao coração e ao espírito – é o que mais conta nesta jornada. Hildegard é um dos pontos profundos entre os mestres e místicos da Idade Média.

Nascida em família nobre na cidade de Bickelhein/Rhineland (Alemanha), esta freira visionária fundou dois mosteiros, compôs mais de 70 canções – em sua maioria, música angélica -; escreveu mais de 100 cartas a amigos, confessores, bispos, arcebispos e poderosos dirigentes de sua época – em alguns ipassando um pito; compôs mais de 70 poemas; escreveu e publicou 9 livros sobre temas diversos, incluindo temas diversos como o uso medicinal das plantas, botânica e biologia além de, naturalmente, caminhos de divinização da vida (ver ‘Scivia’, adiante).


RECOMENDO que você, leitor, continue lendo e ouvindo a sequência musical abaixo, de uma série de obras compostas por Hildegard, vou contando o resto…


Continuar lendo

Anton Bruckner (2)

Destacado

O crítico Franklin de Oliveira escreveu sobre a obra de Bruckner alguns comentários que são decisivos para quem quer conhecer ou já conhece (e ama) A. Bruckner.
O texto de Franklin é uma ode a 5a. Sinfonia. Em “A Fantasia Exata”, livro de 1959, ele afirma que Anton Bruckner era
Anton Brucknerum homem solitário que só confiava sua alma ao órgão – era sua maneira de estar com Deus – é uma das maiores enseadas de concórdia humana” que o crítico dizia ter conhecido, isso pelo que chamou de “mystical conception of sound”. Em tudo que fez, escreveu, continua Franklin, “Deus é a grande presença. Talvez a respeito de Bruckner mais do que a respeito de qualquer outro compositor possamos falar das relações da música com a Teologia como duas esferas intimamente interligadas. ‘Músico de Deus’ era o seu epíteto e talvez fosse por isto que mais do que qualquer outro romântico, ele fundava sua sinfonia sobretudo no puro som. Dele disse Alfred Einstein: ‘a romantic in so far as he made pure sound the basis of his symphonies….

De Anton Bruckner se pode mesmo afirmar – confirmando o mestre-crítico F.O. que “raros músicos foram tão sensíveis ao êxtase a que somos levados pela contemplação do som puro, pelas harmonias potenciais do acorde, quanto Bruckner e Mahler. A respeito deles podemos lembrar a tese wagneriana: ‘o acorde representa as forças cósmicas do Universo’. Daí, provavelmente Eistein achar que as sinfonias de Bruckner respiram um espírito cósmico. ‘His symphonies breathe once more a cosmic spirit… As de Mahler, também.” Mas este post é dedicado somente a Bruckner. Portanto, eis abaixo a segunda parte da Quinta de Bruckner.

Franklin fala ainda “das fontes da expressão musical de Bruckner” que teriam sido Beethoven, Schubert e Wagner – a influência schubertiana foi a que alimentou com maior riqueza as suas sinfonias. Do criador da música psicológica recebeu Bruckner uma herança maravilhosa – a herança do grande adágio beethoveniano. De Schubert, a amplitude das formas que se ligam em suas frases lentas e os seus ‘scherzi’ com a simplicidade com que o camponês cuida dos frutos, coisas da terra e do sol, e pois, do céu. Campônio, alma rude de camponês era a de Bruckner, nascido nas regiões montanhosas da Áustria Alta”, destaca Franklin. Portanto, para finalizar, a terceira parte da Quinta, que é de longe a mais elogiada no YouTube, finalizo prometendo voltar com a Quarta Sinfonia de A.Bruckner que, segundo Franklin de Oliveira, é “música dos anjos para os homens atormentados” (expressão cunhada por Mahler para definir a música mística das Missas e do Te-Deum de Bruckner, coisa que até um ateu ouve e por um momento é levado a acreditar em Deus).

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Fonte: OLIVEIRA, Franklin de. “A Fantasia Exata”, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1959, p. 68-70.