Henry James como confidente…

O escritor americano, naturalizado britânico, HENRY JAMES (1843-1916) é o tema da minha crônica em DESTARTE, no Opção Cultural Online.

Clique no link para ler.

Destarte 18 ABR 2018.PNG

Henry James (1)

A busca por um passado que “possui algo de fantástico e até de diabólico.79b6c98ebb2500c15513027ffa0fd1097d832000

“E essa “tentativa de recapturar, pela memória, o passado que cada geração pode alcançar faz com que “Os papéis de Aspern” seja não apenas uma história patética, de grande rigor formal, mas uma criação literária dotada de senso histórico e extraordinária percepção dessa forma de sensibilidade que se denomina o Tempo” – diz-nos a tradutora de Henry James para o português, Sra. Maria Luiza Penna.

Um resumo para atrair meus seis leitores à crônica literária que publico nesta quarta-feira, 18/04, no Opção Cultural online:

Um “escritor canalha” é pego tentando assaltar a escrivaninha de uma velha senhora; mas há bem mais no estilo e na “atmosfera jamesiana.”

O escritor Alexandre Soares Silva tem uma resposta para esta e outras narrativas que compõem o caso Henry James[i]: “A atmosfera de James é a da vida vista de muito longe. Seus heróis não trabalham, de modo geral, e nem agem muito.”

[i] Para uma leitura de obras no idioma do Autor e para aprofundamento do estudo da obra de James incluindo a fortuna crítica do autor em inglês, recomenda-se este Guia “The Henry James Scholar´s Guide to Web Sites

 

Espero você lá…sempre neste endereço.

 

Walt Whitman, Oh! Pioneers

Poema de W. Whitman*

1
COME, my tan-faced children, 
Follow well in order, get your weapons ready; 
Have you your pistols? have you your sharp edged axes?  

Pioneers! O pioneers! 
  
2
For we cannot tarry here, 
We must march my darlings, we must bear the brunt of danger,
We, the youthful sinewy races, all the rest on us depend,  

Pioneers! O pioneers! 
  
3
O you youths, Western youths, 
So impatient, full of action, full of manly pride and friendship, 
Plain I see you, Western youths, see you tramping with the foremost,  

Pioneers! O pioneers! 
  
4
Have the elder races halted?
Do they droop and end their lesson, wearied, over there beyond the seas? 
We take up the task eternal, and the burden, and the lesson,  
Pioneers! O pioneers! 
  
5
  All the past we leave behind; 
We debouch upon a newer, mightier world, varied world, 
Fresh and strong the world we seize, world of labor and the march,  Pioneers! O pioneers!
  
6
  We detachments steady throwing, 
Down the edges, through the passes, up the mountains steep, 
Conquering, holding, daring, venturing, as we go, the unknown ways,  Pioneers! O pioneers!
    
  
7
  We primeval forests felling, 
We the rivers stemming, vexing we, and piercing deep the mines within,
We the surface broad surveying, we the virgin soil upheaving,  
Pioneers! O pioneers! 
  
8
  Colorado men are we, 
From the peaks gigantic, from the great sierras and the high plateaus, 
From the mine and from the gully, from the hunting trail we come,  Pioneers! O pioneers! 
  
9
  From Nebraska, from Arkansas,
Central inland race are we, from Missouri, with the continental blood intervein’d,
All the hands of comrades clasping, all the Southern, all the Northern,  Pioneers! O pioneers!
               
  
10
  O resistless, restless race! 
O beloved race in all! O my breast aches with tender love for all! 
O I mourn and yet exult, I am rapt with love for all,  
Pioneers! O pioneers!
  
11
  Raise the mighty mother mistress, 
Waving high the delicate mistress, over all the starry mistress, (bend your heads all,) 
Raise the fang’d and warlike mistress, stern, impassive, weapon’d mistress,  
Pioneers! O pioneers! 
  
12
See, my children, resolute children, 
By those swarms upon our rear, we must never yield or falter,
Ages back in ghostly millions, frowning there behind us urging,
Pioneers! O pioneers! 
  
13
  On and on, the compact ranks, 
With accessions ever waiting, with the places of the dead quickly fill’d, 
Through the battle, through defeat, moving yet and never stopping,  
Pioneers! O pioneers!
    
  
14
  O to die advancing on!
Are there some of us to droop and die? has the hour come? 
Then upon the march we fittest die, soon and sure the gap is fill’d,
Pioneers! O pioneers! 
  
15
  All the pulses of the world, 
Falling in, they beat for us, with the Western movement beat,
Holding single or together, steady moving, to the front, all for us,  
Pioneers! O pioneers!
  
16
  Life’s involv’d and varied pageants, 
All the forms and shows, all the workmen at their work, 
All the seamen and the landsmen, all the masters with their slaves,  Pioneers! O pioneers!
    
  
17
  All the hapless silent lovers, 
All the prisoners in the prisons, all the righteous and the wicked,
All the joyous, all the sorrowing, all the living, all the dying,  
Pioneers! O pioneers! 
  
18
  I too with my soul and body, 
We, a curious trio, picking, wandering on our way, 
Through these shores, amid the shadows, with the apparitions pressing,  
Pioneers! O pioneers! 
  
19
 
  Lo! the darting bowling orb! 
Lo! the brother orbs around! all the clustering suns and planets, 
All the dazzling days, all the mystic nights with dreams,  
Pioneers! O pioneers! 
  
20
  These are of us, they are with us, 
All for primal needed work, while the followers there in embryo wait behind,
We to-day’s procession heading, we the route for travel clearing,
Pioneers! O pioneers! 
  
21
  O you daughters of the West! 
O you young and elder daughters! O you mothers and you wives! 
Never must you be divided, in our ranks you move united,  
Pioneers! O pioneers! 
  
22
  Minstrels latent on the prairies!
(Shrouded bards of other lands! you may rest, you have done your work,) 
Soon I hear you coming warbling, soon you rise and tramp amid us,
Pioneers! O pioneers! 
  
23
  Not for delectations sweet; 
Not the cushion and the slipper, not the peaceful and the studious, 
Not the riches safe and palling, not for us the tame enjoyment,  
Pioneers! O pioneers!
  
24
  Do the feasters gluttonous feast? 
Do the corpulent sleepers sleep? have they lock’d and bolted doors? 
Still be ours the diet hard, and the blanket on the ground,  
Pioneers! O pioneers! 
  
25
  Has the night descended? 
Was the road of late so toilsome? did we stop discouraged, nodding on our way?
Yet a passing hour I yield you in your tracks to pause oblivious,  
Pioneers! O pioneers!
    
  
26
  Till with sound of trumpet, 
Far, far off the daybreak call — hark! how loud and clear I hear it wind, 
Swift! to the head of the army! — swift! spring to your places,  
Pioneers! O pioneers.

+++++
Fonte: “Walt Whitman, Complete Poetry an Collected Prose“, Ed. The Library of America, 1982, p.371-375.
Incorporei os números aos versos para facilitar futuras citações. Infelizmente, não achei minha velha tradução, para transcrever. Concordo Manuel Frias Martins que a obra de Whitman é “fragmentariamente traduzida em português” e que “merecia há muito ser traduzida na totalidade” – o que aconteceu em Portugal, mas não sei de tradução completa no Brasil.
Conheci um volume da década de 80, da Edit. Brasiliense (Folhas das Folhas da Relva) que era tradução parcial. Agora soube da tradução da Editora Martin Claret e da Iluminuras, nas não possuo nenhuma dessas e perdi o livrinho que li em muitas reuniões com amigos no final dos anos oitenta… provavelmente, esse livrinho faz parte do acervo de algum amigo da época, conquistado pela força dos versos deste que é considerado o maior poeta americano. O poema transcrito acima, como sabem, serviu de inspiração a Willa Cather na composição de o seu inolvidável romance “O Pioneers”. Terminei de ler o romance e ainda devo refletir mais antes de ousar uma resenha. Boa semana! (AQ)

Dois andares na “Casa da poesia brasileira”

Para os poetas Augusto Frederico Schmidt e Tasso da Silveira…

E ao traçar estes dois perfis em resumida crônica, encerro o ciclo “Poetas católicos do Brasil”.

Confira o artigo na íntegra, clicando no link abaixo:Destarte 11 ABR 2018.PNG


 

Um ser de circunstância e eterno

MURILO MENDES (1901-1975)

Murilo Mendes, “o poeta brasileiro de Roma”, é o protagonista desta terceira crônica da série. O cosmopolita poeta mineiro continua sendo o menino de Juiz de Fora que se fez Poeta como “ser de circunstância e eterno”

Clique na figura abaixo para ler o artigo completo.

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Sexta-Feira Santa

Bruno Tolentino.jpgAh que o Amor de Cristo nos constrange :
Depois d´Ele, nenhum cordeiro imolado, não mais.
Depois do processo e infâmia contra o inocente:
– Não mais ovelha sacrificada, não mais…
Em nenhum altar invocado o sacrifício, não mais.
Depois dele, nenhuma vítima inocente, não mais.
– Só a cruz erguida.
Só essa árvore cósmica.
Esse madeiro pro náufrago à deriva…
Suas raízes  penetrando o dia-a-dia
Do que crê.
Arrostando
O lombo do
Descrente
Ralo da dúvida.

O Cristo não venceu apenas a Morte, Ele venceu também a solidão humana. Em vão acusam a Cruz de fazer sombra à vida. A Igreja nos responde, com uma alegria cheia de lágrimas, na Quinta-feira Santa:
“Ecce enim propter lignum venit gaudium in universo mundo…”
(*)

(*)“Crucem tuam adoramus, Domine, et sanctam ressurrectionem tuam laudamus et glorificamus: ecce enim propter lignum venit gaudium in universo mundo” : adoramos, Senhor, a tua Cruz, e louvamos e glorificamos a tua santa ressurreição: por causa do lenho da Cruz vem a todo o mundo o gozo (Antífona1ª para ser cantada enquanto se adora a Santa Cruz).

E para fechar essas reflexões desta Sexta-Feira Santa, 2009, um poema de Bruno Tolentino:

O Segredo
*****Bruno Tolentino

O Cristo não é
um belo episódio
da história ou da fé:

nem o clavicórdio
nos dedos da luz,
nem o monocórdio

chamado da Cruz.
O crucificado
chamado Jesus

é o encontro marcado
entre a solidão
e o significado

do teu coração:
de um lado teu medo,
teu ódio, teu não;

de outro o segredo
com seu cofre aberto,
onde o teu degredo,

onde o teu deserto,
vão morrer, mas vão
morrer muito perto

da ressurreição.

Poema O Segredo, “As horas de Katharina”. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 180.
(*) F. Mauriac, “Sofrimento e Felicidade do Cristão”, p. 182.

 

Imagens e impressões de Milão

Nesta viagem à Itália, decidimos vir à Toscana, começando a viagem por Milão.

Como voamos via Miami, chegamos a Milão bem cansados, numa semana em que a cidade vive uma agitação especial por conta de uma das centenas de feiras que a cidade recebe por ano. Desta vez, a “Milan Fashion Week“.

Claro, há o Duomo (a Catedral) de Milão era incontornável, apesar da multidão que acorreu ao local na sexta-feira pela manhã.

Piazza Duomo lateral.jpg

Ficamos pouco tempo na área, onde ficamos pouco tempo, tomamos um café e não nos animamos a entrar na fila para ir ao topo da catedral, tampouco animei-me a ir ao Museu do Novecento, ao lado do Duomo.

As multidões nos assustam um pouco, desde que turismo e terrorismo estão intimamente ligados na Europa, com a proposta de violência que parece ser o motor de ignição do Islã… ficamos, portanto, em um pequeno passeio pela área do centro histórico – sendo que o mercado medieval se encontrava em obras.

Um vendedor de revistas e discos (formato vinil) chamou-me atenção num daqueles arcos que divide a área do mercado medieval, claro que minha mulher superou o temor às multidões para dar uma olhadinha na galeria mais chique do centro de Milão, mas o que ficou mesmo na memória da gente foi o vendedor de vinil com seu quiosque “Discovery”.

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Galeria Vittorio Emanuele II
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Um quiosque dedicado ao vinil

 

 

 

 

Em Sant´Ambrogio

Sant’Ambrogio é um bairro calmo e familiar, embora exista lá uma penitenciária.
Talvez por isso mesmo, sente-se um clima de segurança a mais para os habitantes.
Ruas tranquilas, com crianças, idosos e religiosos que vêm e vão, sem muito agito.

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O maior atropelo que se tem é o barulho das ambulâncias que chegam ao Hospital da Via San Vittore, próximo ao museu de Ciência e tecnologia, que fica ao lado da Igreja local.

Nosso hotel (B&B) fica na calma Via Degli Olivetani, 4 – um lugar tranquilo para o turista. Ao católico que esteja interessado em arte, Milão oferece muitas alternativas – como a cinco minutos daqui o quadro da Santa Ceia de Da Vinci, recentemente restaurado. O quadro fica aqui próximo, na Igreja Santa Maria delle Grazie.

Mas, para quem quer apenas (!) rezar, pode-se ficar pelo bairro mesmo, pois a San Vittore oferece o melhor ambiente de meditação e oração, sem o ruído dos clics de máquinas e celulares de turistas.

 

San Vittore
Rua San Vittore
Um morador de rua_chapeu Burberry
Um caminhante com um chapéu de marca (Burberry)!
Restaurante Simon's
Simon’s Restaurante na Via San Vittore

No próprio bairro Sant’Ambrogio pode-se comer e se instruir (há bons restaurantes mais badalados e também restaurantes de bom preço, onde os moradores do local usam fazer suas refeições!) e há algumas livrarias e teatros (dois no mínimo).

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Um Hölderlin com uma introdução histórica do poeta italiano Giorgio Vigolo (1938).

Cem poemas essenciais

Está no ar o projeto “Cem poemas essenciais”, um sonho que acalentamos por um ano, foi ao ar hoje em sua primeira edição.

A idéia é levar a Poesia ao dia-a-dia, em meio ao noticiário do programa “Manhã Sagres 730”.
Com a generosa contribuição técnica de Roberval Silva, Coord. Petras de Souza, na rádio Sagres 730.

O anúncio e a explicação do programa teve uma prévia na entrevista abaixo, feita por Rubens Salomão, âncora do “Manhã Sagres”, o primeiro programa foi ao ar hoje está no site da Sagres 730.
Para ouvir a entrevista, clique no link abaixo:

Hermilo Borba Filho: o sangue na escuridão

Pode um homem durar uma centena de anos na terra, mas sua obra pode ultrapassar os séculos…este o caso dos escritores, na maioria dos países hegemônicos.

No Brasil, no entanto, onde a idade média sobe a sete décadas, os escritores têm sua memória apagada em menos de meio século depois de desaparecidos.

Este é o caso de Hermilo Borba Filho, de Lúcio Cardoso e de tantos outros.
Nesta crônica para a coluna “Destarte” do jornal Opção Cultural Online, procuro resgatar um pouco da memória de Hermilo (1917-1976) que, ao longo de seus 59 anos, deixou obra marcante no Teatro feito no Brasil, na prosa de ficção (novelas, romances, contos), sendo um marco importante na literatura de Pernambuco.

Confiram, clicando no link abaixo:

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