Página Inicial – Recorte Lírico

Quando penso na minha infância, vem de chofre a ausência do pai. Depois, a mãe que foi apenas genitora. Mas vem, principalmente, a doçura da avó que me deu acesso às primeiras letras

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São Miguel, Arcanjo, rogai por nós!

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio, contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium: Imperet illi Deus, supplices deprecamur, tuque, Princeps militiae caelestis, satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio.

Instante e humildemente vos pedimos, que Deus sobre ele impere e vós, Príncipe da milícia celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas.
Amém.

 
 

Cora Coralina, 130 anos: Os poemas, as receitas e os livros – Infográficos – Estadão

Leiam sobre Cora, mas sobretudo, leiam-na.
https://www.estadao.com.br/infograficos/cultura,cora-coralina-130-anos-os-poemas-as-receitas-e-os-livros,1026023?utm_source=estadao:ibope&utm_medium=newsletter&utm_campaign=cultura::e&utm_content=link:::&utm_term=::::

The Depths of August – Image Journal

(c) Website da rev. Image.
https://imagejournal.org/article/the-depths-of-august/

I was blinded by grace,
A prey torn from its shadow,
Entwined only to unravel.

Alive in a dead calm,
I was fire from which
Air is withheld,

A charged element.
An illegible signature,
I was that which

Otherwise serves to conceal.
An inaccessible room.
A sky divided by lightning.

Este belo poema de Eric Pankey, está na revista norte-americana “Image” e merece uma boa tradução em nossa língua. Quem se habilita a fazê-la?
Ver original.

Não sei quantas almas tenho

Pessoa.

Casa de Autores

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“Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.”

Fernando Pessoa, poeta português.

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W. H. Auden, “Et in Arcadia Ego”

ET IN ARCADIA EGO (Eu também estou em Arcádia – a morte como fato inexorável).

circle, uncoiled

Barbieri Barbieri

1964

This poem explores the problem of the “domesticated” being of Mother Nature (“Happily married/ Housewife, helpmate to man), beneath whose surface rages the original wild that man thinks he has tamed (screeching/ Virago, the Amazon). It seems important to discuss the poem in such gendered terms, since Nature has been subsumed as “helpmate to Man,” while “the autobahn/ Thwarts the landscape/ In godless Roman arrogance.” Nevertheless, the instrument will inevitably be turned on the master: “The farmer’s children/ Tip-toe past the shed/ Where the gelding-knife is kept.”

The title refers to the 17th-century paintings of idyllic Arcadian life by Nicolas Poussin or Giovanni Barbieri (1618). The paintings depict young shepherds coming across the tombstone of one whose death descries the fallacy of Arcadian happiness: that Time kills all. This phrase also appears in Evelyn Waugh’s Brideshead Revisited.

Poussin Poussin

Who, now, seeing Her so
Happily married,
Housewife, helpmate to…

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