Não se esqueça de viver

A É Realizações Editora lança "Não se Esqueça de Viver — Goethe e a tradição dos exercícios espirituais", de Pierre Hadot.Estudioso responsável pela redescoberta do caráter vivencial da filosofia antiga, o autor analisa como isso está presente na visão de mundo goetheana. Pierre Hadot é unanimemente aclamado como o erudito que recuperou a dimensão prática … Continuar lendo Não se esqueça de viver

Recorte lírico

O mundo não está preparado para lidar com a pandemia do Coronavírus, mas pode aprender rapidamente -- e deve. A imprensa não pode (e não deve) criar notícias como se fossem espirros irresponsáveis, sintomas da própria pandemia

Das pragas do Egito ao Apocalipse

Um livro de revelações - o Apocalipse de São João nos mostra visões de uma terra desolada. Decifre essa mensagem do evangelista e a compare com os dias atuais.

Adeus, ano velho…

Como Miguel Torga, o bravo poeta e narrador português, estou quase fechando 2019... "Momentos antes de fechar o cartório/De poeta…" (como dizia Miguel Torga) Certo de que este é um cartório muito especial"— Um registo civil ultra real". Preparamos a navegação para um novo ano, em que um novo ciclo se abre... como esta janela … Continuar lendo Adeus, ano velho…

Nelson Ascher tradutor de Emily Dickinson

O Estado-da-Arte de "O Estado de São Paulo" publicou hoje alguns poemas de Emily Dickinson traduzidos por Nelson Ascher. Ascher já nos havia brindado com as traduções de poetas húngaros. É uma coisa sofisticada e quase impossível para 90.1% de nós brasileiros, presos à "última flor do Lácio", incapazes quase de nos aventurarmos por outros … Continuar lendo Nelson Ascher tradutor de Emily Dickinson

«O caminho de Cristo é a única coisa que torna possível a nossa sobrevivência» | Martin Scorsese | Andrea Monda In L’Osservatore Romano

Martin Scorsese e o Papa Francisco. Que diálogo. Leiam-no.
Entre os dois começou um diálogo tão simples quanto profundo, que depressa aportou ao nome de Dostoiévski, comum paixão de ambos, que com os seus romances faz de pano de fundo à obra do cineasta de “Os cavaleiros do asfalto” e “Silêncio”. E é precisamente do grande escritor russo que pretendo partir para retomar aquela conversa, ligando-me a “The irishman” e ao protagonista, Frank Sheeran (interpretado magistralmente por Robert De Niro), que surge como o único sobrevivente que, por isso, pode e deve falar, o único vivo que manda «notícias de uma casa de mortos». Não por acaso para todos os outros personagens, que fugazmente comparecem em cena, uma referência detém a imagem e indica-nos a data e a maneira, sempre violenta, da morte. Frank está vivo e fala, melhor, confessa-se, olhando fixamente para a câmara, nos olhos do espetador.
[…]
“Retenho que o caminho de Cristo é a única coisa que torna possível a nossa sobrevivência. É o único caminho que entrevejo para que a humanidade – todo o grande organismo da humanidade – possa efetivamente mudar e evoluir, distanciando-se do aniquilamento. Entendo isto não em sentido cultural, mas espiritual. O facto é que há o ir à igreja é há o caminho de Cristo. Não se trata necessariamente da mesma coisa, como todos sabemos. E creio que a confissão é um dos instrumentos espirituais mais poderosos de que a Igreja dispõe. É um exame autêntico daquilo que és, de todas as tuas dúvidas, os teus medos e as tuas transgressões, e o próprio ato da confissão abre a porta a tentar de novo, a ter uma outra possibilidade. Mesmo se não recebes a absolvição, abriste a porta.”

Quando a 21 de outubro passado se voltaram a encontrar, Martin Scorsese e o papa Francisco retomaram uma conversa como a que podem ter dois velhos amigos que se entendem sem esforço, ainda que a última vez que se tinham encontrado ocorreu praticamente um ano antes, a 23 de outunro de 2018, em Roma, por ocasião do encontro de jovens e idosos com o papa da apresentação do livro “A sabedoria do tempo”. O papa, depois de lhe ter perguntado pela esposa, quis saber informações sobre o seu novo filme, “The irishman”, e o realizador italo-americano explicou que se trata de uma película sobre o tempo e a mortalidade, a amizade e a traição, o remorso e o arrependimento pelo passado.

Entre os dois começou um diálogo tão simples quanto profundo, que depressa aportou ao nome de Dostoiévski, comum paixão de ambos, que com os seus romances faz de pano…

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O cancioneiro de Sebastian Arrurruz

(c) Foto Chris Floyd

Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever

https://www.youtube.com/watch?v=OTPhvHJaaWs&list=UUcquBDF-uPq685S2v_eDXiA O canal de RR - um polímata, autodidata e eclético. Amigo. Conheço o Rafael há uns 200 anos. Era o tempo dos blogs, tipo hard, hard... Ele era o meu amigo do Sul - RR. Hoje, é um profissional de Saúde que não se esqueceu do dom recebido para escrever e nos convencer de … Continuar lendo Rafael Reinehr | Escrever Por Escrever

Seja bem-vindo, "Monsieur Ouine"

Bernanos foi assunto central no livro de Sebastien Lapaque (2003) e H. Sarrazin (1968) - a figura do mais brasileiro dos escritores católicos franceses ganha novas leituras Lançamento do romance de Georges Bernanos no Brasil Finalmente, o leitor brasileiro tem à sua disposição esse que é considerado a obra máxima de Georges Bernanos.A É Realizações, … Continuar lendo Seja bem-vindo, "Monsieur Ouine"