John Keats, Literatura, Literatura Inglesa, Poesia, poesia inglesa

Um soneto escrito em 15 minutos permanece vivo há dois séculos

SIM, quinze minutos teria sido o tempo que levou Keats para escrever um soneto que é hoje um clássico. Isso é que nos conta Péricles Eugênio da Silva Ramos sobre este soneto abaixo, traduzido pelo próprio autor da introdução ao volume de Poemas do inglês KEATS e cujo original vai abaixo transcrito, após a tradução.… Continuar lendo Um soneto escrito em 15 minutos permanece vivo há dois séculos

Crítica Literária, Jorge Luis Borges, Literatura, Literatura hispânica

“A flor de Coleridge”, de Borges e JLG

BORGES

“Aqueles que copiam minunciosamente um escritor fazem-no de modo impessoal, fazem-no por confundir esse escritor com a literatura, fazem-no por supor que se afastar dele em um ponto é afastar-se da razão e a ortodoxia. Durante muitos anos, eu acreditei que a quase infinita literatura estava em um homem. Esse homem foi Carlyle, foi Johannes Becher, foi Whitman, foi Rafael Cansinos-Asséns, foi De Quincey” (Jorge Luis Borges, em Outras inquisições).

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Toute la mémoire du monde

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coleridge 5 Histoire(s) du cinéma: Les signes parmi nous

“Em 1938, Paul Valéry escreveu: “a história da literatura não deveria ser a história dos autores e dos acidentes de uma carreira ou da carreira de suas obras e sim a história do Espírito como produtor ou consumidor de literatura. Essa história poderia chegar ao fim sem mencionar um só escritor”. Não era a primeira vez que o Espírito formulava essa observação; em 1844, no povoado de Concord, outro de seus amanuenses havia anotado: “diria-se que uma só pessoa havia redigido quantos livros há no mundo; tal unidade central há neles que é inegável que sejam obra de um só cavaleiro onisciente” (Emerson: Essays, 2, VIII). Vinte anos antes, Shelley julgou que todos os poemas do passado, do presente e do porvir, são episódios ou fragmentos de um só poema infinito, erigido por todos os poetas do universo (A Defence of Poetry, 1821).

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Catolicismo, José Geraldo Vieira, Literatura, Literatura brasileira, Romance

José Geraldo Vieira

A ladeira da memória (2a. ed., 1962). Assista ao vídeo abaixo, sobre a origem do romance, no grupo coord. por Francisco Escorsim em Instituto Borborema. 22/07 - Post-post - foi somente vendo o segundo vídeo, que devo dar divulgação amanhã, que me dei conta de que a edição que eu lera (1962) foi totalmente modificada… Continuar lendo José Geraldo Vieira

Catolicismo, Coisas de Cabeceira, Cristianismo, Fiódor Dostoiévski

Post ligeiros (XI)

Adalberto Queiroz, Catolicismo, Destino Palavra

Destino palavra

O que estão dizendo sobre Destino palavra: No posfácio de Destino Palavra: “CONTRITO NA SUA LITANIA POÉTICA, Adalberto de Queiroz refaz o caminho ancestral (desde Cádiz à Vila Jaiara, em Anápolis), e traça sua ontologia, quando, ubiquamente, se coloca no tempo: o do presente e o da memória, no diálogo com a Tradição Poética. Assim,… Continuar lendo Destino palavra

Catolicismo, Crítica Literária, Fiódor Dostoiévski, História e Crítica, Literatura russa, Otto Maria Carpeaux

Queres ler o quê? (VIII)

DOSTOIÉVSKI (1) "Existem poucos escritores cuja obra tenha sido tão tenazmente mal compreendida como a de Dostoiévski. Dostoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século XIX; ou do século XX, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura. Literariamente, tudo o que é pré-dostoievskiano é  pré-histórico;… Continuar lendo Queres ler o quê? (VIII)

Catolicismo

Soneto XIII, parte II dos Sonetos a Orfeu, de Rainer Maria Rilke

Rainer Maria Rilke, Soneto XIII – parte II dos Sonetos a Orfeu.

Autores e Livros

Adianta-te a toda a despedida, como se estivesse já
para trás de ti, como o inverno que agora parte.
Pois que entre os invernos há um tão sem fim inverno
que só hibernando o teu coração resiste.

Sê sempre morto em Eurídice -, mais cantante, sobe,
mais laudante, sobe atrás, à pura relação.
Aqui, entre evanescentes, sê, no império das gotas que sobram,
sê um copo sonante, que já no som se quebrou.

Sê – e sabe em simultâneo a condição para o não-ser,
o fundamento infinito da tua vibração interior,
para que a leves a cabo por inteiro, desta única vez.

Ao desgastado aprovisionamento da repleta natureza, tanto
quanto ao entorpecido e mudo, aos indizíveis somatórios,
acrescenta-te rejubilando, e aniquila o número.

Tradução de José Miranda Justo

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