Sobre Adalberto Queiroz

Jornalista e Poeta.

Em último livro, Alfredo Bosi analisou a obra de Leonardo Da Vinci

Destacado

Morreu hoje o professor e crítico literário ALFREDO BOSI (1936-2021), que iria completar 85 anos em agosto deste ano. Todos os amantes das Letras no Brasil somos devedores de Bosi em maior ou menor grau, por seu guia de estudos que marcou toda uma geração de estudiosos da literatura nacional (História concisa da Literatura Brasileira). Neste artigo, vemos que até ao despedir-se legou-nos pérola – neste seu “Arte e conhecimento em Leonardo da Vinci”. Descanse em Paz, nobre professor Alfredo BOSI.

Em último livro, Alfredo Bosi analisou a obra de Leonardo Da Vinci
Alfredo Bosi (1936-2021)

Vocação nacional para a “pagodeira”

Destacado

Um texto do emérito professor J.C. Zamboni. Imperdível.

Opus Matris Dei

O desinteresse dos nossos cursos universitários de Letras pelos clássicos mais antigos parece que é congênito ao povo brasileiro. Tudo isso já estava lá, no começo de tudo, na época dos jesuítas e das primeiras caravelas.

Padre Serafim Leite, no primeiro volume de sua vasta e erudita História da Companhia de Jesus no Brasil, mostra com fartura de exemplos o imenso trabalho que os padres da Companhia de Jesus empreenderam, mundo afora, para aprimorar seu método de ensino, o “Ratio Studiorum” (estudo racional, sistemático), que inegavelmente contribuiu para o desenvolvimento da civilização ocidental. O método previa três graus, ou áreas, como preferimos dizer hoje: Letras Humanas, Filosofia e Teologia.

Letras Humanas, que vinha após o ensino elementar, equivalia ao nosso ginasial e se dividia em Retórica, Humanidades (literatura antiga e história) e Gramática (elevada, média e básica). Segundo os jesuítas, a principal preocupação do adolescente devia ser o domínio…

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Bate-papo é “Live”…

É hoje. Sejam todos bem-vindos!

A Covid e eu – eu e a Covid

Caros amigos.
Eu li muito sobre tudo o que podia ser, mas nunca imaginei que seria tão demorado sofrimento. Penso no primeiro livro que resenhei alhures do meu conterrâneo, o romancista André De Leones – “Os dentes negros”, que me fez pensar em “A peste”, do meu amigo pessoal (sim, porque romancistas francófonos são meus amigos pessoais!) Albert Camus.
Depois, teve o livro-bisturi de Martim Vasques “O contágio da mentira”, do qual deixei notas aqui.

Enfim, alcançamos a vergonhosa marca de mais de 300 mil mortes. Então, parece ter caído a ficha para autoridades de nosso Brasil varonil. E hoje, por uma questão do calendário, minha mulher foi vacinada. Ela mesma, que tem sido um guerreira ajudando o grupo de Mulheres do Brasil na campanha Todos pela vacina.

Ora, ora… apesar de todo o discurso (ou anti-discurso) governamental, eis a sociedade mostrando o que é possível fazer.

Grupo Mulheres do Brasil |
Luiza Helena Trajano on Twitter: "Vocês já conhecem o movimento  #UnidosPelaVacina? Ele partiu do meu chamado no #GrupoMulheresDoBrasil e  hoje jáfazparte da sociedade civil como um todo! Nós temos o desafio de
Vacinada no Jardim Guanabara em Goiânia, ela ficou emocionada. É uma pena que o WordPress não admita arquivos *,mp4 para mostrar-lhes. Segue o link para mídias sociais…

Instagram mostra o momento supremo.

Cultura literária medieval (3)

Destacado


Eis aqui a parte final da série sobre a cultura literária medieval.

Cultura literária medieval (3)

Ainda na minha cruzada pela boa informação sobre a Idade Média, tenho sobre a mesa outro livro do consagrado medievalista brasileiro de saudosa memória – o professor Segismundo Spina, meu mestre na viagem que refaço, e para a qual convido novamente o benévolo leitor a me seguir, sempre alertando que é preciso encontrar guias seguros para entender este período da história. Continue lendo…

“Mulher é desdobrável” (Adélia Prado)

Em referência ao Dia Internacional da Mulher, lembro aqui um poema de Dona Adélia.

Adélia Prado é a primeira mulher a ganhar a premiação na categoria 'Conjunto da Obra' | © Jackson Rommanelli
Nascimento: 13 de dezembro de 1935 (85 anos), Divinópolis, Minas Gerais.
© Foto: Jackson Rommanelli

Com licença poética
******Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
++++
Fonte: Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993. p. 11.

Cultura literária medieval (3/ final)

Leiam todos, o artigo (a série, diria), é um antídoto à desinformação que faz comum e aceitável que jovens bem formados ainda considerem a Idade Média como uma época de atraso e que não mereça sequer ser estudada a fundo [PERNOUD, 2016[i]] e alguns destes mesmos universitários possam considerar um documento escrito na Mesopotâmia, no distante ano 2100 a.C. como literatura da idade Média.

Resenha de “Os fios da escrita”, por Miguel Jorge

Destacado

Benévolo leitor: eis o artigo do crítico, romancista, contista e libretista de ópera — escritor Miguel Jorge. Fiquei muito honrado com este artigo.

Peça seu exemplar pelo site da Editora Mondrongo.

Peça o seu no site da Mondrongo.

Cultura medieval – parte 2

Uma poção, um deslize: amor e morte no Medievo

Leiam, todos – ainda que poucos…

Cultura literária medieval (2)

O escritor na biblioteca

Destacado

Caros amigos (o que inclui as meninas!): fui convidado pela Biblioteca Pio Vargas, Goiânia, a dar um depoimento sobre a importância do livro e da biblioteca.
Não imaginava que a matéria repercutiria tão bem. Fiquei muito feliz pelo convite. Confiram o vídeo e a repercussão da matéria nos links abaixo. Obrigado à bibliotecária Helenir Freire Batista Machado pelo convite.

matéria na coluna de Teresa Yamada, Goiânia, 20/01/2021.
até o Arroz de Fyesta deu bola para o escritor na biblioteca…rs!