Palestra sobre viagem & literatura

A viagem é tema antigo e recorrente, mas sempre atual. De Homero a V.S. Naipaul, passando por Camões e anônimos da Idade Média, a viagem inspira relatos, poemas, sagas. Nesta palestra, sigo os rastros de James Joyce em Trieste (Itália).

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Cora Coralina, 130 anos: Os poemas, as receitas e os livros – Infográficos – Estadão

Leiam sobre Cora, mas sobretudo, leiam-na.
https://www.estadao.com.br/infograficos/cultura,cora-coralina-130-anos-os-poemas-as-receitas-e-os-livros,1026023?utm_source=estadao:ibope&utm_medium=newsletter&utm_campaign=cultura::e&utm_content=link:::&utm_term=::::

Artigo em Recorte Lírico

Quando penso na minha infância, vem de chofre a ausência do pai. Depois, a mãe que foi apenas genitora. Mas vem, principalmente, a doçura da avó que me deu acesso às primeiras letras

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The Depths of August – Image Journal

(c) Website da rev. Image.
https://imagejournal.org/article/the-depths-of-august/

I was blinded by grace,
A prey torn from its shadow,
Entwined only to unravel.

Alive in a dead calm,
I was fire from which
Air is withheld,

A charged element.
An illegible signature,
I was that which

Otherwise serves to conceal.
An inaccessible room.
A sky divided by lightning.

Este belo poema de Eric Pankey, está na revista norte-americana “Image” e merece uma boa tradução em nossa língua. Quem se habilita a fazê-la?
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Não sei quantas almas tenho

Pessoa.

Casa de Autores

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“Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.”

Fernando Pessoa, poeta português.

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