Livros de Adalberto de Queiroz

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A obra mais recente foi publicada em 2016 – é “Destino palavra” (poemas).

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“Contrito na sua litania poética, Adalberto de Queiroz refaz o caminho ancestral, (desde Cádiz  à Vila Jaiara, em Anápolis) e traça sua ontologia, quando, ubiquamente, se coloca no tempo: o do presente e o da memória, no diálogo com a Tradição Poética.

 

“São muitas e várias as vozes, não importando a origem, o que conta, de fato, é o tecido intertextual, composto nas estampas dos fatos que emergem o tempo todo: o menino no orfanato, o jovem da fábrica de tecidos, o estudante de jornalismo, o empresário, o homem feito, o  cidadão do mundo, o poeta com olhar apurado a contemplar o mundo…foto-do-beto_byhelenireuropa2016

“Adalberto de Queiroz, na lídima palavra, professa o seu canto de fé ao intensificar a interlocução  com o sagrado: Maria, Santa Teresa d’Ávila, São Joãozinho da Cruz, são intercessores no dialogo definitivo com Deus:

 

 

(…) “Eis-me, aqui Senhor, permiti que não falhe:/Eu te imploro! E se falhar, de tanta ansiedade/Entre o possível e o provável; não seja escravo./Culpa não tenho de tentá-lo, Senhor! /Fazei-me garimpeiro da alma.//Ao desalmado, ensinai o destino tutelar./De animal xucro à escola, como ao rei de Bagdá. /Nabucodonosor foi provar – pastou como quem não tem alma.//Quisera ser o Rei dos reis –, o coitado e a doida da casa,/na antiga profecia de Daniel não atentou ao oráculo;/todos passava ao fio da espada – ninguém era perdoado.//Ao desalmado, sabemos, pela voz do poeta que assim se deu:/“Pastou ervas como os bois; e foi seu corpo pelo orvalho do céu molhado./Seu pelo cresceu como penas de águia e suas unhas, como unhas de pássaro.”/Fazei-nos, pois, Senhor, aprendizes dos mistérios da alma.//.

“Assim, na sua busca pelos mistérios da alma, Adalberto Queiroz traz a lume uma obra esteticamente refinada, que foge dos artificialismos da linguagem, e se consolida como uma das vozes da nossa Poesia.”  (*)

Francisco Perna Filho é Poeta, doutorando e Mestre em Letras e Linguística: Estudos Literários pela UFG e mantém o site Banzeiro Digital.

Confira neste link o artigo “A MÍSTICA POÉTICA DE ADALBERTO DE QUEIROZ”

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Cadernos de Sizenando: poesia e crônica (2015)

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Cadernos de Sizenando_Capa - Edited

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Apresentação do livro “Cadernos de Sizenando”

(Sônia Maria Santos – Escritora e Poeta)

Ardentes são os mistérios na roda implacável do tempo, de um Deus, de um esplendor, cuja trama atravessa com a sua luz, a luz de um poeta, ao ler e reler os dias, desde os mais longínquos e primordiais. Olhos que vêem, vigiam, indagam. Mãos que apalpam húmus, minerais, argilas, e ainda carregam uma espécie de pureza e virgindade; vontade de conter belezas, ternuras e as indecifráveis músicas que põem o universo a girar.

Cadernos de Sizenando vêm de longe, com anotações tomadas no dia a dia, de um tempo que não pede lamentações, mas o fluir da mais doce alegria, contida em pequenos lembretes, cartas, e-mails, milhares de textos, blogs e grupos de amigos. Nesses achados, a longa beleza da sua história, essencialmente rica, em conteúdo e caminhos percorridos, sem perder sequer um grão de areia.

Vejo nesse livro relíquias que se acomodam por necessidades, as mais antigas. Sizenando, seu avô, razão suprema, seu mote e alegria, intitula o livro. Daí, o sagrado direito de por ele se deixar levar. Adalberto de Queiroz sustenta na sequência do seu livro a poesia desejada, por vocação e destino: indispensável. “Keats escrevera que o poeta deve dar poesias naturalmente, como a árvore dá folhas …” (Borges, 1999, p. 104).

Assim, fluindo, nascem os poemas do autor, jamais deixando de saltar aos olhos os seus saberes, linguagem apurada, e suas viagens no reino da boa leitura. Impregnado dos guardados, das gavetas encantadas, versos   do poema “Água limpa”:

“Se da água limpa dos rios,/ O poeta alcança —

incólume/ as fontes d’água viva…/Oh! Claro lume:/

bebe em sanga clara./Bebe c’o as mãos/na vertente rara/ sequioso estro./

Não se abaixa/A flor d’água,/feito um cão:/ Lambendo a água.”

Transcrevo ainda, da memória do autor, versos do poema A. E. G… Três letrinhas para evocar a infância, seus sonhos, intensidades, seus sedimentos profundos:

“Dora, você se lembra?/Recorda-te, Laíde?/Onde está dona Modesta?/Onde, o sêo

Roque? Onde estão todos, Meu Deus —

Simplicidade e beleza coexistem nos seus poemas e revelam ainda um estado de solitária contemplação.

Não seria diferente. Adalberto tem o seu deserto, suas dimensões simbólicas, seu óleo sagrado, o altar das

manhãs. Numa época de valores tão contraditórios, o autor se aproxima de Rilke: “A arte não é um fazer-se compreensível, mas um urgente compreender-se a si mesmo {…}” (Rilke, 2007, p. 145).

Por isso, versos bem desenhados, como em “Azul de Matisse”, de doce encantamento.

Ainda, em Prece ao Anjo-mago Manuel, o Bandeira, versos assim:

Que não me ouvem mais?”

“Diga sêo Manuel, ao menos

Faça aí no alto uma prece

À Santa Terezinha do Menino Jesus Em meu

nome e de todos nós — Os poetas menores;

Que advogados não temos, senão Tu E o

Quintana, com um sapato florido Passeando

na imensidão do paraíso E mijando nos muros

cheios de heras De nossa esperança infinita

Amém.”

Ainda, levado ao fogo sagrado das lembranças, o poeta refaz a sua “criação”, experiência genuína ao cantar as

mães — infinitamente pronunciadas por Adalberto, como numa lista de chamada — uma a uma — feito contas de um rosário:

“No princípio foi dona Cecília e nasceu Elza e

vieram Modesta e Helenir e Maria Nazaré e Carmelita

e Laíde e Maria do Carmo e Eleusa-Alice e de novo

Modesta e Helenir e Maíra e Cecília e Veridiana e Luzia

Isabel e Maria e Faustina e Adélia e Ormi e Luciana

e Deusa e Vilna e Mariza e Cida e Maria e Divina e

Sônia e. Santinha e Fátima e Lueli e Cristina e gerações

sucessivas: Mães.”

{…}– doces nomes em emes em colos em beijos,

regaços e seios

Na imagem do anjo: “Mammí…”.

No poema, Poesia falada, assim canta o autor nos primeiros versos:

“palavra à noite cantada/c’o a manhã se desfaz em

palavra granulada:/matinal achocolatado”.

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Cadernos de Alumbramentos

(Brasigóis Felício, jornalista e Poeta)

Aquele que teve clarões do infinito ou, tendo estado às margens do grande segredo, da mente ou do intelecto de repente lembra e esquece: então passa ou permanece como poeta. Uma vez sendo trabalhador e habitante do hotel do tempo, em que se hospeda, entregasse de vez em quando à escritura de seus cadernos de poesia. No caso de Adalberto Queiroz, são os cadernos de Sizenando, construção de edifício poético que segue-se à Frágil armação, que tive o prazer de apresentar quando da primeira edição.

A dicção do poeta alimenta-se do museu de tudo de suas memórias, vivências, sua bagagem cultural, seus alumbramentos com as modalidades de arte que o encantam: música, pintura, teatro, e o vasto cenário das formas e gêneros literários. Mas é como cronista e poeta que ele expressa seus alumbramentos, suas viagens de saudade e memória, sua visão do mundo. Sabendo que os viventes são navegantes do espanto, sujeitos ao susto de viver no imponderável.

O certo é que tudo na existência humana decorre em brumas de mistério – sendo estas as águas em que navegam as naus do poético. Como bem o diz o poeta Gilberto Mendonça Teles: “A linguagem se arma nas formas e elide/tudo o que não tenha um sol, um sentido/E Deus escreve bem por linhas tortas, / mas ortografa certo as entrelinhas/agora, como sempre,/com outro é que se obtém perícia/a porta das palavras nunca ditas/”.

Nestes cadernos de Sizenando, habitado de linguagem poética e de alumbramentos da crônica, gênero que se  adéqua ao desenrolar das impressões e lembranças, o poeta Adalberto Queiroz depara-se com a revelação do insólito e do diáfano, a conviver com o cotidiano prosaico: “Grave e dolorosa a tarde cai/ e tombamos juntos/como legumes nas panelas caem/(…) Dura selva e pesado o século ensaiam/sua dureza de aço e torpedos/”. Ou, em outro poema, constata, com humor que lembra Manuel Bandeira, um poeta da sua predileção: “A tarde é da tanajura,/apesar de a cigarra/advogar que não/”. A tarde, em verdade, é da cigarra, que não se aperreia por nonadas, e não da formiga, criatura da natureza viciada em trabalho.

Nestes Cadernos de poemas e crônicas que são revelações de um intelecto ardente, e de uma alma sedenta de infinito, vem o poeta reafirmar seu compromisso com a frágil armação do poético, sabendo de sua alta valia, neste mundo a afogar-se em turbilhões de banalidades, em que o mau gosto, a boçalidade e até o escárnio são impostos a todos, como alimento tóxico indispensável, a sinalizar com os desastres de uma marcha rumo à decadência.

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