Sobre Adalberto Queiroz

Jornalista e Poeta.

Cultura literária medieval (3)

Destacado


Eis aqui a parte final da série sobre a cultura literária medieval.

Cultura literária medieval (3)

Ainda na minha cruzada pela boa informação sobre a Idade Média, tenho sobre a mesa outro livro do consagrado medievalista brasileiro de saudosa memória – o professor Segismundo Spina, meu mestre na viagem que refaço, e para a qual convido novamente o benévolo leitor a me seguir, sempre alertando que é preciso encontrar guias seguros para entender este período da história. Continue lendo…

“Mulher é desdobrável” (Adélia Prado)

Em referência ao Dia Internacional da Mulher, lembro aqui um poema de Dona Adélia.

Adélia Prado é a primeira mulher a ganhar a premiação na categoria 'Conjunto da Obra' | © Jackson Rommanelli
Nascimento: 13 de dezembro de 1935 (85 anos), Divinópolis, Minas Gerais.
© Foto: Jackson Rommanelli

Com licença poética
******Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
++++
Fonte: Bagagem. São Paulo: Siciliano. 1993. p. 11.

Cultura literária medieval (3/ final)

Leiam todos, o artigo (a série, diria), é um antídoto à desinformação que faz comum e aceitável que jovens bem formados ainda considerem a Idade Média como uma época de atraso e que não mereça sequer ser estudada a fundo [PERNOUD, 2016[i]] e alguns destes mesmos universitários possam considerar um documento escrito na Mesopotâmia, no distante ano 2100 a.C. como literatura da idade Média.

Resenha de “Os fios da escrita”, por Miguel Jorge

Destacado

Benévolo leitor: eis o artigo do crítico, romancista, contista e libretista de ópera — escritor Miguel Jorge. Fiquei muito honrado com este artigo.

Peça seu exemplar pelo site da Editora Mondrongo.

Peça o seu no site da Mondrongo.

Cultura medieval – parte 2

Uma poção, um deslize: amor e morte no Medievo

Leiam, todos – ainda que poucos…

Cultura literária medieval (2)

O escritor na biblioteca

Destacado

Caros amigos (o que inclui as meninas!): fui convidado pela Biblioteca Pio Vargas, Goiânia, a dar um depoimento sobre a importância do livro e da biblioteca.
Não imaginava que a matéria repercutiria tão bem. Fiquei muito feliz pelo convite. Confiram o vídeo e a repercussão da matéria nos links abaixo. Obrigado à bibliotecária Helenir Freire Batista Machado pelo convite.

matéria na coluna de Teresa Yamada, Goiânia, 20/01/2021.
até o Arroz de Fyesta deu bola para o escritor na biblioteca…rs!

Seravô

Ser avô.

Mukandas do Nelsinho

Quando eu era neto pequeno e achava o meu avô muito velho, eu não fazia idéia de que viveria o suficiente para vir a ser o que sou hoje: um avô muito velho, no entendimento dos meus pequenos netos. Pensando um pouco, eu poderia muito bem ser chamado de muito velho pelos meus pequenos bisnetos, caso alguma das minhas filhas houvesse privilegiado ser mãe antes de obter uma graduação. Mas isso não aconteceu e, após as graduações, elas privilegiaram pós graduações, lutas homéricas pelo ingresso no mercado de trabalho e sobrevivência, embarcando finalmente em casamentos dos quais bem cedo resultaram descasaladas (ou será descasadas…) e sem filhos. Seguiram-se re casamentos tardios e as mães de casamentos tardios propiciam avós tardios. Não sei nem faço ideia de como prosseguir e muito menos concluir esta matéria. Fiz, pois, uma pausa e observei as duas meninas absorvidas em suas brincadeiras, no momento milagrosamente…

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O contágio da mentira, livro

Destacado

O livro de Martim Vasques da Cunha (MVC) intitulado "O contágio da mentira" é uma vacina contra a mentira que vem embutida na peste chamada Covid

Um pequenino, mas potente livro de MVC.
Creio que só há mesmo em formato eBook, pela Amazon, mas a leitura vale (muito) a pena.
Deixo alguns trechos e recomendo com entusiasmo aos meus leitores deste blog.

2+0+2+1 = Saúde

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O que todos esperamos hoje parece girar em torno do tema saúde, que de resto não é um tema mas a essência de tudo.

Na foto, meu neto Rodrigo Queiroz Lima, em nosso recanto de retiro, em Guarajuba (BA).

A existência sem saúde parece possível. Não é, no entanto, desejável, admissível. Os seres humanos precisamos desse sopro vital e do bom funcionamento das vísceras para a boa convivência e a existência pacífica.

O exemplo bíblico de Jó prova que a maior privação que pode ser imposta a um servo de D*us é a privação da saúde e não apenas das riquezas e dos seres amados, embora estes estejam entre as maiores riquezas de um homem e da saúde mental.

Eis-nos, pois, diante de graves desafios, tema sobre o que vale o que um sábio bancário e humorista – meu amigo César Miranda, resumiu assim ao olhar para o ano anterior

“O [a] COVID é um “memento mori”, pois nos esquecíamos de que podemos morrer a qualquer hora. Eu me recuso a engrossar o cordão da lamúria que diz que 2020 foi um ano ruim. Qualquer ano é como Deus quer que seja. Estamos vivos. Confiemos! Agradeçamos! Só vejo gente xingando 2020. Não vejo ninguém agradecendo por 2020. Eu perdi meu pai neste ano. Eu amo meu pai e chorei sua perda, passado o luto, agradeço pelos vivos. Somos servos inúteis pedindo salário alto e promoção todo mês e reclamando da vida. Não sejamos assim. Obrigado, Deus, por este 2020. Precisávamos dele. Nos dê sabedoria e o dom da caridade para encarar qualquer ano com a cruz que ele trouxer.”

O que dizer, pois, diante disso: encaremos com fé o ano que se abre pra todos nós – os vivos, que os mortos não louvam o Senhor! Ânimo e Fé. Feliz 2021. Ah, e saúde!

Leituras 2020

Destacado

Lista de leituras de 2020 (parte 1) –

Eis aqui, benévolo leitor deste blog, os 5 melhores livros que eu tive a chance de ler (estudar) durante a pandemia.

1. “Sou o primeiro e o último”, de Maurício G. Righi.

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "SOU O PRIMEIRO EO ULTIMO ESTUDO EM TEORIA MIMÉTICA EAPOCALIPSE MAURÍCIO C. RIGHI"

O que torna este livro extraordinário é a soma de um tema instigante com um estilo que conquista o leitor interessado em história, antropologia e teologia. Mas, convenhamos, nenhum desses temas se configura o que se pode chamar de atração decisiva nos tempos atuais, e mesmo assim o que fica de pé é o fato de que o livro é notável porque muito bem escrito, coisa que nem sempre se vê nessa natureza de estudos acadêmicos. Righi propõe ao leitor um olhar aprofundado da obra do pensador francês René Girard sob a perspectiva do Apocalipse. É livro que está mais para o estudo do que para divertimento.

2. Do livro #1, foram derivadas várias leituras, na linha da literatura Apocalíptica, da vertente girardiana e das obras de Dostoiévski. Portanto, para escolher um só dessas duas linhas, fico com o Girard de “Do duplo à unidade”, estudo sobre o autor russo, que reli em “O idiota” e “Os irmãos Karamazov”, que deixo como dica #2. A outra bifurcação da leitura righiana foi a descoberta fantástica que fiz da teóloga inglesa Margaret Barker, da qual estudei “Introdução ao misticismo do Templo” e “Natal – a história original” (deste sai pequeno artigo até o final do ano em Recorte Lírico.Link para o ensaio: https://recortelirico.com.br/…/arte-profetica-dostoievski/

Uma arte profética (Dostoiévski)


3. “Hipérion ou O eremita da Grécia” – foi leitura que me abriu novos horizontes na obra do poeta alemão Friedrich Hölderlin. De sua janela, no quartinho na casa do marceneiro Zimmer, onde mora de favor, eu descortinei um mundo – da torre cilíndrica encimada por um telhado circular, Friedrich via o mundo do alto, e se dá um novo nome – Scardanelli – com o qual busca, em sua via poética e particularíssima, o encontro da unidade do conhecimento, estrada que seguiu por 36 anos. À leitura do Hipérion se seguiram a descoberta de “Hinos tardios” e “Canto do destino” –

O silêncio do poeta

divinos.https://recortelirico.com.br/2020/06/o-silencio-do-poeta/

4. Pushkin, Puskine, Puchkin, Puchkine, Puschkin – não importa a grafia, importa a poesia, que me levou a um mergulho no meu “alienígena” predileto deste 2020. Um dos fundadores da moderna literatura russa me provocou, me desafiou. Releituras, pesquisas, descobertas da obra do poeta se transformaram no meu maior mergulho em um autor russo no ano 2020. A vida de Pushkin me importa muito e deve importar a toda gente interessada na grande literatura. Por isso, lanço meu olhar a dois séculos atrás, onde se pode constatar a alta importância da vida de um menino russo, descendente de escravo e nobre – ambos figuras importantes da corte de Pedro, O grande, – o bisavô militar e o neto que se impôs pelo talento e a nobreza de seus versos. Abaixo link para os 3 artigos da série no site da Recorte Lírico.https://recortelirico.com.br/?s=Pushkin

Leituras durante a pandemia. 2020 um ano de reclusão e muitas leituras


5. Poetas do Brasil – nova safra.

Poetas em tempo de penúria [Érico Nogueira]

Livros que apreciei ler ou reler estão assim resumidos (ver link), mas ainda inconcluso, pois deveria incluir o novo Pedro Mohallen – “Véspera; Debris” (prefácio do também poeta Wladimir Saldanha, sobre quem já escrevi e destaquei méritos, principalmente, seu “Natal de Herodes”), de João Filho “Um sol de bolso”, sobre o qual ainda hei de escrever uma resenha – ambos estão no meu livro “Os fios da escrita” (no prelo, lançamento ainda em dezembro 2020, pela Editora Mondrongo).
https://recortelirico.com.br/2020/11/sobre-poesia-e-poetas/