Onde tive a chance de responder perguntas…

…Inteligentes e bem apanhadas pelo professor-Doutor Ademir Luiz, da UEG, colaborador do Jornal Opção (Goiânia).

Fica o convite para que meus seis leitores leiam a entrevista – clique no link para ler.

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Crônicas da América (3)

A cidade dos Anjos (Los Angeles) e uma canção francesa dos anos 70 (“So far away from L.A.”) dão o mote para esta terceira crônica da série Crônicas da América. Confira, lendo o artigo completo: clique no link abaixo.

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Poesia falada (Néon)

Veja este vídeo com um poema falado.

Néon faz parte do livro “Frágil armação”, 2a. edição, Editora Caminhos, 2017, lançado na última 5a-feira, 14/09.

Frágil armação: poemas – 2a. edição *Lançamento

O Autor em 2016

* É hoje! o lançamento da segunda edição deste livrinho que conta 32 anos de publicação.

LEIA melhor avaliação crítica, feita pela escritora e acadêmica da Aflag, professora Ercília Macedo-Eckel, sobre o livro que está neste link do Opção Cultural.Flyer É Hoje.jpg

Começou a pré-venda de “Frágil armação”, 2a. edição

TENHO o prazer de repercutir o anúncio da Editora Livraria Caminhos de início da pré-venda de meu livro “Frágil armação” – 2a. edição, revisada por mim.

Clique no link para aproveitar a oferta de pré-lançamento.

Pré-venda Frágil Armação Canva 2

Notas esparsas

Um artigo, quando bem lido – o que pressupõe, às vezes, ser relido, pode dar ao leitor muitos insights, propor novas visões e ampliar-lhe os horizontes para novas leituras e o conhecimento de novos autores.

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Fabrício Tavares de Moraes, cristão, tradutor e Doutor em Literatura  pela Queen Mary University of London.

Se o ensaio pressupõe uma tentativa, um misto linguístico de poesia e raciocínio, de liberdade temática, em Fabrício Tavares Moraes vemos o desenvolvimento claro de um misto de erudição e pedagogia — tudo isso feito sem fogos de artifício na linguagem, embora sempre desafiador para o comum dos leitores, mas principalmente tudo feito para a glória de Deus, pois que o autor é um cristão dedicado e racional.

Quando o que se lê é um artigo da erudição do amigo (e irmão em Cristo) Fabrício Tavares de Moraes, isso se torna um desafio à inteligência e ao desenvolvimento de potencialidades que estão amortecidas ou dormentes em nossas rotinas cansativas e nossas retinas desacostumadas às grandes e belas imagens — sim, pois ainda as possuímos, malgrado o desastre deste apocalíptico século mau.

Tome-se por exemplo a coluna dele, em “Estado da arte”, do último sábado, 02 de setembro, sob o título e leia-a com atenção e cuidado.

Fomos dados em espetáculo ao mundo: o drama divino e humano em Kevin Vanhoozer, parte 1 de 2

Começa assim…

“Para lá do deserto da crítica, queremos ser interpelados de novo”, disse Paul Ricouer em sua obra A Simbólica do Mal. O deserto no qual ele e outros perambulavam era precisamente a crítica textual e a hermenêutica modernas que somente ofereciam miragens, mantendo-os num eterno êxodo que impedia tanto a entrada na terra da promessa do sentido do texto quanto o retorno à realidade referencial.

“A morte do autor, a hermenêutica da suspeita e a epistemologia da dúvida aparentemente são elos numa cadeia que atravancou, quando não aprisionou, a compreensão e o famigerado “prazer da leitura”. O desconstrucionismo, por exemplo, sagrou no meio acadêmico a concepção do texto como uma espécie de mise en abyme, um eco de outros ecos numa regressão sem fim. (…)

E prossegue no link, mas antes de se ir veja que uma das referências apenas já valeu-me uma imersão num pensador interessantíssimo, pelo que agradeço ao articulista amigo e divido com meus seis leitores.
Trata-se de Robert C. Roberts,

Robert C Roberts
Professor Dr. Robert C. Roberts autor de “Emotions, perception and moral judgment”, entre outros…

autor de “Emotions, perception and moral judgment”. Há uma série de vídeos em que Roberts expõe uma síntese de suas ideias e há em Google Livros partes importantes de outro de seus livros (escrito em parceria com  W. Jay Wood) – Intellectual virtues: an essay in regulative epistemology (ver link abaixo).

Mas, antes de seguir esse link, permita-me citar que, de acordo com um mestre do ensaio, Michel de Montaigne, é acertado associar a virtude ao hábito; donde exara a recomendação: “aos jovens que se preparem e aos velhos, que gozem do fruto desse preparo”. O jovem Fabrício mostra-se virtuoso, preparou-se com a lei da prudência para isso. Eu, de minha parte, como idoso, dou-me o prazer da leitura de seus elaborados textos. Acertado é levar em conta a lição de São Tomás de Aquino, pois estamos diante de um jovem escritor que podemos chamar virtuoso, à vista do que o Aquinate afirma:

(…) “a virtude designa uma certa perfeição da potência. Ora, o fim da potência é o ato. Por onde, consideramos perfeita a potência na medida em que é determinada para o seu ato. Ora, há certas potências que, em si mesmas, se determinam para os seus atos; tais as potências naturais ativas; e por isso, estas se chamam em si mesmas virtudes. Porém as potências racionais, próprias do homem, não são determinadas a uma só operação, mas, são indeterminadas e relativas a muitas. Ora, elas determinam-se aos atos pelos hábitos, como do sobredito resulta; logo, as virtudes humanas são hábitos.” (Tomás de Aquino, Suma Teológica, IaIIæ, questão 55, solução).

Link para o livro de Robert C. Roberts em GoogleLivros.

O casal Maritain nos “Cadernos de Sizenando (2)”

Anotações de leituras.

Em 2006, passei boa parte do ano lendo o casal Raïssa e Jacques Maritain.
As notas de leitura são ilegíveis, mas têm para mim um significado muito especial.

Agora mesmo, trabalhando num novo livro de poemas, retomei temas que nasceram lá em 2006, com o casal Maritain, como a extensão deste verso de Raïssa, citado pelo companheiro Jacques:

“La douler m´a ravi mon enfance
Je ne suis plus qu´une âme en deuil de sa joie
Dans la terrible et stricte voie
Où vit à peine l´Espérance.”
+++++
Raïssa M., De Profundis, lettre de nuit, 1939.*

Leitura de Raissa Maritain, De ProfundisNotas a leitura de Maritain_Da graça e da humanidade de Cristo 1Notas a leitura de Maritain_Da graça e da humanidade de Cristo

(*) Tradução minha:
“A dor raptou a minha infância
Sou apenas uma alma em luto pela alegria
E, nessa tremenda e estreita via,
É onde se vive apenas de Esperança.”

A dor da infância de Raïssa tem a ver com a dor escondida, jamais declarada que perpassou minha própria infância. Isso me levou à mitologia, onde encontrei o mito de Hefesto (Vulcano), o que no Olimpo foi capaz de dizer:
– “Eu não tenho mãe!”

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Vulcano (Hefesto), lançado do Olimpo por sua própria mãe (Juno) por ter nascido feio e coxo.

Mandado a um orfanato em Anápolis, o menino que fui nunca perdoou sua Juno, aquela que me dera à luz e, sabendo-me coxo, lançou céu abaixo… sem nome de pai, sem nada.

Nunca foi fácil escrever sobre isso. Penso, reflito, mas não há senão que rezar para que o perdão aconteça…está a caminho. Afinal, nesta “via estreita/vivemos apenas pela Esperança”:

Beto por volta dos 10 anos
Eu, por volta dos 10 anos, no abrigo em Anápolis (GO)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Caiu do amanhecer ao meio-dia,
Do meio-dia até a noite vir.
Um dia inteiro de verão, com o sol
Posto, do zênite caiu, tal como
Uma estrela cadente, na ilha egéia
De Lenos.”
(Milton, Livro I do Paraíso perdido, cit. por Bulfinch in O livro de outo da Mitologia: histórias de deuses e heróis, 3a. ed., Ediouro, 2006.

Post-post

Encontrei nos meus “guardados” essas notas de
sábado, 12 de novembro de 2005
Um casal admirável
Jacques e Raissa Maritain (2)

Os amigos mais próximos sabem a importância de Jacques Maritain em minha caminhada espiritual.
Só mais recentemente tive acesso ao primeiro livro de sua esposa Raïssa, de quem o meu amigo Fábio Ulanin, da “Livraria Pasárgada” – garimpou pra mim o excelente “As grandes amizades“, em edição da Agir de 1964.
Agora, encontrei este website com informações preciosas em francês sobre ce couple admirable.
Os autores do artigo linkado [infelizmente o link  não funciona mais, 12/08/2017!!], destacam que Jacques e Raïssa Maritain desempenham o papel de um “casal-farol” da vida intelectual e espiritual francesa, na primeira metade do séc. XX.
Neste artigo de 16/10/2003, somos informados que, tendo sido alunos deHenri Bergson, afilhados de Léon Bloy, amigos de Ernest Psichari, de Jean Cocteau (em 2003 foi celebrado o quadragésimo aniversário de sua morte), de Charles Péguy e de numerosas outras figuras ilustres, Jacques e Raïssa superaram as aparências de sua época, marcada por duas guerras mundiais, pelo positivismo que dominava o ambiente intelectual, para se consagrarem à busca da Verdade.
O testemunho de Jacques e Raïssa Maritain permanece profético até hoje. Para muitos cristãos que sonham com uma vida piedosa dedicada ao trabalho da inteligência, o casal Maritains nos ensina que “é necessário que o Amor proceda da verdade e que o conhecimento frutifique em Amor”. Aos apóstolos impacientes, tentados pelas estratégias de evangelização massiva, eles lembram que cada alma é única em seus mistério irredutível. Só a amizade espiritual pode reconciliar o chamado da caridade e o da verdade.
Este casal respondeu positivamente à vocação do sacramento do matrimônio de forma muito particular e cada um se transformou (sem que o brilho de um impusesse sombra sobre o outro) um convite à compartilhar as grandes amizades em seu caminho de santificação da vida.

Aos francófonos, boa leitura.
Seule l’amitié spirituelle peut réconcilier l’appel de la charité et celui de la vérité. Iil faut que “L’Amour procède de la vérité et que la connaissance fructifie en Amour”.
(Somente a amizade espiritual pode reconciliar o chamado da caridade com o da verdade. É preciso que o Amor proceda da verdade e que o conhecimento frutifique em Amor).