Bate-papo é “Live”…

É hoje. Sejam todos bem-vindos!

Resenha de “Os fios da escrita”, por Miguel Jorge

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Benévolo leitor: eis o artigo do crítico, romancista, contista e libretista de ópera — escritor Miguel Jorge. Fiquei muito honrado com este artigo.

Peça seu exemplar pelo site da Editora Mondrongo.

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O escritor na biblioteca

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Caros amigos (o que inclui as meninas!): fui convidado pela Biblioteca Pio Vargas, Goiânia, a dar um depoimento sobre a importância do livro e da biblioteca.
Não imaginava que a matéria repercutiria tão bem. Fiquei muito feliz pelo convite. Confiram o vídeo e a repercussão da matéria nos links abaixo. Obrigado à bibliotecária Helenir Freire Batista Machado pelo convite.

matéria na coluna de Teresa Yamada, Goiânia, 20/01/2021.
até o Arroz de Fyesta deu bola para o escritor na biblioteca…rs!

2+0+2+1 = Saúde

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O que todos esperamos hoje parece girar em torno do tema saúde, que de resto não é um tema mas a essência de tudo.

Na foto, meu neto Rodrigo Queiroz Lima, em nosso recanto de retiro, em Guarajuba (BA).

A existência sem saúde parece possível. Não é, no entanto, desejável, admissível. Os seres humanos precisamos desse sopro vital e do bom funcionamento das vísceras para a boa convivência e a existência pacífica.

O exemplo bíblico de Jó prova que a maior privação que pode ser imposta a um servo de D*us é a privação da saúde e não apenas das riquezas e dos seres amados, embora estes estejam entre as maiores riquezas de um homem e da saúde mental.

Eis-nos, pois, diante de graves desafios, tema sobre o que vale o que um sábio bancário e humorista – meu amigo César Miranda, resumiu assim ao olhar para o ano anterior

“O [a] COVID é um “memento mori”, pois nos esquecíamos de que podemos morrer a qualquer hora. Eu me recuso a engrossar o cordão da lamúria que diz que 2020 foi um ano ruim. Qualquer ano é como Deus quer que seja. Estamos vivos. Confiemos! Agradeçamos! Só vejo gente xingando 2020. Não vejo ninguém agradecendo por 2020. Eu perdi meu pai neste ano. Eu amo meu pai e chorei sua perda, passado o luto, agradeço pelos vivos. Somos servos inúteis pedindo salário alto e promoção todo mês e reclamando da vida. Não sejamos assim. Obrigado, Deus, por este 2020. Precisávamos dele. Nos dê sabedoria e o dom da caridade para encarar qualquer ano com a cruz que ele trouxer.”

O que dizer, pois, diante disso: encaremos com fé o ano que se abre pra todos nós – os vivos, que os mortos não louvam o Senhor! Ânimo e Fé. Feliz 2021. Ah, e saúde!

Leituras 2020

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Lista de leituras de 2020 (parte 1) –

Eis aqui, benévolo leitor deste blog, os 5 melhores livros que eu tive a chance de ler (estudar) durante a pandemia.

1. “Sou o primeiro e o último”, de Maurício G. Righi.

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto que diz "SOU O PRIMEIRO EO ULTIMO ESTUDO EM TEORIA MIMÉTICA EAPOCALIPSE MAURÍCIO C. RIGHI"

O que torna este livro extraordinário é a soma de um tema instigante com um estilo que conquista o leitor interessado em história, antropologia e teologia. Mas, convenhamos, nenhum desses temas se configura o que se pode chamar de atração decisiva nos tempos atuais, e mesmo assim o que fica de pé é o fato de que o livro é notável porque muito bem escrito, coisa que nem sempre se vê nessa natureza de estudos acadêmicos. Righi propõe ao leitor um olhar aprofundado da obra do pensador francês René Girard sob a perspectiva do Apocalipse. É livro que está mais para o estudo do que para divertimento.

2. Do livro #1, foram derivadas várias leituras, na linha da literatura Apocalíptica, da vertente girardiana e das obras de Dostoiévski. Portanto, para escolher um só dessas duas linhas, fico com o Girard de “Do duplo à unidade”, estudo sobre o autor russo, que reli em “O idiota” e “Os irmãos Karamazov”, que deixo como dica #2. A outra bifurcação da leitura righiana foi a descoberta fantástica que fiz da teóloga inglesa Margaret Barker, da qual estudei “Introdução ao misticismo do Templo” e “Natal – a história original” (deste sai pequeno artigo até o final do ano em Recorte Lírico.Link para o ensaio: https://recortelirico.com.br/…/arte-profetica-dostoievski/

Uma arte profética (Dostoiévski)


3. “Hipérion ou O eremita da Grécia” – foi leitura que me abriu novos horizontes na obra do poeta alemão Friedrich Hölderlin. De sua janela, no quartinho na casa do marceneiro Zimmer, onde mora de favor, eu descortinei um mundo – da torre cilíndrica encimada por um telhado circular, Friedrich via o mundo do alto, e se dá um novo nome – Scardanelli – com o qual busca, em sua via poética e particularíssima, o encontro da unidade do conhecimento, estrada que seguiu por 36 anos. À leitura do Hipérion se seguiram a descoberta de “Hinos tardios” e “Canto do destino” –

O silêncio do poeta

divinos.https://recortelirico.com.br/2020/06/o-silencio-do-poeta/

4. Pushkin, Puskine, Puchkin, Puchkine, Puschkin – não importa a grafia, importa a poesia, que me levou a um mergulho no meu “alienígena” predileto deste 2020. Um dos fundadores da moderna literatura russa me provocou, me desafiou. Releituras, pesquisas, descobertas da obra do poeta se transformaram no meu maior mergulho em um autor russo no ano 2020. A vida de Pushkin me importa muito e deve importar a toda gente interessada na grande literatura. Por isso, lanço meu olhar a dois séculos atrás, onde se pode constatar a alta importância da vida de um menino russo, descendente de escravo e nobre – ambos figuras importantes da corte de Pedro, O grande, – o bisavô militar e o neto que se impôs pelo talento e a nobreza de seus versos. Abaixo link para os 3 artigos da série no site da Recorte Lírico.https://recortelirico.com.br/?s=Pushkin

Leituras durante a pandemia. 2020 um ano de reclusão e muitas leituras


5. Poetas do Brasil – nova safra.

Poetas em tempo de penúria [Érico Nogueira]

Livros que apreciei ler ou reler estão assim resumidos (ver link), mas ainda inconcluso, pois deveria incluir o novo Pedro Mohallen – “Véspera; Debris” (prefácio do também poeta Wladimir Saldanha, sobre quem já escrevi e destaquei méritos, principalmente, seu “Natal de Herodes”), de João Filho “Um sol de bolso”, sobre o qual ainda hei de escrever uma resenha – ambos estão no meu livro “Os fios da escrita” (no prelo, lançamento ainda em dezembro 2020, pela Editora Mondrongo).
https://recortelirico.com.br/2020/11/sobre-poesia-e-poetas/

Irrelevantes

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Irrelevante este blog ficou. Irrelevante, como o jornal impresso, a carta em papel, o DVD Player, o CD, o VHS, o Betamax, o barbeador Gillette Blue Blade. Na verdade, este blog sempre foi uma lâmina de barbear minhas emoções. Não dura mais de três minutos para postar e bum! ya se foi…

Ver a imagem de origem

E por que então, continuamos aqui, pelo menos uma meia dúzia de “good friends”?
– Talvez porque amamos manter este diário digital, para nos lembrarmos de nós mesmos no futuro, “just in case”. Tenho aqui nesta meia-dúzia uns dois ou três do tempo dos blogs. Era uma discussão que avançava noite a dentro, na caixa de comentários, que nem de longe lembra a febre do Twitter, não porque fosse mais civilizada a conversação, mas por ter sido mais inteligível.
Alguns de nós chegaram ao livro impresso via blogs. O que não é pouca coisa. E ao estrelato em TV, passando ao largo do Orkut (“o Turko” para um dos blogueros famosos ontem, hoje e sempre, Lord ASS, que abandonou o seu (dele) blog em 2016, mas tem muita coisa interessante lá nos arquivos https://alexandresoaressilva.wordpress.com/
Alguns de nós migraram para o Medium, como o Alexandre (Lord ASS). https://medium.com/@arquivoass

Suplementos literários italianos (periodicidade semanal) – uma ilha de excelência entre os irrelevantes.

Talvez não tenhamos mais jornais impressos no Brasil em dois ou três anos – os suplementos já não existem, afora o Rascunho (da Gazeta do Povo de Curitiba, que vai descendo a ladeira do culturalismo e assim pode também perder seus leitores, tornando-se o último dos moicanos entre os irrelevantes).

Na Itália, é diferente. Vivi lá no Vêneto boa parte do saudoso ano 2019 e lia pelo menos dois jornais impressos diariamente (i.e., reabilitei a função Journal do impresso!). Dizem que onde há um público leitor e boa parte deste envelhecida, o jornal impresso ainda tem sobrevida.

O diário de minha cidade vai se tornando irrelevante, como a lâmina de barbear e o DVD player e o Blockbuster, mas eu só posso dizer isso aqui no blog irrelevante pois não serei lido mesmo e corro o risco de alguém não me vetar as cartas que costumo enviar para a coluna “Cartas do Leitor”. Por enquanto, Hélas! mantenho minha irrelevância em espaço que eu mesmo edito e autorizo a publicação.

Poema inédito 2020 (2)

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Isaías fala (1) 

Qual tecelão, eu ia tecendo a minha vida,
mas agora foi cortada a sua trama
.”

Contrito, o poeta lê o livro do profeta hebreu.
Em busca de palavras, abre o livro, medita sua letra.


Antes fora o medo, é bom que se diga;
e não fonemas, o que à leitura o moveu.

Antes ainda, o apocalipse diário o deixara
frente ao oráculo, e conheceu a infertilidade.

Isaías fala em nome de Deus, que com a brasa
sob a tenaz do Anjo, este lhe tocara os lábios.

Sabemos que o rei para a parede seu rosto voltara –
e chorou, como choro eu, choras tu, choramos todos.

O rei chorou, ao ouvir do profeta o veredito:
– “Vais morrer!”.
O rosto do rei é o teu rosto, leitor apaixonado:
a face dele, dita banhada – eu te digo: de medo turvada,
é tua face; o medo que tenho eu, tens tu, temos todos.

Porém, o profeta o fez imaginar possível um novo pacto
com a vida – como a reencontrou Ezequias, rei de Judá.

Então, o rei rezou e com Deus fez novo pacto, pois não queria morrer.
(Só os vivos louvam o nome de Deus, não me tires dentre os viventes.) Naquele tempo, havia um relógio de sol –
e o Senhor reconsiderou sua sombra atrasar…

Os dez graus da sombra no relógio de Acaz atrasada
significavam 15 anos à vida do rei de Judá adicionados.

Quem sabe ao poeta Deus conceda o mesmo, Isaías amado?

Poemas inéditos, 2020 (1)

Isaías fala

Vida minha vida de tecelão,
que vai tecendo malha simples
tal qual a de todo cidadão –
era trama antes de lhe cortarem
de uma vez sua essência de trama,
agora não há tear ou urdidura,
não há pente que permita levantar
ou abaixar a vista do que tecendo estava,
não há passagem tecida; não há nada –
só a parede que recebe o pranto;
e o choro sobe ao alto: até o rei de Judá chorou.

Que agulha, qual navete a mim deixada,
antes que o relógio de Acaz seja atrasado
e produza a sombra: os quinze anos a mais
que lhe são dados de sonho antes do Sono?
Urdidura de tudo é tensa; não resolve a parada.
Sentindo o coração doente de desejo,
de morte tenho a alma adoentada.

Recorte lírico

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EM meio aos cuidados que a pandemia do Coronavírus recomenda, leio e escrevo. Esta reflexão veio daí…

Leiam e cometem — e #fiqueemcasa se possível.

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Morte e Vida – uma pintura a óleo sobre tela do pintor simbolista austríaco Gustav Klimt

Anápolis: trastes da memória (1)

A cidade e eu. Eu e a cidade – repito este mantra como um iogue em busca de relaxamento e liberação. Só mesmo assim para compor um texto que lança raízes nas camadas profundas do meu ser. Lembrar com precisão da cidade em que fui criado parece tarefa impossível, divagar é, pois, necessário para que o texto aflore.

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Anápolis, antiga estação ferroviária