The Depths of August – Image Journal

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https://imagejournal.org/article/the-depths-of-august/

I was blinded by grace,
A prey torn from its shadow,
Entwined only to unravel.

Alive in a dead calm,
I was fire from which
Air is withheld,

A charged element.
An illegible signature,
I was that which

Otherwise serves to conceal.
An inaccessible room.
A sky divided by lightning.

Este belo poema de Eric Pankey, está na revista norte-americana “Image” e merece uma boa tradução em nossa língua. Quem se habilita a fazê-la?
Ver original.

Seguindo os passos de Jesus com o poeta francês Paul Claudel (1)

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Encontrei este livrinho num sebo em Belo Horizonte e agora o texto de Paul Claudel num site francês.
Eis um texto muito  adequado à semana que irá se iniciar, mas não pude esperar para publicá-lo.
Eis, pois, para os francófonos, boa opção esta de meditar sobre o poema enquanto aguardamos a semana Santa.
Tomo conhecimento, após ter publicado a primeira versão deste post, que um compositor de renome [Marcel Dupré Jean Marchand première station

(1886-1971), um dos mais famosos organistas do período em que viveu], criou uma peça baseada nos 14 poemas de Claudel e a executou a cada Quaresma, no período de 1934 até sua morte em 1971.
As referências na web me levaram a saber que a peça de Dupré continua uma referência ao mundo do órgão e que até hoje são realizadas apresentações desta peça, durante a Quaresma, em França e ao redor do mundo.

Onde tive a chance de responder perguntas…

…Inteligentes e bem apanhadas pelo professor-Doutor Ademir Luiz, da UEG, colaborador do Jornal Opção (Goiânia).

Fica o convite para que meus seis leitores leiam a entrevista – clique no link para ler.

Entrevista ao Opção.PNG

Gustavo Corção

Meu artigo na coluna “Destarte” do Jornal Opção, de Goiânia, lembra os 40 anos da morte de Gustavo Corção.

Confira no link – clique na figura abaixo para ler a crônica na íntegra.

Destarte 25 JUL 2018

Wladimir Saldanha, poeta, católico…

HÁ MUITO TEMPO, queria escrever sobre Wladimir Saldanha.*
EM “Natal de Herodes”, ele eleva o tom da lírica a um patamar poucas vezes visto nos católicos poetas desde o trio Murilo Mendes, Jorge de Lima, Augusto Schmidt.

Há muito tempo um poeta brasileiro, pós-Bruno Tolentino, não se expõe com tantos signos de sua catolicidade. Wladimir, ao lado de outro baiano – o poeta João Filho – e da goiana Sônia Maria Santos, são as vozes que não se calam à expressão da religiosidade, de uma mística não devocional, mas certamente centrada num humanismo cristão (e de autoconhecimento!), como há muito não se via em nossa poesia.

*WLADIMIR SALDANHA nasceu em 1977, em Salvador, cidade onde reside. Estreou com As culpas do poema (Scortecci, 2012), livro distinguido com o Prêmio Literá­rio Asabeça para a Região Nordeste, categoria poesia. Esse primeiro título seria incorporado ao volume Culpe o vento (7Letras, 2014). Lançou ainda Lume Cardume Chama (7Letras, 2014) − obra selecionada para publicação pela Fundação Cultural da Bahia. Participou das antologias portuguesas Poetas na surrealidade em Es­tremoz (2007) e DiVersos – Poesia e Tradução (2008). Recebeu menção honrosa do Prê­mio SESC de Literatura 2011-2012, categoria livro de contos. Possui formação jurídica, sendo também mestre e doutor em letras pela UFBA. Seu próximo título de poesia, Cacau inventado, será lançado em 2015, pela editora Mondrongo, de Itabuna.
CLIQUE para ler o artigo completo em Opção Cultural Online.

 

P.S.: Aos leitores que desejam saber mais sobre a obra de Wladimir, além de “Natal de Herodes”, recomendo esta seleta da Mallarmargens.
http://www.mallarmargens.com/2015/02/5-poemas-de-wladimir-saldanha.html

 

Milagre na Toscana. Destarte Opção Cultural

No Caminho de siena (I) —”E então se me abriram os olhos para o milagre duplo que ocorria em Sena: de um lado, um professor de província nos lega um livro universal, em que mesmo sendo ateu, consegue nos revelar Deus; de outro, uma menina humilde e semianalfabeta surpreende com a sabedoria infusa os cardeais e papas, tornando-se Doutora da Igreja.

Clique na figura abaixo para ir para o site do Jornal Opção Cultural.

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Destino palavra

O que estão dizendo sobre Destino palavra:

No posfácio de Destino Palavra: “CONTRITO NA SUA LITANIA POÉTICA, Adalberto de Queiroz refaz o caminho ancestral (desde Cádiz à Vila Jaiara, em Anápolis), e traça sua ontologia, quando, ubiquamente, se coloca no tempo: o do presente e o da memória, no diálogo com a Tradição Poética. Assim, na sua busca pelos mistérios da alma, Adalberto Queiroz traz a lume uma obra esteticamente refinada, que foge dos artificialismos da linguagem, e se consolida como uma das vozes da nossa Poesia.(Francisco Perna Filho é Poeta, doutorando e mestre em Letras e Linguística: Estudos Literários pela UFG).

 

Para adquirir o livro, clique sobre a imagem.Dashboard nova Julho17 (2)

Amostra de poemas no meu Google Drive. Clique para ler e comentar.

Um poema em homenagem a Lúcio Cardoso

Onde presto homenagem a Lúcio Cardoso (1912-1968), poeta e romancista, autor, entre outros e “Crônica da casa assassinada” (1959).

Para ler o poema, sobre o personagem Timóteo (2/3 poemas) clique no link do Sway, abaixo.

Da série Queres Ler o quê? (v) – “Sangue Sábio”

SANGUE SÁBIO (WISE BLOOD)*

POR MUITO TEMPO ouvi falar de Flannery O’Connor nos meios católicos do Brasil, sem nunca ter encontrado um livro dela traduzido para o português. Li trechos de obras, algumas amostras em inglês, mas nada que me levasse (ou trouxesse) um romance ou um livro de contos às mãos.

Em Maceió, passeando pelos sebos – na verdade, uma corrida, pois era próximo da hora do fechamento e os livreiros têm medo de permanecerem abertos muito após 17h30, quando proliferam os  assaltos na região; pois bem, lá na capital das Alagoas encontro por uma pechincha este “Sangue Sábio” que arrematei (por ótimo preço) junto a outros dois livros que me interessavam (um A.J. Cronin e uma antiga edição portuguesa das Confissões, de Agostinho, em bom estado de conservação).

Bem, eis-me, finalmente, diante da Sra. O’Connor.

flannery-oconnor_perfil

A noção da liberdade não pode ser percebida facilmente. Trata-se de um mistério, o qual um romance, mesmo cômico, deve necessariamente explorar” (Flanney O’Connor).

Seguindo um conselho do professor Olavo de Carvalho, coloco o livro de lado, para voltar com um comentário mais denso depois. Nem por isso, não estou ainda vivendo com os personagens, rindo das suas peripécias, das trapaças e pensando muito nos personagens – sobretudo nesse menino Hazel Motes e em seus (também da autora, por certo!) conflitos existenciais, suas dúvidas atrozes entre o sentido da vida prática (o que o tradutor chama de “vida secular” e o “sentido religioso” da vida – que eu prefiro chamar de Destino.

Pois é justamente sobre o Destino que o professor Rodrigo Gurgel lembrou-nos em pequena nota sobre Flannery que:
“A Graça é o acontecimento perante o qual o homem entende o seu destino, o seu verdadeiro destino”

Originária do Sul dos EUA, como Thomas Wolfe e Faulkner para só citar dois sulistas, a sra. Flannery O’Connor é a menos prestigiada pelos nossos tradutores – enquanto os citados por O’Shea (incluindo Clemens, Porter, McCullers, Welty e Caldwell) têm vários livros traduzidos e até mais de uma versão no Brasil ou Portugal.”É deveras surpreendente que, até a publicação de “Sangue Sábio”, nenhum escrito de Flannery O’Connor houvesse sido publicado em português.Tal vazio é inexpicável…” – arremata J.R. O’Shea para justificar seu trabalho.

O vácuo preenchido representa parte da tese de doutoramento de J.R. O’Shea que é Ph.D. em literatura anglo-americana pela Universidade da Carolina do Norte (EUA). De 2002 p’ra cá, as editoras parecem ter redescoberto Flannery O’Connor que teve outros livros traduzidos no Brasil.

Fiquem por ora, com essa pequena nota, enquanto eu reuniria reflexões para confirmar minha tese: uma católica escritora que vale a pena ser lida – seu nome Flannery O’Connor.
Livros de O’Connor em Português na EstanteVirtual.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/352/literatura-e-cultura

O que ainda espero ler:

Sobre o primeiro, edição da Cosac Naify, tem posfácio de Cristovão Tezza e traz a seguinte ficha biográfica:Flannery O’Connor (1925-1964)  – É considerada uma das maiores escritoras norte-americanas do século XX. Nascida na Geórgia, Sul dos Estados Unidos, onde passou toda a sua breve existência – interrompida pelo lúpus aos 39 anos de idade -, sua obra consiste em dois romances e nestes 31 contos traduzidos por Leonardo Fróes, oitavo título da coleção Mulheres Modernistas, que a Cosac Naify lança agora em sua primeira edição integral no Brasil. Os contos de O’Connor, gênero em que adquiriu maestria, abordam, essencialmente, a religião (ela era católica numa região predominantemente protestante), o racismo (ela era branca e filha de proprietários de terra) e a violência, sempre numa atmosfera de extremo realismo. Como observa o escritor Cristovão Tezza, no posfácio escrito especialmente para a edição, “ela é curiosamente mais moderna que Faulkner (…) não é a dimensão divina que é seu objeto de literatura, mas o homem que pensa sobre ela”. O volume inclui fotos da autora, indicações de leitura e bibliografia.

++++
Fonte: O’CONNOR, Flannery. Sangue Sábio. Trad. José Roberto O’Shea. – S. Paulo : Arx, 2002. 227 páginas.

“Destino Palavra” em Goiânia

Diletos amigos do meu blog:

A presença de vocês me deixará ainda mais feliz!
Venha participar do coquetel. Estarei autografando a partir das 19h30.
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O livro tem posfácio do mestre (doutorando) Francisco Perna Filho.
Capa e projeto gráfico – Mário Zeidler Filho.
Revisão – Sérgio Marinho.
Edição – Beto Queiroz Livros , 88 p.
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