Wladimir Saldanha, poeta, católico…

Wladimir Saldanha, poeta baiano, católico, “Natal de Herodes” torna-se de origem canônico quando o assunto é poesia católica, Brasil.

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Milagre na Toscana. Destarte Opção Cultural

No Caminho de siena (I) —”E então se me abriram os olhos para o milagre duplo que ocorria em Sena: de um lado, um professor de província nos lega um livro universal, em que mesmo sendo ateu, consegue nos revelar Deus; de outro, uma menina humilde e semianalfabeta surpreende com a sabedoria infusa os cardeais e papas, tornando-se Doutora da Igreja.

Clique na figura abaixo para ir para o site do Jornal Opção Cultural.

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Destino palavra

O que estão dizendo sobre Destino palavra:

No posfácio de Destino Palavra: “CONTRITO NA SUA LITANIA POÉTICA, Adalberto de Queiroz refaz o caminho ancestral (desde Cádiz à Vila Jaiara, em Anápolis), e traça sua ontologia, quando, ubiquamente, se coloca no tempo: o do presente e o da memória, no diálogo com a Tradição Poética. Assim, na sua busca pelos mistérios da alma, Adalberto Queiroz traz a lume uma obra esteticamente refinada, que foge dos artificialismos da linguagem, e se consolida como uma das vozes da nossa Poesia.(Francisco Perna Filho é Poeta, doutorando e mestre em Letras e Linguística: Estudos Literários pela UFG).

 

Para adquirir o livro, clique sobre a imagem.Dashboard nova Julho17 (2)

Amostra de poemas no meu Google Drive. Clique para ler e comentar.

Um poema em homenagem a Lúcio Cardoso

Onde presto homenagem a Lúcio Cardoso (1912-1968), poeta e romancista, autor, entre outros e “Crônica da casa assassinada” (1959).

Para ler o poema, sobre o personagem Timóteo (2/3 poemas) clique no link do Sway, abaixo.

Da série Queres Ler o quê? (v) – “Sangue Sábio”

SANGUE SÁBIO (WISE BLOOD)*

POR MUITO TEMPO ouvi falar de Flannery O’Connor nos meios católicos do Brasil, sem nunca ter encontrado um livro dela traduzido para o português. Li trechos de obras, algumas amostras em inglês, mas nada que me levasse (ou trouxesse) um romance ou um livro de contos às mãos.

Em Maceió, passeando pelos sebos – na verdade, uma corrida, pois era próximo da hora do fechamento e os livreiros têm medo de permanecerem abertos muito após 17h30, quando proliferam os  assaltos na região; pois bem, lá na capital das Alagoas encontro por uma pechincha este “Sangue Sábio” que arrematei (por ótimo preço) junto a outros dois livros que me interessavam (um A.J. Cronin e uma antiga edição portuguesa das Confissões, de Agostinho, em bom estado de conservação).

Bem, eis-me, finalmente, diante da Sra. O’Connor.

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A noção da liberdade não pode ser percebida facilmente. Trata-se de um mistério, o qual um romance, mesmo cômico, deve necessariamente explorar” (Flanney O’Connor).

Seguindo um conselho do professor Olavo de Carvalho, coloco o livro de lado, para voltar com um comentário mais denso depois. Nem por isso, não estou ainda vivendo com os personagens, rindo das suas peripécias, das trapaças e pensando muito nos personagens – sobretudo nesse menino Hazel Motes e em seus (também da autora, por certo!) conflitos existenciais, suas dúvidas atrozes entre o sentido da vida prática (o que o tradutor chama de “vida secular” e o “sentido religioso” da vida – que eu prefiro chamar de Destino.

Pois é justamente sobre o Destino que o professor Rodrigo Gurgel lembrou-nos em pequena nota sobre Flannery que:
“A Graça é o acontecimento perante o qual o homem entende o seu destino, o seu verdadeiro destino”

Originária do Sul dos EUA, como Thomas Wolfe e Faulkner para só citar dois sulistas, a sra. Flannery O’Connor é a menos prestigiada pelos nossos tradutores – enquanto os citados por O’Shea (incluindo Clemens, Porter, McCullers, Welty e Caldwell) têm vários livros traduzidos e até mais de uma versão no Brasil ou Portugal.”É deveras surpreendente que, até a publicação de “Sangue Sábio”, nenhum escrito de Flannery O’Connor houvesse sido publicado em português.Tal vazio é inexpicável…” – arremata J.R. O’Shea para justificar seu trabalho.

O vácuo preenchido representa parte da tese de doutoramento de J.R. O’Shea que é Ph.D. em literatura anglo-americana pela Universidade da Carolina do Norte (EUA). De 2002 p’ra cá, as editoras parecem ter redescoberto Flannery O’Connor que teve outros livros traduzidos no Brasil.

Fiquem por ora, com essa pequena nota, enquanto eu reuniria reflexões para confirmar minha tese: uma católica escritora que vale a pena ser lida – seu nome Flannery O’Connor.
Livros de O’Connor em Português na EstanteVirtual.

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/352/literatura-e-cultura

O que ainda espero ler:

Sobre o primeiro, edição da Cosac Naify, tem posfácio de Cristovão Tezza e traz a seguinte ficha biográfica:Flannery O’Connor (1925-1964)  – É considerada uma das maiores escritoras norte-americanas do século XX. Nascida na Geórgia, Sul dos Estados Unidos, onde passou toda a sua breve existência – interrompida pelo lúpus aos 39 anos de idade -, sua obra consiste em dois romances e nestes 31 contos traduzidos por Leonardo Fróes, oitavo título da coleção Mulheres Modernistas, que a Cosac Naify lança agora em sua primeira edição integral no Brasil. Os contos de O’Connor, gênero em que adquiriu maestria, abordam, essencialmente, a religião (ela era católica numa região predominantemente protestante), o racismo (ela era branca e filha de proprietários de terra) e a violência, sempre numa atmosfera de extremo realismo. Como observa o escritor Cristovão Tezza, no posfácio escrito especialmente para a edição, “ela é curiosamente mais moderna que Faulkner (…) não é a dimensão divina que é seu objeto de literatura, mas o homem que pensa sobre ela”. O volume inclui fotos da autora, indicações de leitura e bibliografia.

++++
Fonte: O’CONNOR, Flannery. Sangue Sábio. Trad. José Roberto O’Shea. – S. Paulo : Arx, 2002. 227 páginas.

“Destino Palavra” em Goiânia

Diletos amigos do meu blog:

A presença de vocês me deixará ainda mais feliz!
Venha participar do coquetel. Estarei autografando a partir das 19h30.
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O livro tem posfácio do mestre (doutorando) Francisco Perna Filho.
Capa e projeto gráfico – Mário Zeidler Filho.
Revisão – Sérgio Marinho.
Edição – Beto Queiroz Livros , 88 p.
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Para ler na Quaresma

Dreamstime3cruzes (2)  Por vezes penso em Ti
Ou: Tua dor assim sentida

Ao pensar no Teu Sacrifício
repito: não há suplício igual a
essa dor – símile, impingida.
HḠentanto, uma alegria
em tamanha dor sentida.

 

Mesmo o pagão, incréu,
reconhece a paga recebida.
Se as escamas dos olhos
caem; se do cavalo é descido.

Incompreensão é um lenço
embebido em vinagre, sabem:
os que o Cordeiro mutilaram.
Longe e calmo o Verbo ouvia.

O clamor na Cruz emitido.
O Filho de Deus a tudo tolera
para que ao fim o homem viva.

Morte e vida; céus rasgados
de alto a baixo feito seda.
O silêncio do sepulcro aberto
foi a coda de tal infâmia finda.

Ressuscitou! Disseram mulheres
e o mundo as seguiu, em páscoa –
Eia que imensa luz assumida!

Do cordeiro ao homem unindo, a
dor reata Deus e criatura decaída
Há na dor uma contrapartida:
Tu e Eu atados em fio de Vida.

****
Literatura Goyaz / Adalberto de Queiroz (org.). – Goiânia: Edit. Livres Pensadores, 2015, p.19.

Imortal Jorge de Lima, apesar de a Academia achar que não!

LEIA-SE, dizia Manuel Anselmo em 1939, no Ensaio de Interpretação Crítica sobre A Poesia de Jorge de Lima:

Poema “Acendedor de Lampiões”, do livro XIV Alexandrinos (1907)
O ACENDEDOR DE LAMPIÕES
****************************************
Lá vem o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o Sol e associar-se à lua
Quando a sobra da noite enegrece o poente.

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite, aos poucos, se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele, que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como este acendedor de lampiões de rua!

—–
“LEIA-SE, com atenção, esse seu [dele, Jorge] célebre soneto “O Acendedor de Lampiões”, que consta hoje de várias antologias brasileiras…Aqui está, afinal, uma atitude de solidariedade humana que não destoa daqueloutra que consta dos seus poemas negros, por exemplo, “Pai João”, e se continua, com intensidade, nas páginas do seu romance “Calunga”. Além disso, esse soneto acusa uma facilidade verbal que não é, aliás, irmã dos esforços deslumbrados desses ourives florentinos que foram os parnasianos. Erradamente se apelidou, pois, de parnasiana, uma experiência que foi, afinal, clássica e tradicional.”

(*) Transcrito de Jorge de Lima, Poesia Completa, vol. I, p.37/8.