Imitação e emulação movem as letras

José Guilherme Merquior disse alhures que uma pessoa é capaz de uma ou duas ideias originais, quando as tem; o resto é recriar, citar, cotejar, comparar, copiar, reinventar – ou o que quer que seja aplicável ao escritor não complacente com o mero pastiche ou o simples roubo de ideia alheia.
Leia o artigo completo.

José Guilherme Merquior (1941-1991), crítico prolífico e de alta potência

Nota sobre a eleição na AGL

Leia a nota saída no Jornal Opção de Goiânia sobre minha eleição para a Academia Goiana de Letras.
https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/o-poeta-adalberto-queiroz-e-eleito-para-a-academia-goiana-de-letras-167753/

A poesia e o Mito (1)

Estimados amigos.

Continuo firme a missão educativa, pois creio no poder da leitura e, assim, fazendo o bom uso da crítica, espero contribuir para gerar mais leitores e mais atentos. Espero que gostem deste novo artigo.

Destarte

Crítica, litertura. Da série "O leitor diante dos mitos"
Clique para ler.https://www.jornalopcao.com.br/categoria/opcao-cultural/destarte/

Posts rápidos to i9

Facebook tem a facilidade de publicar, mas só o WordPress tem a vizinhança de alto nível que nenhum outro blog ou sistema de publicação tem…a não ser os pagos (bem pagos!) NYTimes e LeFigaro, for instance.

https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fadalberto.queiroz%2Fposts%2F10158035892127538&width=500

Conectados pelo calendário

2018 está chegando a seu ocaso…

É hora de sondar o mistério intrincadíssimo do Tempo…
“O mistério do tempo não equivale a um interdito que pesa sobre a linguagem; ele suscita sobretudo a exigência de pensar mais e de dizer de outro modo”  – dizia Paul Ricoeur.

Aos diletos amigos da coluna “Destarte” e aos que a fizeram tornar-se realidade, gostaria de deixar meu muito obrigado e prometer-lhes novas aventuras no ano que se segue. Chego a pensar como Robin Hood numa balada, celebrando a festa do Dia de Maio: “Quantos meses felizes há no ano? / Há treze, eu diria.[i]

Mas como hoje em dia só há doze meses felizes, destes meses e dos dias precisamos retirar toda a essência do tempo. Os camponeses europeus que, durante mais de um milênio depois da adoção do calendário juliano, tiveram o gosto de 13 meses, 364 dias exatamente divisíveis por 28, veneravam as estações do ano de modo ritual como o fazemos, em menor escala neste século XXI num Ocidente ainda majoritariamente cristão.

Eis-nos, pois, às vésperas da passagem do ano, ainda comandados pela lua, mas negando-nos o comando das mulheres e daquilo que o poeta Robert Graves chamava de o mando da deusa-mãe ou a “Deusa Branca”. 

O poeta de Gales insiste em sua erudição que há lições que devemos aprender para entendermos completamente os ritos de hoje. O fato é que o cristão do século XXI deve manter toda sua fé para conseguir continuar lendo os Evangelhos e o poeta galês.

“A educação poética inglesa não deveria, na verdade, começar pelos “Contos de Canterbury”, nem pelo épico “A Odisseia”, nem mesmo pelo “Livro do Gênesis” [Bíblia], mas sim, com “A canção de Amergin”, um antigo calendário alfabético celta encontrado em inúmeras variantes irlandesas e galenses propositadamente deturpadas, que resume sucintamente o mito poético primordial.”

Naturalmente, o cristão há de continuar a verificar sempre sua versão do Gênesis 1, com sua cosmogonia, sua teodiceia judaico-cristã. Pois então, nesse final de 2018, insisto com Santo Agostinho e seus comentários ao Gênesis, que reputo mais fiéis que os do incensado poeta galês em sua tradução da lenda galesa e do entendimento do tempo. 

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Pelo Natal com poemas de Miguel Torga

É Natal!

vicio da poesia

Ao longo das páginas dos XVI volumes do Diário (1941-1993) tem Miguel Torga (1907-1995) espalhado um Cancioneiro de Natal. Não livro temático deliberado, mas poemas/apontamentos reflexivos e sentimentais sobre a data e o seu significado pessoal. Se em muitos poemas é a memória e o sentir próprio que se reflectem, noutros é a leitura social do significado da crença, o que encontramos.

Destes vinte e tal poemas explicitamente assinalados, e espalhados ao longo dos últimos cinquenta anos da vida do poeta (do Natal de 1940 ao Natal de 1991), transcrevo a seguir cinco. Se o consolo da fé não surge evocado, a esperança que a mitologia da data encerra nas suas múltiplas possibilidades, está sempre presente, à mistura com a amargura de que o mundo não seja o lugar de paz e harmonia que a cada nascimento se promete.

Loa

É nesta mesma lareira,
E aquecido ao mesmo lume,
Que…

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O padre Charles Moeller e “o silêncio de Deus”

Um vasto painel da literatura mundial no século XX é o desafio proposto ao leitor por Charles Moeller (1912-1986), sacerdote, teólogo, crítico literário e professor emérito de Teologia da Universidade de Lovaina, na Bélgica. Neste primeiro volume que ora tenho sobre a mesa, “O silêncio de Deus”, Moeller propõe uma releitura cristã de grandes autores do século, dando-nos lições de teologia, mesclando a crítica literária ao testemunho da fé cristã.

Para ler mais, clique no link da coluna “Destarte”, em Jornal Opção Cultural.
Destarte.


Abade Charles Moeller (1912-1986). Foto: Reprodução