From the Life of Emily Dickinson

My friends are my ‘ estate ‘
My country is Truth.


(Emily Dickinson)
(…)
- The more one knows about background, foreground, center, what’ s ‘ above ‘ and what’ s ‘below”, the more real the poems become and the more awesome Emily Dickinson’ s achievement is seen to be.
(Richard B.Sewall em “The Life of Emily Dickinson”, Harvard Pres, 2003)

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Good morning, ABQ!

Em ferias no Novo México (EUA) curto novos hábitos: durmo e acordo cedo (sunrise e sunset aqui sao verdadeiros shows do Criador!), caminho todos os dias, tomo minha porcao diaria (nada beneditina) de vinho, me alimento como um bispo, mas sem achar muito tempo pra leitura. Convivendo com a familia, adaptei-me ao tempo dos Outros (sendo esses tao queridos mais razão achamos para isso…) ainda não achei o tempo pretendido para a leitura.

Como as ferias pra mim tem um significado especial ao me proporcionar muito tempo para a contemplação e a leitura, planejo mudar para achar mais tempo para mim mesmo. (Ja notaram, meus 3 leitores, que o teclado em posição – imutável : “EN”, nao proporciona acentos e cedilhas, portanto, paciência com esse item…o corretor do WordPress me ajudou um pouco aqui).

Trouxe na bagagem apenas um Simenon, que minha mulher leu durante o voo (e eu ja havia lido) e um Reale (REALE, Giovanni. “O Saber dos Antigos. Terapia para os Tempos Atuais”, Ed. Loyola, 1999.), que leio vagarosamente (como deve ser as leituras filosoficas).
Ontem, comprei uma biografia de Emily Dickinson e comecei a ler, sem pretensoes de terminar ate o final dessa curta temporada nos EUA.

The Life of Emily Dickinson“, Richard B.Sewall, Ed. Harvard University Press, 2003. Agradou-me muito porque baseada em fontes primarias, buscando o que o autor chama de “factual context against which any theoretical interpretation“. Iniciada a leitura, prometo voltar com transcriçoes e comentários.

The Life of ED

Richard B Sewall

Por ora, vendo o mundo desde a mirada deste suburbio de Albuquerque, aos pes de uma montanha (Sandia Mountain), donde o sol se levanta, resta-me dizer-lhes, diletos amigos, que vejo o mundo com os olhos de (jovem) vovo, com pouco tempo para estar com voces. Mais me dedico a ver o nascer do sol e as manhas (com e sem circunflexo, by the way) do meu neto, nesse lugar em que o tempo nessa epoca e ameno e agradavel ao visitante e em que os pratos sao “spiced and chili“, como convém a boa tradição do New Mexico.
E so pra matar a saudade daqueles que (como este bloguero) amam Emily Dickinson, transcrevo esse poema e fico devendo a tradução (se e que a tenho, em casa, qui c’est?!):


“This is my letter to the World
That neve wrote to Me –
The simple News that Nature told –
With tender Majesty

Her Message is commited To Hands I cannot see –
For love of
Her – Sweet – countrymen –
Judge tenderly – of Me
.
(1862, p.713, op.cit).

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Sob o olhar de Deus

Jacarandá Mimoso_florido

Aonde vai o olhar de Deus
Vão os amantes pensando –
- Flores, amor, vinho fresco…
E o pecador acreditando-se um só.

Aonde vai o olhar de Deus
A Sabedoria lembra-me:
- Eu sei quem é meu Pai – e
À flor d’água ela brinca sem cessar.
Com o sol a pino, florir é falar…

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Villaça e o Nariz dos vivos

Mes chers,

Eis-me aqui novamente, depois de uma longa ausência – perdoável por conta do momento que vivo: mudanças de casa e de atitude. Passarinho não mais na “muda”, agora posso falar…

Abro, pois, este retorno com uma citação d´O Livro dos Fragmentos de A.C.Villaça:

“Pax intrantibus, está escrito no Gethsemani. Ainda está…
(…) A paz para os que entram. God alone, Deus, apenas” .

Se li 2 livros que me impressionaram neste ano da Graça de N.S.Jesus Cristo de 2010, diria que este “O Nariz do Morto” está entre eles.

Já ”O Livro dos Fragmentos” é como se fosse aquele livro do J.L.Borges às avessas – a “História Universal da Infâmia”, sendo que no caso do Villaça trocaríamos o último termo por “Fâmia” (sintagma que devo a uma piada de minha mulher – ela que me ouve com paciência falar informalmente sobre todos os livros que leio). Ah, pois que em casa não estou proibido de ser impressionista – i.e. de dizer que gostei (ou não) e o porquê. A crítica de jornais e revistas está hoje muita chata porque está proibida de dizer que gostou de um livro (ou filme?) nunca diz que gostou e sim elabora em cima de conceitos – na sua maioria ininteligíveis ou muitíssimo elaborados e sem  manifestar aquela alegria da Leitura que pode criar interesse pelo livro comentado. E perde a única, talvez, boa possibilidade de gerar novos leitores.
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A.C. Villaça nos restaura a alegria da leitura. A leitura que se prolonga na conversação íntima, nos pensamentos, nos sonhos. Villaça nos provoca um desejo de escrever também, como críticos de nós mesmos e elaboradores da memória pessoal – aquela que jamais chamará a atenção da grande imprensa, das editoras –
, mas que vale quando estamos no pequeno círculo íntimo que tudo julga com a lente do Afeto.
Então, o texto que não poderei citar literalmente agora, por ter perdido o livro na enorme (e bela) biblioteca que ganhei na minha nova casa (ver foto abaixo) – ; ou (mais certo) o livro perdido na minha enorme desorganização.
É o texto uma passagem deliciosa sobre uma conferência de Manuel Bandeira.
A certa altura o Poeta deseja citar (e o faz) um de seus poemas.
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E, eis, que a emoção o trai e o Poeta esquece um trecho; no que é prontamente suplementado por alguém da platéia. A voz me pareceu na leitura irreconhecível para o memorialista (A.C.Villaça) e transforma-se naquela nota proustiana de perguntar-se porquê e quando, como um traço de seu pintor predileto…
O próprio Villaça depois desvenda o mistério do poema esquecido e completado pelofã em outro trecho não reconhecido. Transcrevo o poema abaixo, empolgado que estou por este outro livro de Bandeira que me caiu às mãos (e aos sentimentos) graças à Cosac Naïf Editora.
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O poema completado de cor pelo fã – que depois se descobrirá nas leituras ser o próprio Villaça –
não está na coletânea de Bandeira, organizada por Edson Nery da Fonseca (ele que também interpreta Bandeira), mas vai transcrito abaixo.

ManuelBandeira
Vejo agora mesmo, no oráculo Google, que Villaça se lembra (isto imagino que no meu desaparecido “Nariz…”) que  : Manuel foi fazer uma conferência no Colégio Santo Inácio, em agosto de 1947. Eu morava na Tijuca e era uma noite de chuva, mas assim mesmo eu fui, de capa e guarda-chuva, nos meus quase 19 anos, para ouvir Manuel que falava sobre a sua própria poesia. Havia muita gente, apesar da chuva. Drummond, Alceu Amoroso Lima, José Lins do Rêgo, Margarida Lopes de Almeida, João Condé. No meio da conferência Bandeira resolveu acrescentar ao texto escrito um soneto que havia publicado no fim do seu primeiro livro “A cinza das horas”, 1917. Era um soneto chamado Renúncia,  escrito em Teresópolis em 1906, quando o poeta tinha 20 anos. Mas no meio da declamação improvisada a memória do poeta falhou e eu disse o verso em voz alta: ‘A vida é vã como a sombra que passa’. É claro que Manuel ficou muito feliz e pode assim prossegir a declamação do soneto. Na saída, Drummond nos perguntou irônico: Vocês combinaram o negócio?”

RENúNCIA (M.Bandeira)

Chora de manso e no íntimo… procura
Tentar curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
Da tua inconsolável amargura.

Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será ela só tua ventura…

A vida é vã como a sombra que passa
Sofre sereno e de alma sombranceira
Sem um grito sequer tua desgraça.

Encerra em ti tua tristeza inteira
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua doce e constante companheira…

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1 de 200 Mega de posts

Reagindo ao evento 200.000.000 de posts do Word Press, volto a publicar rapidamente alguma coisa aqui para sentir-me menos deprimido sendo (elaborando) 1 sobre 200Mega de posts. Sorry, guys, eu sei que estou ausente, mas tenho sursis.
Além da mudança e da convivência com nossa maravilhosa casa nova, chegaram os dias de bola… Agora, nem tão intensos (para este coração cinquentão), porque a Seleção está fora, mas intensos de qualquer modo para os amantes da bola.
Depois da desclassifação da seleção do Dunga, escolhi torcer para a Celeste da Banda Oriental.
Tento esquecer que foram adversários de muita consistência no passado, que eles nos incomodaram muito na fronteira com o RS (apud Erico Veríssimo) e que praticaram o
Maracanaço na Copa de 50 no Brasil (eu nem estava aqui, by the way, só aportei no planeta em 55!). Só sei que eles merecem vencer – bem mais do que a Argentina. Contra as previsões bancárias, estou contra a Alemanha, mas em débito por conta do 4×0 contra los hermanos. Já ilustrei a derrota em meu blipFM, no entanto, sempre resta um sentimento literário que não suporta Borges e Cortázar. O que temos de volta: Alexandre Soares Silva que nunca fala sobre o ludopédio, a não ser para desbancá-lo, relacionando-o com um certo contista desbancado por A.Soares Silva, sabidamente o melhor escritor espírita do Brasil.

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