O padre Charles Moeller e “o silêncio de Deus”

Um vasto painel da literatura mundial no século XX é o desafio proposto ao leitor por Charles Moeller (1912-1986), sacerdote, teólogo, crítico literário e professor emérito de Teologia da Universidade de Lovaina, na Bélgica. Neste primeiro volume que ora tenho sobre a mesa, “O silêncio de Deus”, Moeller propõe uma releitura cristã de grandes autores do século, dando-nos lições de teologia, mesclando a crítica literária ao testemunho da fé cristã.

Para ler mais, clique no link da coluna “Destarte”, em Jornal Opção Cultural.
Destarte.


Abade Charles Moeller (1912-1986). Foto: Reprodução

Onésimo Teotónio Almeida: “Haja um pouco de senso. O papel do historiador não é condenar a História, é narrar os factos, e explicar. ” in Jornal Público com JOSÉ RIÇO DIREITINHO

Numa altura em que a palavra “Descobrimentos’” dá origem a algumas discussões acesas, e que, para alguns, será politicamente incorrecto usar, Onésimo Teotónio Almeida, em conversa com o PÚBLICO, disse que “descobrir não significa criar, inventar. Quando a Polícia descobre o criminoso, não o inventa. Os portugueses descobriram ilhas que não tinham ninguém nem estavam sequer mapeadas. Descobriram o caminho marítimo para a Índia, ninguém diz que os portugueses descobriram a Índia. Do resto são ‘Descobrimentos’ do ponto de vista europeu. Haja um pouco de senso. O papel do historiador não é condenar a História, é narrar os factos, e explicar. Na narrativa, lidamos com factos e com argumentos, não cabe absolver nem condenar a História.” (Onésimo Teotónio Almeida).

O livro O Século dos Prodígios — uma colecção de ensaios sobre a história da ciência no período da Expansão — acaba de ser publicado e distinguido com um prémio pela Fundação Calouste Gulbenkian. Onésimo Teotónio Almeida, o autor, falou com o PÚBLICO da nova mentalidade científica que surgiu em Lisboa no século XV.

Onésimo Teotónio Almeida (São Miguel, 1946) é professor catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros na Universidade de Brown, em Providence, nos Estados Unidos da América. O Século dos Prodígios (edição Quetzal) é o seu mais recente livro — que acaba de ser distinguido com o Prémio de História da Presença de Portugal no Mundo, da Fundação Calouste Gulbenkian — uma colecção de ensaios sobre a história da ciência no período da Expansão europeia, o dos Descobrimentos portugueses dos séculos XV e XVI.

Numa altura em que a palavra “Descobrimentos’” dá origem a algumas discussões acesas, e que, para…

Ver o post original 1.560 mais palavras

“O homem se agita, mas Deus o conduz” (Fénélon) – Adalberto De Queiroz

De “O elogio do conservadorismo”, de João Camilo de Oliveira Torres, org. prof. Daniel Fernandes, via “O homem se agita, mas Deus o conduz” (François… – Adalberto De Queiroz

A graça da amizade – Jornal Opção

Amigos mais próximos sabem o que representa Jacques Maritain em minha caminhada espiritual, com seu Tomismo renovado e sua experiência de vida exemplar, que não é senão o que todos devemos fazer: seguir o exemplo de Cristo. A conversão de sua esposa Raïssa tem, como a minha, influxos das experiências do Outro e da aceitação da Graça divina. Afinal, como diz um dos personagens do livro de memórias de Raïssa Maritain, “A Graça é a parte de Deus; o desejo da Graça é a minha parte”.

De Berson a Bloy, passado por todo o ensino que a Amizade pode conter

Capa do livro de Raïssa Maritain

Devo muito ao livro “As grandes amizades[i]” de autoria de Raïssa Maritain e o recomendo com entusiasmo, porque sei que pode ser uma descoberta notável para aqueles quem conhecem e para os que desconhecem a obra dos Maritain.

Jacques e Raïssa Maritain desempenham o papel de um “casal-farol” da vida intelectual e espiritual francesa, na primeira metade do séc. XX. Foram alunos do filósofo Henri Bergson, afilhados espirituais do escritor católico Léon Bloy, amigos de Ernest Psichari e de Jean Cocteau, de Charles Péguy e de numerosas outras figuras ilustres da literatura francesa.

Jacques e Raïssa superaram as crenças de sua época, marcada por duas guerras mundiais, pelo positivismo que dominava o ambiente intelectual, e se consagraram à busca da verdade cristã.

via A graça da amizade – Jornal Opção

“A Rebelião das Elites”, Christopher Lasch

Christopher Lasch, via Dionisius Amêndola.

preconceitosdiletantes

image

“Cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui. Melhor: o sistema de ideias das quais o tempo vive.”

José Ortega y Gasset

Das vantagens de se ter uma boa biblioteca em casa uma das mais interessantes é, em um dia moroso, de chuva agradável, fina, a refrescar o ar, esbarrarmos descuidada e displicentemente em um daqueles livros que em determinado momento da vida, teve papel fundamental em nossa formação. E apesar de não recordamos em detalhes, sabemos que a “impressão” dos argumentos e ideias esta lá; mas como o rosto de um amigo ou de um parente distante, as nuances já nos escapam, ficam borrados os contornos e o que temos muitas vezes é um fiapo reconstruído de memória. Pois nestes dias morosos, reencontrar um amigo ou um bom livro é um prazer nostálgico, cheio de temores e anseios.

Em ambos os casos, o tempo que passou…

Ver o post original 4.599 mais palavras