Cultura medieval – parte 2

Uma poção, um deslize: amor e morte no Medievo

Leiam, todos – ainda que poucos…

Cultura literária medieval (2)

Seravô

Ser avô.

Mukandas do Nelsinho

Quando eu era neto pequeno e achava o meu avô muito velho, eu não fazia idéia de que viveria o suficiente para vir a ser o que sou hoje: um avô muito velho, no entendimento dos meus pequenos netos. Pensando um pouco, eu poderia muito bem ser chamado de muito velho pelos meus pequenos bisnetos, caso alguma das minhas filhas houvesse privilegiado ser mãe antes de obter uma graduação. Mas isso não aconteceu e, após as graduações, elas privilegiaram pós graduações, lutas homéricas pelo ingresso no mercado de trabalho e sobrevivência, embarcando finalmente em casamentos dos quais bem cedo resultaram descasaladas (ou será descasadas…) e sem filhos. Seguiram-se re casamentos tardios e as mães de casamentos tardios propiciam avós tardios. Não sei nem faço ideia de como prosseguir e muito menos concluir esta matéria. Fiz, pois, uma pausa e observei as duas meninas absorvidas em suas brincadeiras, no momento milagrosamente…

Ver o post original 166 mais palavras

O contágio da mentira, livro

Destacado

O livro de Martim Vasques da Cunha (MVC) intitulado "O contágio da mentira" é uma vacina contra a mentira que vem embutida na peste chamada Covid

Um pequenino, mas potente livro de MVC.
Creio que só há mesmo em formato eBook, pela Amazon, mas a leitura vale (muito) a pena.
Deixo alguns trechos e recomendo com entusiasmo aos meus leitores deste blog.

Cora Coralina ganha nova estátua em Goiás

Destacado

O escultor Cleider José de Souza se diz honrado em ter sido escolhido para fazer a nova estátua de Cora a ser inaugurada na Cidade Velha de Goiás. Não é pra menos que se sinta honrado, como todos nós o sentimos. A poetisa que não foi feita em laboratório, colheu sua poesia da existência e seus temas são comezinhos. Os ingredientes que alimentam seus devaneios poéticos foram colhidos no dia-a-dia da doceira, da velha da Ponte, da menina Aninha: espiga de milho, bonecas e colegas da infância, o sabão e a barrela das lavadeiras do Rio Vermelho, doces e frutas da terra… Tal como no poema “A Escola da Mestra Silvina” (fine), Cora é hoje personagem de seus próprios versos:
“E a Mestra?
Está no Céu.
Tem nas mãos um grande livro de ouro e ensina
a soletrar aos anjos.*”
+++++
(*)”Poemas dos becos de Goiás e Estórias mais”, Goiânia: Editora da UFG, 1977, pág. 43. Leia a matéria completa neste link: Cora Coralina ganha nova estátua na cidade de Goiás – O Popular.

FOTO_3COL-B_WEB
Cora Coralina ganha nova estátua na cidade de Goiás – O Popular
(c) Foto de Fábio Lima

https://www.opopular.com.br/…/cora-coralina-ganha-nova…

No ar, o podcast Destarte

Destacado

Ouça “Destarte: Literatura & Arte” no Spreaker.

Um sonho – realizar este podcast. Desde o início da pandemia que venho pensando em criar um podcast. Agora, as condições técnicas se viabilizaram e aí está o episódio piloto. Espero que gostem e mandem suas críticas e sugestões. Pretendo mantê-lo no ar quinzenalmente. Obrigado pela audiência.

Lançamento do meu novo livro

Destacado

Benévolo Leitor(a): em breve, divulgarei a data e a forma do lançamento (se presencial ou virtual) etc. Desde já, agradeço sua participação.

Atônitos

Destacado

Ficamos assim quando as coisa saem do controle. Exemplo: filhos pequenos fazendo birra, esposas gritando em público (ou vice-versa), o time da gente perdendo no momento decisivo do campeonato ou, simplesmente, quando o seu candidato perde a eleição. Há quem se emocione com isso ainda hoje (o normal é que você use o bom-senso para não pensar em política para disparar o espanto), mas ocorre, ainda hoje – inclusive em eleições de outras cidades, outros estados e países…
Vamos pensar sobre o tema.
Ficar em estado de assombro ou de grande admiração; espantado, pasmo é coisa para profissionais do espanto. Há vários momentos na literatura em que notamos isso. Não vou dar a você, benévolo leitor, o prazer da constatação. Veja você mesmo em Flannery O´Connor ou em Georges Bernanos – há tudo ali e também em outros… descubra por si mesmo.
Assombro há também em poesia, por exemplo, em Ferreira Gullar e Ivan Junqueira.
Exemplo vocal e visual.
https://www.youtube.com/watch?v=gZa2AkDVc2k&feature=emb_logo

Uma arte profética (ou: como ler Dostoiévski-1)

Como os leitores de Dostoiévski neste século XXI podem ler sua obra tentando bem compreendê-la? Primeiro, lendo Dostoiévski lentamente, sem a preocupação de estar diante (quase sempre) de romances longos. Segundo, sugiro recorrer aos recursos de interpretação de um crítico atual – o francês René Girard, de quem um bom começo poderia ser “Dostoiévski: do duplo à unidade” 
Um apocalipse pessoal explicado por Girard. Eis a vida do escritor russo Fiodor Dostoiévski.

DIÁRIO DO WORDPRESS

Sempre um bom texto.

Salomão Rovedo: Um conto, uma história

Arte é transfiguração

Quando em 1911 Thomas Mann começou a escrever A morte em Veneza e trocou a arte do personagem de compositor para escritor, estava escondendo a comoção que padeceu com a morte recente de Gustav Mahler. O personagem virou escritor, mas manteve o prenome. A história mescla elementos autobiográficos e biográficos com um elemento que perturbava a sociedade da época: o homossexualismo, o sentimento de culpa – heranças freudianas. O cenário: Veneza! A Veneza luminosa, sagrada, Meca da Europa que acolhia todas as nacionalidades. Nas mãos de Luchino Visconti, Gustav – Dirk Bogarde, impecável – volta a ser compositor, o homossexualismo se realiza como paixão, mas a Pandemia de Cólera (que já atingiu o Brasil 7 vezes!) bota tudo por terra. O Diretor italiano presta no filme a maior das homenagens a um item do vestuário indispensável à época: o chapéu. O Festival de Chapéus prevalece em beleza…

Ver o post original 1.836 mais palavras

O canto do mar (S-J. Perse)

Destacado

Leia meu artigo quinzenal em Recorte Lírico.

O que pode revelar uma caminhada matinal à beira-mar? É a pergunta que me faço, caminhando todas as manhãs, nesses dias em meu refúgio na Bahia, onde nos fixamos, minha mulher e eu, para cumprir o isolamento forçado, emoldurado pela paisagem marinha desta bela região do país.

Sem os atrativos tradicionais das típicas temporadas na praia, sem o ruído das aglomerações naturais das épocas de veraneio, o pensamento vagueia por imensidões distantes, em busca da compreensão das últimas coisas e dos segredos escondidos pelo mar.

O que busca o viajante? Entenderia a solidão impositiva da hora presente, o cumprimento de diretivas do Destino que assinala seus arranjos sazonais e anuncia alterações cíclicas profundas? São questões que o deambular pela praia traz ao viajante em busca da Sibila que o faça decifrar as profecias.

Esta caminhada à beira-mar fez evocar no cronista sentimentos antigos, antecipando presságios futuros, enquanto a Poesia vem insuflar o germe da imaginação criadora para entender os sinais do tempo presente. Afinal, como dizia Alberto Manguel, “todo leitor é um andarilho em descanso ou um viajante de retorno”.

CONTINUE LENDO no site da Recorte Lírico.