Gustavo Corção

Meu artigo na coluna “Destarte” do Jornal Opção, de Goiânia, lembra os 40 anos da morte de Gustavo Corção.

Confira no link – clique na figura abaixo para ler a crônica na íntegra.

Destarte 25 JUL 2018

Link para a Imaginação

É tanto o que me passa pela cabeça, lendo aqui e ali em papel e na tela, tenho mil idéias nos domínios da imaginação – não aquela “doida da casa” que Santa Teresa d´Ávila nos ensina a evitar. A imaginação que o comunista Italo Calvino achou como a solução para a pergunta de Starobinski baseada no verso de Dante de que “a imaginação é um lugar dentro do qual chove“.

A pergunta original era:

Por qual dessas você optaria: a imaginação como instrumento de saber ou como identificação com a alma do mundo?

E uma pergunta decorrente do ensaio de Calvino tanto ou mais forte me retorna:

Que futuro estará reservado à imaginação individual nessa que se convencionou chamar de a civilização da imagem?

Cedo à imaginação seu lugar privilegiado como motor da poesia e do exercício espiritual (como queria Santo Inácio de Loyola). Em geral, no entanto, eu descambo para a imaginação pecaminosa como criatório de vermes do universo (e para vermes, deve-se procurar o bom remédio).

E nesse caso, ainda não achei outra possibilidade tão forte, nesse embate, como os Salmos e as preces.

Repetir uma oração é então a saída pois que a sua força está na repetição, ao longo prece, tenho a devolução da paz interior que garante a ligação palavra-visão do que crê (o que quer crê) com o lugar em que está Nosso Senhor e A Virgem Maria.
O liame da prece com o lugar imaginado é uma dádiva: o deslocamento do lugar em que se deseja estar meditando.
Pode ser um deslumbramento.
Aí não interessa ao que reza estar no mundo e tão somente, quer ir mais longe, sem desgrudar-se fisicamente do chão físico de onde se está, não quer perder a referência, não que perder o fio da sua essência, o que reza não quer enlouquecer.

O imaginativa che ne rube
talvolta sì di fuor, ch’om non s’accorge
perché dintorno suonin mille tube,

chi move te, se ‘l senso non ti porge?
Moveti lume che nel ciel s’informa,
per sé o per voler che giù lo scorge.

(Na tradução de Ivo Barroso:

“Ó imaginativa que por vezes
tão longe nos arrasta, e nem ouvimos
as mil trombetas que ao redor ressoam;
que te move, se o senso não te excita?
Move-te a luz que lá no céu se forma
por si ou esse poder que a nós te envia.”

(…)

E encerro esta croniqueta com Adélia Prado para que meus seis leitores continuem imaginando. Ela, que assim reagia, diante da imaginação poética, diante da voz interior – a sua tagarela implacável:

Se eu não ficar doida

É saúde demais…

E sem ceder à imaginação como ceder “àquela doida da casa”, vou varrendo minha morada interior com um Salmo e a poesia metafísica…

 

Willa Cather e a narrativa das grandes planícies americanas

A premiada escritora norte-americana Willa Cather (1873-1947) começou imitando um dos gênio da narrativa de seu tempo – Henry James -, mas logo encontrou seu caminho e gravou o melhor da imaginação narrativa como escritora católica.

Entre os seus títulos, destacam-se: “Ó, Pioneers!”, “A morte vem buscar o arcebispo”, “My Ántonia” e “The Song of the Lark”. Em 1923, recebeu o Prémio Pulitzer de Ficção por “One of Ours” (1922), romance ambientado no período da Primeira Guerra Mundial.

Neste artigo, mostro meu amor aos personagens de “A morte vem buscar o arcebispo”. Confira, clicando no link abaixo. Boa leitura!

Destarte 25 ABR 2018.PNG

Henry James como confidente…

O escritor americano, naturalizado britânico, HENRY JAMES (1843-1916) é o tema da minha crônica em DESTARTE, no Opção Cultural Online.

Clique no link para ler.

Destarte 18 ABR 2018.PNG

Henry James (1)

A busca por um passado que “possui algo de fantástico e até de diabólico.79b6c98ebb2500c15513027ffa0fd1097d832000

“E essa “tentativa de recapturar, pela memória, o passado que cada geração pode alcançar faz com que “Os papéis de Aspern” seja não apenas uma história patética, de grande rigor formal, mas uma criação literária dotada de senso histórico e extraordinária percepção dessa forma de sensibilidade que se denomina o Tempo” – diz-nos a tradutora de Henry James para o português, Sra. Maria Luiza Penna.

Um resumo para atrair meus seis leitores à crônica literária que publico nesta quarta-feira, 18/04, no Opção Cultural online:

Um “escritor canalha” é pego tentando assaltar a escrivaninha de uma velha senhora; mas há bem mais no estilo e na “atmosfera jamesiana.”

O escritor Alexandre Soares Silva tem uma resposta para esta e outras narrativas que compõem o caso Henry James[i]: “A atmosfera de James é a da vida vista de muito longe. Seus heróis não trabalham, de modo geral, e nem agem muito.”

[i] Para uma leitura de obras no idioma do Autor e para aprofundamento do estudo da obra de James incluindo a fortuna crítica do autor em inglês, recomenda-se este Guia “The Henry James Scholar´s Guide to Web Sites

 

Espero você lá…sempre neste endereço.