Adalberto Queiroz, Cadernos de Sizenando Poemas, Catolicismo, Fazer Poético, Poesia

No mínimo, dia #25


CINQUENT’ANOS

Autor – Adalberto de Queiroz

p/ u.e.

Agora que o grisalho
Impera e pouco temo
de volta de o malho
do oponente desatento
ao que me vai n’alma.

Aos cinquenta e tantos
pergunto-me: resta o quê?
– a quem fazer o bem,
que mal evitar? De que
modo nesta idade
eu, aquele que imaginara

Morto aos 25, trinta;
embora minha avó viva
até hoje na memória –
ter visto o mundo insano
até os noventa e tantos.

Você que me lê, metade
talvez tenha do tanto
dinossauro tempo vivido;
portanto, d’antes a morte
mostre as garras: escreva versos

Bons ou ruins tanto se me dá:
mas os publique ante que tarde.

Fonte: Cadernos de Sizenando, vol. II, em preparo.

2 thoughts on “No mínimo, dia #25”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s