Noite de Natal

Um menino pobrecito
Numa manjedoura
E hoje, nós todos tão faceiros,
A visitar shoppings
– Eis que salta a pergunta:
Onde o sapatinho,
Na janela?
No quintal?
Ah, o quintal de nossas memórias.
Aqui se vê a estrela de Belém?
– Não. Só o escambo apressado.
Eis-nos diante de abraços não-dados.
Eu os quero.
Dar e receber abraços e afagos.
Eis-nos diante do Amor não recebido.

Mas há quem nos diga
Com gestos simples
Papa e enfermo
O que é mesmo essa data.
– Contemplar o milagre
Do Deus-Menino
Num gesto apenas.
Onde o menos vale muito mais.
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Feliz Natal, caros leitores.
Paz & Bem.

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