Emily Dickinson, Poesia

O poema do rato*


The Rat is the concisest Tenant O rato é o inquilino mais conciso
He pays no Rent Não paga aluguel –
Repudiates the Obligation – Repudia o compromisso;
On schemes intent Atento ao ardil.
Baling our Wit Frustra nossa astúcia
To sound or circumvent De alarme ou laço rente –
Hate cannot harm Nem ódio traz prejuízo
A Foe so reticent – A inimigo tão reticente.
Neither Decree prohibit him – Nenhum Decreto
Lawful as Equilibrium. Inibe-o –
Legal como o Equilíbrio.

(*) Fonte: “Emily Dickinson uma Centena de Poemas”. Tradução, introdução e notas de Aíla de Oliveira Gomes. T.A.Queiroz/USP. S.Paulo, 1984, pág. 138/39.

3 thoughts on “O poema do rato*”

  1. Uma curiosidade: este é o poema de Emily Dickinson mais `visto´ neste blog, segundo o levantamento de estatísticas do meu blog, by WordPress.
    Não sei a razão, mas tenho uma hipótese. Em meio a tantas ratazanas na política brasileira (quase escrevo o verbete com P maiúsculo – o que é outra coisa…), talvez a curiosidade foi a de saber se se tratava de alguma ode ao corrupto.
    Amitiés,
    BetoQ.

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