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Sobre um poema de Quintana


“…rãzinha verde….
tu nem sabes
quanto foi o bem
que eu quis
ao te encontrar…” |

(Mário Quintana)

Passeando pelo livro
do Quintana encontro
um riozinho ou sanga
clara através d’onde:

Vejo que ler é caminhar
através de floresta
insondável por Outro
concebida…

A minh’Alma ia adoçando
com carinho os poeminhas
grandes eu seguia assim.

Eu, tão bobinho
Encontro uma rã
une rainnette
que era um imã.

Pra minha memória
fico melhor assim
Sem mal nenhum
Nada dentro de mim.

Fui andando pela
Floresta toda
Que o livrinho
me abriu…

E desdobrou-se
Em mim – alma, coração
Iluminuras na manhã.

Continuei repetindo:
“rãzinha verde…
tu nem sabes
quanto foi o bem
que eu quis
ao te encontrar…”

E cada mulher que
Passava era lufada
de paixão que vento
Qualquer me soprava.

E a tudo que voava:
Borboleta ou passarim
Um sonho declarava
Primavera dentro de mim.
++++

Fonte: ©Adalberto de Queiroz, 50 Poemas aos 50, Editora do Autor, Goiânia, 2010.

2 thoughts on “Sobre um poema de Quintana”

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