Amigos, teste do novo design: logo-logo, no ar…

Just to know if everything is working as expected.

Santo Tomás de Aquino
Comunidade que estou frequentando nesta temporada em Rio Rancho, NM.
hello world!
http://www.stanm.org/2011-06-25-17-50-10/liturgy-a-music
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Lembranças do Novo México (1)

DSC00113
(*) Sandia Mountain – Cibola National Forest.

DESTA VIAGEM aos EUA, levarei comigo (entre tantas boas lembranças) este campo de flores selvagens no meio do caminho de Albuquerque para Santa Fé.
As lembranças de viagens são assim: mesmo quando não fixadas num papel ou num hd (em centenas de fotos), elas nos perseguem nos sonhos ou nas lembranças mais profundas.
Há um campo de lavanda da ensolarada Provence guardado em meu cérebro e pronto para reflorir minha alma, sempre que a saudade da França cruza meus neurônios cansados…
Encontro sem dificuldade o espelho de um rio limpo no interior do Brasil, ou na gelada Pensilvânia.
E os campos de cana, sob o vento, a caminho de São Carlos; e campos de soja a caminho de Caldas Novas (GO), tudo arquivado para ser acessado com palavras chaves como “ternura” ou “poesia”, sob a chefia da irmã Natureza.

Sábado é dia de Emily (ou 34/100*)

Emily Dickinson_sepia

They dropped like Flakes – Caíram como flocos
They dropped like Stars – Caíram como estrelas,
Like Petals from a Rose – Como pétalas de rosa
When suddenly across the June – Quando súbito em junho um vento passa
A wind with fingers – goes – E com seus dedos a roça.
They perished in the Seamless Grass –

Pereceram na grama inconsútil
No eye could find the place – E não há olho que os ache
But God can summon every face Mas Deus, em sua lista inapelável,
On his Repealless – List. Vai convocar cada face.
(*) Fonte: Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”.
Tradução Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 74/75.

Emily Dickinson, 12/100

I died for beauty – but was scarce
Adjusted in the Tomb,
When one who died for Truth was lain
In an adjoining room –

He questioned softly “Why I failed”?
“For beauty,” I replied –
“And I for truth, – Themself are One;
We Brethren are,” he said –

And so, as Kinsmen, met a Night –
We talked between the rooms –
Until the Moss had reached our lips –
And covered up our names.
(449)

Morri pela Beleza, mas na tumba
Mal tinha me acomodado
Quando outro, que morreu pela Verdade,
Puseram na tumba ao lado.

Baixinho perguntou por que eu morrera.
Repliquei, “Pela Beleza” –
“E eu, pela Verdade” – ambas a mesma –
E, nós, irmãos com certeza.

Como parentes que pernoitam juntos,
De um quarto ao outro conversamos –
Até que o musgo alcançou nossos lábios
E encobriu os nossos nomes.

Tradução de Dona Aíla de Oliveira Gomes.+++Fonte:  Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 76/77.
Mes chers, descobri uma novidade que devo ao meu amigo virtual Flamarion: Emily Dickinson, como muito outros grandes da literatura norte-americana (e mundial) tem boa parte (senão toda) cadastrada no Projeto Gutenberg.

Deste link, cheguei a outro tão precioso quanto ampliando a experiência da leitura para a da audição dos poemas, lidos por nativos do inglês que nos dão nuances das técnicas poéticas de Emily. Vale a pena visitar o LibriVox e conhecer este e outros poemas da série já publicada e d’outras.

Emily Dickinson, 11/100

The Bee is not afraid of me.
I know the Butterfly.
The pretty people in the Woods
Receive me cordially –
The Brooks laugh louder when I come –
The Breezes madder play;
Wherefore mine eye thy silver mists,
Wherefore, Oh Summer’s Day?
(111)
Tradução de Dona Aíla de Oliveira Gomes:
A abelha comigo não se intimida.
A borboleta é minha amiga,
Os seres mais bonitos da floresta
Recebem-me com muita festa.

Os rios riem alegres quando eu passo
Brinca mais doida a viração
Porque então, olhos meus, toda essa névoa?
Porque, oh dia de verão?
+++

Fonte: `Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”´, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 42/43.

Emily Dickinson, 10/100

Beauty – be not caused – it is –
Chase it, and it ceases –
Chase it not , and it abides –

Overtakes the Creases

In the meadow – when the Wind
Runs his fingers thro´it –
Deity will see to il
That you never do it –
(516)

Tradução de Dona Aíla de Oliveira Gomes:
A beleza não se faz – ela é.
Você a caça, ela cessa;
Se desiste, ela persiste.

Tente imitar as estrias

No capinzal, quando o vento
Corre-lhe os dedos por dentro –
Algum deus vai estar atento
Para frustrar o seu intento.
+++

Fonte: `Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”´, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 78/79.

Emily Dickinson, 9/100

emily-dickinson

Remorse – is Memory – awake –
Her parties all astir –
A Presence of Departed Acts –
At window – and at Door –

Its Past – set down before the Soul
And lighted with a Match –
Perusal – to facilitate –
And help Belief to stretch –

Remorse is cureless – the Disease
Not even God – can heal –
For `tis His institution – and
The Adequate of Hell.
++++

Tradução de Dona Aíla de Oliveira Gomes:

Remorso é Memória que acorda –
Seu séquito a postos –
Presença de atos consumados
Na janela, ou à porta.

Passado posto diante da alma,
A fósforo alumiado –
Facilitando a leitura
De seu sucinto recado.

Remorso não tem cura – é doença
De que nem Deus sara o enfermo,
Pois é instituição Sua –
Contrapartida do inferno.
+++

Fonte: `Emily Dickinson, Uma Centena de Poemas´, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 106/7.

Emily Dickinson, 1 de uma centena

A word is dead
When it is said,
Some say.
I say it just
Begins to live
That day.

+++++


Uma palavra morre
Quando é dita –
Dir-se-ia –
Pois eu digo
Que ela nasce
Nesse dia.

——
Fonte:”Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas”, ed. T.A.Queiroz – Editora da USP, Tradução Aíla de Oliveira Gomes, S.Paulo, 1984.