Catolicismo, Escritores Católicos Franceses

Ainda e sempre, Bernanos


“- Para mim, a obra de um artista não é nunca a soma de suas decepções, sofrimentos e dúvidas, do mal e do bem de toda sua vida, mas de sua vida ela própria, transfigurada, iluminada, reconciliada. Sei bem que não se prova nunca do vinho novo desta reconciliação consigo próprio, senão quando a colheita é feita – como a dor física que pode se prolongar muito depois de terminada a sua causa – e assim, tendo acontecido essa reconciliação, fruto de um esforço imenso, nós continuamos ainda a desejá-la.
Porque nossa felicidade interior não nos pertence mais do que a obra que ela motiva: é preciso que nós tenhamos nos doado, na mesma medida que sabemos que morreremos vazios, que morreremos como natimortos (…) antes de despertarmos (deste `seuil franchi´) na doce piedade de Deus, como quem desperta numa manhã fresca e profunda.” 

(G. Bernanos)

[(*) seuil franchi = ao cruzar o limiar, entre a Vida e a Morte, biensûr!]

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