“Tie the Strings to my Life, My Lord
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Tie the Strings to my Life, My Lord,
Then, I am ready to go!
Just a look at the Horses—
Rapid! That will do!
Put me in on the firmest side—
So I shall never fall—
For we must ride to the Judgment—
And it’s partly, down Hill—
But never I mind the steeper—
And never I mind the Sea—
Held fast in Everlasting Race—
By my own Choice, and Thee—
Goodbye to the Life I used to live—
And the World I used to know—
And kiss the Hills, for me, just once—
Then—I am ready to go!”
——
Este poema na tradução de dona Aíla de Oliveira Gomes, ficou assim:
“Ata-me as cordas à Vida, Senhor,
Ata-me as cordas à Vida, Senhor,
Pronto, já posso partir!
Só um olhar à montaria,
Rápido! Podemos ir!
Põe-me do lado seguro
Para eu não me desprender –
Pois p’ra o Juízo rodamos
E há ladeiras a descer.
Mas não me importa o mar –
Segura, na última rota –
Escolha nossa – a encetar.
Adeus, Vida que vivi
E mundo que conheci!
Beijai por mim as colinas –
Pronto, já posso partir!
‘/.
Fonte: DICKINSON, Emily. “Uma Centena de Poemas”, tradução, introdução e notas por Aila de Oliveira Gomes. S.Paulo, T.A.Queiroz/Ed. USP, 1984. pág.
Nos comentários à tradução, dona Aila diz: “os metros no original não se mantêm sempre dentro do ‘common measure’ básico. Com exceção da primeira linha, optou-se por setissílabos,obedecendo-se ao esquema rímico. O poema é despretensioso, mas interessante no que ilustra a constância de associação da imagem da morte às de carruagem e/ou cavalos (…) e, mesmo em diferentes contextos, o gosta da autora pela figura da carruagem.” (p.176 da obra citada).
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