Excertos de uma palestra que não fiz (I)


Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

4 comentários em “Excertos de uma palestra que não fiz (I)

  1. Prezado Adalberto, parabéns pelo blog! Você não teria traduções de poemas de Paul Claudel? Eu publicaria em meu blog Poesia Diversa. Seria uma honra. Tradução e o original. Não encontro nada de Claudel, lamentavelmente. Admiro os romancistas católicos franceses como Bernanos e Mauriac, além de Claudel… E também Octávio de Faria…Um abraço.

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    • Olá, Hilton.
      Obrigado por seu comentário.
      Vou pesquisar em minha biblioteca franco-brasileira. Hei de lhe enviar pérolas do Claudel e dos católicos franceses… capítulo em que me considero um especialista no Brasil.
      Amitiés,
      BetoQ.

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  2. Prezado Adalberto, fico feliz em saber que és um especialista no assunto. Pode mandar traduções e artigos se tiver, publico com muita satisfação. Esses escritores são gigantes negligenciados no Brasil. Lembrei também Léon Bloy e Pegúy… deixo meu email para conversarmos melhor: hilton.dv@hotmail.com se escreves poemas também mande… Um abraço em Cristo!

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  3. Pingback: Fechado para Balanço (II) | Adalberto de Queiroz

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