Bem-vindos, novos leitores!

Welcome!
Após a palestra no PMI/GO…10o. Seminário, hoje em GYN, o WordPress me disse: Wow, estatísticas bombando.
Fico feliz com sua visita. Sinta-se acolhido(a) e à vontade para comentar.

Abraço do Beto.
********************
Clique na figura para acessar o texto de apoio à palestra.
PalestraSlide#1

Ainda e sempre Fernando Pessoa

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO

(c)Fernando Pessoa

Aqui há anos, antes da Grande Guerra, correu os meios ingleses, como exemplo demonstrativo da insinuação comercial alemã, a notícia do caso curioso das “taças para ovos” (eggcups) que se vendiam na Índia.
O inglês costuma comer os “ovos”, a que nós chamamos “quentes”, não em copos e partidos, mas em pequenas taças de louça, do feitio de meio ovo, e em que o ovo, portanto, entra até metade; partem a extremidade livre do ovo, e comem-no assim, com, uma colher de chá, depois de lhe ter deitado sal e pimenta. Na Índia, colónia britânica, assim se comiam, e naturalmente ainda se comem, os ovos “quentes”. Como é de supor, eram casas inglesas as que, por tradição aparentemente inquebrável, exportavam para a Índia as taças para este fim.

 

Leia mais

Colaboração em pauta

child-group-hands_small
Trabalhar juntos – blog, práticas, mentoring

Um dos assuntos a ser abordado – sempre seguindo as lições aprendidas com meus gurus em Colaboração – prof. Morten T. Hansen, Weiss & Hughes, e a dupla Ricci-Wiese será 
– Quão colaborativa é sua liderança?
Você ainda acha que colaboração é teamwork apenas (trabalho em equipe). Ou é um processo?
Você acredita mesmo que colaboração se resolve (somente) com ferramentas de T.I.?

Tudo isso e muito mais. Inscreva-se Já!
Colab_Livros

Lições da Copa do Mundo 2014

World-Cup-2014-930x521“O que os Gestores
podem aprender
com a
Copa do Mundo
de futebol, 2014”

Este mês marca o início da Copa do Mundo, evento esportivo mais popular do mundo.

As partidas deste torneio mundial de futebol estão em pleno andamento [o artigo original é de uma semana antes, dia 10/06/14*] tendo o (nosso) país anfitrião Brasil enfrentado a Croácia.

Enquanto uma quantidade enorme de colaboradores deve inventar todo tipo de doenças para permanecer em casa, sem trabalhar durante toda esta competição que vai durar um mês, a Copa do Mundo também pode nos ensinar tanto os colaboradores (e seus gerentes de negócios) mais do que apenas formas criativas para sair do escritório mais cedo para assistir aos jogos.

A Copa do Mundo afeta nossas vidas de trabalho de uma forma diferente – ela nos ensina a importância de construir uma equipe de qualidade para alcançar o sucesso em um ambiente de trabalho que está, cada vez mais, se transformando.

Afinal, no campo, os jogadores precisam se adaptar rapidamente aos esquemas de jogos, aos árbitros, aos torcedores, e a outras forças que cercam as partidas- tudo ao mesmo tempo garantindo que eles se comuniquem bem com sua própria equipe. Tudo isso exige a capacidade de mudar de rumo em um instante, e gerar enorme oportunidade de pensar “fora-da-caixa” (no orig. : outside-the-box thinking).

Tudo isso parece um pouco com o seu trabalho?

Então, quais são algumas lições que empregados e suas empresas podem tirar da formação das equipes para a Copa do Mundo deste ano?

Leia mais

Um C.E.O. com Humildade e coragem?

NO THE TIMES OF INDIA, jornal online, leio sobre Satya Nadella, novo CEO da Microsoft, empresa que meus amigos (e eventuais leitores) sabem que eu abomino.

EU fico me perguntando: como não gostar desse sujeito chamado Satya Nadella, apesar de desgostar da companhia que ele dirige? 

Primeiro pela humildade; competência e dedicação que o novo CEO sempre dedicou aos estudos. Depois, por razões outras que, citando outra fonte indiana, talvez, tornem-se claras para você, prezado leitor:
a humildade é a chave para se tornar um líder respeitável, porque isto significa que você é receptivo a ouvir e aprender com todos para crescer profissionalmente” – afirma Govind Iyer, da Egon Zehnder India.

Mais ainda porque Nadella chegou ao posto e demitiu o idiota consumado, que atende pelo nome de Mark Penn (o cara responsável pela campanha publicitária intitulada “Scroogled”), que manchava a biografia da já odiada M$ por ser ironicamente difamatória da concorrente Google. Scroogled foi a malfadada campanha de baixo padrão e apelativa, apoiada pelo ex-CEO Steve Balmer e imediatamente cortada por Nadella.

Saibam quem é o novo CEO do que os analistas estão chamando de Nova Microsoft. Um pouco da história de Nadella, na tradução livre deste blogueiro, usando o The Times of India como fonte.

“É uma excelente momento para o Manipal Instituto de Tecnologia subir no ranking das escolas de ponta…Manipal Institute_India

e, de agora em diante, passar a ser visto lado a lado das mais consagradas instituições de ensino de TI do mundo.

No espaço de 12 semanas, duas das mais famosas marcas de tecnologia do mundo, a Microsoft e a Nokia, nomearam ex-alunos do MIT (não confundir com o MIT americano!) como seus CEOs, respectivamente Nadella e Suri.  É , pois, compreensivel que este campus do litoral indiano esteja pronto para estourar um espumante por seu sucesso.

“Satya Nadella e Suri são fortes testemunhas do fato de que no MIT é acertada a ênfase está no desenvolvimento holístico dos alunos. Duas das maiores empresas da Fortune 500 que estão sendo lideradas por ex-alunos do MIT é de fato um feito digno de nota. Alunos que deixam os portais deste instituto de engenharia são produtos de qualidade. Não é coincidência ou acaso que estes dois MITians atingiram um notável objetivo de sucesso, disse, visivelmente entusiasmdo o professor Vinod V Thomas, diretor, MIT. Suri se formou em 1989, um ano antes do Satya Nadella da Microsoft.

“Lembro-me quando dava aulas para Suri. Ele era um aluno brilhante e sempre parecia entusiasmado”, disse Prabhakar Nayak, HOD, E & C, MIT. Naturalmente, os estudantes estão em êxtase. “O ano de 2014 será talvez o ano mais gratificante com dois MITians (ex-alunos do MIT Indiano), atingindo os zeniths – o ponto mais alto de suas carreiras. Eles criaram um novo objetivo para todos nós”, disse Simantika Mohapatra, um sexto aluno semestre de Eletrônica e Comunicações.

“Eu era companheiro de escola de Suri e ele era um estudante brilhante. Ele era uma pessoa amigável”, disse G Muralidhar Bairy, professor associado do MIT.

BANGALORE:  – “Tornar-se CEO da Microsoft estava muito além dos meus sonhos mais malucos”, disse Nadella numa video-conferência organizada pela gigante de software numa quinta-feira, dois após sua nomeação para o cargo – como indiano, “eu sempre estive mais focado no cricket (esporte nacional) do que em T.I. – brincou um bem-humorado Nadella. Veja o original da frase citada abaixo:

“Having grown up in India, the idea that I would have the opportunity to talk to all of you as CEO of Microsoft was beyond my wildest dreams. Admittedly, my interests at that time were a bit more focused on cricket than on technology,” 

Brincando com os espectadores da video-conferência, Nadella ressalta que é admissível que tendo nascido na India é mais provável que ele estivesse focado em cricket, o jogo mais popular de seu país, do que em tecnologia.

E adicionou logo a seguir:  “É surpreendente, no entanto, pensar nos avanços no campo da tecnologia, nos últimos anos e as oportunidades para desenvolvedores de software na Índia hoje”.
Nadella, que no dia 4 de fevereiro, foi nomeado CEO de uma empresa de US$ 78 bi, falou sobre as enormes oportunidades que surgiram com o chamado cloud computing. Ele crê que a Índia é o primeiro país em termos de cloud e de tecnologias móveis. E mais: que a tecnologi de cloud surge com um grande potencial de mudança do jogo (“game-changer”)  pela capacidade de prover aplicações em smartphones com uma fração dos custos da computação tradicional.

Nós estamos num time de mudança de importância crítica em nossa indústria, vivendo essa experiência e podendo desenvolver para equipamentos móveis e para a nuvem prioritariamente e de forma pioneira.

Mas a vida de Nadella não foi fácil quando resolveu ir para os EUA. Chegando com um curriculum deficiente, do ponto de vista da nova escola, ele foi exigido e para isso fazia mais esforço do que os demais colegas. Um professor afirma que um dia chegou muito cedo ao laboratório da escola e tropeçou com um saco de dormir. Dentro dele, estava o atual CEO da Microsoft, na época um esforçado aluno estrangeiro, tentando dar o máximo de si mesmo para acompanhar seus colegas e superar as “deficiências” que seu CV indiano em Engenharia Elétrica que trazia para a nova escola, em busca de um mestrado em Ciências da Computação, que concluiu na universidade Wisconsin-Milwaukee (UWM) em 1990.

Professores que conheceram melhor Nadella durante seu tempo na Universidade de Wisconsin-Milwaukee (UWM) o consideram um aluno inspirador para os colegas.

“Eu quero na verdade que outros olhem para ele e digam: ‘Se ele conseguiu, eu também vou ser um profissional de sucesso” – diz o professor Hossein Hosseini, da UW-Milwaukee, departamento de Ciências da Computação (CC).

Nadella, segundo outro professor da UW-Milwaukee (dept. de CC), “dedicava muito tempo ao laboratório de computação, eu diria até muito mais tempo do que o normal”. Relembra este professor:
satyanadellamicrosoft_1
“Um dia, eu vi um saco de dormir no chão do laboratório e perguntei o que aquilo estava fazendo ali; então, outros alunos me disseram que Satya Nadella vinha dormindo lá por várias noites, tentando completar sua tese de pesquisa”,
relata o Professor Emeritus K. Vairavan da UW-Milwaukee.

Ao terminar sua graduação na UWM, Nadella começou a trabalhar na Sun Microsystems, em Chicago, em 1992, quando completou também o seu segundo mestrado, na University of Chicago e foi aceito na Microsoft de Seattle, empresa que agora preside. Nadella também recebeu o título dado pela UWM (Dean’s Award) em 2000, bem como o de “Chancellor’s Innovation Award” em 2013.

Saiba mais sobre esta temporada no site da UWM.

Este CEO junta eseu passado de um denodado aluno de Ciências da Computação e de Mestre em duas respeitáveis Academias, à coragem do profissional de hoje, lado-a-lado com a humildade, para entender que a Microsoft é um gigante de software mas uma “nova entrante” no mercado de web, cloud e smartphones.

Ele acredita, como boa parte dos gestores de T.I. que, com mais de 100 milhões de smartphones contra 12 milhões de PC´s, de acordo com as previsões de venda para 2014, as empresas estão aumentado sua confiança no poder do cloud em prover aplicações modernas a equipamentos móveis conectados à Internet. “As empresas exigem aplicações modernas para prover serviços de cloud escaláveis, e ao mesmo tempo integrados com os sistemas existentes através das capacidades do cloud computing híbrido”, afirma Nadella. O mantra do novo CEO parece ser “mobile-first-cloud-first” …

So far, so good…” diz o mercado sobre o desempenho do novo CEO. Até aqui, o novo CEO só recebe palavras de apreço e reconhecimento ao desempenho elogiável e é elogiado pelos acionistas. Acompanhemos os próximos passos, torcendo para que a humildade e a coragem de Nadella crie mesmo uma nova empresa. Até à próxima.

Beto.

++++
Fontes: WSJ online, The Times India online.

Porque aderi a uma loucura genial

EU estou, aos 57 anos, sentindo-me um velho-‘moço’ como Multidata Google Rep.
Há um capítulo do livro “Google: A Biografia” (S.Levy) que me equaliza sobre o tema.
Eu nunca frequentei uma escola de Método Montessori, mas acredito nos métodos…
”A disciplina deve vir por meio da Liberdade”.
Se eu pudesse colocar isso na nossa empresa, começaria por colocar bolas de Pilates nos ambientes de trabalho, incentivar os moços (e moças) a imaginar que é possível fazer algo intensamente novo…
A Google é empresa que me motiva a realizar algo novo, principalmente, porque os fundadores (Larry Page e Sergey Brin) são seres humanos cheios da energia prontos à inovação. Como no meu momento atual de vida, hoje em dia, penso em meus amigos empresários inovadores Denise e Wagner Patrus.

Excertos de uma palestra irreal

Tese 2 e caminhos (2.3)
O universo das palavras – eis a chave!
O mundo dos negócios se subordina a este universo.
O ambiente de negócios é a realidade que se constrói como um ecossistema através das ideias e das palavras.
As portas se abrem ou se fecham pelo poder das palavras (resgatar a frase de Balzac que eu próprio não me lembro…rs!)
A sintese balzaquiana (resgatada por minha mulher): “As palavras são a roupa da personalidade”.

Portanto, parece que o sucesso é uma função de como você usa suas palavras. Que me perdoem os mudos, mas pelo menos a palavra parece ser uma das mais importantes variáveis do êxito em muitas profissões, sobretudo no comércio.

Portanto, parece que a palavra é uma das importantes variáveis para o sucesso.

Palavra ao pensador tcheco-brasileiro Vilém Flussén:

“O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios…”

O intelecto ´sensu lato´ tem uma ante-sala na qual funcionam uma fiação que transforma algodão bruto (dados dos sentidos) em fios (palavras). A maioria da matéria-prima, porém, já vem em forma de fios.
Seus “vocábulos da realidade” virão de resgatar “seus fios de algodão tecidos na mente”

(Fonte: aqui mesmo  no Blog do Beto – http://bit.ly/sPKFgw).


Seus “vocábulos da realidade” virão, pois, resgatar
seus fios de algodão tecidos na mente

(V. Flussén http://bit.ly/sPKFgw).

POSSO com certeza, como o personagem Piscine do filme “As Aventuras de PI”, afirmar que se sobrevivo até aqui é porque a Divina Misericórdia e as palavras foram generosos com um menino órfão e pobre que se fez o empresário de (relativo) sucesso e um profissional respeitado, que – principal e essencialmente – fez muitos amigos ao longo desses 56 anos de vida.

A minha vida, de todo modo, tem sido a confirmação de que a ideia move o mundo (o meu pequeno mundo), como desde a compreensão da cosmogonia judaico-cristã – na qual creio profundamente! Cremos que assim sucede as coisas: a ideia veio ao Criador para depois ‘ver que era Bom’ e assim também que era Bom – o Bom e o Verdadeiro que eram desde o princípio.

No início, desde o Gênesis, sabemos que Deus deu sentido à “face do Abismo”. Sabemos ainda que a Sabedoria vagava sobre a superfície das águas. Nós também precisamos investir contra a falta de tempo e a inércia para pensar com sabedoria sobre a vida e mesmo assim quando somos apenas pequenos comerciantes num mundo de grandes (big) empresários…

Meu desejo sempre foi abrir uma palestra (virtual) como esta com versos da poetisa norte-americana Emily Dickinson que agora projeto na tela (em letras grandes)

“Uma palavra morre
Quando é dita –
Dir-se-ia –
Pois eu digo
Que ela nasce Nesse dia.”

(Emily Dickinson)”

Além desta citação (entre tantas que vocês vão ser reféns no próximo quarto de hora). |TRAGO comigo essas duas para iniciar minha alocução hoje.

A linguagem é “morada do ser”,

como a nomeia Heidegger.

COM frases de uma poetisa e de um pensador, lembro que não estarei delirando em tentar (ensaio = tentar) essa aproximação porque desde tempos memoriais o mundo dos negócios é fundamentado na palavra.

Antes que existessem os advogados e os escritórios especializados em direito comercial, as pessoas firmavam seus negócios com a palavra. Daí, pois, o surgimento das expressões:

– Eu te dou minha Palavra!
– Palavra de Honra!
– E o elogio maior a quem firmava um contrato “com um fio do bigode” e, ao cumprir o trato, era dado como Um Homem de Palavra.

E, ainda me apoiando em outro pensador – o tcheco-brasileiro Vilém Flusser – a quem retornaria outras vezes nesses próximos 15 minutos:
“Se definirmos ´realidade´ como ´conjunto dos dados´, podemos dizer que vivemos em realidade dupla: na realidade das palavras e na realidade dos dados ´brutos´ ou ´imediatos´. Como os dados ´brutos´alcançam o intelecto propriamente dito em forma de palavras, podemos ainda dizer que a realidade consiste de palavras e de palavras  ´in statu nascendi´.” (Vilem Flusser, Língua e Realidade (1963).

Meu desejo, pois, caros ouvintes, nesta palestra que seria feita (ou será um dia) no TED-x PUC/GO é refletir sobre realidade dos negócios e o mundo das palavras (salvação de todo uma mesmice que pode ser o comércio per si).

O que é negócio e como podemos de forma tranquila fazer a defesa da livre iniciativa no Brasil, num momento em que isso parece indefensável. Que estigma o Brasil lançou sobre o mudo do comércio e sobre os homens de negócios que faz os jovens preferirem carreiras públicas, concursos públicos à aventura e o risco da iniciativa privada ? Curiosamente, porque ao contrário daqui, na India e na China milhares de jovens se lançam ao empreendedorismo com ânimo e talento – ocupando postos de destaque nas maiores escolas de comércio de todo o mundo ? (ex. Nitin Nohria, indiano e presidente da Harvard Business School no seu ano do Centenário)! [Dados…de alunos estrangeiros em escolas de comércio ‘ditas de Ponta”]
Pra mim, Negócio pode ser arte!

Logo, Negócio-arte pode tirar-nos do sombrio, do ‘marginal’ em que nos querem colocar, sob efeito deste estigma do empreendedor no Brasil.
Ex. a pergunta da repórter (bem informada, by the way) do Globo News a Nitin Nohria (o primeiro presidente indiano da Harvard Business School).
Como o universo das palavras pode criar pra todos nós um cosmo que nos afaste dos dados ‘brutos’ da realidade e a ela dar dimensão inovadora?

Etimologia da palavra negócio – negocium… anti-ócio!
Queria trazer uma nota séria e outra bem-humorada… Lembro-me apenas da séria!! Mas não sou candidato ao CQC, então… ei-la:
“Tratando Francisco Vitoria da questão de se é permitido no comércio
vender algo mais caro do que se comprou, citando Santo Tomás, diz,
primeiramente, que o comércio não é, em si mesmo, ilícito, embora o
comércio de comutação de dinheiro por dinheiro ou de bens por dinheiro,
para além das necessidades da vida, enquanto visa o lucro, é reprovada com
justiça, porque de si mesma, fomenta a cobiça do lucro, que não conhece
limite, mas tende ao infinito, o que possui algo em si mesmo vergonhoso, pois
não visa nenhum bem honesto ou necessário. Mas deve-se observar que são
as ações viciosas dos homens que tornam injusta a prática do comércio. O
lucro ordenado e justo não é ilícito se ordenado ao que é necessário e honesto…”
(Revista Aquinate, n.4, 2006) Em resumo, LUCRO não é pecado.
Empresa que não tem lucro é empresa falida.
Empresa que tem lucro DEVE retornar à sociedade o lucro com resultados de desenvolvimento.

César Miranda http://protensao.apostos.com/?s=neg%C3%B3cio
(À suivre…)

Excertos de uma palestra que não fiz (I)

Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

Celebrando o trabalho

Eu quase não falo neste espaço sobre meu trabalho, mas essa é uma data que merece. Como sócio de uma empresa de tecnologia, sinto-me muito feliz por participar da comemoração dos 20 Anos. Nossa empresa: sócios, nossos clientes e colaboradores – todos – estamos celebrando em alto estilo.

Nesses últimos 13 anos, minha carreira profissional está centrada em marketing e vendas na Multidata. Depois de 18 anos atuando em empresa da área bancária, decidi entrar num projeto familiar de uma pequena empresa. Ela cresceu, se transformou em duas iniciativas. E, agora, ao comemorar os 20 Anos de atividade, decidimos pela fusão dos dois negócios, sob um só e mesmo logotipo: Grupo Multidata.

A organização ganha em musculatura de negócios para o grupo, de economias de meios para gestão e com a melhor e mais ampla oferta ao portfolio de clientes.
Estamos comemorando, com dois workshops – realizados na manhã de hoje; e um show que será a parte de confraternização, amanhã.

A todos aqueles que nos prestigiaram nos workshops, deixo meu muito obrigado e aos que vêem em busca de informações técnicas sobre as palestras, aviso que é só deixar um recadinho nos comentários, que dou um jeito de encaminhar minha palestra.

Agradecimentos especiais aos parceiros de negócio e a todos que participaram do Sucesso destes 20 Anos de atividade empresarial.

Renovo a certeza de que tão importante quanto trabalhar, é celebrar. Isso vale no contexto de nossas vidas pessoais e comunitárias, sans doute!

Mes Amitiés, BetoQ.
+++

Abaixo, transcrevo o Editorial da Revista 20 Anos.

Duas décadas e um só desafio: inovar

“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,

mas com tamanha intensidade, que se petrifica,

e nenhuma força jamais o resgata….”

Carlos Drummond de Andrade

O mundo experimentou transformações profundas nas duas últimas décadas. Desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, passando pelo ataque às torres gêmeas, em 2001, até a ascensão, em 2009, de um negro à presidência dos EUA, a nação mais poderosa do Globo.

Foi, também, nesse lapso de tempo, que a Multidata surgiu e consolidou a sua participação no mercado brasileiro de Tecnologia da Informação. A empresa sempre procurou sintonia com o momento histórico, mantendo-se aberta às inovações.

Em 1989, quando a Multidata foi fundada, havia reserva no mercado de informática. Três anos depois esse “muro” também caiu. A abertura alterou drasticamente o segmento de tecnologia da informação no país. Na região Centro-Oeste, a Multidata era a empresa melhor preparada para estas novas oportunidades no mercado de redes.

Hoje, com uma marca forte, o Grupo Multidata oferece soluções cada vez mais abrangentes. Imbuída desse propósito, a empresa incorporou a Acttive Software. Com a fusão, o Grupo Multidata passa a contar com duas unidades de negócios: Infraestrutura de TI e Software para Gestão Corporativa.

Ao completar 20 anos, o desafio cotidiano não mudou: a Multidata busca encontrar as melhores respostas para as novas necessidades dos clientes. Para ser assertivo nessa direção, é necessário atender e, ao mesmo tempo, entender o cliente, em seus anseios atuais e futuros.

Olhar para trás, sem nostalgia, é sinônimo de maturidade. Desde a fundação da empresa, numa pequena sala no Setor Aeroporto, em Goiânia, uma geração se passou. O grupo Multidata constrói o seu presente consciente que ele é resultado de tantos “segundos petrificados”. Por isso, ao vislumbrar o futuro, continua, como no princípio, confiante no seu crescimento e desenvolvimento.
© Grupo Multidata/Comunicação Interativa.