Excertos de uma palestra irreal

Tese 2 e caminhos (2.3)
O universo das palavras – eis a chave!
O mundo dos negócios se subordina a este universo.
O ambiente de negócios é a realidade que se constrói como um ecossistema através das ideias e das palavras.
As portas se abrem ou se fecham pelo poder das palavras (resgatar a frase de Balzac que eu próprio não me lembro…rs!)
A sintese balzaquiana (resgatada por minha mulher): “As palavras são a roupa da personalidade”.

Portanto, parece que o sucesso é uma função de como você usa suas palavras. Que me perdoem os mudos, mas pelo menos a palavra parece ser uma das mais importantes variáveis do êxito em muitas profissões, sobretudo no comércio.

Portanto, parece que a palavra é uma das importantes variáveis para o sucesso.

Palavra ao pensador tcheco-brasileiro Vilém Flussén:

“O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios…”

O intelecto ´sensu lato´ tem uma ante-sala na qual funcionam uma fiação que transforma algodão bruto (dados dos sentidos) em fios (palavras). A maioria da matéria-prima, porém, já vem em forma de fios.
Seus “vocábulos da realidade” virão de resgatar “seus fios de algodão tecidos na mente”

(Fonte: aqui mesmo  no Blog do Beto – http://bit.ly/sPKFgw).


Seus “vocábulos da realidade” virão, pois, resgatar
seus fios de algodão tecidos na mente

(V. Flussén http://bit.ly/sPKFgw).

POSSO com certeza, como o personagem Piscine do filme “As Aventuras de PI”, afirmar que se sobrevivo até aqui é porque a Divina Misericórdia e as palavras foram generosos com um menino órfão e pobre que se fez o empresário de (relativo) sucesso e um profissional respeitado, que – principal e essencialmente – fez muitos amigos ao longo desses 56 anos de vida.

A minha vida, de todo modo, tem sido a confirmação de que a ideia move o mundo (o meu pequeno mundo), como desde a compreensão da cosmogonia judaico-cristã – na qual creio profundamente! Cremos que assim sucede as coisas: a ideia veio ao Criador para depois ‘ver que era Bom’ e assim também que era Bom – o Bom e o Verdadeiro que eram desde o princípio.

No início, desde o Gênesis, sabemos que Deus deu sentido à “face do Abismo”. Sabemos ainda que a Sabedoria vagava sobre a superfície das águas. Nós também precisamos investir contra a falta de tempo e a inércia para pensar com sabedoria sobre a vida e mesmo assim quando somos apenas pequenos comerciantes num mundo de grandes (big) empresários…

Meu desejo sempre foi abrir uma palestra (virtual) como esta com versos da poetisa norte-americana Emily Dickinson que agora projeto na tela (em letras grandes)

“Uma palavra morre
Quando é dita –
Dir-se-ia –
Pois eu digo
Que ela nasce Nesse dia.”

(Emily Dickinson)”

Além desta citação (entre tantas que vocês vão ser reféns no próximo quarto de hora). |TRAGO comigo essas duas para iniciar minha alocução hoje.

A linguagem é “morada do ser”,

como a nomeia Heidegger.

COM frases de uma poetisa e de um pensador, lembro que não estarei delirando em tentar (ensaio = tentar) essa aproximação porque desde tempos memoriais o mundo dos negócios é fundamentado na palavra.

Antes que existessem os advogados e os escritórios especializados em direito comercial, as pessoas firmavam seus negócios com a palavra. Daí, pois, o surgimento das expressões:

– Eu te dou minha Palavra!
– Palavra de Honra!
– E o elogio maior a quem firmava um contrato “com um fio do bigode” e, ao cumprir o trato, era dado como Um Homem de Palavra.

E, ainda me apoiando em outro pensador – o tcheco-brasileiro Vilém Flusser – a quem retornaria outras vezes nesses próximos 15 minutos:
“Se definirmos ´realidade´ como ´conjunto dos dados´, podemos dizer que vivemos em realidade dupla: na realidade das palavras e na realidade dos dados ´brutos´ ou ´imediatos´. Como os dados ´brutos´alcançam o intelecto propriamente dito em forma de palavras, podemos ainda dizer que a realidade consiste de palavras e de palavras  ´in statu nascendi´.” (Vilem Flusser, Língua e Realidade (1963).

Meu desejo, pois, caros ouvintes, nesta palestra que seria feita (ou será um dia) no TED-x PUC/GO é refletir sobre realidade dos negócios e o mundo das palavras (salvação de todo uma mesmice que pode ser o comércio per si).

O que é negócio e como podemos de forma tranquila fazer a defesa da livre iniciativa no Brasil, num momento em que isso parece indefensável. Que estigma o Brasil lançou sobre o mudo do comércio e sobre os homens de negócios que faz os jovens preferirem carreiras públicas, concursos públicos à aventura e o risco da iniciativa privada ? Curiosamente, porque ao contrário daqui, na India e na China milhares de jovens se lançam ao empreendedorismo com ânimo e talento – ocupando postos de destaque nas maiores escolas de comércio de todo o mundo ? (ex. Nitin Nohria, indiano e presidente da Harvard Business School no seu ano do Centenário)! [Dados…de alunos estrangeiros em escolas de comércio ‘ditas de Ponta”]
Pra mim, Negócio pode ser arte!

Logo, Negócio-arte pode tirar-nos do sombrio, do ‘marginal’ em que nos querem colocar, sob efeito deste estigma do empreendedor no Brasil.
Ex. a pergunta da repórter (bem informada, by the way) do Globo News a Nitin Nohria (o primeiro presidente indiano da Harvard Business School).
Como o universo das palavras pode criar pra todos nós um cosmo que nos afaste dos dados ‘brutos’ da realidade e a ela dar dimensão inovadora?

Etimologia da palavra negócio – negocium… anti-ócio!
Queria trazer uma nota séria e outra bem-humorada… Lembro-me apenas da séria!! Mas não sou candidato ao CQC, então… ei-la:
“Tratando Francisco Vitoria da questão de se é permitido no comércio
vender algo mais caro do que se comprou, citando Santo Tomás, diz,
primeiramente, que o comércio não é, em si mesmo, ilícito, embora o
comércio de comutação de dinheiro por dinheiro ou de bens por dinheiro,
para além das necessidades da vida, enquanto visa o lucro, é reprovada com
justiça, porque de si mesma, fomenta a cobiça do lucro, que não conhece
limite, mas tende ao infinito, o que possui algo em si mesmo vergonhoso, pois
não visa nenhum bem honesto ou necessário. Mas deve-se observar que são
as ações viciosas dos homens que tornam injusta a prática do comércio. O
lucro ordenado e justo não é ilícito se ordenado ao que é necessário e honesto…”
(Revista Aquinate, n.4, 2006) Em resumo, LUCRO não é pecado.
Empresa que não tem lucro é empresa falida.
Empresa que tem lucro DEVE retornar à sociedade o lucro com resultados de desenvolvimento.

César Miranda http://protensao.apostos.com/?s=neg%C3%B3cio
(À suivre…)

Excertos de uma palestra que não fiz (I)

Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

Excertos de uma palestra que não fiz (I)

Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

Celebrando o trabalho

Eu quase não falo neste espaço sobre meu trabalho, mas essa é uma data que merece. Como sócio de uma empresa de tecnologia, sinto-me muito feliz por participar da comemoração dos 20 Anos. Nossa empresa: sócios, nossos clientes e colaboradores – todos – estamos celebrando em alto estilo.

Nesses últimos 13 anos, minha carreira profissional está centrada em marketing e vendas na Multidata. Depois de 18 anos atuando em empresa da área bancária, decidi entrar num projeto familiar de uma pequena empresa. Ela cresceu, se transformou em duas iniciativas. E, agora, ao comemorar os 20 Anos de atividade, decidimos pela fusão dos dois negócios, sob um só e mesmo logotipo: Grupo Multidata.

A organização ganha em musculatura de negócios para o grupo, de economias de meios para gestão e com a melhor e mais ampla oferta ao portfolio de clientes.
Estamos comemorando, com dois workshops – realizados na manhã de hoje; e um show que será a parte de confraternização, amanhã.

A todos aqueles que nos prestigiaram nos workshops, deixo meu muito obrigado e aos que vêem em busca de informações técnicas sobre as palestras, aviso que é só deixar um recadinho nos comentários, que dou um jeito de encaminhar minha palestra.

Agradecimentos especiais aos parceiros de negócio e a todos que participaram do Sucesso destes 20 Anos de atividade empresarial.

Renovo a certeza de que tão importante quanto trabalhar, é celebrar. Isso vale no contexto de nossas vidas pessoais e comunitárias, sans doute!

Mes Amitiés, BetoQ.
+++

Abaixo, transcrevo o Editorial da Revista 20 Anos.

Duas décadas e um só desafio: inovar

“Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,

mas com tamanha intensidade, que se petrifica,

e nenhuma força jamais o resgata….”

Carlos Drummond de Andrade

O mundo experimentou transformações profundas nas duas últimas décadas. Desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, passando pelo ataque às torres gêmeas, em 2001, até a ascensão, em 2009, de um negro à presidência dos EUA, a nação mais poderosa do Globo.

Foi, também, nesse lapso de tempo, que a Multidata surgiu e consolidou a sua participação no mercado brasileiro de Tecnologia da Informação. A empresa sempre procurou sintonia com o momento histórico, mantendo-se aberta às inovações.

Em 1989, quando a Multidata foi fundada, havia reserva no mercado de informática. Três anos depois esse “muro” também caiu. A abertura alterou drasticamente o segmento de tecnologia da informação no país. Na região Centro-Oeste, a Multidata era a empresa melhor preparada para estas novas oportunidades no mercado de redes.

Hoje, com uma marca forte, o Grupo Multidata oferece soluções cada vez mais abrangentes. Imbuída desse propósito, a empresa incorporou a Acttive Software. Com a fusão, o Grupo Multidata passa a contar com duas unidades de negócios: Infraestrutura de TI e Software para Gestão Corporativa.

Ao completar 20 anos, o desafio cotidiano não mudou: a Multidata busca encontrar as melhores respostas para as novas necessidades dos clientes. Para ser assertivo nessa direção, é necessário atender e, ao mesmo tempo, entender o cliente, em seus anseios atuais e futuros.

Olhar para trás, sem nostalgia, é sinônimo de maturidade. Desde a fundação da empresa, numa pequena sala no Setor Aeroporto, em Goiânia, uma geração se passou. O grupo Multidata constrói o seu presente consciente que ele é resultado de tantos “segundos petrificados”. Por isso, ao vislumbrar o futuro, continua, como no princípio, confiante no seu crescimento e desenvolvimento.
© Grupo Multidata/Comunicação Interativa.