A Fé e o Amor

Santo Tomás de Aquino a todas as mães, filhos e filhas.
A Fé e Amor neste dia especial.
[Com um Adendo sobre o Amor no Casamento].
Quote for May 8th – A Fé, seg. Santo Tomás, para aquele que crê e para o ateu

I. A FÉ.
“To one who has faith, no explanation is necessary. To one without faith, no explanation is possible.”

. – St. Thomas Aquinas Foto: Quote for May 8th
[Para aquele que tem Fé, nenhuma explicação é necessária.
Para o que não tem Fé, nenhuma explicação basta…”]

II. O Amor, seg. o Cardeal Cantalamessa.
(o Amor no casamento – Título do sermão: “Marriage and Family: the Divine Project)” – o Cardeal Cantalamessa em uma homília recente disse:

“The secret to getting access to these splendors of Christian love is to give Christ space within the life of the couple. In fact, the Holy Spirit that makes all things new, comes from him. A book by Fulton Sheen, popular in the 50s, reiterated this with its title: “Three to Get Married.”[12] From a deeper point of view Teilhard de Chardin had arrived to the same conclusion: “Love is a function between three terms: man, woman and God”. (1).

(…) “Termino com algumas palavras tiradas mais uma vez de ‘O sapato de cetim’, de Claudel. É um diálogo entre a mulher do drama e seu anjo da guarda. A mulher luta entre o medo e o desejo de entregar-se ao amor:
– Então, esse é o amor das criaturas, um para o outro, permitido? Deus não é ciumento?
– Como Ele poderia ter ciúmes do que ele mesmo fez?
– Mas o homem, nos braços da mulher, se esquece de Deus …
– Como eles podem esquecê-Lo quando estão com Ele, participando do mistério da sua criação? (2).

+++++

FONTES: Refs. cit. no sermão do Cardeal: (1) P. Teilhard de Chardin, ‘Esquisse d’un Univers personnel’, 1936; (2)”O Sapato de Cetim”, Paul Claudel, a.III. sc.8 (éd. La Pléiade, II, Paris 1956, pp. 804) – Tudo originado por (c)Zenit.org.

A Fé e o Amor

Santo Tomás de Aquino a todas as mães, filhos e filhas.
A Fé e Amor neste dia especial.
[Com um Adendo sobre o Amor no Casamento].
Quote for May 8th – A Fé, seg. Santo Tomás, para aquele que crê e para o ateu

I. A FÉ.
“To one who has faith, no explanation is necessary. To one without faith, no explanation is possible.”

. – St. Thomas Aquinas Foto: Quote for May 8th
[Para aquele que tem Fé, nenhuma explicação é necessária.
Para o que não tem Fé, nenhuma explicação basta…”]

II. O Amor, seg. o Cardeal Cantalamessa.
(o Amor no casamento – Título do sermão: “Marriage and Family: the Divine Project)” – o Cardeal Cantalamessa em uma homília recente disse:

“The secret to getting access to these splendors of Christian love is to give Christ space within the life of the couple. In fact, the Holy Spirit that makes all things new, comes from him. A book by Fulton Sheen, popular in the 50s, reiterated this with its title: “Three to Get Married.”[12] From a deeper point of view Teilhard de Chardin had arrived to the same conclusion: “Love is a function between three terms: man, woman and God”. (1).

(…) “Termino com algumas palavras tiradas mais uma vez de ‘O sapato de cetim’, de Claudel. É um diálogo entre a mulher do drama e seu anjo da guarda. A mulher luta entre o medo e o desejo de entregar-se ao amor:
– Então, esse é o amor das criaturas, um para o outro, permitido? Deus não é ciumento?
– Como Ele poderia ter ciúmes do que ele mesmo fez?
– Mas o homem, nos braços da mulher, se esquece de Deus …
– Como eles podem esquecê-Lo quando estão com Ele, participando do mistério da sua criação? (2).

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FONTES: Refs. cit. no sermão do Cardeal: (1) P. Teilhard de Chardin, ‘Esquisse d’un Univers personnel’, 1936; (2)”O Sapato de Cetim”, Paul Claudel, a.III. sc.8 (éd. La Pléiade, II, Paris 1956, pp. 804) – Tudo originado por (c)Zenit.org.

Excertos de uma palestra que não fiz (I)

Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

Excertos de uma palestra que não fiz (I)

Tese nº 1 – Negócio pode ser arte – quando se harmoniza com o  universo das palavras. Ou seja – Arte/negócio <-> negócio/arte é o que tira você do lugar comum (do sombrio, da alienação – um fora-do-eixo da evolução do marketing atual).
Caminho 1 – De Santo Tomás a ‘são’ José Midlin o grande brasileiro, o homem de negócios que também soube cultivar outros valores interiores e formou a maior biblioteca particular – que doou à Universidade de São Paulo (USP). Chapéu para “S. José Midlin”… José
– passando do “que-fazer-como comerciante” ao amor pelos livros – é preciso ao brasileiro médio descobrir o que pensam(ram) outros empresários como Jorge Gerdau e Dom Antonio Ermírio de Moraes (Votorantim – Santa Casa de Misericórdia de SP).

Ninguém começa um negócio sem um plano de negócios. O que é um plano de negócios? Um plano de negócios não é nada senão palavras…ao plano de negócios precede a ideia e o bom desenvolvimento dessas submete o mundo dos negócios ao universo das Palavras.

Reforço à tese 1 – palavra a Santo Tomás de Aquino:

“É justo para o homem possuir propriedade… os negócios humanos são conduzidos de modo mais ordenado se a cada homem couber tomar conta de algo particularmente seu, ao passo que seria uma confusão se cada um tivesse de tomar conta da coisa de outrem indeterminadamente”.
Santo Tomás de Aquino, como destaca Alex Catharino de Souza do Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista: “oferece ao leitor moderno,  várias justificativas às atividades comerciais e aponta inúmeros exemplos dos benefícios que o livre comércio oferece à sociedade. Para Santo Tomás, o lucro não é por natureza vicioso nem contrário a virtude, sendo seu caráter moral dependente dos meios empregados e das finalidades a que visam.”

Pra mim, como analista, aqui não importa se isto seja comércio de chinelas havaianas; ou de aviões da Embraer – ou o trabalho honroso de nossa Gisele Bunchen e da cachaça mineira. (A suivre).

Hermann Broch (I)

“(…) Toda pessoa que realiza um trabalho de valor adquire certo direito a ser chamado de artista” – do simples escriturário ao grande general ou um bem-sucedido homem de negócios, todos eles “realizam sua atividade de uma forma que, “em certo sentido podemos dizer “artística”.

Essa afirmação do ex-industrial, engenheiro têxtil e escritor austríaco coincide com a afirmação de Santo Tomás quando fala sobre o ofício do sábio e o liga às ‘artes’ (ofícios) e à sua ordenação:

“…Todos quantos têm o ofício de ordenar as coisas em função de uma meta devem haurir desta meta a regra do seu governo e da ordem que criam, uma vez que todo ser só ocupa o seu devido lugar quando é devidamente ordenado ao seu fim, já que o fim (finalidade) constitui o bem de todas as coisas…

 

“Assim também acontece no setor das artes. Constatamos, efetivamente, que uma arte, detentora de um fim, desempenha em relação a uma outra arte o papel de reguladora e, por assim dizer, de princípio. A medicina, p.ex., preside à farmacologia e a regula, pelo fato de que a saúde, que é o objeto da medicina, constitui a meta ou o objetivo de todos os remédios cuja composição compete à farmacologia. (…)

E assim, S. Tomás conclui por chamar de sábios (artistas) o mestre dos mares (o piloto dos navios), o construtor destes, o grande general, a cavalaria e os fornecimentos militares, os arquitetos … e os mestres dos ofícios que presidem os demais, a esses denomina Tomás ‘arquitetos’ que fazem jus ao nome de sábios… mas isso é outra estória (para a qual voltarei em breve!). Cito, repentindo Tomás: I Cor. 3:10-11 quando S.Paulo afirma de si mesmo (com a humildade ou loucura dos santos!) que “Segundo a Graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele. Quanto ao Fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.”

E Louvado Seja N.Senhor Jesus Cristo!

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Fontes: BROCH, Hermann. “Poesia e Investigacion”. Barral Edit., Barcelona, 1974. pág.406-7. DE AQUINO, Santo Tomás (e Dante Alighieri). Ed. Nova Cultural. Trad. Luiz J Baraúna, S.Paulo, 1988, pág. 59/60.