Hoje cedo postei este 32º. poema de Emily, sem lembrar-me que esse havia sido o 2º. da série (em 2008).
Portanto, meus 3 leitores ganham mais um poema do mesmo volume – ver Fonte (1 e 2*) – que espero preencham seu sábado com um toque poético de qualidade.
I stepped from Plank to Plank
A slow and cautious way
The Stars about my Head I felt
About my Feet the Sea.
I knew not but the next
Would be my final inch –
This gave me that precarious Gait
Some call Experience.
A tradução de dona Aíla:
Pisava de prancha em prancha
Com cuidado e devagar,
Acima da cabeça sentia as estrelas,
E em volta dos pés o mar.
Não previ que mais um passo
Já não podia ir avante –
Donde esse meu jeito de andar hesitante,
Que chamam experiência.
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(2)
| You cannot make remembrance grow When it has lost its Root – The tightening of the soil around And setting it upright Deceives perhaps the Universe But not retrieves the Plant Real Memory, like Cedar Feet Is shod in Adamant Nor can you cut Remembrance down When it shall once have grown – Its Iron Buds will sprout anew However everthrown – |
A lembrança, ninguém a faz crescer
Quando perdeu a raiz. Apertar-se em volta a terra Mantê-la ereta, talvez Possa enganar o universo Mas não recupera a planta. A memória verdadeira É como o cedro – tem pés Calçados em diamante. Nem se pense que adiante Cortá-la, se já arraigou: Seus brotos de ferro irrompem Novamente, se alguém a derrubou. |
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(*) Fonte: (1) Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”.
Tradução Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 118/119.
(2) Idem, pág. 140/141.
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