Bernanos, Escritores Católicos Franceses, Francofonia

Reflexões (Bernanos)


De que vale ter razão em um jornal sem leitores”

(“Qu´importe d´avoir raison dans un journal sans lecteurs?”)

G. Bernanos, em carta à François Coty, em “Correspondences” 1904-1934, Plon, 1932, pág. 455 – tomo I .

“Le péché est froid et noir. La volupté un amoindrissement, un arrachment. Satan un maître en supplices… Qui vous attire ? Qui nous retient ?
Mais quoi ! Mais il faut humilier son âme !”

G. Bernanos, em carta à Un Ami (non identifié), em “Correspondences”, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 230 – tomo I .

*O pecado é frio e negro. A volúpia é uma forma de se apequenar e se afligir. Satanás é mestre do suplício… Quem vos atrai, quem nos retém… Finalmente, o quê? No fundo o que ele quer  é humilhar sua alma.”

[O pecado como algo “frio e escuro n´alma” me lembra Julien Green em seu Mont Cinère. O fogo (la flamme infernale) consumindo tudo. O pecador em meio ao frio e à avareza de não aquecer a casa…]
+++

Réellement, je ne suis pas à l´aise dans la joie : j´ai toujours besoin de m ´arracher.”

[“De fato, nunca fico muito à vontade com a felicidade. Tenho sempre a necessidade de me afligir”]

G. Bernanos, em carta à Un Ami (non identifié), em Correspondences, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 230 – tomo I .

J´ai été à Lourdes. Je n´y ai pas trouvé beaucoup d´apaisement, mais cela même était prévu. Je ne veux pas faire toilette pour Notre-Dame, me me suis présenté tel quel, et si misérable et angoissé qu´elle a pu me prendre, peut-être en pitié”

[“Estive em Lurdes. Lá não encontrei a pacificação de minha alma, mas isso já era previsto. Não quero me arrumar pra Nossa Senhora. Eu me apresentei como sou: tão miserável e angustiado que Ela pôde me tomar em suas mãos e, quem sabe, em sua  Piedade!”]
G. Bernanos, em carta à Henri Massis, em “Correspondences”, 1904-1934, Plon, 1932, pág. 249/250 – tomo I .

“Mouchette… cette petite âme écrasée” (Paul Claudel, embaixador da França no Japão, em carta a Bernanos, 1926, sobre Le Soleil de Satan… prometo reproduzir a carta inteiramente, em breve!)

Eu afirmo: Ô ! Grand frère Georges, “Je crois en vous plus que jamais…” (Jul.09).

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