Quando comecei a escrever em blogs, em setembro de 2002, tinha certas ilusões que perdi. Tinha certa “estabilidade unilateral” que alimentei ao longo desse tempo.
Mas nem só de ilusões perdidas se faz a blogsphère e nem só de estados de espírito vive o bloguero.
O melhor resultado até agora foi a amizade dita virtual, a que não se nutre de pizza, cálices de vinho e presença física, mas que perdura pelas observações por mensagens eletrônicas, por comentários, nem sempre condescentes. O blog me deu uma porção de amigos, confirmou-me velhos amigos de carne-e-osso, me afastou de uns poucos – que nem sei ao certo se poderiam ser chamados de amigos -, entrei em algumas discussões, abdiquei de participar de discussões, mantive alguns hábitos antigos, adquiri outros…
Mantive o respeito pela maioria das muitas pessoas (algumas surpreendentes) com quem convivi e, eventualmente, divergi em um ou outro assunto.
A divergência não tendo, nesse caso, significado nada que arrefeça o grande respeito que ainda mantenho por algumas pessoas, elas próprias especiais presentes da Blogsphère.
Assisti algumas polêmicas, participei de umas poucas (mais do que gostaria), e, finalmente desisti de me contrapor.
Alimentei minha Fé com a velha pitada da dúvida.
Nessa corrida, não abandonei nunca e sim reforcei minhas crenças e me aproximei de mestres esquecidos, de textos abandonados, de músicos, poetas, professores e escritores antigos (ou atuais) que vivem como quê deixados no vácuo da grande corrente de uniformização do pensamento que vivemos hoje.
Testemunhei minha Fé em Jesus Cristo, filho unigênito do Deus.
Assisti com tristeza à perda do Papa de minha Conversão ao Catolicismo – o servo de Deus João Paulo II; e partilhei a alegria de ouvir o meu primeiro “Habemus Papam“, com a chegada à cátedra de Pedro do Cardeal Ratzinger, Papa Bento XVI…
Relembrei acontecimentos familiares, escrevi sobre uma porção de livros lidos e vividos, revivi alguns dias santos e festas nas quais compartilhei minha alegria e meu entusiasmo juvenil. Completei meus 50 anos. Ah, la cinquantaine d´années bem vividos e a alegria de ser avô.
Fiz cerca de 500 posts na casa que agora deixo e digitei n-palavras com o esmero que um comerciante pode dar ao seu hobby (ah, as agruras do comércio…), mas sempre com uma fidelidade canina às fontes; falei pelos cotovelos, nem sempre com sabedoria, mas posso me lembrar de milhares de minutos que dediquei à tarefa de manter um diário.
A alegria que isso me proporciona também me motiva a recomeçar em casa nova com entusiasmo antigo.
Agora, estou neste novo espaço, assumindo meu nome de batismo, sem pseudônimos, como um cristão que se expõe, no meio de uma saravaida de desventuras que a blosfera nos empurra.
O propósito se mantém: desejo testemunhar a minha Fé e fazer amigos.
Espero que tudo o que fizer nesta nova casa seja para o engrandecimento de meus irmãos e amigos. E que nossas vidas sejam para glorificar Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus Pai.
Bem-Vindos à bordo, mes amis!!
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