Emily Dickinson, Poesia

Emily Dickinson 15/100*


I asked no other thing –
No other – was denied –
I offered Being – for it –
The Mighty Merchant sneered –Brazil? He twirled a Button –
Without a glance my way –
“But – Madam – is there nothing else –
That We can show – Today?”
(621)

Foi só aquilo que pedi.
E nada mais me era negado:
Ofereci o Ser por isto
O Mercador sorriu com enfado:
“Brazil?” Fez girar um botão
(Sem nem sequer me olhar!)
“Mas, Madame, nada mais, hoje,
Do que temos, vai-lhe agradar?”
+++
Fonte: Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas“, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 90/91.
Comentário da Tradutora: “Não podia faltar nesta coletânea o poema do encantamento de Emily pelo Brasil, mercadoria única de um desejo absoluto, que figura em seu mundo imaginativo ao lado de Veneza, Nápoles, Tunísia, México, Himalaia, Canaã etc. Em outro poema (841) ela imagina a natureza, no Brasil, fazendo experimentos inédtiso com a cor vermelha, no matiz de uma certa mariposa que freqüenta a luz dos lampiões (A Moth the hue of this / Haunts Candles in Brazil / Nature´s Experience would make / Our reddest second pale.)
“O metro é difícil de igualar; todos os versos do original se mantêm em 3 acentos, exceto o sétimo. Tentou-se o mesmo número, em termos de acentos tônicos mais salientes. As rimas se arrumaram nas mesmas posições. Um adjetivo foi abandonado (“Mighty”, v.4); talvez a maiúscula de “Mercador” possa supri-lo. Uma modulação de ponto de vista pareceu infoensiva (“sneer”, igual a “sorrir com escárneo, zombaria”, por “sorrir com enfado”). ”
(Aíla de Oliveira Gomes, op. cit., pág. 195). Ok, F., aí está o outro poema com referência ao BRAZIL:
A Moth the hue of this
Haunts Candles in Brazil.
Nature´s Experience would make
Our Reddest Second pale.

Nature is fond, I sometimes think,
Of Trinkets, as a Girl.
(841)

Mariposas desse matiz
Assombram velas no Brasil.

A Natureza cria ali
Um tom rubi que empalidece
A cor de nossas mariposas.Parece até que a Natureza gosta
De usar bijuteria, como as moças.
(841)

*(841)- op.cit. pág. 116/117.

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