A poesia encontra a filosofia em Goiânia: evento cultural único em GYN – participe e divulgue!

Rompendo o 'círculo de silêncio" que se formou em torno da poesia mais que permanente de Augusto Frederico Schmidt, a ACIEG e a UBE promovem homenagem ao poeta-empresário Schmidt e lança livro do pensador espanhol Jose Ortega Y Gasset. Reserve na sua agenda!
Rompendo o ‘círculo de silêncio” que se formou em torno da poesia mais que permanente de Augusto Frederico Schmidt, a ACIEG e a UBE promovem homenagem ao poeta-empresário Schmidt e lança livro do pensador espanhol Jose Ortega Y Gasset. Reserve na sua agenda!

DEPOIS, volto com mais informações… Por ora, anote na sua agenda.
Se estiver em GYN ou região, divulgue para seus amigos que amam a Poesia e a Filosofia.

VILÉM FLUSSER (EXCERTOS PART II) – (4)

E o vento levou - cartaz do filme (1939).

A POESIA – tem alguma serventia?

Vilém Flusser(1920-1991)
O filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser

Há futuro para a escrita? – indagava Vilém Flusser em 2010.

HOJE SIGO PERGUNTANDO-ME, lendo e relendo Flusser, quando decrescente é o número de leitores da Poesia. Confira.

“Se tentássemos escrever uma história da percepção a partir da hipótese de que as cores são percebidas de maneira diferente antes e depois de Van Gogh, ela seria uma história da estética, da experiência. Tomemos a nossa experiência amorosa como exemplo.
“É possível reconhecer em nossa experiência amorosa atual concepções de amor elaboradas em Hollywood, que se baseiam naquelas da poesia romântica, que por sua vez foram elaboradas a partir das dos trovadores. Por trás dessas concepções, encontramos a do amor cristão e, anterior a ele, novamente, a dos judeus e dos gregos, até que suas raízes se percam na pré-história. Nessa árvore genealógica das concepções de amor, podemos constatar ramos contíguos como o do Eros platônico, o do amor intellectualis, de Spinoza, ou do amor fati de um Nietzsche. Essa visão histórica leva, porém, a um tipo de darwinismo estético. Nossa próopria experiência amorosa é comparável à experiência amorosa dos gregos antigos tanto quanto a orelha do mamífero em relação à guelra do peixe; ou é comparável à experiência amorosa dos astecas tanto quanto o olho do mamífero em relação ao olho dos insetos. O modelo hollyoodiano parece ser o mais recente e o maior elo de um desenvolvimento linear : imperialismo estético. Nós percebemos melhor e experienciamos melhor do que todas as culturas anteriores e ‘subdesenvolvidas’. O que nós percebemos é o mais verdadeiro. 
E o vento levou...(c)imagem de http://hdwallpapers.be/

O modelo hollywoodiano canaliza a experiência amorosa do presente

“Uma vez que sabemos como os modelos são produzidos, como a poesia é feita, isto é, por meio da computação de modelos anteriors com a inserção de ruídos, tal história da percepção não é mais factível. Não temo diante de nós uma árvore genealógica que se ramifica, mas um leque de modelos que se expande em todas as direções, no qual desenvolvem-se ligações transversais entre os modelos particulares. Pode-se falar de uma variedade de percepções ao invés de progresso da percepção; de um complexo sistema de modelos estéticos ao invés de história da estética. O fato de que, hoje, apenas alguns poucos modelos de experiência dirigem nossa vida não deve ser interpretado historicamente (nem politicamente, como a vitória do mais forte sobre o mais fraco), mas ciberneticamente.

“O modelo amoroso hollywoodiano – não o budista nem o da África Central – canaliza a experiência amorosa do presente, porque os canais da mídia são construídos de acordo com um padrão de fundo histórico e imperialista. Após a superação desse padrão, os canais podem se ligar de outra maneira. Se cabos forem introduzidos, por exemplo, nas mídias, elas poderão transmitir modelos amorosos tanto da África Central quanto os hollywoodianos. Para uma adaptação dessa natureza não é necessária uma revolução histórica (uma revolta dos fracos contras os fortes). Semelhante adaptação já se encontra em curso porque a mídia, de acordo com sua estrutura de comunicação, exige ser sintonizada transversalmente. E, por isso, inúmeros modelos de percepção até então reprimidos já urgem agora nos canais que nos alimentam. Nós já percebemos agora de uma maneira muito mais complexa do que as gerações anteriores. Não só nossa vida amorosoa, como também nossa experiência de cores, sons e sabores tornam-se cada vez mais complexas. Hoje, a poesia, no sentido de construção de modelos de experiência, já começa a se desdobrar, para alcançar, em futuro breve, dimensões até então inimagináveis. Não se pode imaginar tudo aquilo que vamos perceber e viver no futuro.
“Falava-se há pouco acerca de imagens com sons e movimentos. Naturalmente, podemos subsumir a língua falada nessa reflexão e dizer que também a poesia em sentido stricto, a poesia como jogo de linguagem, se desdobrará de maneira impressionante graças à sintonização transversal das mídias em forma de imagens que falam. Poderíamos esperar não só uma nova força de criação poética em imagens e música, como também na língua. Todavia, tudo aquilo que valorizamos na poesia se perderia caso dissociássemos a produção poética do alfabeto?

(à suîvre….segue).

*****
FLUSSER, Vilém. “A Escrita…”, Trad. do alemão por Murilo J da Costa – São Paulo : Annablume, 2010, p.87/88.

Vilém Flusser (excertos part I) – (3)

Vilém Flusser
9. Poesia
TRADICIONALMENTE, FAZ-SE UMA DISTINÇÃO ENTRE POESIA E imitação (‘poesis’ e ‘mimesis’).

Todavia, com a hegemonia do alfabeto, essa associação estreita do pensamento à língua, entende-se majoritariamente por “poesia” um jogo com a linguagem cuja estratégia é aumentar criativamente o universo da língua. Esse universo é aprofundado poeticamente devido à manipulação de palavras e frases, à modulação de funções da língua,a um jogo com o significado das palavras e das frases, a modulações rítmicas e melódicas dos fonemas. Poesia, nesse sentido, é qualquer fonte da qual a língua sempre nasce renovada, e precisamente em qualquer literatura, ou seja, também nos textos científicos, filosóficos e políticos, e não apenas nos ‘poéticos’. As reflexões anteriores sugerem que a poesia, ao contrário da imitação, tomará caminhos até agora inimagináveis, especificamente os caminhos que se abrem graças à introdução de aparelhos e aos seus respectivos novos códigos. As imagens se desligarão de suas funções imitativa e mimética e vão se tornar poéticas, criadoras. Esse poder poético já está claramente evidente, por exemplo, em filmes, vídeos e imagens sintéticas. Contudo, no que diz respeito à poesia, no sentido de jogo de linguagem, parece que o acesso à nova cultura está atravancado: pois ela se vê vinculada ao escrever alfabético.

Há futuro para a Escrita?
O genial pensador ‘brasileiro-tcheco-universal          Vilém Flusser

 À primeira vista, parece como se pudesse haver também jogos de linguagem não alfabéticos. Os aparelhos não podem,pois, brincar com a língua tanto quanto com as imagens e os tons musicais? Não pode, pois, haver, além de imagens e músicas eletrônicas, poesia eletrônica? É possível pensar programas que movimentem os aparelhos para uma modulação linguística automática a superar de longe, em termos de força poética, as modulações alfabéticas. Uma programação de tal ordem poderia libertar a poesia alfabética de seu atual cárcere elitista e, tendo em vista o declínio do alfabeto, levá-la a uma oralidade cada vez mais poderosa e refinada.Caso essa estratégia pudesse ser adotada poderíamos esperar por salmos e epopéias como os de Davi e as de Homero, mas em novos níveis. Uma nova canção poderia ser entoada ao Senhor.

O desligamento da poesia (como jogo de linguagem) do alfabeto e sua transposição para aparelhos computacionais pressupõem, sem dúvida, que haja pessoas engajadas em uma oralidade cada vez mais poderosa e refinada. Isso, contudo, contradiz o capítulo anterior [onde Flussém trata de “A Língua Falada. Como o programar se desligou da escrita alfanumérica…”]. Se quisermos prever a atividade poética futura, é necessário refletir sobre poesia como oposição à imitação, e ter em vista, então, o caso especial da poesia como criação de linguagem.

Logolalia Waber
(c) http://www.logolalia.com/

Nem sempre estamos cientes do que devemos à poesia, no sentido lato da palavra: quase tudo que percebemos e vivenciamos. Fazer poesia é a produção de modelos de experiência, e sem tais modelos não poderíamos perceber quase nada. Ficaríamos anestesiados e teríamos de – submetidos aos nossos instintos atrofiados – cambalear cegos, surdos e insensíveis. Os poetas são nossos órgãos do sentido. Nós vemos, ouvimos, sentimos sabores e cheiros devido aos modelos que nos são apresentados pelos poetas. Nós percebemos o mundo por meio desses modelos. Os poetas criaram esses modelos e não os imitaram a partir daquilo que se encontrasse desmodelado e bruto em algum lugar. Quando vemos cores, seja por meio de Van Gogh ou de uma Kodak; [1987] quando ouvimos sons, seja o de Bach ou de um rock; quando sentimos sabores, seja o de um Brillat-Savarin ou de um fast-food; essas cores, sons e sabores são como são não porque vêm da Natureza assim, mas porque são culturais, isto é, porque foram poeticamente elaborados por um motivo fundamental de alguma forma não percebido naturalmente.
Se tentássemos escrever uma história da percepção a partir da hipótese de que as cores são percebidas de maneira diferente antes e depois de Van Gogh, ela seria uma história da estética, da experiência.
(…)
+++++
FLUSSER. Vilém. (1920-1991). “A escrita – Há futuro para a escrita?”. Trad. do alemão por Murilo J da Costa – S.Paulo, Annablume, 2010. Orig. alemão de 1989. 178 p.

Posts Ligeiros (II)

ONTEM, depois de uma rápida reunião com um amigo, vivi uma tarde de garimpagem nos sebos. O melhor me veio da Feira Cultural da Rua 4. Bamburrei nas raridades do livreiro Sr. Joari, há 40 anos no ramo.

Foto de Adalberto De Queiroz.
Foto de Adalberto De Queiroz.
Foto de Adalberto De Queiroz.

Boécio e a Consolação da Filosofia, por César Miranda

TUDO que sabemos é: um dia, morreremos. 

Death And Life, by G Klimt
Gustav Klimt


E o que fazemos quanto a isso? Muito pouco, quase nada (quando muito evitar o assunto).
No post em referência (link) , César Miranda mostra ao Leitor(a) como Boécio escreveu “A Consolação da Filosofia”, com profunda calma e tranquilidade, mesmo condenado à espera da Morte, no fundo de sua cela – “sem tons de ressentimento ou tristeza, sem súplica ou proselitismo. sem súplica nem proselitismo” – um livro fundamental para todos os que amamos a Literatura e a Filosofia.

E se por Boécio choramos, lembremo-nos com CM do dever de “agradecer a Deus pela condenação injusta que o autor sofreu, única razão do livro existir, se esquecendo que esta é uma das grandes especialidades de Deus: tirar do mal um bem tão infinitamente maior, a ponto de agradecermos pelo mal sofrido. O Livro!”

Todos já recebemos “a pena de morte”.  E César dá a sentença para o futuro dos que vamos morrer:

“Não há um que já não esteja apenas esperando o dia. Ninguém sabe que dia é esse, mas a execução de tal pena é certíssima. Quando sentaremos em nossa cela e produziremos o nosso A Consolação da Filosofia? (…)

“Pois bem, o livro que você escreverá ou o que eu escreverei, se escrevermos, não sei como será, mas o de Boécio é um dos melhores já escritos na história.”

Neste post primoroso, uma amostra do talento de meu amigo César.

A PENA

TUDO que sabemos é: Um dia, morreremos. E o que fazemos quanto a isso?

– Muito pouco, quase nada. Neste post , César Miranda mostra ao Leitor(a) como o filósofo BOÉCIO escreveu, com profunda calma e tranquilidade, do fundo de sua cela , “sem súplica nem proselitismo” – um livro fundamental para todos os que amamos a Literatura e a Filosofia. E se por Boécio choramos, lembremo-nos com CM que “esta é uma das grandes especialidades de Deus: tirar do mal um bem tão infinitamente maior, a ponto de agradecermos pelo mal sofrido”.
Eis porque César ousou dizer dessas “Consolações…”(Boécio): Eis o Livro! (com exclamação e tudo, sim senhores!).

Pró Tensão

ArquivoExibir

O filósofo, estadista e teólogo romano Boécio escreveu, no século VI, seu livro “A Consolação da Filosofia” na prisão enquanto esperava pelo cumprimento da pena de morte a que fora condenado. A chegada da morte pode nos fazer criar juízo, se interessar pelo que realmente interessa e até virar santo. O que não entendemos é o óbvio: todos nós recebemos à pena de morte. Não há um que já não esteja apenas esperando o dia. Ninguém sabe que dia é esse, mas a execução de tal pena é certíssima. Quando sentaremos em nossa cela e produziremos o nosso A Consolação da Filosofia? Pois bem, o livro que você escreverá ou o que eu escreverei, se escrevermos, não sei como será, mas o de Boécio é um dos melhores já escritos na história. Não é sem justiça que o livro está em toda lista de livros fundamentais que se encontre. Mesmo que as…

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Kierkegaard: Exórdio à “Doença até à Morte”

Meus caro(a)s amigo(a)s:

Tendo passado das “Migalhas Filosóficas”
ao livro em referência, Kierkegaard

ganhei em leitura e vivi mais uma experiência com o Autor que me habilita a elevá-lo ao posto de um dos meus pensadores favoritos. Nesta quadra da vida em que há mais tempo para pensar e onde a reflexão torna-se sua companheira durante longas horas vividas a só, aproximei-me de Sören A. Kierkegaard, com a humildade do “leitor estarrecido” (que foi a definição dada por minha amiga Claire S. em um comentário neste blog).

Sigo o conselho do professor Olavo de Carvalho, que nos convida a “dialogar e se impregnar com a cultura de outras épocas”, como saída para a convivência insossa com uma “sociedade pervertida”. De fato, “é preciso, [é salutar, é revificador] transcender nossa época, nossa sociedade, saindo deste cotidiano restrito” para dialogar com pensadores como o grande Kierkegaard. Esse diálogo é capaz de fazer transcender o cotidiano muitas vezes mesquinho e reduzido.

Exórdio à “Doença até à Morte”*.
(Transcrição).

Esta enfermidade não é para morte (João 11, 4) e contudo Lázaro morreu; mas como os discípulos não compreendessem a continuação: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas eu vou acordá-lo do seu sono, Cristo disse-lhes sem ambigüidade: Lázaro está morto (11, 14). Lázaro, portanto, está morto, e contudo a sua doença não era mortal, mas o fato é que está morto, sem que tenha estado mortalmente doente.

Cristo pensava nesse momento, sem dúvida, no milagre que mostrasse aos contemporâneos, ou seja, àqueles que podem crer, a glória de Deus, no milagre que acordou Lázaro de entre os mortos; de modo que não só essa doença não era mortal, mas ele o predisse, para maior glória de Deus, a fim de que o filho de Deus por tal fosse glorificado.

Mas, ainda que Cristo não tivesse acordado Lázaro, nem por isso seria menos verdade que essa doença, a própria morte, não é mortal!

Desde o instante em que Cristo se aproxima do túmulo e exclama: Lázaro, levanta-te e caminha! (11, 43) já estamos certos de que essa doença não é mortal. Mas até sem essas palavras, não mostra ele, ele que é a Ressurreição e Vida (11, 25), só pelo aproximar-se do túmulo, que essa doença não é mortal? e simples fato da existência de Cristo, não é isso evidente? Que proveito haveria, para Lázaro, em ter ressuscitado para ter de acabar por morrer! Que proveito, sem a existência daquele que é a Ressurreição e a Vida para qualquer homem que n ‘Ele creia! Não, não é por causa da ressurreição de Lázaro que essa doença não é mortal, mas por Ele existir, por Ele. Visto que na linguagem humana a morte é o fim de tudo, e, como é costume dizer-se, enquanto há vida há esperança.

Mas, para o cristão, a morte de modo algum é o fim de tudo, e nem sequer um simples episódio perdido na realidade única que é a vida eterna; e ela implica para nós infinitamente mais esperança do que a vida comporta, mesmo transbordante de saúde e de força.

Assim, para o cristão, nem sequer a morte é a doença mortal, e muito menos todos os sofrimentos temporais: desgostos, doenças, miséria, aflição, adversidades, torturas do corpo ou da alma, mágoas e luto. E de tudo isso que coube em sorte aos homens, por muito pesado, por muito duro que lhes seja, pelo menos àqueles que sofrem, a tal ponto que os faça dizer que a morte não é pior, de tudo isso, que se assemelha à doença, mesmo quando não o seja, nada é aos olhos do cristão doença mortal.
Tal é a maneira magnânima como o cristianismo ensina ao cristão a pensar sobre todas as coisas deste mundo a morte incluída.

É quase como se lhe fosse necessário orgulhar-se de estar altivamente para além daquilo que correntemente é considerado infelicidade, daquilo que vulgarmente se diz ser o pior dos males… Mas em compensação o cristianismo descobriu uma miséria cuja existência o homem, como homem, ignora; e essa miséria é a doença mortal.

O homem natural pode enumerar à vontade tudo o que é horrível — e tudo esgotar, o cristão ri-se da soma. A diferença que há entre o homem natural e o cristão é semelhante à da criança e do adulto. O que faz tremer a criança nada é para o adulto. A criança ignora o que seja o horrível, o homem sabe e treme. O defeito da infância está, em primeiro lugar, em não conhecer o horrível, e em seguida, devido à sua ignorância, em tremer pelo que não é para fazer tremer. Assim o homem natural; ele ignora onde de fato jaz o horror, o que todavia não o livra de tremer. Mas é do que não é horrível que ele treme. Assim o pagão na sua relação com a divindade; não só ele ignora o verdadeiro Deus, mas adora, para mais, um ídolo como se fosse um deus.

O cristão é o único que conhece a doença mortal. Dá-lhe o cristianismo uma coragem ignorada pelo homem natural — coragem recebida com o receio dum maior grau de horrível. Certo é que a coragem a todos é dada; e que o receio dum maior perigo nos dá forças para afrontar um menor; e que o infinito temor dum único perigo nos torna como inexistentes todos os outros. Mas a lição horrível do cristão está em ter aprendido a conhecer a doença mortal.

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*Fonte: KIERKEGAARD, Sören Aabye. “O Desespero Humano (Doença até à Morte)”, em “Os Pensadores”, vol. s/nr. da Ed. Abril, trad. Adolfo Casais Monteiro, 2a. ed., S. Paulo, Abril Cultural, pp. 191/2.
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