Encontro das águas


Uma análise do poeta-editor e crítico Wagner Schadeck que muito me alegra – estar ao lado de um dos maiores poetas entre os novíssimos – Wladimir Saldanha, por si só, é um prêmio. Obrigado, WS.

Por Wagner Schadeck

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1.
Como duas águas distintas que se encontram, a melancolia e o sarcasmo poucas vezes desembocaram em uma mesma leitura. É uma alquimia singularíssima, alcançada no Quixote de Cervantes e no Quincas Borba de Machado de Assis. Na poesia é ouro negro igualmente raro. Talvez só mesmo do quilate da requintada sátira de si mesmo de Heine e da melancolia sutil de Bandeira. Mas estes mestres sabiam a enorme dificuldade da mistura. Ao contato com a pedra do sarcasmo, o vinho espesso da bílis negra torna-se ácido. E como nos lembra Machado de Assis, a depender do temperamento do leitor, esse elixir pode fazer rir ou chorar…
O leitor poderá sorver vestígios dessa solução na poesia de Wladmir Saldanha.
No livro Culpe o Vento, poemas como A caminho de casa, onde desmascara a nossa mesquinharia cotidiana, No ponto. Sob a marquise, ou O assinalado

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