O alimento quotidiano

“A Oração ao romper da alva (*)

A oração ocupava um lugar prioritário na sua ordem do dia. Fazia-a, habitualmente, logo de manhã cedo. Excepcionalmente, ia à capela durante a noite. “Era quase sempre difícil – escreveu – permanecer imóvel a contemplar Deus no silêncio e na aridez da fé”.
Mas confiava em Deus, pois a sua graça, para além da nossa sensibilidade e reações, atua em nós mesmo sem nos darmos conta.
Uma vez recomendou a uma pessoa que lhe era próxima, que “expusesse a alma ao sol de Deus e que não receasse perder o seu tempo permanecendo na capela mesmo que nada sentisse. É preciso dar tempo ao sol para nos bronzear, o que requer um pouco de paciência”.
A oração matutina levava o Rei a adotar uma atitude de escuta e de disponibilidade diante de Deus, para depois servir melhor os homens. Era a audiência que o Senhor lhe concedia e que o ajudava a estar atento às pessoas com quem iria se encontrar.
Na oração, apresentava a Deus o dia inteiro. Por isso, ali procurava o alimento diário. Antes de ser “pedido”, a oração é “escuta”. Não temos que rezar até Deus nos ouvir, mas até ouvirmos o que Deus quer de nós.”

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Fonte: 
(*) SUENENS
, Cardeal. “”, Editorial A.O., Braga, Portugal, 2a. ed., 1995, trad. Margarida Osório Gonçalves, p.65.

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