Hermilo Borba Filho: o sangue na escuridão

Pode um homem durar uma centena de anos na terra, mas sua obra pode ultrapassar os séculos…este o caso dos escritores, na maioria dos países hegemônicos.

No Brasil, no entanto, onde a idade média sobe a sete décadas, os escritores têm sua memória apagada em menos de meio século depois de desaparecidos.

Este é o caso de Hermilo Borba Filho, de Lúcio Cardoso e de tantos outros.
Nesta crônica para a coluna “Destarte” do jornal Opção Cultural Online, procuro resgatar um pouco da memória de Hermilo (1917-1976) que, ao longo de seus 59 anos, deixou obra marcante no Teatro feito no Brasil, na prosa de ficção (novelas, romances, contos), sendo um marco importante na literatura de Pernambuco.

Confiram, clicando no link abaixo:

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Em Goiânia, diretor Marcos Fayad leva Kharms ao palco do SESC

Segundo o editor do Jornal Opção, sr. Euler De França Belém,
a adaptação feita pelo diretor brasileiro [Marcos Fayad] não é mera reprodução daquilo que escreveu o escritor russo e isto é um dos pontos fortes de sua peça ou de suas peças.”

“Uma peça adaptada torna-se uma peça de seu autor e do diretor e, sim, dos atores. Porque, a rigor, embora não sejam trabalhos inteiramente distintos — um é pai-mãe e o outro é filho-filha —, o texto escrito é uma coisa e o texto falado-declamado é outra coisa. Portanto, a peça “Cerimônia Para Personagens Estranhos — Miniaturas Grotescas”, dirigida por Marcos Fayad a partir da adaptação de histórias curtas de Daniil Kharms, é tanto do criador patropi quanto do escritor russo.”

Continue lendo, no link abaixo.
Via Jornal Opção.

Vamos aos Teatro? Marcos Fayad & Guimarães Rosa valem ouro!

EM ARTIGO no Jornal Opção – editoria Opção Cultural.

QUANDO um de seus contemporâneos e concidadãos realiza uma grande tarefa, o mínimo que temos que fazer é reconhecer o seu (dele) talento. A cidade de Goiânia e seus multiplicadores culturais precisam saber disso…

No dia da estréia de “Cara-de-Bronze” os diários ignoraram a importância do espetáculo. Apenas no bravo Opção Cultural uma nota (pequena para a importância do fato!) e n’O POP, uma big foto de um homem e regras de como depilar o peito. O Diário da Manhã ignorou solenemente o espetáculo; idem, O Hoje….

Fui à estréia de Cara-de-Bronze, peça dirigida por Marcos Fayad que adaptou texto de um conto de Guimarães Rosa para a linguagem teatral.  Registrei meu encantamento com o trabalho, a dedicação do diretor – sua profunda crença na qualidade teatral e na importância da escolha do texto. Marcos Fayad lê. Entende o que lê e traduz bem para a linguagem teatral o universo imaginado e imaginário de Guimarães Rosa.

Não obstante, nenhum grande artigo nos jornais locais anunciou a importante estréia de “Cara-De-Bronze”. Reabilitemo-nos, Goyania & goianiensis, com a volta do espetáculo ao teatro Goiânia.
Agora, é hora de a cidade reabilitar sua conexão com o Sertão lítero teatral de Fayad Rosa. A peça volta ao palco do Teatro Goiânia, para xx apresentações, de 1º.a 3 de julho às 21h.
Vamos ao Teatro?

 

O exigente e disciplinado ator-diretor reconheceu, em diálogo com o público o valor e dedicação de seu elenco e de quem o ajudou a tornar Cara-de-Bronze uma belíssiva releitura de G. Rosa.

As fotos são deste blogueiro fotógrafo amador.

O artigo está em Opção Cultural. Leia-o e divulgue. 

*Naturalmente, fui ao teatro (impossível o “fui-me!” – gralha do online)  e fico muito à vontade para dizer: vale a pena (re)ver Marcos Fayad e seu elenco em Cara-de-Bronze.
Fotos do bate-papo, após a estréia; reconhecimento de todos, incluindo os moços da marcenaria que montaram o belíssimo curral que é parte fundamental da mise-en-scène.