Imortal Jorge de Lima, apesar de a Academia achar que não!

LEIA-SE, dizia Manuel Anselmo em 1939, no Ensaio de Interpretação Crítica sobre A Poesia de Jorge de Lima:

Poema “Acendedor de Lampiões”, do livro XIV Alexandrinos (1907)
O ACENDEDOR DE LAMPIÕES
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Lá vem o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o Sol e associar-se à lua
Quando a sobra da noite enegrece o poente.

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite, aos poucos, se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele, que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como este acendedor de lampiões de rua!

—–
“LEIA-SE, com atenção, esse seu [dele, Jorge] célebre soneto “O Acendedor de Lampiões”, que consta hoje de várias antologias brasileiras…Aqui está, afinal, uma atitude de solidariedade humana que não destoa daqueloutra que consta dos seus poemas negros, por exemplo, “Pai João”, e se continua, com intensidade, nas páginas do seu romance “Calunga”. Além disso, esse soneto acusa uma facilidade verbal que não é, aliás, irmã dos esforços deslumbrados desses ourives florentinos que foram os parnasianos. Erradamente se apelidou, pois, de parnasiana, uma experiência que foi, afinal, clássica e tradicional.”

(*) Transcrito de Jorge de Lima, Poesia Completa, vol. I, p.37/8.

Poemas do Autor no projeto Poesia Falada (SounCloud)

Seis poemeus em Oficina Poética – do Diário da Manhã, Goiânia 16.08.2015

Na página “Oficina Poética“, de Elizabeth Caldeira Brito, no Diário da Manhã, Goiânia, 16-08-2015.

Oficina Poética #181, de Elizabeth Caldeira Brito, Diário da Manhã, 16-AGO-15.

Imagem do suplemento “Oficina Poética”, ed. #181, de Elizabeth Caldeira Brito, Diário da Manhã, Goiânia, 16-AGO-15. Clique na imagem para acessar o DM Online e ler os poemas.

Garimpando em Notegraphy (IV)

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“Entre Palavras…”

Projeto Poesia Falada (JORGE DE LIMA)

POEMA 22
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Veio um dia, de qualquer solidão,
o raro amigo – duplo de mim – o poeta.
Eu já o havia pressentido e esperado
mas ninguém tinha me dito que era ele.
Entretanto é um homem tatuado,
de sinais invisíveis e rituais.
Seus olhos são tão claros diante dos meus
e seus gestos são tão homólogos aos meus gestos,
que ele deveras é a minha semelhança.
O seu corpo esguio é crivado de facetas cristalinas
e de pequenas pálpebras que ficam abertas noite e dia.
Em vão a metade deste ser
quis resistir à sua dupla fascinação;
mas quedou integrada em si própria,
como carne real irrigada de luz.
Por isso, nunca paramos nas tentações de passagem.
E ainda somos, como no Início, verdadeiramente selvagens.
Pois nos desdentamos indiferentemente
nos orvalhos noturnos,
e nas flores que conseguem brotar sobre as neves eternas.
Frenquentemente amedrontamos com ressurreições sucessivas
os que caminham distraídos no ocaso.
Uma inflexão de nossa voz repercute em Mira-Celi;
mas quem negará que as nossas vozes não são as vozes de nossos seguidores?
Pois se ouvem neste recanto do parque
gritos que nos precederam,
ressoando séculos atrás de nós.
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De “Anunciação e Encontro de Mira-Celi”, em Poesia/Obra Completa-vol 1, Ed. Nova Aguilar, p.522/3.

Poemeu em Notegraphy

Cadernos de Sizenando_Capa - EditedÉS SONHOS, poema de Cadernos de Sizenando, vol. I.

Poemando em Notegraphy

POESIA FALADA (1)

Poema em Notegraphy_Jun15

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De Cadernos de Sizenando
poemas e crônicas,
Goiânia: Kelps, 2014.Cadernos de Sizenando_Capa - Edited

NU:UN

Poema X.

Dos Cadernos de Sizenando, vol. II.
Clique sobre a figura do Cristo para ler.
Cristo de Charbonnel--633800_6

Revisando “Frágil Armação” (1985)

Poesia em Notegraphy 1
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Poesia em Notegraphy 2

Obra em progresso. Preparando a 2a.edição.

Ilustr. Zello Visconti, 1985, bico-de-pena.

Ilustr. capa by (c) Zéllo Visconti, 1985, bico-de-pena.

Alô, Poesia! Hello Poetry!

Dos “Cadernos de Sizenando” (1).
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