Entrevista ao Opção Cultural

Nota

Conversei com Yago Rodrigues Alvim, editor de Cultura do semanário Jornal Opção (Goiânia). Leia a entrevista abaixo.

Clique no logo do jornal para ler a entrevista Opção Cultural.capa-opcao-16out2016

Em lançamento: “Destino Palavra”

Venha celebrar a poesia na próxima 3a.-feira, 18/10, a partir das 19 horas, na Ube/Seção Goiás, Rua 21, nr. 262, próx. ao Lyceu de Goiânia (GO).

Participe do lançamento do meu novo livro de poesia – “Destino Palavra”, na Ube Goiás.
Link para o vídeo de apresentação do livro.


*Vídeo com créditos ao final, colaboração especial do Mestre (e doutorando) em Literatura – Francisco Perna Filho.

“Destino Palavra” em Goiânia

Diletos amigos do meu blog:

A presença de vocês me deixará ainda mais feliz!
Venha participar do coquetel. Estarei autografando a partir das 19h30.
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O livro tem posfácio do mestre (doutorando) Francisco Perna Filho.
Capa e projeto gráfico – Mário Zeidler Filho.
Revisão – Sérgio Marinho.
Edição – Beto Queiroz Livros , 88 p.
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Destino Palavra

MEU NOVO LIVRO DE POEMAS

Breve! Em todas as boas livrarias virtuais do mundo (e algumas presenciais) do Brasil.
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Saiba mais!

Francisco Perna Filho, seleta de poemas

Eis abaixo uma Seleção da poesia de meu amigo Francisco (Chico) Perna, feita pelo próprio.

Fiquei muito honrado com a participação do Chico Perna em nosso projeto “Literatura Goyaz: Antologia (2015). Capa e Contracapa Antologia 2015.jpg

Em um tempo qualquer

[Ouvindo a Sinfonia nº. 5 de Gustav Mahler]

Eu vi o Mar
e a face líquida de Deus.
Um transbordamento
desta longa avenida,
no misterioso das águas.

São plenas,
e, daqui de cima,
sob o rumor dos motores a cortar
a carne líquida do Atlântico,
Contemplo os azulegos corcéis
desta aventura,
e precipito-me no desconhecido.
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Os rios são como os cavalos selvagens,
rumam em desatino, florescem a seu tempo,
investem no que acreditam. Não respondem a ordens, seguem.

Mais?! Siga o link…
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No mínimo…#16

A poesia de ITANEY FRANCISCO CAMPOS (Uruaçu, 1951).

Amigo leitor:
Como sempre, com edição primorosa do poeta Francisco Perna Filho, eis uma seleta de poemas de Itaney. Vale a pena conhecer e se deliciar com essa…

Geografia Lírica: A Poética do Espaço
A Revista Banzeiro apresenta a Seleta de Poemas do Escritor Goiano Itaney Francisco Campos. Com apurada percepção estética, o Poeta goiano, que também é Desembargador, traça sua arquitetura poética ao empreender viagem pela geografia lírica de toda uma vida. Ao refazer os caminhos da infância, na cidade natal, Uruaçu,  revisita a casa paterna, reencontra-se com o menino que foi e faz o seu inventário poético. São muitos os lugares, os olhares, o imaginário de um cosmopolita que flana pelas ruas de New York, Madrid, Lisboa, Angola, compondo uma poética do espaço. O Poeta não se rende ao efêmero,  é um sobrevivente legendário a planger sua Cantiga de Viagem. Os poemas aqui reunidos, com exceção de New York, que faz parte da Antologia Goyaz (2015), Organizada pelo poeta Adalberto de Queiroz,  compõem a obra Inventário do Abstrato. Goiânia: Kelps/UCG, 2009.

Confira no link, clique sobre a ilustração para acessar Revista Banzeiro.dielmanthemoraplayers

Heleno Godoy (i)

ENQUANTO Capa Inventário Heleno Godoyaguardo a chegada de meu exemplar de “Inventário”, redescubro criações do professor-poeta Heleno Gody em Trímeros.

Confira como falei alguns dos poemas de Heleno (clique no link do SoundCloud abaixo), craque das letras – como craque foi o atleta que lhe cedeu o nome de batismo.

 

 

Dois poemas de Edmar Guimarães

INTERIORES
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Permeável o que não se vê:
ave só pena
no ateliê do texto.

O invisível exercita
o êxtase.

Dentro das plumas não há
carne. Só uma ilusão de ave
vive.

O vento se espalha sopros,
deixa nu o invisível corpo.

O poeta põe palavras.
Imprime o pombo.

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45ESTRUTURA DO REAL

Como em Dalí.
A cor gotejante.

O abstrato bale.

Terras estragadas,
tons trincados.

O que se pisa em pincel
ou desliza.
Instaura auras.

Andaimes de forquilhas
erguem o rosto
gordo do vento.

Linhas labirínticas
bocas
tintas – o precário
império.

Domo em Dalí
a cor
cotidiana
na tez da tela

luz
de janela urbana.

Regiões rasuradas
onde o real ousa,
mansamente,
seus pombos.
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Fonte: GUIMARÃES, Edmar. Caderno (Poesia). Goiânia: Kelps, 2a. ed, 2005, p. 35/38-39.