Dois andares na “Casa da poesia brasileira”

Para os poetas Augusto Frederico Schmidt e Tasso da Silveira…

E ao traçar estes dois perfis em resumida crônica, encerro o ciclo “Poetas católicos do Brasil”.

Confira o artigo na íntegra, clicando no link abaixo:Destarte 11 ABR 2018.PNG


 

Um ser de circunstância e eterno

MURILO MENDES (1901-1975)

Murilo Mendes, “o poeta brasileiro de Roma”, é o protagonista desta terceira crônica da série. O cosmopolita poeta mineiro continua sendo o menino de Juiz de Fora que se fez Poeta como “ser de circunstância e eterno”

Clique na figura abaixo para ler o artigo completo.

Destarte 05 ABR 2018.PNG

Wladimir Saldanha, poeta, católico…

Wladimir Saldanha, poeta baiano, católico, “Natal de Herodes” torna-se de origem canônico quando o assunto é poesia católica, Brasil.

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Poema “Oh! navios à barra atados!”

Oh, navios, à barra atados!” – poema publicado em meu livro “Destino Palavra” (2016) ganhou três publicações de grande alcance. Agora, foi a vez da revista do Sicoob – Ano II, nr. 3 – Maio 2017 – o que me deixa muito feliz. Leia o poema em fac-símile abaixo (ilustr. Amaury Menezes)


O livro Destino Palavra pode ser adquirido com frete grátis neste link de Livraria Caminhos.

Abaixo, capa da revista – reproduzindo escultura (Mulher tropical),
de autoria do artista plástico goiano Elifas Modesto.
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Capa: rep. Mulher Tropical – escultura de Elifas Modesto.

Imortal Jorge de Lima, apesar de a Academia achar que não!

LEIA-SE, dizia Manuel Anselmo em 1939, no Ensaio de Interpretação Crítica sobre A Poesia de Jorge de Lima:

Poema “Acendedor de Lampiões”, do livro XIV Alexandrinos (1907)
O ACENDEDOR DE LAMPIÕES
****************************************
Lá vem o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o Sol e associar-se à lua
Quando a sobra da noite enegrece o poente.

Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite, aos poucos, se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.

Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele, que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como este acendedor de lampiões de rua!

—–
“LEIA-SE, com atenção, esse seu [dele, Jorge] célebre soneto “O Acendedor de Lampiões”, que consta hoje de várias antologias brasileiras…Aqui está, afinal, uma atitude de solidariedade humana que não destoa daqueloutra que consta dos seus poemas negros, por exemplo, “Pai João”, e se continua, com intensidade, nas páginas do seu romance “Calunga”. Além disso, esse soneto acusa uma facilidade verbal que não é, aliás, irmã dos esforços deslumbrados desses ourives florentinos que foram os parnasianos. Erradamente se apelidou, pois, de parnasiana, uma experiência que foi, afinal, clássica e tradicional.”

(*) Transcrito de Jorge de Lima, Poesia Completa, vol. I, p.37/8.

Da tríade ao Quarteto

A ALEGRIA da descoberta deste artigo de José Carlos Zamboni opera a necessidade de repensar a tríade dos católicos-poetas do Brasil no séc. XX, transformando-o em um quarteto. Ainda hei de descobrir o 4o. elemento, o poeta Tasso da Silveira, de quem Zamboni perfila:

Poeta Tasso da Silveira“O mais homogeneamente católico dos nossos poetas católicos foi sem dúvida o curitibano poeta Tasso da Silveira, cuja obra se encontra infelizmente esquecida dos editores e do público. Quando for reeditado, os futuros leitores de poesia tombarão de espanto (na remota hipótese dessa espécie, a dos leitores de poesia, sobreviver aos predadores culturais desta e das próximas décadas).”

Tudo que conheço dele é este poema gravado por Ted Rocha – Curitiba da infância morta. Confiram.

À medida que minha pesquisa avance, hei de trazer-lhes mais poemas.

Presença de Augusto Frederico Schmidt

Schmidt e os Sonetos Completos
AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT…
Augusto Frederico Schmidt, 50 Anos de SONETOS, seu último e definitivo livro de poemas.
Carta dos editores na abertura do último livro de Augusto Frederico Schmidt.

– Poeta presente em nossas vidas de leitores e ali onde mora a imaginação poética para sempre há-de permanecer.

Augusto, membro da tríade de poetas católicos do Brasil.

Augusto católico que quando a fé titubeava e sentia-se qualquer coisa de descrente, qualquer coisa de dúvida, de pronto voltava ao seio da Mãe, a Igreja Católica, santa e apostólica para aí devotar-se mais e mais à Poesia.

50 Anos sem Augusto, para mim há-de melhor traduzir-se em “50 Anos com a poesia eterna de Augusto Frederico SCHMIDT”.

Augusto, o poeta-empresário, jornalista brilhante, editor, assessor de JK, o botafoguense, Augusto por vezes incompreendido; Augusto arrebatado, augustamente nacionalista, o criados do mote “50 Anos em cinco” – que seu (dele) amigo JK de pronto adotou como slogan de governo.

Augusto poeta – “próspero e pródigo” – que, humildemente confessa o “pecado literário” ter-lhe desde cedo o tomado; e, desde então, para a vida inteira…
Augusto poeta que viveu “as lembranças dos sonhos partidos” numa “casa construída pela imaginação“.

Livros de Augusto F Schmidt
Livros de Augusto, estarão expostos no evnto “50 Anos de Sonetos”, a lembrar os 50 anos da morte de Augusto Schmidt, poeta eterno!

Augusto, “o poeta gordo” – e “gordo ele era e assim admite na ‘Oração do poeta gordo’ e que também era míope, mas enxergava longe…” – como viu Maria Adelaide do Amaral no prefácio do livro “Saudades de mim mesmo”, antologia de prosa, org. por Letícia Mey e Euda Alvim*.

Celebramos Augusto, 50 anos depois de sua morte, 50 anos da edição magistral de SONETOS.
Um evento na União Brasileira dos Escritores de Goiás (UBE/GO) relembrará a poesia e a memória de Augusto. Aguardem!

A morte de Augusto Frederico Schmidt relembrada no site da Fundação Yedda & Augusto F Schmidt : veja o link.

 

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*Fonte: SCHMIDT, Augusto Frederico (1906-1965). Saudades de mim mesmo: antologia da prosa de AFS/org. Letícia Mey, Euda Alvim, prefácio de Maria Adelaide Amaral. – S. Paulo, Globo, 2006.

São João da Cruz, mestre, poeta e místico (1542-1591)

Stanzas que tocam o coração e a alma do poeta.

S.João da Cruz, patrono dos poetas.
Porque “além da Noite Escura”, a “Esperanza del cielo
tanto espera quanto alcanza…”

 

 

 

 

 

 

 

 

6.IV

(…)

“Por una extraña manera

mil vuelos pasé de un vuelo

porque esperanza del cielo

tanto alcanza cuanto espera

esperé solo este lance

y en esperar no fui falto

pues fui tan alto tan alto,

que le di a la caza alcance.”

*****

“6.IV

“In a wonderful way

my one flight surpassed

a thousand,

for the hope of heaven

attains as much as it hopes for;

this seeking is my only hope,

and in hoping, I made no mistake,

because I flew so high, so high,

that I took the prey.”

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(c) S. João da Cruz, Complete Works, trad. de Kieran Kavanaugh & Otilio Rodriguez.