Henry James (1)

A busca por um passado que “possui algo de fantástico e até de diabólico.79b6c98ebb2500c15513027ffa0fd1097d832000

“E essa “tentativa de recapturar, pela memória, o passado que cada geração pode alcançar faz com que “Os papéis de Aspern” seja não apenas uma história patética, de grande rigor formal, mas uma criação literária dotada de senso histórico e extraordinária percepção dessa forma de sensibilidade que se denomina o Tempo” – diz-nos a tradutora de Henry James para o português, Sra. Maria Luiza Penna.

Um resumo para atrair meus seis leitores à crônica literária que publico nesta quarta-feira, 18/04, no Opção Cultural online:

Um “escritor canalha” é pego tentando assaltar a escrivaninha de uma velha senhora; mas há bem mais no estilo e na “atmosfera jamesiana.”

O escritor Alexandre Soares Silva tem uma resposta para esta e outras narrativas que compõem o caso Henry James[i]: “A atmosfera de James é a da vida vista de muito longe. Seus heróis não trabalham, de modo geral, e nem agem muito.”

[i] Para uma leitura de obras no idioma do Autor e para aprofundamento do estudo da obra de James incluindo a fortuna crítica do autor em inglês, recomenda-se este Guia “The Henry James Scholar´s Guide to Web Sites

 

Espero você lá…sempre neste endereço.

 

Eu e “A Alma da Festa”, de Alexandre Soares Silva

Recomendo com entusiasmo o novo livro de Alexandre Soares Silva. “A Alma da Festa” pode ser lido sem que você tenha se questionado com “A Coisa Não-Deus” ou se encantado com as quaresmeiras roxas de “Morte e Vida Celestina”. Nem precisa lembrar de vidas passadas. A Alma te leva a um mundo de bom-gosto infinito. Infinito, mesmo…Ah, coloquei essa foto aí pra ilustrar porque na pág. 222 me deu muita vontade de (re)ler Henry James. E tirei da estante esse pocket book comprado num saldão da Biblioteca Pública de Navarre (FL) por U$1.00.

Henry James (i)

Diversão e prazer na leitura. A melhor síntese pra quem está na pág. 90, é essa:

A taça dourada
A taça dourada

O romancista Thomas Hardy, contemporâneo de James, dizia que ele tinha uma maneira particular de ´dizer nada em frases infinitas´. A prosa de James é, por contraditório que isso seja, um prazer exasperante.

(Jerônimo Teixeira)
Para os apaixonados pelo escritor “americano por acaso” (como diz a apaixonada leitora Carla Silva), recomendo que leia mais sobre HJ no ex-blog da Claire, de onde extraí essas amostras:

I – Sempre afirmei que Henry James era estadunidense por acidente, por assim dizer; que seu estilo, sua elegância, eram muito visíveis, marcantes, e portanto mais ingleses do que americanos (estes, entre as suas muitas qualidades, não contam a elegância). Esquecia-me, ou não pesei como deveria, o amor de Henry James aos escritores franceses como Balzac.

II – Nove Razões para amar Henry James.