Ainda e sempre Fernando Pessoa

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO

(c)Fernando Pessoa

Aqui há anos, antes da Grande Guerra, correu os meios ingleses, como exemplo demonstrativo da insinuação comercial alemã, a notícia do caso curioso das “taças para ovos” (eggcups) que se vendiam na Índia.
O inglês costuma comer os “ovos”, a que nós chamamos “quentes”, não em copos e partidos, mas em pequenas taças de louça, do feitio de meio ovo, e em que o ovo, portanto, entra até metade; partem a extremidade livre do ovo, e comem-no assim, com, uma colher de chá, depois de lhe ter deitado sal e pimenta. Na Índia, colónia britânica, assim se comiam, e naturalmente ainda se comem, os ovos “quentes”. Como é de supor, eram casas inglesas as que, por tradição aparentemente inquebrável, exportavam para a Índia as taças para este fim.

 

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Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao Papa Francisco

O Príncipe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand, ativo participante da vida pública do Brasil, dirige-se ao Papa Francisco, “para lhe externar uma grave preocupação concernente à causa católica no Brasil e na América do Sul em geral.”

Lei a íntegra da Carta

“Quo vadis, Domine?”

Reverente e filial Mensagem  a Sua Santidade o Papa Francisco
do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

“Movimentos que combatem obstinadamente a propriedade privada, inclusive por meio de ações violentas, são convidados a participar de reuniões em importantes organismos da Santa Sé e um deles é recebido pelo Pontífice.”

LEIA a íntegra da Carta.

Viva a República do Brasil

Visita Virtual ao Museu da República.

Embora eu seja muito simpático à Monarquia, somos um país republicano. Portanto, só me cabe dizer um viva à República F. do Brasil e deixar a quem interessar possa uma dose de polêmica do blog Monarquia x República: http://monarquiaxrepublica.blogspot.com.br/

Viva nossa pátria amada, Brasil

Oh, pátria amada, oh patriazinha…pobre Brasil, pobrezinho, sempre amado, mas sempre desrespeitado.

Seu momento eterno é ser cortejado, por bardos como Vinicius de Moraes.

Este é meu jeito de dizer ao amigo leitor, feliz Dia da Independência, feliz 7 de setembro!

Bandeira do Brasil em movimento 550x385 Bandeira do Brasil

Portugal: livros, bacalhaus e fados em 7 dias

Amigos,
Como sabem, estive em missão de negócios em Portugal por 7 dias na semana passada.
Retornei ao Brasil, mas Portugal persiste em meu coração e minha alma, porque a cultura une a família Amaral Queiroz às raízes lusitanas.
Ouço no carro e em casa os fados que trouxe de cada casa visitada nas horas vagas das noites em Lisboa e O’Porto.DSC01545 DSC01543
Lembro-me dos que também ouvi muitos fados nas viagens no ônibus da comitiva Br/Portugal, tão bem conduzido pelo seo João (ele que generosamente gerou um CD com as músicas que tocavam no ônibus) pelas estradas portugueses (by the way, que estradas, srs!! Aprendei, políticos brasileiros, com os irmãos portugueses como gastar dinheiro público e fazer infraestrutura). Lembrava-me todo tempo do poema do Pessoa a dizer alhures que viajava com o seu (dele) Chevrolet pela estrada de Cintra – oh, se vivesse o Poeta agora veria quanto mais fácil é andar pelas estradas portuguesas hoje. E como é bom usar os Comboios Portugueses e chegar com calma e descansado ao destino. Principalmente, quando esse destino (do Alfa Pendular – o trem rápido lusitano) é uma bela gare como esta em Lisboa (Santa Apolônia) com seus azulejos maravilhosos e os comboios sempre no horário!

Beto e Helen em Lisboa (eu e Helen Queiroz na gare de Sta. Apolônia, Lisboa)
Depois, deixamos a comitiva BR/Portugal para voltar de Guimarães a Lisboa e por uma tarde ir (de ‘elétrico) ao Mosteiro dos Jerónimos – curtir a história e rezar um pouco na igreja muito bem preservada
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Um show de arquitetura e de história do Catolicismo em Lisboa. E mesmo com o celular, acho que consegui captar a arquitetura de dentro do claustro para fora.
Jerónimos I
Bem. No capítulo literatura, um amigo me recomendou ir à Lello n’O Porto – o que não foi possível. Então, estive sempre nas lojas da Bertrand, tanto no Porto quanto em Lisboa. Os livros me pareceram (mesmo em Euros) mais baratos que os nossos. Trouxe pouca coisa mas bem selecionada – um Ortega Y Gasset, 2 Miguel Torga (1 deles esquecido no hall do Vila Galé Opera Lisboa, sorry!) e um Antonio Lobo Antunes. De quebra um livrinho do David S-Schreiber (meio auto-ajuda: lições de vida no limite – luta contra o câncer) e um do Papa Bento XVI. Enfim, livros que me interessavam e que cabiam no meu orçamento. Miguel Torga me chegou por conta de A.C. Villaça, como sabem os que já leram Requiem Por Mim. É uma pena que os Novos contos da Montanha ($3 Euros) tenha ficado perdido no hall do Vila Galé onde esperava o grupo para ir a um evento, lendo e tomando uma tacinha de alentejo branco bem fresco!!
Há uma foto disso tudo quando cheguei em casa.

O livro do Voegelin é uma homenagem ao intelectual português Mendo Castro Henriques – professor e especialista em Voegelin (Livro da editora Brasileira É Realizações). Por ora, é isso. e deixo-lhes na cia. de um fado para descansá-los da leitura…cliquem no link abaixo (Patrícia Costa – Lisboa dos Manjericos).
Bem, e pra fechar esse relato, sou obrigado a confessar que o pecado da Gula foi por conta dos maravilhosos bacalhaus que comemos durante toda a viagem. Viva Portugal, viva a amizade Luso-Brasileira!
http://bit.ly/tjeR9u

Chegada ao Brasil II