Photo 101 ou: aprendendo com quem sabe

Photo 101 – É uma interessante iniciativa …

Uma forma admirável de usar as mídias sociais para espalhar Conhecimento. Adorei…

The fishies want to talk

The lake Las Vegas, Henderson, NV, US

Lake Las Vegas

Lakes Las Vegas

#photo101 – Day#3 Water. Minha contribuição são 2 fotinhas feitas em Lake Las Vegas, Henderson (NV, USA). Espero que gostem.

Link

Atendi a um pedido do “Portal do Empresário” (ACIEG) 

…E LISTEI seis obras que funcionam como roteiros para empreendedores (ou apenas colaboradores de empreendimentos – compartilham sonhos e esforços conjuntos).[Com texto complementar de minha amiga Ana Helena Borges]

“Ser empreendedor não é algo fácil. É preciso muito mais do que a famosa tríade “força, foco e fé” eternizada pelo mundo fitness. Além dos três pilares essenciais para o esporte é preciso também doses extras de concentração, treinamento, segurança, capacitação, disciplina, conhecimento e, claro, alguma ajuda de vez em quando para encontrar tudo isso.

“O mesmo acontece para inovação. Até mesmo porque empreender não significa apenas começar um negócio, mas também renovar o próprio negócio. Ou seja, empreender é inovar sempre.

“Para alimentar a alma empreendedora, logo inovadora, há várias formas e indicações como ler bons livros, assistir alguns filmes, se propor hábitos novos, viajar, entre outros. Os livros foram a escolha do conselheiro do Grupo Multidata, Adalberto Queiroz, que listou seis obras para quem deseja abrir o negócio ou renovar a capacidade de empreender.

Ana, eu disse: “Lembremo-nos que, antes de tudo, livros são produtos de um efervescente mercado. Então, acompanhar a evolução desses seres vivos exige uma atenção especial do empresário. Se o leitor desta escolha (personalíssima) é um antenado empreendedor, ligado a uma escola de comércio ou a um curso de especialização pós-Universidade, encontrará nas fontes citadas melhores e mais atualizados rumos para as leituras essenciais”, lembra Adalberto.

Veja a lista sistematizada no Portal do Empreendedor (Acieg) !

 

 

Um C.E.O. com Humildade e coragem?

NO THE TIMES OF INDIA, jornal online, leio sobre Satya Nadella, novo CEO da Microsoft, empresa que meus amigos (e eventuais leitores) sabem que eu abomino.

EU fico me perguntando: como não gostar desse sujeito chamado Satya Nadella, apesar de desgostar da companhia que ele dirige? 

Primeiro pela humildade; competência e dedicação que o novo CEO sempre dedicou aos estudos. Depois, por razões outras que, citando outra fonte indiana, talvez, tornem-se claras para você, prezado leitor:
a humildade é a chave para se tornar um líder respeitável, porque isto significa que você é receptivo a ouvir e aprender com todos para crescer profissionalmente” – afirma Govind Iyer, da Egon Zehnder India.

Mais ainda porque Nadella chegou ao posto e demitiu o idiota consumado, que atende pelo nome de Mark Penn (o cara responsável pela campanha publicitária intitulada “Scroogled”), que manchava a biografia da já odiada M$ por ser ironicamente difamatória da concorrente Google. Scroogled foi a malfadada campanha de baixo padrão e apelativa, apoiada pelo ex-CEO Steve Balmer e imediatamente cortada por Nadella.

Saibam quem é o novo CEO do que os analistas estão chamando de Nova Microsoft. Um pouco da história de Nadella, na tradução livre deste blogueiro, usando o The Times of India como fonte.

“É uma excelente momento para o Manipal Instituto de Tecnologia subir no ranking das escolas de ponta…Manipal Institute_India

e, de agora em diante, passar a ser visto lado a lado das mais consagradas instituições de ensino de TI do mundo.

No espaço de 12 semanas, duas das mais famosas marcas de tecnologia do mundo, a Microsoft e a Nokia, nomearam ex-alunos do MIT (não confundir com o MIT americano!) como seus CEOs, respectivamente Nadella e Suri.  É , pois, compreensivel que este campus do litoral indiano esteja pronto para estourar um espumante por seu sucesso.

“Satya Nadella e Suri são fortes testemunhas do fato de que no MIT é acertada a ênfase está no desenvolvimento holístico dos alunos. Duas das maiores empresas da Fortune 500 que estão sendo lideradas por ex-alunos do MIT é de fato um feito digno de nota. Alunos que deixam os portais deste instituto de engenharia são produtos de qualidade. Não é coincidência ou acaso que estes dois MITians atingiram um notável objetivo de sucesso, disse, visivelmente entusiasmdo o professor Vinod V Thomas, diretor, MIT. Suri se formou em 1989, um ano antes do Satya Nadella da Microsoft.

“Lembro-me quando dava aulas para Suri. Ele era um aluno brilhante e sempre parecia entusiasmado”, disse Prabhakar Nayak, HOD, E & C, MIT. Naturalmente, os estudantes estão em êxtase. “O ano de 2014 será talvez o ano mais gratificante com dois MITians (ex-alunos do MIT Indiano), atingindo os zeniths – o ponto mais alto de suas carreiras. Eles criaram um novo objetivo para todos nós”, disse Simantika Mohapatra, um sexto aluno semestre de Eletrônica e Comunicações.

“Eu era companheiro de escola de Suri e ele era um estudante brilhante. Ele era uma pessoa amigável”, disse G Muralidhar Bairy, professor associado do MIT.

BANGALORE:  – “Tornar-se CEO da Microsoft estava muito além dos meus sonhos mais malucos”, disse Nadella numa video-conferência organizada pela gigante de software numa quinta-feira, dois após sua nomeação para o cargo – como indiano, “eu sempre estive mais focado no cricket (esporte nacional) do que em T.I. – brincou um bem-humorado Nadella. Veja o original da frase citada abaixo:

“Having grown up in India, the idea that I would have the opportunity to talk to all of you as CEO of Microsoft was beyond my wildest dreams. Admittedly, my interests at that time were a bit more focused on cricket than on technology,” 

Brincando com os espectadores da video-conferência, Nadella ressalta que é admissível que tendo nascido na India é mais provável que ele estivesse focado em cricket, o jogo mais popular de seu país, do que em tecnologia.

E adicionou logo a seguir:  “É surpreendente, no entanto, pensar nos avanços no campo da tecnologia, nos últimos anos e as oportunidades para desenvolvedores de software na Índia hoje”.
Nadella, que no dia 4 de fevereiro, foi nomeado CEO de uma empresa de US$ 78 bi, falou sobre as enormes oportunidades que surgiram com o chamado cloud computing. Ele crê que a Índia é o primeiro país em termos de cloud e de tecnologias móveis. E mais: que a tecnologi de cloud surge com um grande potencial de mudança do jogo (“game-changer”)  pela capacidade de prover aplicações em smartphones com uma fração dos custos da computação tradicional.

Nós estamos num time de mudança de importância crítica em nossa indústria, vivendo essa experiência e podendo desenvolver para equipamentos móveis e para a nuvem prioritariamente e de forma pioneira.

Mas a vida de Nadella não foi fácil quando resolveu ir para os EUA. Chegando com um curriculum deficiente, do ponto de vista da nova escola, ele foi exigido e para isso fazia mais esforço do que os demais colegas. Um professor afirma que um dia chegou muito cedo ao laboratório da escola e tropeçou com um saco de dormir. Dentro dele, estava o atual CEO da Microsoft, na época um esforçado aluno estrangeiro, tentando dar o máximo de si mesmo para acompanhar seus colegas e superar as “deficiências” que seu CV indiano em Engenharia Elétrica que trazia para a nova escola, em busca de um mestrado em Ciências da Computação, que concluiu na universidade Wisconsin-Milwaukee (UWM) em 1990.

Professores que conheceram melhor Nadella durante seu tempo na Universidade de Wisconsin-Milwaukee (UWM) o consideram um aluno inspirador para os colegas.

“Eu quero na verdade que outros olhem para ele e digam: ‘Se ele conseguiu, eu também vou ser um profissional de sucesso” – diz o professor Hossein Hosseini, da UW-Milwaukee, departamento de Ciências da Computação (CC).

Nadella, segundo outro professor da UW-Milwaukee (dept. de CC), “dedicava muito tempo ao laboratório de computação, eu diria até muito mais tempo do que o normal”. Relembra este professor:
satyanadellamicrosoft_1
“Um dia, eu vi um saco de dormir no chão do laboratório e perguntei o que aquilo estava fazendo ali; então, outros alunos me disseram que Satya Nadella vinha dormindo lá por várias noites, tentando completar sua tese de pesquisa”,
relata o Professor Emeritus K. Vairavan da UW-Milwaukee.

Ao terminar sua graduação na UWM, Nadella começou a trabalhar na Sun Microsystems, em Chicago, em 1992, quando completou também o seu segundo mestrado, na University of Chicago e foi aceito na Microsoft de Seattle, empresa que agora preside. Nadella também recebeu o título dado pela UWM (Dean’s Award) em 2000, bem como o de “Chancellor’s Innovation Award” em 2013.

Saiba mais sobre esta temporada no site da UWM.

Este CEO junta eseu passado de um denodado aluno de Ciências da Computação e de Mestre em duas respeitáveis Academias, à coragem do profissional de hoje, lado-a-lado com a humildade, para entender que a Microsoft é um gigante de software mas uma “nova entrante” no mercado de web, cloud e smartphones.

Ele acredita, como boa parte dos gestores de T.I. que, com mais de 100 milhões de smartphones contra 12 milhões de PC´s, de acordo com as previsões de venda para 2014, as empresas estão aumentado sua confiança no poder do cloud em prover aplicações modernas a equipamentos móveis conectados à Internet. “As empresas exigem aplicações modernas para prover serviços de cloud escaláveis, e ao mesmo tempo integrados com os sistemas existentes através das capacidades do cloud computing híbrido”, afirma Nadella. O mantra do novo CEO parece ser “mobile-first-cloud-first” …

So far, so good…” diz o mercado sobre o desempenho do novo CEO. Até aqui, o novo CEO só recebe palavras de apreço e reconhecimento ao desempenho elogiável e é elogiado pelos acionistas. Acompanhemos os próximos passos, torcendo para que a humildade e a coragem de Nadella crie mesmo uma nova empresa. Até à próxima.

Beto.

++++
Fontes: WSJ online, The Times India online.

Conselhos de S.Tiago (ii) ou: Provações (ii)

NESTA caminhada, Conselhos de São Tiago (ii)vou lendo mais e refletindo sobre os passos dados e sobre o caminho que hei de tomar…
Os bastões em que me amparo só a mim dizem respeito. As pessoas que me são companheiras de estradas, estas sim, trazem um duplo respeito: há os que me amam e a quem amo, de volta. Há os espectadores, alguns atentos ao próximo tropeço, há os que ficam como que na arquibanca, só comendo pipoca. E há os que esperam assistir ao “enterro da última quimera…” C’est la vie.
Eis a vida, que amamos, vista como num conto ou filme – derivados todos do ato de Viver. Todos juntos, podemos restaurar muitas obras, quando caminhamos juntos. A senda comum é de diálogo, conversas às vezes ásperas e exige decisões. Ortega Y Gasset tem razão:
“Antes de fazer alguma coisa, cada homem tem que decidir, por sua conta e risco, o que ele vai fazer. Porém essa decisão torna-se impossível se o homem não possui algumas convicções sobre o que são as coisas ao seu redor, ou os outros homens, ou ele mesmo. Unicamente tendo em vista tudo isto, ele pode preferir uma ação à outra, pode, em resumo, viver.”
++++
Fontes: Biblia Sagrada, ed. Ave Maria, livro de S.Tiago cap. I:5-12.
Ortega Y Gasset, site oficial.

Conselhos de S.Tiago (ii) ou: Provações (ii)

NESTA caminhada, Conselhos de São Tiago (ii)vou lendo mais e refletindo sobre os passos dados e sobre o caminho que hei de tomar…
Os bastões em que me amparo só a mim dizem respeito. As pessoas que me são companheiras de estradas, estas sim, trazem um duplo respeito: há os que me amam e a quem amo, de volta. Há os espectadores, alguns atentos ao próximo tropeço, há os que ficam como que na arquibanca, só comendo pipoca. E há os que esperam assistir ao “enterro da última quimera…” C’est la vie.
Eis a vida, que amamos, vista como num conto ou filme – derivados todos do ato de Viver. Todos juntos, podemos restaurar muitas obras, quando caminhamos juntos. A senda comum é de diálogo, conversas às vezes ásperas e exige decisões. Ortega Y Gasset tem razão:
“Antes de fazer alguma coisa, cada homem tem que decidir, por sua conta e risco, o que ele vai fazer. Porém essa decisão torna-se impossível se o homem não possui algumas convicções sobre o que são as coisas ao seu redor, ou os outros homens, ou ele mesmo. Unicamente tendo em vista tudo isto, ele pode preferir uma ação à outra, pode, em resumo, viver.”
++++
Fontes: Biblia Sagrada, ed. Ave Maria, livro de S.Tiago cap. I:5-12.
Ortega Y Gasset, site oficial.

Conselhos de S.Tiago (i) ou: Provações (i)

Voilà que o tempo passa. Ontem, completei 59 anos.
Dia desses, eu era um menino magrelo, aprendendo coisas num abrigo para órfãos, prometendo a si mesmo que sairia dali para conquistar o mundo, mas não sairia como o R. Silva, fugido.
Queria, sim, estudar e ser distinguido entre os melhores. Usava com disciplina minhas horas na biblioteca, lendo tudo, a tudo atento nos livros e nas explanações e conselhos e sermões…
As observações sobre motivação, feitas por Jose Ortega Y Gasset nunca tiveram tanto sentido para o menino que se tornou este Sr. quase sexagenário e que quer “criar juízo”.
E se a vida é mesmo uma viagem, como queriam os místicos cristãos, parece-me dizer que a viagem outrora planejada, os trajetos todos se mostram como no “La vida es un viaje…ya se van, ya se van…” – passageiros somos; tudo já se (es)vai… e dá-me a impressão que ao leitor jovem pode parecer estranha: “como passou rápido o tempo desta minha viagem”…
Acho que era o poeta gaúcho (e universal) Augusto Meyer quem dizia que “a vida é a sombra de um sonho na sombra”. De outra cepa poética viva e eterna me vem o soneto esquecido de Bandeira: A vida é vã como a sombra que passa’ (M.Bandeira).
Acho que sim, do alto do tijolinho em que subo aos 59 anos completos, poetas. Mas queremos continuar vivendo intensamente.

E esse “outro enfermo” que hoje sinto ser, encontra alegria especial em ler e reler os meus escritores amados. Na fila entra outro:
MO YAN, chinês, prêmio Nobel de Literatura 2012, traduziu lembranças da vida semelhantes em um título simples – MUDANÇA:

O que quero narrar deve ter acontecido depois de 1979, mas o fio do meu pensamento teima em ignorar esse limite e volta àquele outono de 1969, com o seu sol radiante, seus crisântemos dourados e seus gansos migrando para o sul. Nesse ponto, já não me distingo de minha lembrança. Meu pensamento, ou aquele eu que fui um dia, um menino solitário expulso da escola, mas ainda atraído pelo vozerio que vinha lá de dentro, esgueira-se tímido pelo portão sem vigia, atravessa um corredor comprido e escuro e alcança um pátio escolar rodeado de construções…

Eis para onde me leva o fio do meu pensamento hoje:
No ano de 1966, este colunista era um menino entusiasmado, vibrante, por ter alcançado por méritos de Admissão ao Ginásio de um colégio de classe média alta, em Anápolis (GO), onde havia conseguido uma bolsa integral.

O susto do viver o pegava pela veia, apertava a jugular, daí porque se isolar na biblioteca, se esconder em seus livros amados e, nas poucas vezes correndo pelos corredores limpíssimos do CCM, teimava em se enxergar no piso vermelho do meu colégio, cujo zelo da faxineira o fazia como uma sorte de espelho onde se mirar.

No espelho falso em que o ‘vermelhão’ bem encerado me mostrava a face, via horizontes infindos, via a cidade grande, a liberdade de andar pela cidade, o sonho de aprender a dirigir – como os tios Queiroz o faziam tão bem; via a França, no espelho refletido, buscava-a em Balzac, em Dumas (pai), em Hugo…sonhava o mais do tempo! Preferia os livros, a biblioteca à enxada e o ‘éito’ – era taxado preguiçoso.

Agora, como uma espécie de atuário da imaginação, tento um balanço quase impossível deste meu 59o. aniversário (ocorrido ontem), tentando refazer a linha do tempo que me leva de Goiânia a Garanhuns (PE), passando por Anápolis, Porto Alegre, Paris e Marraquesh, de Passo Fundo a Bordeaux, com a mesma e viva centelha do amor à vida, com uma facilidade de me meter em encrencas; mas desejoso de centrar-me em uma vida nova, plena, onde a crença nos valores primevos da infância (cristã e humanista), presenteada pela generosidade de tantos que passaram em minha vida – possa gerar uma nova faseConselhos de São Tiago (i), onde seja a
sabedoria a meta principal; o alvo a humildade do desejo de Servir; nova fase em que a Felicidade esteja em plenitude.
Avoé, adolescentes sessentões, cá estou no mesmo ‘carrefour’ da Vida, que deve ser vivida, porque (como diz Padre Rubens) “…é Eterna!”. Deixo-lhes com os conselhos de S.Tiago, se interessados como eu estão na mudança. E neste sentem como se passando por ‘prova(oca)ções’. © Adalberto de Queiroz, para os “Cadernos de Sizenando”.

Conselhos de S.Tiago (i) ou: Provações (i)

Voilà que o tempo passa. Ontem, completei 59 anos.
Dia desses, eu era um menino magrelo, aprendendo coisas num abrigo para órfãos, prometendo a si mesmo que sairia dali para conquistar o mundo, mas não sairia como o R. Silva, fugido.
Queria, sim, estudar e ser distinguido entre os melhores. Usava com disciplina minhas horas na biblioteca, lendo tudo, a tudo atento nos livros e nas explanações e conselhos e sermões…
As observações sobre motivação, feitas por Jose Ortega Y Gasset nunca tiveram tanto sentido para o menino que se tornou este Sr. quase sexagenário e que quer “criar juízo”.
E se a vida é mesmo uma viagem, como queriam os místicos cristãos, parece-me dizer que a viagem outrora planejada, os trajetos todos se mostram como no “La vida es un viaje…ya se van, ya se van…” – passageiros somos; tudo já se (es)vai… e dá-me a impressão que ao leitor jovem pode parecer estranha: “como passou rápido o tempo desta minha viagem”…
Acho que era o poeta gaúcho (e universal) Augusto Meyer quem dizia que “a vida é a sombra de um sonho na sombra”. De outra cepa poética viva e eterna me vem o soneto esquecido de Bandeira: A vida é vã como a sombra que passa’ (M.Bandeira).
Acho que sim, do alto do tijolinho em que subo aos 59 anos completos, poetas. Mas queremos continuar vivendo intensamente.

E esse “outro enfermo” que hoje sinto ser, encontra alegria especial em ler e reler os meus escritores amados. Na fila entra outro:
MO YAN, chinês, prêmio Nobel de Literatura 2012, traduziu lembranças da vida semelhantes em um título simples – MUDANÇA:

O que quero narrar deve ter acontecido depois de 1979, mas o fio do meu pensamento teima em ignorar esse limite e volta àquele outono de 1969, com o seu sol radiante, seus crisântemos dourados e seus gansos migrando para o sul. Nesse ponto, já não me distingo de minha lembrança. Meu pensamento, ou aquele eu que fui um dia, um menino solitário expulso da escola, mas ainda atraído pelo vozerio que vinha lá de dentro, esgueira-se tímido pelo portão sem vigia, atravessa um corredor comprido e escuro e alcança um pátio escolar rodeado de construções…

Eis para onde me leva o fio do meu pensamento hoje:
No ano de 1966, este colunista era um menino entusiasmado, vibrante, por ter alcançado por méritos de Admissão ao Ginásio de um colégio de classe média alta, em Anápolis (GO), onde havia conseguido uma bolsa integral.

O susto do viver o pegava pela veia, apertava a jugular, daí porque se isolar na biblioteca, se esconder em seus livros amados e, nas poucas vezes correndo pelos corredores limpíssimos do CCM, teimava em se enxergar no piso vermelho do meu colégio, cujo zelo da faxineira o fazia como uma sorte de espelho onde se mirar.

No espelho falso em que o ‘vermelhão’ bem encerado me mostrava a face, via horizontes infindos, via a cidade grande, a liberdade de andar pela cidade, o sonho de aprender a dirigir – como os tios Queiroz o faziam tão bem; via a França, no espelho refletido, buscava-a em Balzac, em Dumas (pai), em Hugo…sonhava o mais do tempo! Preferia os livros, a biblioteca à enxada e o ‘éito’ – era taxado preguiçoso.

Agora, como uma espécie de atuário da imaginação, tento um balanço quase impossível deste meu 59o. aniversário (ocorrido ontem), tentando refazer a linha do tempo que me leva de Goiânia a Garanhuns (PE), passando por Anápolis, Porto Alegre, Paris e Marraquesh, de Passo Fundo a Bordeaux, com a mesma e viva centelha do amor à vida, com uma facilidade de me meter em encrencas; mas desejoso de centrar-me em uma vida nova, plena, onde a crença nos valores primevos da infância (cristã e humanista), presenteada pela generosidade de tantos que passaram em minha vida – possa gerar uma nova faseConselhos de São Tiago (i), onde seja a
sabedoria a meta principal; o alvo a humildade do desejo de Servir; nova fase em que a Felicidade esteja em plenitude.
Avoé, adolescentes sessentões, cá estou no mesmo ‘carrefour’ da Vida, que deve ser vivida, porque (como diz Padre Rubens) “…é Eterna!”. Deixo-lhes com os conselhos de S.Tiago, se interessados como eu estão na mudança. E neste sentem como se passando por ‘prova(oca)ções’. © Adalberto de Queiroz, para os “Cadernos de Sizenando”.

Vem, primavera!

Acordo com a ‘rádio cabeça’ tocando “O Menino Deus…” na voz de Caetano.Jacarandá Mimoso 1
Abro a janela lateral da biblioteca e me deparo com a primavera me batendo na aorta com um pequeno exemplo de carícia e afeto para comigo.
Não é o mesmo o que se passa na vida pessoal, mas, como dizia o Peninha, “não tem revolta, não…

Vem-me à mente a velha Ode do Poeta Chileno 

Primavera, muchacha,
te esperaba!
Toma esta escoba y barre
el mundo!

Não há como não se emocionar, apesar de tudo e dos Outros.
Por absoluta preguiça primaveril antecipada, deixo-vos com um velho texto,
Jacarandá Mimoso 2publicado aqui mesmo há séculos atrás.
A Lição das Caraíbas”.
Bom finde a meus seis leitores amados!

Multimeeting 2013

Imagem

Multimeeting 2013

Este é o Dia “D”, como anualmente acontece há 5 anos, em nossa empresa.
Volta ao trabalho com muita adrenalina.
Muito bom participar deste momento do time Multidata.

Para saber mais sobre o que temos feito em nossa organização, leia a revista online.

Apostas para 2013

Virando a folhinha, um ano novinho em folha, como se espera, como disse o poeta Drummond em crônica recém republicada aqui:

…novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha…

Então, começo a me perguntar: O que devo fazer? O que desejo fazer?
Achar um
Plano prático para ler a Bíblia Católica em um ano, pareceu-me bem aceitável. Um amigo me enviou uma planilha onde posso facilmente acompanhar minha evolução, lendo em inglês na edição da Oxford University Press, Revised Standard Version, Catholic Edition) e conferindo online (ou em papel) na Bíblia Católica, da ed. Ave Maria.
Como me conheço, sei que sempre começo com entusiasmo, mas hei de precisar de muita persitência para chegar ao final deste novo ano com pelo menos este plano realizado. Santo Tomás de Aquino me ajude nessa jornada.
Talvez também seja uma boa iniciativa voltar a estudar (formalmente). Pesar em uma extensão para 2013 pode ser boa ideia. E, por fim, quem sabe, voltar à terapia…?!
Em tudo, nunca esquecer de unir trabalho e celebração, estudo e diversão. Bons vinhos (com moderação, wow, sempre desejada!), bom papo em boa companhia.

Enfim, desejo um excelente 2013 a todos os leitores deste blog e do diário Sonatas & Cafeína.
Amitiés,
BetoQ.