O Chicote do Chico ou: Na Quaresma, riso e tristeza

Meus caros amigos:

NÃO HÁ HUMORISTA brasileiro que tenha me feito rir mais do que Chico Anysio.
Havia o Mazzaropi da minha infância, mas era cinema e raro. Chico frequentou a sala de minha casa durante muitos anos me fazendo sempre rir e descontrair-me. Diria mesmo que nos fez rir e descontrairmo-nos, pois sempre foi um programa para os Amaral Queiroz, em família.
Revi no Jornal Nacional e na Globo News de hoje à noite toda a história composta de estórias de nossas vidas.
É verdade que diante do frio da morte trememos (pois morte não deve ter nenhum calor, a não ser que o sujeito tenha sido queimado). Todos dirão a mesma coisa, principalmente diante das câmeras (e estas não as tenho aqui) esbanjando elogios a Chico Anysio. Não o faço de forma espalhafatosa nem gratuita, pois ele sempre me fez rir e sempre me deu orgulho de tê-lo como concidadão.
(Constato que é bem raro que tenha-me ou tenha-nos irritado – o que é bem comum em outros humoristas).
Verdade é que o criador de mais de duas centenas de personagens de riso aberto e generoso não tem senão calor humano para nos transmitir. Seus tantos personagens fizeram parte de nosso cotidiano e estão na nossa memória afetiva do Riso.

Vou ao pai da matéria para entender o riso – se é que precisamos, pois rir é tão simples como começar a fazê-lo (como se coçar) e faz muito bem.

O x da questão é que o Riso já foi assunto de filosofia (e das boas).  Quando comecei a me irritar com o esgar do (mal/mau) humor atual de certas pessoas na websphere, chegou-me em salvação um anjo chamado MEG e me enviou pelos Correios “O Riso”, de Henri Bergson.
É, pois, do mestre Bergson que garimpo essas pérolas (o riso como “gesto social”) para lembrar-me com afeto do humorista de minha vida, curtindo Chico Anysio:

“O riso não é da alçada da estética pura, pois persegue (de modo inconsciente e até imoral em muitos casos particulares) um objetivo útil de aperfeiçoamento geral. Tem algo de estético, todavia, visto que a comicidade nasce no momento preciso em que a sociedade e a pessoa, libertas do zelo da conservação, começam a tratar-se como obras de arte. Em suma, se traçarmos um círculo em torno das ações e disposições que comprometem a vida individual ou social e que punem a si mesmas através de suas consequências naturais, fica fora desse terreno de emoção e de luta, numa zona neutra em que o homem serve simplesmente de espetáculo ao homem, uma certa rigidez do corpo, do espírito e do caráter, que a sociedade gostaria ainda de eliminar para obter de seus membros a maior elasticidade e a mais elevada sociabilidade possíveis. Essa rigidez é a comicidade, e o riso é seu castigo”.

O chicote de Chico era tanto para a sociedade brasileira e seus maus costumes quanto para seus dirigentes.

Tiro meu chapéu para Chico Anysio, que me fez rir e me deu muito mais elasticidade como cidadão. Embora nunca tenha, mesmo com o charme e a flexibilidade dele, aprendido a contar piadas – o que é um defeito de fábrica em minha formação.

Ave, Chico Anysio! 23.03.2012.
++++
Fonte: BERGSON, Henri. “O Riso”. Edit. Martins Fontes, SP, 2004. pág.15.
Post-Post: Soube da cobertura da morte de Chico Anysio: o de que mais gostei foi saber que ele com 6 esposas e um mundo de filhos e netos, se dava bem com todos.Confira neste link> http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/03/corpo-de-chico-anysio-e-cremado-no-rio.html

A minha 1ª. Remington

UMA FOTO INUSITADA  me anima muito e me provoca a este post.
Retirada de um site alemão esta foi o toque bastante para dar um clique em minha memória.
É como se voltasse ao curso de datilografia, nos anos 60, usando uma velha Remington, batendo nas teclas, repetitivamente, até à quase perfeição (ainda não havia o papel corretor, imagine o liquid paper).
Era um interminável “asdfg çlkjh qwert poiuy alsldkfjgh” etc e tal, sob o olhar atento de minha irmã Dora, nossa professora de datilografia.

Depois, veio a 1ª. máquina que usei como escrivão – uma Olivetti (recuperada em estilo de época por minha mulher que a mantém em nossa biblioteca como um troféu). Enfim, uma série de toques na memória afetiva de um escrivão de polícia que nunca viria a realizar o sonho de ser Escritor.
Deixo ao leitor a apreciação da inusitada foto do Taz.De , enquanto elaboro sobre o tema desta Memorabilia, pensando em quanto foi `o barco agitado de minha vida´ (obrigado, Paulinho).

Minha Olivetti 1TINHA EU 14 anos de idade”, diria repetindo o sambista Paulinho da Viola, quando exerci minha primeira ocupação não-remunerada, mas que terminava me dando algumas recompensas e muitas alegrias.

Era eu o escritor de cartas para meus irmãos adotivos do orfanato onde éramos criados. Eles me contavam o que queriam escrever aos padrinhos nos EUA e eu colocava em bom português o que depois seria traduzido pelo patrocinador dessa inusitada aliança de generosos mantenedores norte-americanos, ajudando um orfanato no Brasil do final dos anos 60, início dos 70.
Naturalmente, uma carta bem feita poderia garantir ao remetente (era o que imaginávamos!) um bom presente no Natal ou no aniversário (e esses sempre chegavam, independente do mérito do texto que eu produzisse. Eu sempre dizia a mim mesmo, ao ver os presentes dos outros, que não havia caprichado na minha própria carta ao padrinho…). O que era mesmo certo é que eu recebia uma atenção especial neste ofício de ghost-writer: havia um local mágico onde  eu “ trabalhava” (a biblioteca). Era a distância perfeita para outro local de onde queria ficar longe: o eito, a lida real de cabo-de-enxada, a roça, a capina. Não que tenha feito alguma coisa a mais para receber a designação pejorativa de ´preguiçoso` –  creio hoje, com muita firmeza, que nunca me me adaptaria ao trabalho rude da roça e ponto parágrafo.

O que fiz para me distanciar do eito, me levou ao mundo das letras. Tinha predileção por bibliotecas, no orfanato e no Colégio particular, onde estudávamos (nós, os do Abrigo), como bolsistas, e tínhamos a obrigação de obter boas notas. A biblioteca era, então, meu refúgio onde passavas os recreios a ler as coleções inteiras a que tive acesso, uma a uma, sob a orientação sempre correta de dona Delfina, nossa zelosa bibliotecária.

Hoje fiquei pensando nas frases de um filósofo que encontrei recentemente sobre lembranças. Eric Voegelin reabilita lembranças profundas, desde a mais tenra infância (adoro o termo, pois é como se fôssemos frutas frescas e vulneráveis, o que de resto é a definição da infância).
Lembrei-me também de Mario Vargas Llosa e suas memórias de infância. Não que a infância seja imprescindível. Eu penso: A infância é apenas de onde viemos e, provavelmente, de onde nunca sairemos.
Eric Voegelin nos alerta sobre a importância da memória:
“Experiências impelem à reflexão e estas excitam a consciência para a ‘dor’ da existência”.

Diga aí, Betinho! Ah, o diminutivo `que me devolve à calça curta´ (como em Vargas Llosa, “Tia Júlia e o Escrivinhador`). E eis que há uma Remignton na capa e no conteúdo do livro de Vargas Llosa:
Uma carroça funerária sobre a qual não agiam os anos (…) e quando sob ameaça: “mas para levá-la teria que passar pelo cadáver de Pascual… , dizia o Marito de `Tia Júlia e o Escrevinhador`.
Há uma máquina de escrever aí e um escritor de cartas no `Batismo de Fogo’, mas estou com preguiça de procurar (hum, acho que sou mesmo um preguiçoso!).
(…)
A verdade é que penso, seriamente, em transformar minha velha Olivetti numa máquina retrô IT num kit retrô-TI . Ela, a minha inesquecível máquina de escrever do tempo da PF, que tanta  experiência me deu, ao longo da minha vida de escrivão de polícia e pela vida a fora.
(Segue em post futuro…).
+++++
Fontes: Voegelin, Eric. “Anamnese”. Edit. É Realizações, Anamnese: da teoria da história e da política / Eric Voegelin, introdução David Walsh ; tradução Elpídio Mário Dantas Fonseca. – S.Paulo : É Realizações, 2009. – (Coleção Filosofia Atual)./ Vargas Llosa, Mario. Tia Julia e o Escrevinhador. Circulo do Livro, 1977.

A minha 1ª. Remington

UMA FOTO INUSITADA  me anima muito e me provoca a este post.
Retirada de um site alemão esta foi o toque bastante para dar um clique em minha memória.
É como se voltasse ao curso de datilografia, nos anos 60, usando uma velha Remington, batendo nas teclas, repetitivamente, até à quase perfeição (ainda não havia o papel corretor, imagine o liquid paper).
Era um interminável “asdfg çlkjh qwert poiuy alsldkfjgh” etc e tal, sob o olhar atento de minha irmã Dora, nossa professora de datilografia.

Depois, veio a 1ª. máquina que usei como escrivão – uma Olivetti (recuperada em estilo de época por minha mulher que a mantém em nossa biblioteca como um troféu). Enfim, uma série de toques na memória afetiva de um escrivão de polícia que nunca viria a realizar o sonho de ser Escritor.
Deixo ao leitor a apreciação da inusitada foto do Taz.De , enquanto elaboro sobre o tema desta Memorabilia, pensando em quanto foi `o barco agitado de minha vida´ (obrigado, Paulinho).

Minha Olivetti 1TINHA EU 14 anos de idade”, diria repetindo o sambista Paulinho da Viola, quando exerci minha primeira ocupação não-remunerada, mas que terminava me dando algumas recompensas e muitas alegrias.

Era eu o escritor de cartas para meus irmãos adotivos do orfanato onde éramos criados. Eles me contavam o que queriam escrever aos padrinhos nos EUA e eu colocava em bom português o que depois seria traduzido pelo patrocinador dessa inusitada aliança de generosos mantenedores norte-americanos, ajudando um orfanato no Brasil do final dos anos 60, início dos 70.
Naturalmente, uma carta bem feita poderia garantir ao remetente (era o que imaginávamos!) um bom presente no Natal ou no aniversário (e esses sempre chegavam, independente do mérito do texto que eu produzisse. Eu sempre dizia a mim mesmo, ao ver os presentes dos outros, que não havia caprichado na minha própria carta ao padrinho…). O que era mesmo certo é que eu recebia uma atenção especial neste ofício de ghost-writer: havia um local mágico onde  eu “ trabalhava” (a biblioteca). Era a distância perfeita para outro local de onde queria ficar longe: o eito, a lida real de cabo-de-enxada, a roça, a capina. Não que tenha feito alguma coisa a mais para receber a designação pejorativa de ´preguiçoso` –  creio hoje, com muita firmeza, que nunca me me adaptaria ao trabalho rude da roça e ponto parágrafo.

O que fiz para me distanciar do eito, me levou ao mundo das letras. Tinha predileção por bibliotecas, no orfanato e no Colégio particular, onde estudávamos (nós, os do Abrigo), como bolsistas, e tínhamos a obrigação de obter boas notas. A biblioteca era, então, meu refúgio onde passavas os recreios a ler as coleções inteiras a que tive acesso, uma a uma, sob a orientação sempre correta de dona Delfina, nossa zelosa bibliotecária.

Hoje fiquei pensando nas frases de um filósofo que encontrei recentemente sobre lembranças. Eric Voegelin reabilita lembranças profundas, desde a mais tenra infância (adoro o termo, pois é como se fôssemos frutas frescas e vulneráveis, o que de resto é a definição da infância).
Lembrei-me também de Mario Vargas Llosa e suas memórias de infância. Não que a infância seja imprescindível. Eu penso: A infância é apenas de onde viemos e, provavelmente, de onde nunca sairemos.
Eric Voegelin nos alerta sobre a importância da memória:
“Experiências impelem à reflexão e estas excitam a consciência para a ‘dor’ da existência”.

Diga aí, Betinho! Ah, o diminutivo `que me devolve à calça curta´ (como em Vargas Llosa, “Tia Júlia e o Escrivinhador`). E eis que há uma Remignton na capa e no conteúdo do livro de Vargas Llosa:
Uma carroça funerária sobre a qual não agiam os anos (…) e quando sob ameaça: “mas para levá-la teria que passar pelo cadáver de Pascual… , dizia o Marito de `Tia Júlia e o Escrevinhador`.
Há uma máquina de escrever aí e um escritor de cartas no `Batismo de Fogo’, mas estou com preguiça de procurar (hum, acho que sou mesmo um preguiçoso!).
(…)
A verdade é que penso, seriamente, em transformar minha velha Olivetti numa máquina retrô IT num kit retrô-TI . Ela, a minha inesquecível máquina de escrever do tempo da PF, que tanta  experiência me deu, ao longo da minha vida de escrivão de polícia e pela vida a fora.
(Segue em post futuro…).
+++++
Fontes: Voegelin, Eric. “Anamnese”. Edit. É Realizações, Anamnese: da teoria da história e da política / Eric Voegelin, introdução David Walsh ; tradução Elpídio Mário Dantas Fonseca. – S.Paulo : É Realizações, 2009. – (Coleção Filosofia Atual)./ Vargas Llosa, Mario. Tia Julia e o Escrevinhador. Circulo do Livro, 1977.

Preparando-me para a ‘virada’

Champagne by Beto

REVEILLON, festa pagã, mas tão boa!
Não posso deixar de pensar em fazer um balde como esse que fiz em casa para receber amigos.
Aqui na casa de minha filha Maíra é um tantinho diferente: o balde é menor, os horários são outros, as pessoas também são outras (e muito boa gente) e o carinho e a proximidade dos meus netos e minha filha ‘não tem preço!’ – enfim, para unificar (US-BR) decidimos, pois, celebrar o Reveillon às 8h00p.m. local time – que será meia-noite no Brasil.
IMG_1930Ben e Lucas - Abr2011  (olha só quem vem para o Reveillon 2011/12).
E, assim, poderemos cumprimentar todo mundo via Skype ou cel phone. Depois, lhes mostro como ficou e como foi a festa.

“Beber bem, comer bem, estar em boa companhia…” – já é uma boa f’órmula de viver consagrada pelos Amaral Queiroz Foust. As garrafas geladíssimas do balde acima e as pessoas que o aproveitaram seguem nas fotos abaixo (em momentos diferentes do ano 2011):

DSC01604

E pra mim, sobre o convidado em minha casa tenho eu (nós, minha mulher e eu) a responsabilidade pela felicidade dele(s) pelo tempo que passarem conosco. A gente se esmera pra isso, principalmente minha querida Helenir.
DSC01427

I promise you!
(Roger Scruton diz em “Beauty” que este é um dos prazeres que a Beleza nos propicia: “The aesthetics of everyday life” – organizar uma bela mesa para seus convivas, esticar sua própria cama, manter o mundo ordenado para você e para os que você ama. Concordo. Ah. E os jardins… outra alegria deste capítulo 4 de “Beauty” – Everyday Beauty.
Take a look of our garden
  DSC01261DSC00872
DSC00550IMG_8821

E, ao fechar este post, deixo um especial Obrigado a todos os amigos (e sócios) que conviveram conosco em 2011.
A casa continua de portas abertas pra vocês em 2012, caríssimos.

Governador Marconi Perillo, Ben Self, Helenir Queiroz e time do Evento MKT Político DSC01595-1   DSC01253   DSC00537 DSC01255DSC01254 DSC01433  DSC00533DSC00532DSC00547DSC00531 DSC00548
     
Irani, Carlos e Fernanda DSC00538 

+++++
Fonte: Vida minha, v.2011.
SCRUTON, R. “Beauty: very short introduction”, Oxford Press, 2011, p. 67 e ss.

Preparando-me para a ‘virada’

Champagne by Beto

REVEILLON, festa pagã, mas tão boa!
Não posso deixar de pensar em fazer um balde como esse que fiz em casa para receber amigos.
Aqui na casa de minha filha Maíra é um tantinho diferente: o balde é menor, os horários são outros, as pessoas também são outras (e muito boa gente) e o carinho e a proximidade dos meus netos e minha filha ‘não tem preço!’ – enfim, para unificar (US-BR) decidimos, pois, celebrar o Reveillon às 8h00p.m. local time – que será meia-noite no Brasil.
IMG_1930Ben e Lucas - Abr2011  (olha só quem vem para o Reveillon 2011/12).
E, assim, poderemos cumprimentar todo mundo via Skype ou cel phone. Depois, lhes mostro como ficou e como foi a festa.

“Beber bem, comer bem, estar em boa companhia…” – já é uma boa f’órmula de viver consagrada pelos Amaral Queiroz Foust. As garrafas geladíssimas do balde acima e as pessoas que o aproveitaram seguem nas fotos abaixo (em momentos diferentes do ano 2011):

DSC01604

E pra mim, sobre o convidado em minha casa tenho eu (nós, minha mulher e eu) a responsabilidade pela felicidade dele(s) pelo tempo que passarem conosco. A gente se esmera pra isso, principalmente minha querida Helenir.
DSC01427

I promise you!
(Roger Scruton diz em “Beauty” que este é um dos prazeres que a Beleza nos propicia: “The aesthetics of everyday life” – organizar uma bela mesa para seus convivas, esticar sua própria cama, manter o mundo ordenado para você e para os que você ama. Concordo. Ah. E os jardins… outra alegria deste capítulo 4 de “Beauty” – Everyday Beauty.
Take a look of our garden
  DSC01261DSC00872
DSC00550IMG_8821

E, ao fechar este post, deixo um especial Obrigado a todos os amigos (e sócios) que conviveram conosco em 2011.
A casa continua de portas abertas pra vocês em 2012, caríssimos.

Governador Marconi Perillo, Ben Self, Helenir Queiroz e time do Evento MKT Político DSC01595-1   DSC01253   DSC00537 DSC01255DSC01254 DSC01433  DSC00533DSC00532DSC00547DSC00531 DSC00548
     
Irani, Carlos e Fernanda DSC00538 

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Fonte: Vida minha, v.2011.
SCRUTON, R. “Beauty: very short introduction”, Oxford Press, 2011, p. 67 e ss.

Fechado para Balanço (II)

MINHAS MELHORES LEITURAS em 2011:

A de A.C. Villaça, que continuo lendo sem cansar: “O Pensamento Católico no Brasil” (livro que resgata o melhor da inteligência Católica de nosso país) e outros livros, citados ou não neste blog; e, a partir dele, tudo que achei nos sebos (thanks Estante Virtual – Onde comprar) e que me levou ao excelente Miguel Torga – “Contos da Montanha” e “Novos Contos…”, de onde derivei para outras leituras portuguesas, incluindo António Lobo Antunes (“As Naus”) – leitura concluida nesta viagem aos EUA.

Enquanto que durante minha viagem de 7 dias a Portugal, eis que encontrei numa livraria d’O Porto o maravilhoso
“A Rebelião das Massas”, de José Ortega Y Gasset (que, lido há tempos em papel antigo e aos pedaços, numa biblioteca pública, agora ressurge agora em primorosa edição da Edit. Relógio D’Agua).

B de Bernanos
Coleção Bernanos na ERealizações de quem tivemos o melhor lançamento do ano, graças a É Realizações,  que reeditou 3 dos livros deste católico francês que morou no Brasil (e finalmente podemos ler a trad. de Jorge de Lima para “O Sol de Satã”, não encontrada mais nem mesmo nos bons sebos).
E também B de A.S. Byatt Capa Livro AS Byatt(que traz consigo, em minhas memórias de leituras, o sr. Rex Stout, pois são dicas do mesmo virtual friend e escritor de talento, Sr. Soares Silva, Alexandre (Lord ASS).  Destaques para “Possession” (Byatt) e “Too Many Cooks” (entres outros de uma lista bem grande de contos/novelas – “Fer-De-Lance”, “Champagne for One”, saborosos romances do gênero “mistery”, contos policiais em geral curtos com o personagem central Nero Wolfe e seu inseparável e fiel servidor – ‘confidential assistant’, mr. Archie Goodwin –, que sem ombreiam ao nosso velho Maigret e seus pupilos, incluindo no tanto que bebem em serviço, rs!). Onde comprar? Byatt http://amzn.to/sZTntj . Rex Stout (que pode ser achado no Brasil nas melhores livrarias e nos sebos).

C de Comércio onde sei que muita gente como eu espera findar o expediente – com a disciplina exigida pelos negócios – e voltar-se para a Família, a Arte, a Literatura, o convívio social (com amigos do peito), tudo isso formando âncora fundamental do bem viver.
E na A palestra que não ministrei no Ted-X Puc/GO era disso que gostaria de falar. Quem sabe em 2012 ?

D de Direção, de que todos estamos sempre à busca: estas publicações do filósofo Eric Voegelin no Brasil que devem ser saudadas como uma das melhores iniciativas da inteligência editorial… Library of Modern Thinkers, ISI Books, 2002(thanks É Realizações pelas traduções que tornam minha vida mais fácil – pois estava a ler EV em inglês com enorme dificuldade mas persistentemente – ; e thanks Amazon & Barnes and Noble por me proporcionar este maravilhoso pensamento na contramão da academia brasileira, cada vez mais Gramsciana). D de Direção também vinda de Roger Scruton, Product Detailspra mim a mais fantástica descoberta no domínio do pensamento neste ano 2011.
Thanks Amazon for these books! E também D de Dante –  

O Alighieri e o MilanoDSC01410, dos quais fiz Releituras de Dante A. e Milano por conta de uma amiga virtual (MEG).

E de Estado rico, empresário pobre de Arte. Ou posto de outro modo Estado dito “rico e com educação incipiente para a responsabilidade social”, cenário em que empresas sustentáveis estão em busca de dar retorno à sociedade. Revi conceitos a partir de Palestra de P.Kotler na Acieg/GYN e voltei aos livros do papa do Marketing, mr. Philip Kotler, que em suas reflexões me fez pensar em quanto temos a realizar em termos de doação ao social. Um bom caminho é a liderança que pode aprender com o exemplo de pessoas como Frances Hesselbein da Fundação PK. E muito podemos fazer abaixo do Equador neste domínio. E de EMILY Dickinson, emily-dickinson-photo1que amo e continuo lendo e transcrevendo forever e, se memória houvesse, decorando e recitando. F de Flusser, Vilem. Descoberta maravilhosa a partir dos estudos que realizei para uma palestra que nunca ministrei (vide cit. acima) e das dicas de César Miranda – O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios”, é a porta para entendê-lo: Vilém Flusser.

G de Gianetti, Eduardo e deGoogle Guys”, livro que desde que lido na América (fev.11), na minha temporada com os Fousts, “esperando Benjamin Foust”, aprendi a gostar, respeitar e, através de quem (Google Enterprise) espero fazer muitos bons negócios em 2012. Eduaro Giannetti, de quem já possuía referências interessantes em entrevistas escritas e ‘faladas’ (ótimo esse termo radiofônico, não? ), resgatei aqui com seu “Auto-Engano” (confesso estar ainda lendo e com menor entusiasmo do que no início).

H de Helenir, minha mulher, que saiu da rotina empresarial e leu ao longo do ano nosso amado e sempre presente Maigret, by G. SIMENON, quase um membro da família, como Balzac – o cachorro que perdemos e o escritor que mantemos no coração afetivo da literatura (Maigret, pois, o personagem de Simenon é bem-vindo; já o autor um mulherengo incorrigível, parece que todo homem latino prefere manter longe de sua casa).  E ainda H de Hansen, Morten T. “Collaboration”, image o livro que trouxe os conceitos certos para tudo que fiz profissionalmente nesses últimos 14 anos e que (re)estudei em 2011; o que me proporcionou voltar a ministrar palestras (Obrigado Amcham GYN e UDI).

I de Igreja, de onde emergiram dois livros fortes para um ano de provações e de muita fé e persistência – e, convenhamos, de um excelente trabalho depurador de nosso Papa Bento XVI : “The Courage to be Catholic”,  de autoria do biógrafo do papa JP II, mr. George Weigel (só recomendado aos fiéis, pois os curiosos e ateus em geral não entenderiam) e o novo livro do Papa Bento XVI “A Luz do Mundo”: Light of the World: The Pope, The Church and the Signs Of The Times”.

* T de Third Sector – Um novo domínio do conhecimento para mim, que planejo seguir após o conselho do meu orientador espiritual (Padre Rubens, parq. N.Sa. Aparecida e Sta. Edwiges, Goiânia) que, sabiamente, me disse para cultivar valores que, ao longo da minha carreira de servidor público e nos últimos 20 anos de empresário, não tiveram muito tempo para ser cultivados. “The Third Sector”, by Rupert Taylor para começar bem 2012.

Bem, meus 6 leitores, este é o balanço, sem dizer que muitas revistas foram importantes ao longo do ano e também muita leitura pelos e-Books e pelos portais de leitura. Continuo gostando mais de ler em papel, mídia em que foi criado como leitor, mas já tenho um legado em e-Books – p.ex. no meu iPad emprestado por ora à minha mulher – tenho mais Baudelaire do que em minha prateleira IMG_8826e em minha vida inteira. Rimbaud, Sertillanges etc. também e uns outros tantos à espera de tempo para leitura – pois que me dóem os olhos quando leio só na tela.
Au revoir, mes enfants! Feliz 2012.
Amitiés, BetoQ.

Fechado para Balanço (II)

MINHAS MELHORES LEITURAS em 2011:

A de A.C. Villaça, que continuo lendo sem cansar: “O Pensamento Católico no Brasil” (livro que resgata o melhor da inteligência Católica de nosso país) e outros livros, citados ou não neste blog; e, a partir dele, tudo que achei nos sebos (thanks Estante Virtual – Onde comprar) e que me levou ao excelente Miguel Torga – “Contos da Montanha” e “Novos Contos…”, de onde derivei para outras leituras portuguesas, incluindo António Lobo Antunes (“As Naus”) – leitura concluida nesta viagem aos EUA.

Enquanto que durante minha viagem de 7 dias a Portugal, eis que encontrei numa livraria d’O Porto o maravilhoso
“A Rebelião das Massas”, de José Ortega Y Gasset (que, lido há tempos em papel antigo e aos pedaços, numa biblioteca pública, agora ressurge agora em primorosa edição da Edit. Relógio D’Agua).

B de Bernanos
Coleção Bernanos na ERealizações de quem tivemos o melhor lançamento do ano, graças a É Realizações,  que reeditou 3 dos livros deste católico francês que morou no Brasil (e finalmente podemos ler a trad. de Jorge de Lima para “O Sol de Satã”, não encontrada mais nem mesmo nos bons sebos).
E também B de A.S. Byatt Capa Livro AS Byatt(que traz consigo, em minhas memórias de leituras, o sr. Rex Stout, pois são dicas do mesmo virtual friend e escritor de talento, Sr. Soares Silva, Alexandre (Lord ASS).  Destaques para “Possession” (Byatt) e “Too Many Cooks” (entres outros de uma lista bem grande de contos/novelas – “Fer-De-Lance”, “Champagne for One”, saborosos romances do gênero “mistery”, contos policiais em geral curtos com o personagem central Nero Wolfe e seu inseparável e fiel servidor – ‘confidential assistant’, mr. Archie Goodwin –, que sem ombreiam ao nosso velho Maigret e seus pupilos, incluindo no tanto que bebem em serviço, rs!). Onde comprar? Byatt http://amzn.to/sZTntj . Rex Stout (que pode ser achado no Brasil nas melhores livrarias e nos sebos).

C de Comércio onde sei que muita gente como eu espera findar o expediente – com a disciplina exigida pelos negócios – e voltar-se para a Família, a Arte, a Literatura, o convívio social (com amigos do peito), tudo isso formando âncora fundamental do bem viver.
E na A palestra que não ministrei no Ted-X Puc/GO era disso que gostaria de falar. Quem sabe em 2012 ?

D de Direção, de que todos estamos sempre à busca: estas publicações do filósofo Eric Voegelin no Brasil que devem ser saudadas como uma das melhores iniciativas da inteligência editorial… Library of Modern Thinkers, ISI Books, 2002(thanks É Realizações pelas traduções que tornam minha vida mais fácil – pois estava a ler EV em inglês com enorme dificuldade mas persistentemente – ; e thanks Amazon & Barnes and Noble por me proporcionar este maravilhoso pensamento na contramão da academia brasileira, cada vez mais Gramsciana). D de Direção também vinda de Roger Scruton, Product Detailspra mim a mais fantástica descoberta no domínio do pensamento neste ano 2011.
Thanks Amazon for these books! E também D de Dante –  

O Alighieri e o MilanoDSC01410, dos quais fiz Releituras de Dante A. e Milano por conta de uma amiga virtual (MEG).

E de Estado rico, empresário pobre de Arte. Ou posto de outro modo Estado dito “rico e com educação incipiente para a responsabilidade social”, cenário em que empresas sustentáveis estão em busca de dar retorno à sociedade. Revi conceitos a partir de Palestra de P.Kotler na Acieg/GYN e voltei aos livros do papa do Marketing, mr. Philip Kotler, que em suas reflexões me fez pensar em quanto temos a realizar em termos de doação ao social. Um bom caminho é a liderança que pode aprender com o exemplo de pessoas como Frances Hesselbein da Fundação PK. E muito podemos fazer abaixo do Equador neste domínio. E de EMILY Dickinson, emily-dickinson-photo1que amo e continuo lendo e transcrevendo forever e, se memória houvesse, decorando e recitando. F de Flusser, Vilem. Descoberta maravilhosa a partir dos estudos que realizei para uma palestra que nunca ministrei (vide cit. acima) e das dicas de César Miranda – O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios”, é a porta para entendê-lo: Vilém Flusser.

G de Gianetti, Eduardo e deGoogle Guys”, livro que desde que lido na América (fev.11), na minha temporada com os Fousts, “esperando Benjamin Foust”, aprendi a gostar, respeitar e, através de quem (Google Enterprise) espero fazer muitos bons negócios em 2012. Eduaro Giannetti, de quem já possuía referências interessantes em entrevistas escritas e ‘faladas’ (ótimo esse termo radiofônico, não? ), resgatei aqui com seu “Auto-Engano” (confesso estar ainda lendo e com menor entusiasmo do que no início).

H de Helenir, minha mulher, que saiu da rotina empresarial e leu ao longo do ano nosso amado e sempre presente Maigret, by G. SIMENON, quase um membro da família, como Balzac – o cachorro que perdemos e o escritor que mantemos no coração afetivo da literatura (Maigret, pois, o personagem de Simenon é bem-vindo; já o autor um mulherengo incorrigível, parece que todo homem latino prefere manter longe de sua casa).  E ainda H de Hansen, Morten T. “Collaboration”, image o livro que trouxe os conceitos certos para tudo que fiz profissionalmente nesses últimos 14 anos e que (re)estudei em 2011; o que me proporcionou voltar a ministrar palestras (Obrigado Amcham GYN e UDI).

I de Igreja, de onde emergiram dois livros fortes para um ano de provações e de muita fé e persistência – e, convenhamos, de um excelente trabalho depurador de nosso Papa Bento XVI : “The Courage to be Catholic”,  de autoria do biógrafo do papa JP II, mr. George Weigel (só recomendado aos fiéis, pois os curiosos e ateus em geral não entenderiam) e o novo livro do Papa Bento XVI “A Luz do Mundo”: Light of the World: The Pope, The Church and the Signs Of The Times”.

* T de Third Sector – Um novo domínio do conhecimento para mim, que planejo seguir após o conselho do meu orientador espiritual (Padre Rubens, parq. N.Sa. Aparecida e Sta. Edwiges, Goiânia) que, sabiamente, me disse para cultivar valores que, ao longo da minha carreira de servidor público e nos últimos 20 anos de empresário, não tiveram muito tempo para ser cultivados. “The Third Sector”, by Rupert Taylor para começar bem 2012.

Bem, meus 6 leitores, este é o balanço, sem dizer que muitas revistas foram importantes ao longo do ano e também muita leitura pelos e-Books e pelos portais de leitura. Continuo gostando mais de ler em papel, mídia em que foi criado como leitor, mas já tenho um legado em e-Books – p.ex. no meu iPad emprestado por ora à minha mulher – tenho mais Baudelaire do que em minha prateleira IMG_8826e em minha vida inteira. Rimbaud, Sertillanges etc. também e uns outros tantos à espera de tempo para leitura – pois que me dóem os olhos quando leio só na tela.
Au revoir, mes enfants! Feliz 2012.
Amitiés, BetoQ.