O surpreendente Satya Nadella

“We’ve already written about Nadella’s commitment to products and services designed for a “mobile-first, cloud-first” e exponencialmente crescente número de celulares, tablets e “sensores”…” – diz Virginia Backaitis, da CMS Wire.

Agora, Nadella mostra aos parceiros da MS como a visão deve comandar a operação:

“That is something that’s unique to us. That’s in our core, that’s in our soul, and that’s what we’re going to go do. For us to reinvent productivity so that every individual on the planet can get more out of every moment of their lives is a great mission. That is what we need to go solve. That is where we get to add value.
” We will build platforms in the cloud for it, we’ll build platforms on the device for it.”

IT significa um arsenal de produtos & serviços, bem na “cola” do que a Google fez com o Google for Work – será a MS uma “seguidora” e não mais uma “antena” das novas tecnologias?
Quem tem tudo isso, é certo que tem uma aposta alta a fazer – Skype and Lync, OneDrive and OneDrive for Business, Outlook and Exchange, and the hardware and operating systems and put them together for dual use….

Continue lendo em

t, cloud-first world and th Good Bet or Huge Gamble? Microsoft’s Vision for the Future.

Falando sobre Colaboração, inteligência coletiva e Projetos

Amanhã, estarei no evento do PMI/Chapter Goiás, a convite de meu amigo Marsal Melo para falar sobre o meu tema recorrente no trabalho.
Mais detalhes em meu outro blog: trabalharjuntos.blogspot.com.br.

pmigo.org.br/seminario/programacao/palestras
pmigo.org.br/seminario/programacao/palestras

Colaboração em pauta

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Trabalhar juntos – blog, práticas, mentoring

Um dos assuntos a ser abordado – sempre seguindo as lições aprendidas com meus gurus em Colaboração – prof. Morten T. Hansen, Weiss & Hughes, e a dupla Ricci-Wiese será 
– Quão colaborativa é sua liderança?
Você ainda acha que colaboração é teamwork apenas (trabalho em equipe). Ou é um processo?
Você acredita mesmo que colaboração se resolve (somente) com ferramentas de T.I.?

Tudo isso e muito mais. Inscreva-se Já!
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Colaboração é tema de minha palestra na AMCHAM/Goiânia

Venha participar e descobrir como colaboração pode ajudar sua organização a organizar melhorar os processos e as operações, aumentar as vendas e obter inovação de produtos e serviços.

Comitê de GE

Multimeeting 2013

Multimeeting 2013

Este é o Dia “D”, como anualmente acontece há 5 anos, em nossa empresa.
Volta ao trabalho com muita adrenalina.
Muito bom participar deste momento do time Multidata.

Para saber mais sobre o que temos feito em nossa organização, leia a revista online.

Falando sobre o trabalho (1)

ORA ET LABORA*, a regra de São Bento introduzida no Ocidente como lei de ouro para o monasticismo exemplar dos beneditinos me vem à mente quando começo este post sobre trabalho. Num livro de 1947, DSC01651Alceu Amoroso Lima se ocupou de refletir sobre o trabalho e as formas de relações com (e no) trabalho, inclusive separando – o que era impositivo na época – a “democracia no trabalho, com respeito pela dignidade do homem e suas liberdades essenciais”  da “ditadura do proletariado – inumana e coercitiva como todos os regimes autoritários (regimes comunistas, lembrem-se, estavam em moda e em ascensão na época). Mas este não é o caso a se discutir agora.
A citação me motiva a trazer o tema do trabalho à discussão e situá-lo como um tema sempre renovado.

Diz Alceu, a certa altura do seu livro: “pelo trabalho, trouxe Cristo ao mundo a alegria. O trabalho santificado pelo Filho de Deus, se transformou, de peso ou castigo, como era entre os selvagens, entre os pagãos civilizados ou mesmo na servidão da Velha Aliança, em alegria. Cristo é a alegria do mundo. O exemplo da sua vida é a lição moral suprema para todos os homens até a consumação dos séculos. Escolhendo o trabalho manual como meio de vida, como ocupação cotidiana, como ambiente de seus longos dias de preparação para o magistério público, Cristo (o Verbo Divino) o santificou para todo o sempre…”


“A lei natural e a lei revelada, portanto a lei cristã em sua integralidade, fazem do trabalho o centro e o cimo de toda vida social bem constituída”, diz Alceu. E, relembrando as lições do Cristianismo e sua relação com o trabalho, desde a origem do filho de Deus e do Carpinteiro de Nazaré, em tudo se descobre há muita “…dignidade do trabalho no conjunto das atividades da sociedade governada segundo as regras da virtude e do Amor.”

Pensando sobre o trabalho no mundo atual, deparamos com a importância da internet. Este meio que está comemorando 23 anos de existência comercial, representa, sem dúvida, uma ‘revolução virtual’ na vida de bilhões de pessoas ao redor do mundo – no Brasil, com estimados 82 milhões de usuários. Assim como o marco que representa Gutenberg, com a invenção da imprensa, a internet deu ao ser humano incríveis possibilidades de reprodução do conhecimento, de interação, de compartilhamento e de ferramentas para uma nova forma de trabalho.

“Espero que a internet se torne um mar de conhecimento compartilhado”, diz o físico inglês Tim Bernes-Lee, criador da “www”, uma pessoa representantiva dessa revolução, junto com outros tantos colaboradores que embarcaram nessa aventura humana, adicionando valor ao longo desses anos.

E eis que o século XXI nos anuncia uma nova e inusitada forma de trabalhar, onde 38% das pessoas do planeta acessam a Web diariamente, para trabalho ou lazer. Estudos sobre as tecnologias colaborativas mostram que esta nova forma de trabalhar em equipe, usando a colaboração eletrônica como foco, tem enorme potencial para ampliar os pontos fortes de uma organização de alta performance.

Como profissional de T.I., tenho conhecido e compartilhado visões novas sobre esse novo ambiente de trabalho, onde a convivência entre diferentes gerações enriquecem o ‘caldo cultural’ herdado do séc. XX, de modo que enxergo muitos modos de superação da cultura estreita da competição acirrada, e privilegiando a colaboração e o compartilhamento de projetos, mesmo entre ‘concorrentes’ – que passam a se enxergar como “coopetidores” (coopetition é o termo em inglês) – termo próprio para designar o novo modelo de cooperação/competição.

É claro que não podemos ser ingênuos a ponto de imaginar que o capitalismo abdicará de sua (talvez melhor), característica de se fundamentar na competição. O mercado ganha com isso, o consumidor ganha alternativas, mas é o que afirmo baseado em minhas conversas e observações, notamos muito mais disposição intra-muros nas empresas para a criação e a manutenção de um espírito novo de colaboração. É sim, um mundo em que novas formas de trabalhar são postas em prática e é sim hiperconectado e hipercompetitivo, mas tem lugar para a colaboração e o compartilhamento. Aqui a frase de um Gandhi dos negócios seria “diferença de atuação não devem significar hostilidades” e sim acesso a um mar de conhecimento e trabalho compartilhados…

Foi dentro desse cenário que promovemos, recentemente, o evento MultiMeeting 2012, que trouxe para clientes e parceiros de negócio de nossa empresa uma visão das oportunidades e riscos das novas tecnologias de colaboração eletrônica; examinando as abordagens técnicas de nossos parceiros que trabalham o conceito do BYOD(bring your own device: traga seu próprio dispositivo) nos escritórios (ou nas redes conectadas); bem como novidades do mundo que espera muitos bons resultados da mobilidade e da colaboração. O objetivo e o propósito dessa iniciativa na nossa organização não é outro senão colaborar para que nossos clientes (e nós próprios) possam(os) enfrentar este mundo hipercompetitivo e hiperconectado.

Nestas novas formas que o trabalho se apresenta, só um personagem não muda: é o ser feito à imagem e semelhança de Deus, que deve ter com o trabalho a disciplina de se deixar governar pelas regras da Virtude e do Amor.

++++
Fonte: AMOROSO LIMA, Alceu. “O problema do trabalho”, Agir, RJ, 1947. pág. 114/5. (*)Ora et labora: reza e trabalha (regra beneditina). Ambroggio Lorenzetti é citado por Alceu como o ilustrador por excelência da “dignidade do trabalho no conjunto das atividades de uma sociedade governada segundo as regras da virtude e do Amor” (as ilustrações deste post são do mural do Palazzo della Signoria de Siena).
© AMBROGIO LORENZETTI, Good and Bad Government, Palazzo Pubblico, Siena.

Artigo para a Revista Banas Qualidade (1)

Líderes colaborativos e construtores de pontes

Caríssimo leitor, Machado de Assis cunhou o vocativo “a meus seis leitores” e este tornou-se jargão copiado pelos cronistas miúdos que falam a bem poucos e com bem menos talento que o bruxo do Cosme Velho. Começo, pois, dirigindo-me a você leitor, o primeiro e único que possa vir a ler este texto até o fim, esperando que se sinta inspirado a compartilhar opiniões, indicar direções e dar feedback sobre os rumos que devemos seguir a partir desta estréia.
Este novo desafio me proporciona muita alegria e também responsabilidade. Estou diante da possibilidade de comunicar-me com um leitor inteligente, que respeito muito, numa mídia da qual não apenas sou assinante mas que se tornou leitura sistemática para o profissional da Qualidade no Brasil.

Neste espaço, gostaria de refletir sobre temas diversos como uma crônica do dia-a-dia do trabalho numa economia em mutação, falando do que gosto, do que podemos gostar no trabalho para fazer deste espaço um cantinho onde se possa buscar inspiração, ideias para obter mais satisfação no trabalho e colaboração no meio em que atuamos.
A proposição não é de todo maluca quando se sabe que as pessoas em geral gostam ou querem gostar do que estão fazendo e, com isso, podem arrebanhar outros para entender porque se gosta disso ou daquilo, dirigindo melhor as escolhas que fazemos; e também se descobrir que é muito positivo compartilhar aquilo de que gostamos com quem nos rodeia. Basta para isso que as pessoas estejam focadas nos seus pontos positivos.

Eis um aprendizado recente, que agradeço a um insight de minha mulher, depois do HSM Management 2011 – o livro “Empenhe-se” (Buckingham 2008) . Mais do que rótulos da “gerência eficaz” que “constrói com base em pontos fortes – seus, dos seus superiores, de seus colegas, subordinados e, também, dos pontos fortes da situação”, tenho aplicado o foco nos pontos positivos como uma dinâmica de um ser humano comum que quer ser feliz e tirar proveito do seu tempo no trabalho ou com a família, lendo os melhores livros, apreciando os melhores quadros, realizando o melhor possível com seu talento (explorando mais meus pontos fortes).
Explorar o poder da colaboração é outro e prioritário desafio. Por longo tempo em minha vida discuti, comentei e conquistei a adesão de muitas pessoas e organizações que adotaram a colaboração e as ferramentas eletrônicas que facilitam um ambiente de trabalho colaborativo. Estou há mais de 15 anos no mercado fazendo isso, especificamente com as equipes de Qualidade e Certificações, que tem desafios enormes e precisam compartilhar metas e tarefas com os colegas e superiores, convencendo pessoas sobre a importância de prazos e realizações. Neste cenário, tenho aprendido sempre e posso afirmar que as ferramentas de T.I. podem ser importantes aliadas para o sucesso desse tipo de projeto, mas o centro do jogo é o ser humano que conduz e participa do projeto.
Em 2011, conheci e me surpreendi com o livro do professor Morten T. Hansen (“Collaboration” 2009), da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ao resenhar o livro de Hansen, aprendi mais sobre o poder da colaboração no trabalho e repercuti as ideias em algumas palestras na Câmara Americana de Comércio (AMCHAM), em comitês que se interessam pelo tema. Voltarei com certeza a explorar as linhas de força do conceito de “colaboração disciplinada” forjado por Hansen e que pode ser útil demais em nossas organizações.

Em artigo recente, o professor Hansen publicou, em co-autoria com Herminia Ibarra, ( Harvard Business Review ) provoca os líderes com uma pergunta: “Are You a Collaborative Leader?”. “Num mundo de negócios hiperconectado, estimulado pelas mídias sociais e pela globalização, um novo estilo de liderança pode tirar proveito do poder das conexões”.  Esses novos líderes, ressaltam os autores, “precisam abandonar o velho estilo ‘controlar-e-comandar’ e passar a buscar o consenso em favor da liderança colaborativa.

A pesquisa conduzida por Hansen e Ibarra mostrou que esses novos líderes colaborativos obtêm resultados porque fazem bem quatro coisas: 1) promovem conexões globais que os ajudam a identificar oportunidades ao invés de ficar presos às conexões internas da empresa; 2)Contratam talentos heterogêneos, de diferentes lugares para alcançar resultados,no lugar de apoiar-se em equipes homogêneas em busca de novas idéias; 3)Colaboram a partir da alta Direção para alcançar as expectativas do grupo, ao invés de trabalhar apenas nas políticas corporativas presos a Normas e a agendas ‘paroquiais’; 4)Mostram pulso firme ao acelerar as decisões e asseguram agilidade no processo, ao invés de deixar as equipes atoladas em conflitos internos ou esperando um consenso que não vem.

Diante do cenário em que a colaboração nos processos é requisito de sucesso, cabe perguntar: Qual o novo papel do profissional da Qualidade ? Quais são os requisitos para se tornar um RD estratégico ?  Seria a colaboração crucial para o bom desempenho desse papel ? Seguramente, alavancar a colaboração nas organizações será um requisito fundamental neste cenário.

Hansen e Ibarra citam “O Ponto da Virada” (“The Tipping Point”, 2000), best-seller publicado no Brasil em 2009 , onde Malcolm Gladwell usou o termo “connector” para descrever pessoas que mantêm muitos vínculos e criam laços de relacionamentos com diferentes mundos sociais. Para Gladwell, não é a quantidade de pessoas que faz do “connector” uma pessoa importante; ao contrário, o decisivo é a habilidade deste em criar ‘links’ entre as pessoas, as ideias e as fontes de informação, que em condições normais não aconteceriam por mero acaso. No mundo dos negócios estes conectores tornam-se facilitadores chaves para o processo de colaboração. São construtores de pontesentre as pessoas e as empresas.

Para alegria do renovado capitalismo brasileiro, o CEO da Natura Cosméticos, Alessandro Carlucci é citado por Hansen/Ibarra como um exemplo de quem instituiu um processo de seleção que privilegia uma postura colaborativa, em todos os níveis da organização, ressaltando que essa atitude foi decisiva para que a empresa ganhasse seu lugar no topo da lista da revista Fortune das melhores empresas formadoras de lideranças.
Mas não são apenas os Presidentes de grandes empresas ou CEO’s de grandes multinacionais que podem e estão fazendo esse papel de “construtores de pontes” entre organizações e pessoas (interna e externamente ao universo organizacional em que atuam e que usam a colaboração como ferramenta decisiva para seu sucesso. Pessoas comuns, às vezes usando ferramentas simples – como um blog – podem se tornar conectores e bons e aprendizes da colaboração disciplinada.
Recentemente, conhecemos um jovem que mudou o negócio de distribuição de vinhos da família com um blog bem humorado (Gary Vaynerchuk), entre vários outros exemplos bem próximos de nós.
Até a próxima, esperando que possamos construir pontes sólidas através deste espaço e percorrer juntos muitos caminhos rumo ao melhor ambiente de colaboração disciplinada no trabalho e nos espaços de nossa atuação comunitária.(c)
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Adalberto Queiroz, jornalista e empresário, diretor do Grupo Multidata. (betoq55@gmail.com blog http://betoqueiroz.com  Tweet @betoq)
Post-post: este era o artigo original que na Revista Banas Qualidade saiu resumido (e de certa forma truncado, não por conta dos editores, mas por questão de espaço).