S. Bernardo de Claraval

…Aos monges de Cister (Cisteaux)…

S.Bernardo de Claraval – aos monges do convento de Cister*

Mas “Porque te deprimes, ó minha alma e te inquietas dentro de mim? Espera em Deus, porque ainda hei de louvá-lo: Ele é minha Salvação e meu Deus” (Sl.42:5).
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Este é o meu desejo quando o erro me assalta a razão, quando a angústia toma conta de minha disposição e quando o temor aterroriza a minha memória. Então, se também com vocês ocorrer essas coisas o que eu lhes desejo é: uma maravilhosa serenidade, abundante doçura e eterna perseverança que transborda.bernardo-de-claraval_iluminado-por-maria

O primeiro desses desejos será realizado pelo Deus da Verdade; o segundo, pelo Deus de Amor e o terceiro pelo Deus Todo-Poderoso.
E tais coisas serão tão bem realizadas porque Deus estará por inteiro nelas e, por isso, a razão receberá Luz inexintiguível; a vontade, paz inabalável; a memória será para sempre renovada por uma fonte que nunca seca.

Estejam todos, pois, firmemente acertados que o primeiro vem do Filho; o segundo do Espírito Santo; e o derradeiro, do Pai. Contudo, nada disso pode ser obtido sem o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

(*) Fonte: “Saint Bernard, Abbot of Clairvaux, Selections from his writings”, Cambridge University Press, 2013, p.89.

Hildegard de Bingen: uma vida sob o sopro de Deus (1)

Hildegard de Bingen, santa e doutora da Igreja, mulher antecipadora e visionária

THE MISTERY OF HILDEGARD OF BINGEN –

Professor JANE ELLEN, especialista em Hildegard of Bingen's music
Professor JANE ELLEN Musicista, Palestrante e Compositora

este foi o tema do curso que fiz com a professora, musicista e brilhante palestrante Jane Ellen.

Como meus seis leitores sabem, estou nos EUA, num programa de estudos continuados da UNM CONTINUING EDUCATION – seguindo o “Osher Lifelong Program“, um tempo precioso que estou investindo, neste período outonal no hemisfério norte (Fall’14) em cursos, preferencialmente sobre a era Medieval.

Knowledge is a road to wisdom.

    The Human soul is made for the Eternal”


– esta é minha legenda nesse período, tirei da obra de São Boaventura.

Até agora, passados +30 dias de permanência no Novo México, eu vos digo que este foi o melhor curso. A paixão pelo assunto e o conhecimento da palestrante como musicista que é, fizeram o perfeito complemento para que o curso “19844 Hildegard of Bingen” saísse do catálogo da UNM para o meu coração e minha mente.

The Trinity - Hildegard's Vision #1 - A Trindade em União
The Man in Sapphire-Blue

O que pretendo com essa série de posts é transmitir-lhes um pouco do continuado interesse que Hildegard pode gerar ao estudioso de nossos tempos interessado nas lições da Idade Média e tão carente de boa música e de aprofundar sua espiritualidade.

Há razões para amar Hildegard hoje, mas é melhor percorrer o caminho que leva ao coração e ao espírito – é o que mais conta nesta jornada. Hildegard é um dos pontos profundos entre os mestres e místicos da Idade Média.

Nascida em família nobre na cidade de Bickelhein/Rhineland (Alemanha), esta freira visionária fundou dois mosteiros, compôs mais de 70 canções – em sua maioria, música angélica -; escreveu mais de 100 cartas a amigos, confessores, bispos, arcebispos e poderosos dirigentes de sua época – em alguns ipassando um pito; compôs mais de 70 poemas; escreveu e publicou 9 livros sobre temas diversos, incluindo temas diversos como o uso medicinal das plantas, botânica e biologia além de, naturalmente, caminhos de divinização da vida (ver ‘Scivia’, adiante).


RECOMENDO que você, leitor, continue lendo e ouvindo a sequência musical abaixo, de uma série de obras compostas por Hildegard, vou contando o resto…

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Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao Papa Francisco

O Príncipe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand, ativo participante da vida pública do Brasil, dirige-se ao Papa Francisco, “para lhe externar uma grave preocupação concernente à causa católica no Brasil e na América do Sul em geral.”

Lei a íntegra da Carta

“Quo vadis, Domine?”

Reverente e filial Mensagem  a Sua Santidade o Papa Francisco
do Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

“Movimentos que combatem obstinadamente a propriedade privada, inclusive por meio de ações violentas, são convidados a participar de reuniões em importantes organismos da Santa Sé e um deles é recebido pelo Pontífice.”

LEIA a íntegra da Carta.

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Coloquei este livro em minha lista de livros “A ler em 2013”. O Frates in Unun é sempre uma boa fonte de informações para os católicos e demais pessoas de bem que prezam a Verdade. Paz e Bem.

Origem da Quaresma

“…Assinalar com festas e preces o ano, o mês e a semana é fazer passar para a imortalidade aquilo que a nossa vida tem de mais perecível; é, de alguma forma, estabelecer uma relação imediata entre a nossa natureza, ligada ao efêmero, e a ordem sobrenatural da Eternidade divina. É preciso consagrar o tempo, como é preciso consagrar a vida, como é preciso dar tudo ao Senhor!
“A semana ordena-se então em volta do domingo, dia da Ressurreição, que se torna o seu ponto de partida. Da mesma maneira, retomando a tradição judaica dos jejuns(1), mas deslocando-os para evitar confusões, a quarta e a sexta-feira lembram aos fiéis a necessidade da penitência, e o sábado, conservando alguma coisa do antigo Sabbath, é um dia de preparação para a glória do domingo. Pouco a pouco, o ano inteiro é organizado dentro de um ciclo litúrgico que consagra a Deus todos os meses, todas as estações, todos os dias. No começo, parece existir apenas uma grande festa: a da Páscoa, para a qual converge o tempo, que culmina com a Ressurreição; mas bem depressa, antes do séc. IV, outros episódios da vida de Cristo impõem comemorações particulares. Tais são sobretudo o nascimento divino, que será celebrado desde época muito recuada, em datas variáveis; e o Pentecostes, a antiga festa judaica tornada cristã, comemorando a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.”
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Fonte – Daniel-Rops, “A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires”, ed.Quadrante, S.Paulo, 1988, p. 220/221.
(1) “O jejum consistia na abstenção de todo o alimento e de toda a bebida até a hora nona, isto é, até o meio da tarde. O jejum da sexta-feira assinalava a comemoração da morte de Cristo; o da quarta-feira talvez expiasse a traição de Judas.  Aos jejuns da semana acrescentraram-se jejuns anuais que precediam a Páscoa; foram fixados em quarenta dias, em memória do jejum que Cristo fez no deserto. Esta é a origem – que data do séc. I – da nossa Quaresma. (Cfrm. par. “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos” (cap. 1).

Post-Post:O jejum no Cristianismo se distingue desta prática em outras religiões, pois tem por objetivo descobrir Deus, e não descobrir a si mesmo. Ao contrário do budismo e do islamismo, tem outro sentido”. É o que afirma o cardealPaul Josef Cordes, presidente do conselho Pontifício ´Cor Unum`. E conclui: “para o cristão o desejo místico não é nunca o descenso em si mesmo, mas sim o descenso na profundidade da fé, onde encontra Deus“.