Livros 2016

Uma pequena e valiosa lista no painel dos leitores do Opção Cultural.livros-do-ano-2016_opcao

São sete livros apenas, comentados em no máximo 10 linhas, revelando que nem sempre o lançamento do ano em curso é o que atrai o leitor seletivo. Se me incluo aí na lista, comentando um belo livro lançado em 2016, não o faço como auto-elogio, mas cumprindo a obrigação de agregador e incentivador da arte de ler.

Esperamos motivar mais leitores inteligentes a fazer parte da lista 2017… Infelizmente, lê-se pouco hoje; lê-se menos e de forma apressada; substitui-se a leitura pelas séries de TV, pela leitura de fofocas e noticiário via web. Perdem com esses novos hábitos a literatura e o leitor (potencial) que se deixa atrair pelos modismos.

Insisto em ler e em aperfeiçoar o hábito da leitura. Delego à tv aberta – próximo a 0,01% do meu tempo; séries e tv fechadas – só depois de muita escolha! Netflix, muito pouco; YouTube, educativo e óperas, algum riso…; samba, música erudita e francesa para acompanhar o dia-a-dia; não perco tempo com futilidades.

Há quase 3 anos aboli o futebol semanal na tv – reservo-me para as finais de campeonatos. É muito ainda. Conclusão: obtive um aumento significativo no índice de páginas lidas e na qualidade da absorção dos livros lidos.

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Fig. 1 – Lista de leituras 1976.

Aprendi com o professor Rodrigo Gurgel que a leitura atenta pode ser um passo em direção à boa interpretação e à própria escrita. A lição tirada de Antoine Albalat pode ser desdobrada para o melhor deleite daquele que lê.
Vem de São Gregório Magno a dica fundamental para o leitor atento:

A escritura cresce com quem a lê” – recorda-nos o professor Gurgel que acentua: “O leitor complementa a leitura” – embora seja uma visão católica, reproduz-se em Marcel Proust, por exemplo, para quem “todo leitor, quando lê, é leitor de si mesmo!”. Ou, em J.L. Borges, para quem “a literatura cresce com quem a lê.”

Ao longo da minha vida, sempre fechei o ano com a minha lista pessoal de livros lidos – para ter uma memória de tudo o que havia conseguido realizar no plano literário (o que desejara ler no início daquele período e, secretamente, para que me preparasse para escrever melhor!).

Há listas antigas e guardadas em meus cadernos que são inseparáveis, mesmo depois de tantas mudanças de casas e de situações existenciais…Essa que ilustra a página, feita num caderninho artesanal montado por minha mulher, é de 1976 (fig.1).

No extraordinário “Crítica, Literatura e Narratofobia” (2015), Rodrigo Gurgel abre o volume com o artigo “Em busca do livro primordial” – com que me identifiquei visceralmente. Confiram parte deste texto:

RECORDAR NOSSO PASSADO não pode ser um exercício de idealização. O diálogo com o  “eu”que nos observa e, ao mesmo tempo, envolto na neblina do tempo, nos dá as costas e caminha de volta à infância, precisa estar impregnado daquela tensão que ressurge sempre que nos debruçamos sobre o poço da verdade.
É o homem de carne e osso que busco quando olho sobre meus ombros na direção da juventude, da infância. Mas não se trata de revisitar um horizonte ensolarado. Trata-se, ao contrário, de repetir as caminhadas de Miguel de Unamuno pelo claustro do Monastério de Santo Estevão, em Salamanca, debruçar-se sobre o poço, no Pátio das Cisternas, e gritar: “Eu…eu…eu!”, para que o eco do passado, ao repetir o pronome, reafirme minha existência.
Um de meus sonhos recorrentes está impregnado desse “eu” sempre à minha espera, em algum ponto do emaranhado de reminiscências.
No sonho, estou na entrada do porão da casa de minha bisavó paterna. A cena começa exatamente ali, repetindo os gestos que cansei de fazer durante a infância:  retiro a chave pendurada no batente, num prego, coloco-a na fechadura, e, com um único giro, a porta se abre. Sinto, imediatamente, o cheiro adocicado de BHC, um odor úmido, e o ar pegajoso que vem do ambiente escuro.
O segundo movimento é localizar, na parede à esquerda, entre a estante e o batente, o interruptor. A seguir, entrar. A lâmpada, fraca, mal ilumina as porcelanas e os vidros nas prateleiras, além dos caixotes empilhados e recobertos de pó.No entanto, o que procuro não está ali, mas no cômodo ao lado, que permanece escuro.
Não sinto calor  ou frio, apenas uma expectativa controlável, pois estou certo de que ele se esconde no quarto vizinho, sob a escuridão.Então, penetro naquele lugar ainda mais úmido, e é difícil descobrir o interruptor, que não passa de uma delicada corrente presa à lâmpada, no centro do cômodo. A mão cega apalpa a escuridão. Por um segundo, a ansiedade transforma-se numa espécie de medo, talvez o receio de que minha busca — e o encontro certo — não se concretizem, somente pelo fato de eu não conseguir acender a luz. Mas encontro a correntinha e puxo-a — e imediatamente vejo os caixotes de livros no chão.
Sei o que venho buscar: o livro superior a todos os livros, um manual completo sobre a existência e, ao mesmo tempo, o guia para a difícil, emaranhada tarefa de viver. Tenho certeza de que está ali, aguardando-me. Não uma obra mágica, mas apenas o conjunto de páginas recoberto por duas capas envelhecidas, no qual se esconde a síntese da experiência humana.
Vasculho os caixotes lentamente, retirando os livros, um a um.
(…)
E então, do fundo de um caixote de madeira, sob a pilha de livros inúteis, retiro aquele que me revelará o segredo de viver. Nem pesado nem leve, segurá-lo guarda o mesmo prazer que sinto, ao encontrar em um sebo, a obra há vários anos desejada.
(…)
O sonho é impressionante por vários motivos, mas deixo aos psicanalistas a tarefa de compor, mais que a análise, suas ficções.
O que me interessa é reencontrar esse objeto que se tornou uma das poucas constâncias em minha vida. Há, claro, um conjunto de fatos, de circunstâncias que formam uma personalidade, mas, no meu caso, os livros têm papel primordial.
Às camadas do meu ser correspondem livros. Nasci e fui educado entre três bibliotecas: a de meu pai, composta, basicamente, de obras de filosofia e da área jurídica, mas onde descobri as sisudas capas negras do Tesouro da Juventude — com a velha ortografia, em que eu podia saborear a beleza excêntrica de palavras como ophthalmologia, columna e aucthor — e o Lello Universal; a de miha avó, pequeníssima, mas com livros indispensáveis, como As mil e uma noites e Madame Bovary; a a do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa.
Cada uma me ofereceu o que tinha de melhor, mas a do Gabinete fez o principal, pois a bibliotecária da noite, dona Odete, deixava que eu transpusesse o balcão de madeira escura e, penetrando no acervo, percorresse as estantes livremente. Ali, então, descobri o mundo.
Mas o que forma um leitor é, antes de tudo, o exemplo de outros leitores…(…)
Se o tempo me fez mais seletivo, se a ânsia adolescente de ter todos os livros foi substituída por uma serenidade que diminuiu o número de compras mas não tornou possível ler tudo o que desejo, isso não muda o anseio das visões oníricas, de que, algum dia, aquele menino que penetra no porão me permita ler ao menos o título, talvez a primeira linha do livro que sintetiza a vida”*

E Gurgel segue registrando sua gratidão ao exemplo de leitores eminentes para a sua (dele) formação como leitor e crítico — seu pai, por primeiro; as professoras de Teoria Literária e de Língua Portuguesa; professores do colégio que o iniciaram no que, comparado à capacitação de hoje fê-lo pensar que cumpriu, antes de tudo, um mestrado. Nelson Foot, professor autodidata, é lembrado com carinho por Gurgel, quando já aposentado, o ensinava a entender um poema de Cecília Meireles e o traduzia para o romeno, depois para o latim, a seguir para o francês, finalmente para o inglês…“Gosto de imaginá-lo brincando com os textos como se fossem animais de estimação.” 

E assim, de maneira quase afetiva, Rodrigo Gurgel nos apresenta seu mundo de livros, para só então listar “Dez livros que mudaram minha vida” (p.37/40). A lista fica aqui, mas a recomendação aos meus seis leitores deste blog é que procurem conhecer os argumentos que fundamentam o livro por inteiro.

A lista de RODRIGO GURGEL – Dez livros que mudaram minha vida

  1. Os Sertões, de Euclides da Cunha.

  2. Livros do poeta inglês John Keats — notadamente “Endymion” e seu marcante verso “A thing of beauty is a joy for ever…” que o remete a seu estimado professor Flávio Vespasiano Di Giorgio.

  3. “Claro Enigma” (referência também de Di Giorgio) de Carlos Drummond de Andrade.

  4. “A Morte de Virgílio”, Hermann Broch, principalmente o magistral início: “a solidão do mar, ensolarada e todavia prenunciadora de morte…

  5. “Lorde Jim de Joseph Conrad e …

  6. “A fera na selva” — Henry James porque (Conrad e James) eles “mostraram-me que a grande batalha encontra-se no centro do nosso coração — essa é a única história sempre recontada” (Gurgel).

  7. “Raízes da criação literária” (Edmund Wilson).

  8. “A orgia perpétua” (Mario Vargas Llosa).

  9. “O imbecil coletivo” e tantos outros artigos de Olavo de Carvalho.

  10. Livros de Isaiah Berlin — através dos quais o autor diz ver-se “livre do coscorão esquerdista“.

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Post-post: O hábito das listas persegue a humanidade há muito tempo…* é o que prova Shaun Usher com suas 125 “listas extraordinárias” encontradas pelo pesquisador inglês nos muitos arquivos vasculhados por ele quando reunia material para o livro “Cartas extraordinárias“. Agora, Usher aproveitou este material criando “Listas Extraordinárias“. capa-livro-listas-extraordinarias

O “listismo“, no entanto, ganhou status de maioridade nestes tempos de autopromoção e de publicação aberta pelo uso intensivo da Web. Há listas diversas de filmes, músicas, hábitos saudáveis, alimentos para dietas, roupas etc. espalhadas pela internet. Algumas delas de utilidade próxima de zero…
Outras, se levadas a sério – como a lista de livros fundamentais elaborada por Vargas Llosa (dirigida a candidatos a escritor, mas submetida por muitos sites ao simples mortal!) pressupõe que o leitor médio brasileiro gastaria 21,5 anos para cumpri-la, lendo uma média de 115 páginas por ano – o que já é uma coisa extraordinária entre nós com os novos hábitos surgidos no país pós-Internet.

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FONTES:
i. link de O Globo consultado em 23/12/2016 às 9h00 – © 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

ii. (*) GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia, Campinas, SP: Vide Editorial, 2015, p.25/30 (excertos).

iii. ALBALAT, Antoine. A arte de escrever em 2o lições.- Campinas, SP: Vide Editorial, trad. Cândido de Figueiredo. Apresentação de Rodrigo Gurgel.

Além das listas acima, recomendo aos leitores os livros que comentei ampla ou sinteticamente aqui no meu blog ao longo do ano, principalmente na minha coluna no Jornal Opção (ex. Karleno Bocarro e Rodrigo Duarte Garcia) ou nos tópicos “Queres ler o quê?“. Boa Leitura!

 

Queres ler o quê?

cropped-estantebibliobeto1.pngNão sei. Quero ler e quero ler bem! – dispara o  amigo à minha pergunta. E me devolve a palavra:

– Sabe o amigo que agora realizo esse sonho de tantos seres humanos – e o faço em tempo integral. Leio quase o tempo todo e sem a obrigação de o fazer. Talvez por isso, tenho seguido algumas regras para ler e aproveitar bem o que leio. Seguindo esse princípio, cheguei, por sugestão do professor Rodrigo Gurgel, ao livro “A arte de escrever – em 20 lições”, de Antoine Albalat.

[Uma pausa aqui para dizer da minha admiração pelas aulas que nem parecem a distância, virtuais, que tenho com o professor Gurgel. As bases da criação literária, então, recomendo a todos que amam a leitura, independente de querer ou não se tornar um escritor ou aperfeiçoar o estilo!]

– Mas serve mesmo a quem não quer escrever e só se interessa por leitura?

Sim, respondo de pronto. E dou um exemplo.

– “A leitura dos bons autores é …indispensável para a formação do estilo
(segundo Albalat). E eu diria ler é indispensável à formação do caráter.
Bem, mas isso já seria outra história e tema para outro post.

Lendo (e não precisa ser os textos sagrados), aprecia-se a vida através de um espelho que nas páginas se colocam para que nos observemos. Um criminoso de uma página de Dostoiévsky ou de Simenon – exemplos aparentemente díspares – podem, ambos, ensinar-nos de modo diverso a fixarmo-nos em valores e numa reta conduta. Estou certo em 99% (com erro de 1% para mais ou para menos!) de que Albalat está certíssimo: “o proveito da leitura depende da maneira como se lê.

Ansioso por saber mais?

– Abra o clássico de Albalat na altura da Apresentação, feita por Gurgel: “como toda leitura este livro exige bom senso, pois há uma diferença abissal entre orientar-se por meio destas lições [as 20 lições] e copiar, sem espírito crítico, os exemplos.”

– Refiro-me especificamente ao tema que hoje me ocupa a mente e a preocupação. Leio, ainda, com o fito de aperfeiçoar o próprio estilo e desenvolver um método para ajudar aos outros que gostam de ler e se vêem perdidos num mar de produções em que a subliteratura enfeita estantes e desborda as listas de vendas.


Vilém Flusser: capa-vilem-flussera-escrita
“Ler” (legere, legein) significa escolher (Herauspicken), selecionar (Klauben). A atividade de selecionar denomina-se “eleição”; a capacidade para realizá-la “inteligência”; e o resultado dessa ação, “elegância” e “elite”. (*)

A missão, pois, que se transformou na primeira tarefa foi ler tomando notas, até porque Albalat confirma o que a memória sexagenária vai confirmando: “ler, sem tomar notas, é como se nada houvesse lido.” Albalat chega a mensurar que o prazo de “esquecimento” da leitura é de seis meses. Há em relação ao enredo prazos ainda mais exíguos. Há quem devore o livro e não o tenha digerido, assinala A.A. Como a poética de enredo nunca foi o que mais me atraiu nos livros, sigo pensando que é preciso entender a mensagem de fundo que o livro me traz. Nos dois casos, não é bom valer-se apenas da memória.

A memória é coisa oscilante – adverte o escritor francês. “Não haveria sábios, se nos fiássemos nela. A verdadeira memória consiste, não no recordar, mas em ter, ao alcance da mão os meios de encontrar. A primeira condição para ler bem é, portanto, fixar o que se quer reter, e tomar notas. Um livro que se deixa sem ter extraído dele alguma coisa é um livro que não se leu.

O bom livro tem uma  capacidade de criar nos leitores tão diversas sensações quantas são as leituras atenciosas e anotadas. Lê-se também por puro entretenimento e não há mal nenhum nisso. Um Rex Stout ou um Simenon podem fazer parte de seu pacote de livros de férias, sem ferir os Gurgel, Albalat ou um Flaubert – para falar em três autores que trabalham a preocupação 1 – estilo… Um Alexandre Soares Silva pode ficar ao lado de Rodrigo Duarte Garcia ou de um Karleno Bocarro.

Mas que miscelânea! um Balzac ao lado de Javier Marías; um Linhares ao lado de McEwan?

– Não tenha medo, dileto amigo, de se entregar à leitura diversa; e que o faça também nos livros não tradicional (de papel, celulose); use-os no Kindle, no celular ou tablet, mas lembre-se: tome notas.

Nessa série de posts, vou anotando observações dessas viagens que venho fazendo a livros e autores os mais diversos (só ficção ou crítica).  Sigo o mandato do anjo a São João no Apocalipse, a respeito de um certo “livrinho” – “Toma-o; e come o livro”. 

Ler, devorar, digerir. Em papel ou digital. Separar as correntes, percorrer as vertentes de cada qual – entender sua filiação, sua história – afinal cada livro há de valer pelo suor que emanou do autor e se este levou a sério o seu ofício – terá captado (e atiçado) “o nervo divino das coisas” (Ortega Y Gasset, via Gurgel) – e só por esta razão há de ser lido (e às vezes relido).

Uma lista recente anotada no caderno de “linguados” à minha própria maneira (sem ordem alfabética), seja para tomar notas (de comparação antes que de erudição!), para obter citações e registrar apreciação pessoal do que se vai devorando.  Isso não significa que falarei de todos, mas um pouco do que vale a pena apreciar em alguns deles como numa “conspiração com o Leitor” (Tóibin) deste leitor:

  • “A próxima leitura”, Felipe Fortuna.
  • “Poems” by Elizabeth Bishop (original e traduções de P.H. Britto).
  • “Crítica, literatura e narratofobia”, Rodrigo Gurgel.
  • “O bispo negro e Arras por foro de Espanha”, Alexandre Herculano.
  • “O trem e a cidade”, Thomas Wolfe, trad.Marilene Felinto.
  • “O pai Goriot”, De Balzac.
  • “Mrs. Dalloway”, Virgína Wolf.
  • “Os mímicos”, V.S. Naipaul.
  • “A estrada”, Cormac McCarthy.
  • “O palhaço”, Heinrich Böll.
  • “As almas que se quebram no chão”, Karleno Bocarro.
  • “Maya”(releitura) e “Idílio na Serra da Figura”, Ursulino Leão.
  • “O livro roubado”, Flávio Carneiro.
  • “Ferreiro do bosque grande”, J.R.R. Tolkien.
  • “Reçaga”, Carmo Bernardes (releitura, 40 anos depois!)
  • “The Language Instinct”, Steven Pinker (eBook/Kindle).
  • “Assim começa o Mal”, Javier Marías.
  • “Os palácios distantes”, Abílio Estévez (interrompido!)
  • “Os invernos da ilha”, Rodrigo Duarte Garcia.
  • “Um velho que lia romances de amor”, L. Sepúlveda.
  • “Wilful Disregard”, Lena Andersson (autora sueca, em inglês).
  • “The Children act”, Ian McEwan (em inglês).
  • “A orgia perpétua”, Vargas Llosa (em andamento).

Se você, dileto leitor, tiver interesse em saber mais ou participar dessa aventura da leitura, fique à vontade para enviar-me uma mensagem para betoq55 at gmail.com.

Livros essenciais para o leitor Cristão

DO BLOG “O Camponês”, de meu amigo Sérgio de Sousa.TopoCampones

Meu amigo Sergio de Souza saiu perguntando aqui e ali:

Quais os livros que todo Cristão não PODE deixar de ler?
O resultado da enquete está neste post que republico agora.

As minhas respostas foram incluídas numa lista de eméritos leitores do Camponês, com a ressalva de que são livros que DEVEM ser lidos.
Então, encontro no resultado da enquete uma plêiade de pessoas e a frase lapidar:
“Uma das respostas mais bacanas e perspicazes que recebi foi a do nosso acidentado – e em franca recuperação! – professor Carlos Ramalhete:
– “Não existem. É perfeitamente possível ser santo e analfabeto.”
EU VOS DIGO que esta resposta de outro amigo, Igor Taam foi surpreendente e assino embaixo, embora eu tenha listado a Bíblia Sagrada e o Catecismo – pois que a marioria dos cristãos hoje seguem mais o colunista do jornal diário do que os Pais da sua (de cada um) Igreja.

– “Como outro entrevistado também tocou no assunto – Igor Taam, um amigo ortodoxo, cujo comentário sobre os livros será publicado aqui no blog ainda essa semana – gostaria de deixar bem claro que, quando utilizei o verbo “dever” estava querendo saber dos livros mais importantes, os mais inspiradores, os que provocaram mais “espanto” e impacto na vida de cada entrevistado. Não incluí a Bíblia e o Catecismo de cada denominação na contagem porque entendo que esses são livros constitutivos da religião.”

Leia o Post Completo.