Viva a Leveza & Esperança: 8 Anos do blog…

Aniversário do meu blog - 8 Anos hoje em WordPress. 8 Anos hoje à noite…Viva a Leveza & Esperança

Já estou escrevendo em blogs há muito tempo. Lembro-me do tempo dos blogs antigos, quando ainda assinava os posts como um personagem de Voltaire – Blog do Zadig – Adalberto de Queiroz.

Blog do Zadig

Desde 2003, escrevendo em blogs…

Fiz uma rápida passagem pelo Blogger, que apesar de ser da Google, nunca me agradou como ferramenta.

Desde então, fora os 3 meses que passei no GoDaddy – tendo tomado uma decisão errada – voltei arrependido como filho pródigo que à casa torna…
Eia, pois, aqui em longa temporada com WordPress. E lá se vão 8 anos!

Não desisto do blog, porque ainda é a ferramenta que me possibilita senão falar com uma enorme audiência, ao menos falar com uma audiência fiel, que volta sempre.
A proposta é simples: lançar um olhar cristão sobre os assuntos da Arte &  da Cultura.

Levo comigo os valores que escolhi para legenda do blog – “Leveza e Esperança” (com E maiúsculo, como deve ser a esperança Cristã).
8 anos em que fiz muitos amigos explícitos e algumas poucas rixas ocultas e ininteligíveis.  Por essas e aquelas pude visitar pessoas em lugares distantes de minha casa e intercambiar livros e idéias que me engrandeceram como  pessoa.
Posso repetir Augusto Frederico Schmidt: “nunca odiei ninguém, apesar de ter causado algumas polêmicas“.

E, mesmo em meio às sombras do séc. XXI doloroso e terrível que já se anunciou:

“A esperança está cantando…
Deus meu, que voz triste essa que me convida a viver!”

Ao contrário do “poeta gordo”, não sou um polemista,  mas gosto de um debate educado, quase não perco a calma, a menos que venham contra meus princípios em minha própria casa.  
Um super Obrigado! aos meus “seis leitores” tão fiéis que sempre retornam à casa da Leveza & Esperança. Obrigado aqueles que me sugeriram temas de posts e poemas… São seiscentos em seu valor. 

Viva a Leveza & Esperança

Niver 8 Anos de “Leveza & Esperança”

Longa vida à Leveza & Esperança, thanks WP Team, não importa se às vezes tenho apenas três visitas, esses inseparáveis e amados leitores continuarão comigo e com sua força tornam-se valorosos como os legendários 300 guerreiros da lenda grega…

Abraço do

Beto.
Pos-Post: Houve um bom período junto aos jovens blogueiros do Verbeat, do qual não tenho memória digital registrada. O de que mais gostei no período foi a convivência com meus colegas de blog, quase todos agnósticos, mas sem nenhuma restrição ao ‘catolicão’ vizinho. O blog anunciou minha chegada com um bordão interessante: “Tremei, infiéis, Zadig está no Verbeat”… 🙂

Rebloggling

Pessoas queridas:

Parece que muitas pessoas querem retomar o hábito de blogar, sem ser pagas por isso.

Se você tiver este propósito claro,é possível não ser corrompido por uma empresa ou por uma multinacional brasileira que carrega verbas do tipo *.gov pra que você blogue o dia inteiro.

Esse não é o propósito de gente que tem poucos e fiéis leitores e amigos de blogs antigos. Mas há um aliado a toda gente de bem. O Google promete dar evidência a sua Autoria nos posts (confira no link).

Nosso propósito é mesmo reviver uma fase ingênua dos blogs em que éramos calmos e lentos, discutíamos muitos e não havia um escambo entre o fazer blogs.

Há pessoas maravilhosas envolvidas nesse desejo de voltar a “blogar”. Algumas delas se expressaram a partir de uma provocação de Mônica Manna no FB.

Daí, vieram muitas pessoas para falar do mesmo tema: como era verde o nosso vale de blogs. Hoje, tudo parece mais cinza, mais rápido, mais ininteligível para todos nós. Há também outras hipóteses, p.ex. uma comunidade no Google _+  pode ser uma hipótese de retomada dos nossos contactos.

Bem-Vindo(a)!

Achados & Perdidos (3)

A baliza da sílaba (G.M.M)
Saudades de um amigo que se expressa em palíndromas.
Saudades de muitos amigos, que fiz neste “mar de conhecimento compartilhado” que é a Web.

Eu, o incapaz de encontrar uma só e completa dessas pérolas chamandas palíndromas.
Eu, o que ficou na gare, à espera do comboio.
Eu e a estrada empoeirada de meu desconforto.

O mar e minha espera angustiada por naves que me tragam a inspiração de um navio de Pessoa.
Nuvens em minha tarde comercial que anunciam chuvas…eu o Real.
A incapacidade de encontrar um livro autógrafo de outro amigo que me lembra, por seu senso do trágico, um escritor francês de quem gosto muito.

A ponta do iceberg da violência em potencial, que me afronta, com os pequenos atos de descortesia e com seus veios de sangue sobre o asfalto, mais do que a absoluta falta de gentileza no mundo e na cidade.

O poema de um personagem de ficção que diz ser possível um ditado mental de poesia, em meio à luta pela sobrevivência. Um jornal que deixo de ler e um livro ao encontro de que(m) corro pra casa, a fim de encontrá-lo.

Eis a história do que encontra paz lendo e fazendo amigos enquanto lê. Gerardo, Bernanos, Hermilo, Mauriac, Mann, Jorge de Lima, Fiodor, Auster, Marcel, Pamuk, Antonio de Moura, Miranda, Nazim Hikmet, Ulanin, Byron, Balzac, Murilo e Bruno … [ó lista interminável] dos meus amados amigos que me espreitam, anônimos e entanto presentes, intensos e lado a lado como estátuas de gesso: como desejaria conhecer todos os seus personagens, eles escritores amados que vêem de lugares tão distantes. D´alhures vem a mágica da imaginação criadora.

Divirto-me habitando esta gerardiana “cabana da sílaba” onde só há letras a cobrir-me da chuva do real. A imaginação é mesmo o lugar onde chove… letras.