Olavo de Carvalho interpreta Eric Voegelin

Mes chers amis:

QUANDO A IDEOLOGIA REINA,
A DESORDEM É O ARGUMENTO ÚNICO

Impressionado por uma cena divulgada no YouTube, em que alunos aparecem invadindo uma sala de aula, onde um professor expõe sua visão sobre os males do Comunismo (no contexto da historia do Brasil, Revolução de 64), fiquei estarrecido e triste.

Achei oportuno trazer-lhes este texto que resume de forma didática a visão de Voegelin sobre a Ordem na História.

Minha intuição é que estamos desmerecendo a insígnia de nossa Bandeira, quando desistimos de perseguir com Estudo, Trabalho e Disciplina a legenda de “ORDEM e PROGRESSO”.

Entregamos o governo a um bando de cínicos, que se movem pela ideologia. E os resultados deletérios estão se tornando cada vez mais visíveis. Nos porões, há muito mais lixo comportamental do que este vídeo do You Tube nos escancara… Há a questão já pincelada aqui da PNE e a questão de “gênero”… Amplamente contestada pela Igreja Católica (não vi nenhuma manifestação dos irmão protestantes e dos espíritas!).

Há a questão visceral que é a apropriação dos “aparelhos de estado”, que é como designam eles – marxistas no Poder (leia-se os lulo-petistas) – o que chamamos de instituições: a Escola, a Igreja (lotada de ideologia hoje em dia…), a Família, o(s) Partido(s) – o desejável deles é que seja o Partido Único! – os ministérios etc. etc.

Diante disso, transcrevo aqui o meu desabafo no YouTube:

“VIVEMOS “Tempos Sombrios” no Brasil. É a conclusão a que chega o espectador deste vídeo. Estes tempos do Brasil do (des)governo lulo-petista, no qual as instituições se colocaram de joelhos para servir à Ideologia só pode levar a isso…

 

TRISTE foi como me senti, ao ver este vídeo, fiquei tão triste quanto ao ver as depredações da propriedade alheia em atos de rua no ano passado (e o que está sendo urdido agora mesmo, para a Copa 2014). Deus nos proteja do vexame internacional.

 

O desrespeito a este professor é apenas o pequeno sinal, o viés virulento da doença mental que se apoderou de nosso pobre país. Espiritualmente doentes, sem consciência do mal em que nos chafurdamos, só resta aos homens de bem continuar um processo de educação para salvar as futuras gerações.

Eu não desejo em hipótese nenhuma que meus netos cheguem à Universidade daqui a dez anos, tendo que conviver com essa desordem. A ordem nos ambientes públicos – como na Escola, na Igreja, no Estádio, nos meios de transporte etc. – é consequência da Ordem no interior das pessoas; sendo requisito para a boa e harmoniosa convivência e a PAZ.

Recomendo que leiam “Hitler e os Alemães” do filósofo Eric Voegelin e pensem sobre como cada um de nós pode fazer (por pequena iniciativa que seja) para que os demônios da ideologia esquerdizante alastre-se ainda mais. Foi em parte o silêncio e a omissão gerais que possibilitou o caos nacional-socialista (nazista)….

 

Há uma tarefa a ser feita por cada um(a) homem (e mulheres, mães, esposas, filhas,,,educadoras ou não, formalmente constituídas) para que a praga da ideologia não se alastre mais…Se apenas um entre todos os leitores deste espaço for contagiado pelo desejo de mudar pela via da Educação (Capacitação – que é o mais comum em nossas escolas hoje – é outra coisa, seja dito), estarei menos triste.

Deixo-lhes um texto do professor e pensador brasileiro Olavo de Carvalho sobre o tema no link abaixo.

Ordem e desordem.

Transcrevo um trechinho para que tenham vontade de continuar lendo:

“A rebelião gnóstica e messiânica contra a ordem divina trancou as almas – e a política que elas fazem – no recinto exíguo da ação imanente, onde tudo o que resta a fazer é criar uma idéia e subjugar ou matar os que dela discordam.

“Os únicos instrumentos de ação que restam nessas circunstâncias são a manipulação e a violência. A persuasão racional está excluída por hipótese. A política torna-se um reino diabólico, onde o Príncipe das Trevas se delicia na contemplação de esforços histórico-sociais tanto mais gigantescos quanto mais inelutavelmente condenados ao fracasso. Essa política é o contrário do que Platão e Aristóteles chamavam de política, mas é, cada vez mais, a única política que temos…” (O.C.)

Abaixo o Link para o vídeo que motivou este post e o artigo do professor Olavo na íntegra:

EM CRISTO!

Beto Queiroz.

Voegelin e a consciência do tempo

ERIC VOEGELIN (*1901/+1985) – filósofo nascido em Colônia (Alemanha), formado na Universidade de Viena (d’Áustria) e que passou grande parte da vida nos EUA, para onde emigrou em 1938 e se tornou cidadão norte-americano em 1944. Voegelin começou a ser lido no Brasil por um grupo restrito de pessoas ligadas à Filosofia e à Crítica, até que a É Realizações fez um trabalho de divulgação da obra do filósofo austríaco que nos possibilitou aos simples interessados e não-profissionais da Filosofia conhecer o pensamento extraordinário desse homem fora do mainstream do pensar, que passou grande parte de sua vida ensinando na Universidade Estadual da Louisiana, em Munique e no Instituto Hoover da Univ. Stanford.
Sobre Voegelin, já publiquei algumas notas de leituras (Voegelin) de edições de seus livros em inglês, bem como uma entrevista com o tradutor de ANAMNESE (e outros) para o português, Elpídio Mário Dantas Fonseca.

O que me interessa bastante em Voegelin não é nem tanto sua abordagem da Política – sua teoria da Ordem na História, que me agarra, sim; mas para além disso são suas memórias, onde engendra seu processo de Anamnese, título do livro em referência. O próprio editor brasileiro anota que

“Anamnese é uma obra central dentro da odisseia intelectual de Voegelin. Marca a mudança, da filosofia da história esboçada em “A Nova Ciência da Política” e desenvolvida nos três primeiros volumes de “Ordem e História”, para a preocupação com a filosofia da consciência dos dois últimos volumes, “A Era Ecumênica”e “Em Busca da Ordem”
(…)
A “natureza peculiar da obra” decorre de que ”Anamnese é o único entre os livros de Voegelin”, [que] “revela um autor olhando para trás e inventariando seu crescimento, em vez de avançar rapidamente em novas regiões e novos problemas. Anamnese é, pois, como que um afastamento dos hábitos eruditos de Voegelin. “

São as lembranças anotadas, após esboçar a Teoria da Consciência e sua leitura da obra de Edmund Husserl que é o foco deste post.
Sem me dar ao trabalho de redigitar, fiz uma figura em scanner de alguns textos do cap.4 – Anamnese. São lembranças do filósofo datadas de antes de seus dez anos de idade. Foram escolhidos “casos”, segundo Voegelin, “em razão de seu conteúdo e seu lugar no tempo. Casos relevantes em termos de conteúdo são os que têm que ver com os estímulos da experiência de uma transcendência no espaço, no tempo, na matéria, na história, nos sonhos desejosos e nos tempos desejosos…” As experiências posteriores aos 10 anos de idade do filósofo “não foram selecionadas, primeiro de tudo, porque elas foram complicadas através do trauma da emigração, e, segundo, porque as experiências de tempos posteriores já não têm o caráter natural das mais antigas, mas, ao contrário, estão estruturadas pelas mais antigas, o que introduz complicações para uma análise”.

Para o leigo em filosofia, como este bloguero, o sabor da leitura desses “casos” nos traz uma face humana de um erudito que parece distante do comum dos homens, mas que então se mostra franco e transparente como uma criança.rouxinol-imperador 2

Essas memórias do pensador – ou suas “experiências anamnésicas” são úteis porque são “experiências que abriram fontes de estímulo, de onde resultou a vontade para mais reflexão filosófica”. Devemos, portanto, a estes exercício de lembrar o posterior “elaborar” da consciência do filósofo porque essas memórias “excitaram a consciência para a ‘dor’ da existência”.
Portanto, assim como na poesia a reflexão (poema) e dor se interligam no “radicalismo e na largueza da reflexão filosófica” de Eric Voegelin.

O Rouxinol do Imperador*

O Rouxinol do Imperador_Voegelin

Leia o “Rouxinol”, Conto de Andersen, na íntegra.Citação de Voegelin_Rouxinol

+++++
Fonte: VOEGELIN, Eric. “Anamnese: da teoria da história e da política”.  trad. Elpídio Mário Dantas Fonseca. S.Paulo, É Realizações, 2009. 544 pp.

Voegelin e a consciência do tempo

ERIC VOEGELIN (*1901/+1985) – filósofo nascido em Colônia (Alemanha), formado na Universidade de Viena (d’Áustria) e que passou grande parte da vida nos EUA, para onde emigrou em 1938 e se tornou cidadão norte-americano em 1944. Voegelin começou a ser lido no Brasil por um grupo restrito de pessoas ligadas à Filosofia e à Crítica, até que a É Realizações fez um trabalho de divulgação da obra do filósofo austríaco que nos possibilitou aos simples interessados e não-profissionais da Filosofia conhecer o pensamento extraordinário desse homem fora do mainstream do pensar, que passou grande parte de sua vida ensinando na Universidade Estadual da Louisiana, em Munique e no Instituto Hoover da Univ. Stanford.
Sobre Voegelin, já publiquei algumas notas de leituras (Voegelin) de edições de seus livros em inglês, bem como uma entrevista com o tradutor de ANAMNESE (e outros) para o português, Elpídio Mário Dantas Fonseca.

O que me interessa bastante em Voegelin não é nem tanto sua abordagem da Política – sua teoria da Ordem na História, que me agarra, sim; mas para além disso são suas memórias, onde engendra seu processo de Anamnese, título do livro em referência. O próprio editor brasileiro anota que

“Anamnese é uma obra central dentro da odisseia intelectual de Voegelin. Marca a mudança, da filosofia da história esboçada em “A Nova Ciência da Política” e desenvolvida nos três primeiros volumes de “Ordem e História”, para a preocupação com a filosofia da consciência dos dois últimos volumes, “A Era Ecumênica”e “Em Busca da Ordem”
(…)
A “natureza peculiar da obra” decorre de que ”Anamnese é o único entre os livros de Voegelin”, [que] “revela um autor olhando para trás e inventariando seu crescimento, em vez de avançar rapidamente em novas regiões e novos problemas. Anamnese é, pois, como que um afastamento dos hábitos eruditos de Voegelin. “

São as lembranças anotadas, após esboçar a Teoria da Consciência e sua leitura da obra de Edmund Husserl que é o foco deste post.
Sem me dar ao trabalho de redigitar, fiz uma figura em scanner de alguns textos do cap.4 – Anamnese. São lembranças do filósofo datadas de antes de seus dez anos de idade. Foram escolhidos “casos”, segundo Voegelin, “em razão de seu conteúdo e seu lugar no tempo. Casos relevantes em termos de conteúdo são os que têm que ver com os estímulos da experiência de uma transcendência no espaço, no tempo, na matéria, na história, nos sonhos desejosos e nos tempos desejosos…” As experiências posteriores aos 10 anos de idade do filósofo “não foram selecionadas, primeiro de tudo, porque elas foram complicadas através do trauma da emigração, e, segundo, porque as experiências de tempos posteriores já não têm o caráter natural das mais antigas, mas, ao contrário, estão estruturadas pelas mais antigas, o que introduz complicações para uma análise”.

Para o leigo em filosofia, como este bloguero, o sabor da leitura desses “casos” nos traz uma face humana de um erudito que parece distante do comum dos homens, mas que então se mostra franco e transparente como uma criança.rouxinol-imperador 2

Essas memórias do pensador – ou suas “experiências anamnésicas” são úteis porque são “experiências que abriram fontes de estímulo, de onde resultou a vontade para mais reflexão filosófica”. Devemos, portanto, a estes exercício de lembrar o posterior “elaborar” da consciência do filósofo porque essas memórias “excitaram a consciência para a ‘dor’ da existência”.
Portanto, assim como na poesia a reflexão (poema) e dor se interligam no “radicalismo e na largueza da reflexão filosófica” de Eric Voegelin.

O Rouxinol do Imperador*

O Rouxinol do Imperador_Voegelin

Leia o “Rouxinol”, Conto de Andersen, na íntegra.Citação de Voegelin_Rouxinol

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Fonte: VOEGELIN, Eric. “Anamnese: da teoria da história e da política”.  trad. Elpídio Mário Dantas Fonseca. S.Paulo, É Realizações, 2009. 544 pp.