Começar do ‘zero’

Uma página em branco é sempre desafio para quem escreve.
“Pain – has an element of Blank –
It cannot recollect
When it begun – or if there were
A time when it was not – *
(…)


É uma história já tão repetida que os sucessivos sofredores, frente ao mesmo problema, se repetem.

Minha referência continua sendo o poema de João Cabral de Melo Neto – que assim reza:

“Esta folha branca
me proscreve o sonho,
me incita ao verso
nítido e preciso.”

Como começar? Eis o Poeta a tudo desenhando, com a economia das palavras, o incêndio de suas páginas ou – como dizer até em meio ao cuspe, em meio às fezes, aos fluídos todos do Humano; e as flores do bem do mal se abrem, do inusitado Nada d’alma que se torna Tudo – que advém do Todo.

Só assim o poeta pode ousar escrever “a terceira das virtudes teologais” – com a discrição de quem sequer tem direito de dizer em voz alta: Amor, Caridade. Age o poeta como quem acende uma candeia, no dizer humilde e grandioso da poetisa Sônia Maria dos Santos ao justificar (se justificativas fossem necessárias) o título “Lúcida Chama”, livro lançado ontem…

separador

Eis-nos diante da página em branco.

Folha em Branco. Blanche. Blank...Vida!

TAMBÉM no comércio e nas atividades empresariais há um símile da “página em branco” Cabralina…

Quando se inicia um negócio, é preciso ter uma idéia.
Eis que esta surge como se estivesse o empreendedor diante de uma página em branco. Blank.
Por onde começar?
Há outra página em branco, quando o empreendimento falha. O que faliu sabe do que estou falando…
Grandes empresas às vezes contratam empreendedores que faliram para mostrar aos bem-postos em cargos nada vitalícios o que evitar e o que aprender com quem já enfrentou duas vezes o “Blank”.

O que inicia está diante da página em branco de que nos fala o poeta, ao fazer o plano de negócios.
Este é seu “poema”. Este é o plano humano, à imagem e semelhança do divino plano.
@the end.
O que foi à falência, está de novo diante da bendita página.
Há que buscar forças interiores para enfrentar “uma nova e inusitada página em branco“.
A que “proscreve o sonho” – ou a que o prescreveBroken heart(u)?
Nos dois casos não pode ‘dar branco‘, o desafio da página se deixa conduzir pelo sonho. O agente quase enlouqueceu.

Essa dimensão do sonho (ou do pesadelo), tem entre os índios xavantes, em sua rotina de sonhadores, uma interpretação assim:

Com o sono eu sonho
     Durmo e sonho
Os outros vão cantando

Eu sonho pra tornar felizes
  Os outros que cantarão
           meu sonho
     Eu durmo e sonho
O que os outros cantarão.*

Se isso me fez aplicar à poesia – em meu primeiro livro individual “Frágil Armação”, não deixa de ser verdade para os empreendedores. É preciso convencer o(s) Outro(s) a embarcar com você, se sonha realizar algo coletivo. A inteligência coletiva já é um passo adiante. Por ora, é preciso reter a dimensão do sonho que se sonha xavantinamente…Como um xamã que prepara a cura, como um pajé que prepara a festa ou a guerra.
Sonhar o que os outros irão cantar, costurar, desenvolver, ler, escrever, teclar etc. etc. – eis uma tarefa de poeta e empreendedor.
separador

*Citação-legenda do livro “Frágil Armação”, de minha autoria, Edit. Barão de Itararé, 1985.
(*)Post-post – o poema de Emily Dickinson foi assim traduzido por dona Aíla de Oliveira Gomes:

A dor – tem um elemento em branco.
Desde quando doi
Não se recorda, nem se houve
Tempo em que ela não foi.

Seu futuro – só ela mesma;
Seu infinito contendo
O seu passado – que deixa ver
Novos períodos – doendo.
**********************************
DONA Aíla explica no prefácio que

Emily passava pela crise maior de sua vida, e sentiu, com segura intuição, que só a atividade criadora a salvaria de queda num vazio fora do tempo e do espaço, e já além da dor: “Pain has an element of blank”, diria ela. Esse “em branco” [blank], ela só podia enchê-lo com poesia – ou perder-se nele. (…). 

Começar do ‘zero’

Uma página em branco é sempre desafio para quem escreve.
“Pain – has an element of Blank –
It cannot recollect
When it begun – or if there were
A time when it was not – *
(…)


É uma história já tão repetida que os sucessivos sofredores, frente ao mesmo problema, se repetem.

Minha referência continua sendo o poema de João Cabral de Melo Neto – que assim reza:

“Esta folha branca
me proscreve o sonho,
me incita ao verso
nítido e preciso.”

Como começar? Eis o Poeta a tudo desenhando, com a economia das palavras, o incêndio de suas páginas ou – como dizer até em meio ao cuspe, em meio às fezes, aos fluídos todos do Humano; e as flores do bem do mal se abrem, do inusitado Nada d’alma que se torna Tudo – que advém do Todo.

Só assim o poeta pode ousar escrever “a terceira das virtudes teologais” – com a discrição de quem sequer tem direito de dizer em voz alta: Amor, Caridade. Age o poeta como quem acende uma candeia, no dizer humilde e grandioso da poetisa Sônia Maria dos Santos ao justificar (se justificativas fossem necessárias) o título “Lúcida Chama”, livro lançado ontem…

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Eis-nos diante da página em branco.

Folha em Branco. Blanche. Blank...Vida!

TAMBÉM no comércio e nas atividades empresariais há um símile da “página em branco” Cabralina…

Quando se inicia um negócio, é preciso ter uma idéia.
Eis que esta surge como se estivesse o empreendedor diante de uma página em branco. Blank.
Por onde começar?
Há outra página em branco, quando o empreendimento falha. O que faliu sabe do que estou falando…
Grandes empresas às vezes contratam empreendedores que faliram para mostrar aos bem-postos em cargos nada vitalícios o que evitar e o que aprender com quem já enfrentou duas vezes o “Blank”.

O que inicia está diante da página em branco de que nos fala o poeta, ao fazer o plano de negócios.
Este é seu “poema”. Este é o plano humano, à imagem e semelhança do divino plano.
@the end.
O que foi à falência, está de novo diante da bendita página.
Há que buscar forças interiores para enfrentar “uma nova e inusitada página em branco“.
A que “proscreve o sonho” – ou a que o prescreveBroken heart(u)?
Nos dois casos não pode ‘dar branco‘, o desafio da página se deixa conduzir pelo sonho. O agente quase enlouqueceu.

Essa dimensão do sonho (ou do pesadelo), tem entre os índios xavantes, em sua rotina de sonhadores, uma interpretação assim:

Com o sono eu sonho
     Durmo e sonho
Os outros vão cantando

Eu sonho pra tornar felizes
  Os outros que cantarão
           meu sonho
     Eu durmo e sonho
O que os outros cantarão.*

Se isso me fez aplicar à poesia – em meu primeiro livro individual “Frágil Armação”, não deixa de ser verdade para os empreendedores. É preciso convencer o(s) Outro(s) a embarcar com você, se sonha realizar algo coletivo. A inteligência coletiva já é um passo adiante. Por ora, é preciso reter a dimensão do sonho que se sonha xavantinamente…Como um xamã que prepara a cura, como um pajé que prepara a festa ou a guerra.
Sonhar o que os outros irão cantar, costurar, desenvolver, ler, escrever, teclar etc. etc. – eis uma tarefa de poeta e empreendedor.
separador

*Citação-legenda do livro “Frágil Armação”, de minha autoria, Edit. Barão de Itararé, 1985.
(*)Post-post – o poema de Emily Dickinson foi assim traduzido por dona Aíla de Oliveira Gomes:

A dor – tem um elemento em branco.
Desde quando doi
Não se recorda, nem se houve
Tempo em que ela não foi.

Seu futuro – só ela mesma;
Seu infinito contendo
O seu passado – que deixa ver
Novos períodos – doendo.
**********************************
DONA Aíla explica no prefácio que

Emily passava pela crise maior de sua vida, e sentiu, com segura intuição, que só a atividade criadora a salvaria de queda num vazio fora do tempo e do espaço, e já além da dor: “Pain has an element of blank”, diria ela. Esse “em branco” [blank], ela só podia enchê-lo com poesia – ou perder-se nele. (…). 

Assim foi a “1a. Noite Cultural Acieg/Ube-GO – Homenagem a Augusto Frederico Schmidt

Homenagem a Schmidt: 50 Anos de “Sonetos” (1965-2015)

Ainda e sempre Fernando Pessoa

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO

(c)Fernando Pessoa

Aqui há anos, antes da Grande Guerra, correu os meios ingleses, como exemplo demonstrativo da insinuação comercial alemã, a notícia do caso curioso das “taças para ovos” (eggcups) que se vendiam na Índia.
O inglês costuma comer os “ovos”, a que nós chamamos “quentes”, não em copos e partidos, mas em pequenas taças de louça, do feitio de meio ovo, e em que o ovo, portanto, entra até metade; partem a extremidade livre do ovo, e comem-no assim, com, uma colher de chá, depois de lhe ter deitado sal e pimenta. Na Índia, colónia britânica, assim se comiam, e naturalmente ainda se comem, os ovos “quentes”. Como é de supor, eram casas inglesas as que, por tradição aparentemente inquebrável, exportavam para a Índia as taças para este fim.

 

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Colaboração em pauta

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Trabalhar juntos – blog, práticas, mentoring

Um dos assuntos a ser abordado – sempre seguindo as lições aprendidas com meus gurus em Colaboração – prof. Morten T. Hansen, Weiss & Hughes, e a dupla Ricci-Wiese será 
– Quão colaborativa é sua liderança?
Você ainda acha que colaboração é teamwork apenas (trabalho em equipe). Ou é um processo?
Você acredita mesmo que colaboração se resolve (somente) com ferramentas de T.I.?

Tudo isso e muito mais. Inscreva-se Já!
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Colaboração é tema de minha palestra na AMCHAM/Goiânia

Venha participar e descobrir como colaboração pode ajudar sua organização a organizar melhorar os processos e as operações, aumentar as vendas e obter inovação de produtos e serviços.

Comitê de GE