“Virgílio, o pai do Ocidente”

  No centro da poesia ocidental
Virgílio, o poeta insuperável

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(*) Fontes consultadas para este artigo:Bucólicas_Capa edição UnB.jpg

[1] VIRGÍLIO. “Bucólicas”; trad. e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos; introdução: Nougueira Moutinho, ilustr. Marcelo Lima. — São Paulo : Melhoramentos; [Brasília] : Ed. Universidade de Brasília. Col. Clássicos da UnB. 1982, pág. 23 et passim.

[1] MACY, John. “História da literatura mundial”. Tradução de Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, S. Paulo, s/data de publicação.

[1] (Franklin de Oliveira, “Entrada no alumbramento”, introdução à edição brasileira de “A morte de Virgílio, Broch, Editora Nova Fronteira, 1982).

[1] Écloga I, 27: “A Liberdade que me viu ocioso, tarde embora…” (Libertas, quae sera tamen respexit inertem”), ob. cit. pág. 35.

[1] “fugit irreparabile tempus”: “Foge o irreparável tempo”.

[1] De “Henriqueta Lisboa: Melhores poemas”, seleção de Fábio Lucas, s/nr. de página.

Érico Nogueira, post curtos (i)

Ele tem 38 anos e um doutorado em Letras. É de Bragança Paulista (SP). Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2015. É polemista e tradutor; deve torcer pro Bragantino. Odeia o desAcordo Ortográfico; lê e escreve em Latim;  foi próximo de Bruno Tolentino; leu todo o Kant e escreveu um livro inteiro “sobre” os últimos poemas de Hölderlin; gosta de Lucano e Horácio; de Olavo de Carvalho e deve gostar de seu (dele) editor, Edson Filho, da É Realizações; detesta poesia “cocô-de-cabrito” que praticamos eu e tu (você, vai! diria o Professor Nogueira, apaixonados que somos por Cabral; e dessa epigonia, de poetas e críticos pós-cabralinos, desfiliou-se há tempos…/”Quanto à cena poética brasileira, o prestígio internacional da poesia de Tolentino reabriu espaço para uma poesia mais filosófica e menos social, mais lírica e menos seca — mais clássica, em suma, e menos comprometida com a rigidez das vanguardas.” Nogueira pratica uma “Arte aristocrática” — uma espécie do que é (foi?!) Alexandre Soares Silva para a prosa (tupiniquim e) miúda dos 90… é polemista (eu não!).
Alegra-me saber que tenho um contemporâneo dessa estirpe.
Às vezes, só de vez em quando, me parece pedante… Logo-logo, volto ao livro “Quase Poética” — donde, sim, devo voltar trazendo uns posts curtinhos, rerrerê! como diz o doutor Nogueira – na linguagem da geração dele.

Amostra da poesia de Érico.20171003_090650.jpg

Acho que esqueceram de postar a casa onde nasceu o jovem bardo bragantino… Eu achei essa foto num arquivo escondido na Casa de Rui Barbosa, data de 1979, mesmo ano de nascimento do poeta-crítico-tradutor.

Amostra 2.
Múmia helenística
****Érico Nogueira

Patético o corpo que se embalsamasse
no auge da forma, e num túmulo hermético
se trancafiasse, coroa-de-rosas
e olor de jasmim temperando a figura.

Estéril a voz que trincasse o cristal,
vencesse o ouvido e sumisse da goela
sem antes dizer todo o bem, todo o mal,
e o núcleo de nós, tão vazio e secreto.

Histérico, enfim, o desejo de glória,
de corpo, de voz, de porquê, de remédio,
que mata de enfarte, não mata de tédio,
e quando, soberbo, possui, joga fora.
+++++
in Poesia bovina (São Paulo: É, 2014).
fonte – link + poemas:

Spes, Ultima Dea

Lorenzo Steccheti, que bellissima scoperta…
Obrigado, Schadeck e Editora Anticítera!

O original do poema traduzido por Bruno Gomes.

 

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Eu inquiri meu coração tremendo:
— Por que tanta tristeza e desconforto?
— É morto o amor! — falou-me ele gemendo.
E eu com ansiedade retornei dizendo:
— Por que esperas então, se o amor é morto?
— Eu nada espero, amigo, estou morrendo.

Lorenzo Stecchetti. Trad. de Bruno Gomes

Ver o post original

O arcanjo rebelde

EM BUSCA do “arcanjo rebelde” – Lúcio Cardoso (1912-1968). Clique no link para ler minha crônica literária publicado hoje na coluna “Destarte” do Opção Cultural.

Destarte 16 NOV 2017

Nelson Ascher traduz Emily Dickinson

O Estado-da-Arte de “O Estado de São Paulo” Nelson-Ascherpublicou hoje alguns poemas de Emily Dickinson traduzidos por Nelson Ascher.

Ascher já nos havia brindado com as traduções de poetas húngaros. É uma coisa sofisticada e quase impossível para 90.1% de nós brasileiros, presos à “última flor do Lácio”, incapazes quase de nos aventurarmos por outros idiomas.

Da Húngria, já se sabe, veio o mestre dos tradutores brasileiros — o sr. Paulo Rónai. A ele devemos o melhor dicionário Francês-Português-Francês do século XX; a ele devem todos (ou pelo menos 99.9%) dos tradutores brasileiros.

Ele bate em “A tradução vivida” naquela ideia que virou “um surrado trocadilho italiano traduttori-traditori” que “deixou a pecha da infidelidade aos cultores do ofício; prefiro “o chiste, de atribuição incerta [seg. Rónai] de que “as traduções são como as mulheres: quando fiéis, não são bonitas; e quando bonitas, não são fieis.”

Que os meus seis leitores julguem (e se deliciem) com as novas traduções de ASCHER para a poetisa que todos amamos aqui em “Leveza & Esperança” -— Emily Dickinson.
Clique na imagem abaixo para acessar os poemas traduzidos. Boa leitura!

Emily by Nelson Ascher

O mais traduzido dos poemas de Emily talvez seja esse (1212) – abaixo a tradução de Nelson Ascher e a minha predileta no link (Aíla de Oliveira Gomes), já internalizada há anos em memória poética…

Emily Dickinson_A word is deadPOEMA 1212

Palavra expressa,
dizem que cessa
depressa.

Eu, discordando,
digo que é quando
começa.

Original de Emily Dickinson.

A word is dead
when it is said,
some say.
I say it just
begins to live
that day.

+++++
Livro citado: RÓNAI, Paulo, 1907-1992. A tradução vivida – 4a. ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 2012, p. 29.

Giacomo Leopardi (1), a poesia consoladora…

Feliz por completar doze semanas da coluna DESTARTE em Opção Cultural (Goiânia).

Fique à vontade para enviar suas sugestões de pauta para meu email: betoq55@gmail.com
Abraços do Beto.
(*)Clique na figura abaixo para ler a minha crônica literária.
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