NOSSA MELANCÓLICA HUMANIDADE

De AVRAM ASCOT.

prosa de botequim

pane-no

Tudoque move é sagrado
Beto Guedes
Segundo Oswald de Andrade, “A alegria é a prova dos nove”.
Prova dos nove, ou noves fora, era um engenhoso artifício utilizado para verificar se uma soma, subtração, divisão ou multiplicação estava correta. Baseava-se num princípio simples, o de que para qualquer número inteiro o resto de sua divisão por 9 é igual ao resto da soma de seus algarismos por 9. A fórmula foi muito popular entre os estudantes do Ensino Fundamental, antes da popularização das calculadoras.
O problema é que no mundo vivido, no trato cotidiano das relações pessoais, nem tudo é reduzível a uma fórmula tão simples. Vai daí, esbarramos na triste e evidente constatação de que somos humanos, limitados e falhos. E que nem sempre é possível sermos o que sempre somos em todos os momentos em que queremos.
A soma de tudo o que somos, nem sempre é…

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Bem-vindos, novos leitores!

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Após a palestra no PMI/GO…10o. Seminário, hoje em GYN, o WordPress me disse: Wow, estatísticas bombando.
Fico feliz com sua visita. Sinta-se acolhido(a) e à vontade para comentar.

Abraço do Beto.
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PalestraSlide#1

Campanha pró-Poesia Byron na Anticítera

Lord Byron na Anticítera.
A peregrinação de Childe Harold, de Lord Byron Um dos maiores poemas da história da poesia ocidental, traduzido em versos por Francisco J. P. Guimarães, em edição luxo, com capa dura, sobrecapa e marcador de página em fita. Precedido de apresentação, o poema é acompanhado por diversas notas e imagens de edições antigas. R$ 40, 00 + frete


Eu apóio esta iniciativa. Participe
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Último pio do poetinha “Vargas”

DO ARTIGO DO amigo e parceiro do poeta Pio Vargas, hoje presidindo a Ube/Go, meu caro escritor e advogado Edival Lourenço em Colunistas Revista Bula.

Edival Lourenço em “Colunistas – Revista Bula”, 19-AGO-2015. “Até ho­je mui­tas pes­so­as di­zem que fui uma es­pé­cie de pai li­te­rá­rio de Pio Var­gas, que fui seu ori­en­ta­dor, a pes­soa que o co­nec­tou com a po­e­sia con­si­de­ra­da de boa qua­li­da­de. Eu mes­mo che­guei a ali­men­tar es­sa ilu­são por al­gum tem­po. Mas olhan­do ago­ra de lon­ge, pe­la pers­pec­ti­va que o tem­po nos dá, acre­di­to que há um equí­vo­co em tu­do is­so. Na ver­da­de, se há um pai li­te­rá­rio nes­sa re­la­ção, eu é que sou fi­lho de Pio Var­gas.” (E.L.)

DESPERTÁCULO
*Último poema de PIO VARGAS (1964-1991)

Es­tou pron­to
pa­ra a guer­ra que en­con­tro
quan­do acor­do:

bo­tei vi­gia nos sen­ti­dos
e ilu­di com com­pri­mi­dos
ou­tros se­res a meu bor­do.
Aban­do­nei o ví­cio
de es­tar sem­pre
a so­le­trar ru­í­nas,
dei li­ber­da­de a meus de­ten­tos
mi­nha pres­sa di­lu­iu nos pas­sos len­tos
e ras­guei
meu ca­len­dá­rio de ro­ti­nas.

In­ver­ti a or­dem.

Já não saio por aí
a de­vo­rar com­pro­mis­sos,
to­mei pos­se no go­ver­no de mi mes­mo
e der­ro­tei os meus omis­sos.

Ven­ci a ba­ta­lhas
de ter que es­tar sem­pre por per­to,
às ve­zes voo pa­ra den­tro
do meu so­nho a céu aber­to.

Es­tou pron­to:

eu já con­cor­do
com a guer­ra que en­con­tro
quan­do acor­do.
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(*) Dentro da cooperação e fraternidade literária surgida entre o “pai” e o “filho” (que se revezavam na amizade literária), havia sólida cumplicidade. Com o desaparecimento precoce do poeta, Edival recebeu da esposa de Pio um envelope e relata o que continha e o que ocorreu na noite anterior à morte:

<<“Na­que­la noi­te ele ain­da dei­xou com a Edi­le­ne Na­ves, sua mu­lher, um en­ve­lo­pe la­cra­do pa­ra ser en­tre­gue a mim. Den­tro con­ti­nha um li­vro de tí­tu­lo sin­to­má­ti­co: “Tu­do Que é Só­li­do Des­man­cha no Ar” (do americano Mars­hall Berman) e um po­e­ma pa­ra eu com­ple­men­tar. Com sua mor­te no dia se­guin­te, con­cluí que o po­e­ma es­ta­va pron­to. Por­tan­to nun­ca o com­ple­men­tei, e nun­ca vou com­ple­men­tá-lo. É a pri­mei­ra vez que mos­tro es­se po­e­ma, que tem um tí­tu­lo su­ges­ti­vo: “Despertáculo”.>>

LEIA MAIS poemas do Pio Vargas em seleta de Salomão Sousa, no website de Antonio Miranda.

Seis poemeus em Oficina Poética – do Diário da Manhã, Goiânia 16.08.2015

Na página “Oficina Poética“, de Elizabeth Caldeira Brito, no Diário da Manhã, Goiânia, 16-08-2015.

Oficina Poética #181, de Elizabeth Caldeira Brito, Diário da Manhã, 16-AGO-15.
Imagem do suplemento “Oficina Poética”, ed. #181, de Elizabeth Caldeira Brito, Diário da Manhã, Goiânia, 16-AGO-15. Clique na imagem para acessar o DM Online e ler os poemas.