Noite de Natal

Um menino pobrecito
Numa manjedoura
E hoje, nós todos tão faceiros,
A visitar shoppings
– Eis que salta a pergunta:
Onde o sapatinho,
Na janela?
No quintal?
Ah, o quintal de nossas memórias.
Aqui se vê a estrela de Belém?
– Não. Só o escambo apressado.
Eis-nos diante de abraços não-dados.
Eu os quero.
Dar e receber abraços e afagos.
Eis-nos diante do Amor não recebido.

Mas há quem nos diga
Com gestos simples
Papa e enfermo
O que é mesmo essa data.
– Contemplar o milagre
Do Deus-Menino
Num gesto apenas.
Onde o menos vale muito mais.
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Feliz Natal, caros leitores.
Paz & Bem.

Eu e “A Alma da Festa”, de Alexandre Soares Silva

Recomendo com entusiasmo o novo livro de Alexandre Soares Silva. “A Alma da Festa” pode ser lido sem que você tenha se questionado com “A Coisa Não-Deus” ou se encantado com as quaresmeiras roxas de “Morte e Vida Celestina”. Nem precisa lembrar de vidas passadas. A Alma te leva a um mundo de bom-gosto infinito. Infinito, mesmo…Ah, coloquei essa foto aí pra ilustrar porque na pág. 222 me deu muita vontade de (re)ler Henry James. E tirei da estante esse pocket book comprado num saldão da Biblioteca Pública de Navarre (FL) por U$1.00.

Esperando “A Alma da Festa”

Eu já estou esperando meu (minha) Alma da Festa, A.
Que nosso Alexandre Soares Silva seja corajoso, polêmico, contestador e um verdadeiro gentleman britânico, ninguém duvida. Que também seja um grande romancista, disso poucos desconfiam. Saiba, portanto, que em suas mãos jaz uma pequena obra-prima sobre a amizade, digna de figurar na mesma prateleira de Evelyn Waugh e P.G. Wodehouse, repleta de humor, leveza e aquele sabor que só nosso lorde favorito consegue emprestar a seus textos.”

Notas de leitura (V.Frankl)

“TODO ser Humano procura (ou tem a tendência a procurar) SENTIDO naquilo que faz, SENTIDO na própria VIDA.”
Sem isso, não nos ajustamos ao que fazemos nem à própria vida; sem isso, caímos na tendência a funcionar de forma desajustada (quebrada), sentindo um mal-estar permanente.
A expressão desse desajuste pode ser sentido no aumento das neuroses do tempo hodierno, nas doenças psíquicas, no caos mental. Sintomas desse mal do século: violência, vícios e suicídio…
Por tudo isso, melhor é PROCURAR um SENTIDO para a Vida.
O fim-de-ano é propício a refletirmos ainda mais sobre isso…