Alain Souchon, voz da França que não pára de cantar, jour et nuit…

Novo álbum do mais melancólico dos franceses…
Não espere ouvir música como a feita por
“mamãe Sarkozy”.
E tampouco escute Souchon, lundi matin…
pois após isso, é impossível ir pro trabalho. Dommage!
Se não é esse o caso, go ahead,
Website oficial Souchon, porque é onde se sabe que a Beleza ainda pode combinar com a pureza e certa ingenuidade (aparente).
Profitez-en!

 

Souchon

Alain Souchon, voz da França que não pára de cantar, jour et nuit…

Novo álbum do mais melancólico dos franceses…
Não espere ouvir música como a feita por
“mamãe Sarkozy”.
E tampouco escute Souchon, lundi matin…
pois após isso, é impossível ir pro trabalho. Dommage!
Se não é esse o caso, go ahead,
Website oficial Souchon, porque é onde se sabe que a Beleza ainda pode combinar com a pureza e certa ingenuidade (aparente).
Profitez-en!

 

Souchon

Poema brasileiro, João Cabral (I)

“A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.”
+++++
Fonte: João Cabral de Mello Neto “O Engenheiro”

Poema brasileiro, João Cabral (I)

“A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
superfícies, tênis, um copo de água.
O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.”
+++++
Fonte: João Cabral de Mello Neto “O Engenheiro”

Transcrevendo Vilém Flusser (i)

http://www.flusser-archive.org/
Vilém Flusser
(*12 de maio de 1920, Praga, República Checa +: 27 de novembro de 1991)

VILÉM FLUSSER, O `FILÓSOFO-POETA´
(SEG. ANATOL ROSENFELD, 1964).
Em trecho que É poesia pura…

O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios.

O intelecto ´sensu lato´ tem uma ante-sala na qual funcionam uma fiação que transforma algodão bruto (dados dos sentidos) em fios (palavras). A maioria da matéria-prima, porém, já vem em forma de fios.
Se definirmos ´realidade´ como ´conjunto dos dados´, podemos dizer que vivemos em realidade dupla: na realidade das palavras e na realidade dos dados ´brutos´ ou ´imediatos´. Como os dados ´brutos´alcançam o intelecto propriamente dito em forma de palavras, podemos ainda dizer que a realidade consiste de palavras e de palavras  ´in statu nascendi´.”

(…)

“ …Os elementos do cosmo da língua são as palavras. Correspondem aos átomos dentro do cosmo democritiano, ou às mônadas dentro do cosmos leibnitziano. São percebidas como aglomerados de sons (quando ouvidas) ou de formas (quando lidas). São, portanto, divísiveis, tal como os átomos da física. Além de percebidas, são as palavras apreendidas. Como tais, são indivísiveis.

“… a sociedade é a base da realidade e … o homem é real somente como membro da sociedade. No entanto, nesta perspectiva, a língua se revela como sendo a essência (e não instrumento) da sociedade.

“Contudo, a atividade do intelecto não se limita à apreensão, compreensão, reformulação e criação de palavras e frases (pensamento), e à articulação dessas frases (pensamentos). O intelecto carrega sobre os ombros, como Atlas, um mundo de silêncio, para dentro do qual os pensamentos (as frases) desembocam e dentro do qual evaporam…”

+++++
FLUSSER, Vilém. “Língua e Realidade”. 3a. edição. Edit. Annablume, SP, 2007, pág. 41-56.

Transcrevendo Vilém Flusser (i)

http://www.flusser-archive.org/
Vilém Flusser
(*12 de maio de 1920, Praga, República Checa +: 27 de novembro de 1991)

VILÉM FLUSSER, O `FILÓSOFO-POETA´
(SEG. ANATOL ROSENFELD, 1964).
Em trecho que É poesia pura…

O intelecto ´sensu stricto` é uma tecelagem que usa palavras como fios.

O intelecto ´sensu lato´ tem uma ante-sala na qual funcionam uma fiação que transforma algodão bruto (dados dos sentidos) em fios (palavras). A maioria da matéria-prima, porém, já vem em forma de fios.
Se definirmos ´realidade´ como ´conjunto dos dados´, podemos dizer que vivemos em realidade dupla: na realidade das palavras e na realidade dos dados ´brutos´ ou ´imediatos´. Como os dados ´brutos´alcançam o intelecto propriamente dito em forma de palavras, podemos ainda dizer que a realidade consiste de palavras e de palavras  ´in statu nascendi´.”

(…)

“ …Os elementos do cosmo da língua são as palavras. Correspondem aos átomos dentro do cosmo democritiano, ou às mônadas dentro do cosmos leibnitziano. São percebidas como aglomerados de sons (quando ouvidas) ou de formas (quando lidas). São, portanto, divísiveis, tal como os átomos da física. Além de percebidas, são as palavras apreendidas. Como tais, são indivísiveis.

“… a sociedade é a base da realidade e … o homem é real somente como membro da sociedade. No entanto, nesta perspectiva, a língua se revela como sendo a essência (e não instrumento) da sociedade.

“Contudo, a atividade do intelecto não se limita à apreensão, compreensão, reformulação e criação de palavras e frases (pensamento), e à articulação dessas frases (pensamentos). O intelecto carrega sobre os ombros, como Atlas, um mundo de silêncio, para dentro do qual os pensamentos (as frases) desembocam e dentro do qual evaporam…”

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FLUSSER, Vilém. “Língua e Realidade”. 3a. edição. Edit. Annablume, SP, 2007, pág. 41-56.