Sábado com Emily Dickinson, 36/100*

Publication – is the Auction Publicar – é como leiloar
Of the Mind of Man – A consciência humana –
Poverty – be justifying A pobreza justificaria
For so foul a thing Essa mesquinharia
Possibly – but We – would rather Talvez – mas de nossa água-furtada
From our Garret go Nós preferimos alva
White – Unto the White bear Partir para o alvo Criador –
Than invest – Our snow – Que investir nossa Neve.
Thought belong to Him who gave it – O pensamento pertence Àquele
Then – to Him Who bear Que o deu – pois, então, ao
Its Corporeal illustration – Sell Que sustem Sua corpórea ilustração,
The Royal Air – Venda-se o sopro Real
In the Parcel – Be the Merchant No seu envólucro – negocie-se
Of Heavenly Grace – Do céu a sua Graça –
But reduce no Human Spirit Mas não se rebaixe o humano espírito
To Disgrace of Price – À desonra do preço.

*Fonte: Dickinson, Emily (1830-1886). “Uma Centena de Poemas“. P.102/3.
Trad., intr. e notas por Aíla de Oliveira Gomes.

Sábado com Emily Dickinson, 36/100*

Publication – is the Auction Publicar – é como leiloar
Of the Mind of Man – A consciência humana –
Poverty – be justifying A pobreza justificaria
For so foul a thing Essa mesquinharia
Possibly – but We – would rather Talvez – mas de nossa água-furtada
From our Garret go Nós preferimos alva
White – Unto the White bear Partir para o alvo Criador –
Than invest – Our snow – Que investir nossa Neve.
Thought belong to Him who gave it – O pensamento pertence Àquele
Then – to Him Who bear Que o deu – pois, então, ao
Its Corporeal illustration – Sell Que sustem Sua corpórea ilustração,
The Royal Air – Venda-se o sopro Real
In the Parcel – Be the Merchant No seu envólucro – negocie-se
Of Heavenly Grace – Do céu a sua Graça –
But reduce no Human Spirit Mas não se rebaixe o humano espírito
To Disgrace of Price – À desonra do preço.

*Fonte: Dickinson, Emily (1830-1886). “Uma Centena de Poemas“. P.102/3.
Trad., intr. e notas por Aíla de Oliveira Gomes.

Memória: Bernanos no Brasil (ii)

Em posts anteriores, eu fiz referência ao exílio voluntário do escritor francês Georges Bernanos no Brasil.

Georges Bernanos, dez/1929

Recentemente, publiquei uma longa resposta (na verdade, um longo excursus) a uma questão proposta
pelo ensaista e crítico francês Juan Asensio, argumentando pela “Presença e Permanência de Georges Bernanos
Agora, me caiu às mãos um texto em mídia de um livro já comentado antes aqui:
Bernanos no Brasil: Testemunhos Vividos
(livro org. de Hubert Sarrazin, Vozes, 1968, publicado no 20º aniversário da morte de GB).

Trata-se – o dito texto – da memória da amizade de Geraldo França de Lima com o escritor francês, em sua temporada nas Minas Gerais.

Geraldo de França Lima relembra a amizade com Bernanos
Geraldo França de Lima, da ABL, rememora sua amizade com GB


Graças ao Google Livros (que me trouxe a referenciou do texto de GFL) e à ABL, o leitor poderá continuar lendo isso aqui…

Para aqueles que não tiveram o prazer de conhecer o escritor Georges Bernanos, fica esta referência.

Diálogos das Carmelitas (Bernanos)

ALEGRA-ME imensamente, na condição de leitor entusiasmado de Georges Bernanos, ver que sua obra – 62 anos após sua morte -, continua sendo lida e gerando interesse entre leitores dos mais importantes lugares (e palcos) do mundo.

A notícia de que a ópera composta a partir de seu texto para o teatro (com título na referência deste post) está sendo levada mais uma vez em Nova York, na Juilliard School, é o mote deste post e deixa-nos (todos os fãs de Bernanos) muito contentes.
É o trabalho literário de GB ganhando permanência ao longo do tempo.

Não vou fazer aqui um arremedo de crítica da obra-prima final da vida de Bernanos, mas apenas expressar minha alegria com a notícia, dizendo que é bom ver a beleza dos Diálogos se repetirem em tão alto nível – mostrando quem é o criador Bernanos.

Capa Bernanos_Diálogos das Carmelitas
A legenda da peça (1952) foi retirada por Bernanos do seu romance La Joie (A Alegria):

“O Medo, de certa maneira, é também filho de Deus, resgatado na noite da Sexta-Feira Santa. Não se apresenta sob um belo aspecto – ao contrário! – ora amaldiçoado, ora ridicularizado, por todos repudiado… Mas não se iludam: presente à cabeceira de cada agonia, o Medo intercede pelo homem”.


Este livro – o último escrito por G. Bernanos -, foi gerado no inverno de 1947-48 e publicado (post-mortem) em 1952. Bernanos já estava muito doente, depois de seu retorno do Brasil à Europa, donde o errante escritor católico se mudara para a Tunísia.

Ele termina a composição dos Diálogos em meados de março, no dia exato em que o agravamento da doença o obriga a ficar acamado definitivamente, sendo logo depois levado a Paris, num atendimento de emergência (ele morava na Tunísia, à época como dito acima), para uma operação desesperada. Vem a falecer no Hospital Americano de Paris (Neuilly), no dia 5 de julho de 1948. A ópera com música de Francis Poulenc é de 1957 e o filme, de 1960.

O resumo e a estória de como Poulenc compôs a ópera, baseada no livro de GB estão nos links abaixo:

1) Uma leitura cristã, no site de Frei Felisberto Caldeira de Oliveira:

2) O resumo da ópera, pelo site da Julliard School é este.

O website da Juilliard Opera (NY, USA) traz ainda o programa da ópera para abril 2010:

Les dialogues des Carmelites“, o filme (de 1960) de R.P.Bruckberger e P.Agostini
com Jeanne Moreau, Alida Valli et Pascale Audret (como Blanche de la Force). Roteiro de Philippe Agostini sobre texto original de Georges Bernanos.

No IMDb, a ópera e o filme de Raymond Leopold Bruckberger.

O sofrimento das freiras e a agressão dos homens que fizeram o período do Terror na Revolução Francesa estão sintetizados nas cenas finais da peça. Ali, Bernanos mostra como Blance de la Force reencontra na religião a força de expressar sua nobreza, talvez filha da dúvida no primeiro momento, mas a certeza no final:
O medo não ofende a Deus – diz Blanche: “Nasci no medo e nele vivi e ainda vivo! Todos o desprezam e, no entanto, é justo que eu seja desprezada… Só meu pai me impedia de falar nele. Está morto. Foi guilhotina há poucos dias.” (p.129, ed. Agir, 1960).

E lá vão elas, as monjas vítimas da Revolução, na carroça que as conduz ao cadafalso, unidas pela Fé em Deus, plenas do conforto espiritual, contra a adversidade suprema da pena de morte que lhes decretara o Terror – e este final encontra Branca de la Force com “rosto sereno, sem sombra de Medo“:

A força da Fé Cristã enfrentando a Morte

Círio Pascal

Ensina-nos Kátia Lima, do blog Canto da Paz:
“O Tempo da Páscoa ou Tempo Pascal vai do domingo da Páscoa até a Solenidade de Pentecostes (Festa do Espírito Santo).
“Durante este período, o círio pascal (aquela vela grande que é acesa durante a Vigília Pascal, no Sábado de Aleluia) fica junto ao altar e sempre é aceso novamente durante as Santas Missas e Batizados.
“Ele representa Jesus  Ressuscitado, que é a Luz do Mundo!”

Continue lendo