Santo Tomás de Aquino

Viva São Tomás! Que outros dizem Santo Tomás.
E pra comemorar a data, ao fim do dia, uma citação de G.K. Chesterton, frase do Santo que depois de uma vida de genialidade sem paralelo, se viu tomado por uma visão do Desconhecido e disse:

Eu já não posso escrever. Vi coisas que tornam meus escritos inúteisSão Tomás

Dia seguinte, penso em São Tomás e em sua frase diante da Eucaristia (“eu Te recebo suprema Dádiva”), sem achar nenhuma referência na web.
Volto ao meu volume do César Miranda São Tomás e acho o texto admirável de S. Tomás a seu auxiliar e irmão, Reginaldo, sobre a rubrica “Deus é Simples”, porque “a primeira causa motora é necessariamente simples”… ” a primeira causa motora” não pode ser composta”…o fogo, o sol – exemplos similares do que é simples… Deus, totalmente simples!

E eu, na minha estupidez, achando que Tomás pode ser composto. Um homem simples, o `boi mudo´, “o homem mais magnânimo, aquele que é grande e sabe que é pequeno”.  Chesterton diz de Tomás: Ele queria ser frade, não seria abade, não seria monge, apenas frade. Sem destaque ou importância.

S. Tomás nunca deixou que nada abalasse a férrea imobilidade dessa sua decisão da juventude; nem conseguiram fazê-lo desistir de sua grande e crescente ambição de assumir o lugar menos importante“.


Emily Dickinson, 8/100

Oi, 2009!
Estou de volta ao meu país e ao blog .
Depois de quase um mês na América, voltei à rotina no último dia 19,  mas só agora me animei a retomar o blog. Como primeiro post do ano, volto à publicação da (minha amada) centena de poemas de Emily Dickinson.

To lose thee – sweeter than to gain
All other hearts I knew
`Tis true the drought is destitute,
But then, I had the dew!

The Caspian has its realms of sand,
Its other realm of sea.
Without the sterile perquisite,
No Caspian could be.

Tradução de D. Aíla de Oliveira Gomes:

Perder-te inda é mais doce que ganhar
Todos os outros corações.
De certo, a estiagem é uma indigência,
Mas tive orvalho às porções!

O Cáspio tem os seus reinos de areia,
Seu outro reino é de mar;
O árido é o requisito que,  p´ra ser,
O Cáspio tem de aceitar.

+++

Fonte: Dickinson, Emily. “Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas“, Ed.T.A.Queiroz/USP, SP, 1984. Tradução: Aíla de Oliveira Gomes. Pág. 144/45.