Emily Dickinson, 6/100*

c.1865*
As folhas trocam, qual mulheres,
Exclusivas confidências –
Entre meneios de cabeça
e pressagas inferências.

De parte a parte fica tácito
Que o segredo é uma exigência –
Inviolável pacto para
Notória evidência.

(Poema no original*)
The Leaves like Women interchange
Exclusive Confidence –
Somewhat of nods and somewhat
Portentous inference.

The Parties in both cases
Enjoining secrecy –
Inviolable compact
To notoriety.

+++
Fonte: Dickinson, Emily. “Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas“, T.A.Queiroz/USP, SP, 1984.
Tradução: Aíla de Oliveira Gomes. Pág. 136/137. Para ler Emily Dickinson
Nota de Aíla ao Poema 987 – (Poema de 1865).
“Desde os tempos da Academia de Amherst Emily praticou a literatura humorística; ela se incumbiu, segundo uma colega, da coluna cômica de um jornal manuscrito que circulava pelo colégio (cf. George Frisbie Shicher, “Emily Dickinson: This was a poet”, p.117, University of Michigan Press, 1957). Seus primeiros experimentos na poesia, os ´valentines` são humorísticos. Surgem, depois, ao longo de toda a obra, poemas temperados com variadas doses de wit.
No que ora se comenta, a autora dá plena vazão a sua veia espirituosa; ele também ilustra um fino manejo de figuras de ironia, a que ela recorre para expressar, de modo indireto e gracioso, as usas críticas sociais; um tanto a Jane Austen, se poderia dizer. O poema pertence ainda à divertida série de cartoons de Emily.
A tradução não conseguiu reproduzir, como no poema 985, um fecho de vocábulo único, muito do gosto da autora para essa espécie de poema; a palavra ´notoriedade` em português, não tem a mesma carga perjorativa de seu equivalente inglês.” (p.219)

Medalha milagrosa e Thanksgiving Day

medalha-milagrosaEm 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro.
De 8 de julho de 2008 a 20 de novembro de 2009 se celebrará o Centenário da Aprovação Pontifícia da Associação da Medalha Milagrosa.

Conheci a igreja em 2007, no nr. 140, rue du Bac (Paris, 7ème.) e sou grato a um amiga que me trouxe a minha primeira medalhinha de uma rápida viagem que fez aquele endereço abençoado em 2006.
Hoje, em que poucos brasileiros falam da data americana (e tanto barulho fazem pelo Dia das Bruxas), registro as duas datas com a humilde alegria do fiel que pode recorrer à Mãe de Jesus e Nossa Mãe… com o coração de filho repleto de Gratidão. Rezemos com o Papa João Paulo II…
Oh Maria concebida sem pecado,
rogai por nós que recorremos a Vós!

igreja-nsmedalhamilagrosa

Nossa Senhora, rogai por nós, que humildemente recorremos a vós!!
Nossa Senhora, intercedei junto ao trono do Altíssimo pelos pecadores que diante de Ti quedamos como filhos pequenos e carentes do Amor de Cristo.

Fonte: As fotos deste post foram retiradas do blog da Majô.

Le Clézio, há 20 anos atrás…

Na Aliança Francesa de Goiânia, há 20 anos atrás o incentivo à leitura e ao debate de bons escritores franceses era animado pelo nosso melhor diretor Pedagógico na história de nossa Alliance local – Monsieur Serge Evreinhoff.
Embora Le Clézio não tenha feito parte do curriculum oficial, foi motivado pelo diretor (e amigo) – a quem ajudei como conselheiro da AF -, bem como pelo “professor-Leitor” da UFG, Monsieur Souchon que cheguei a adquirir esses dois livrinhos da foto e muitos outros em minhas primeiras viagens à França.
Le Procès-Verbal et Le chercheur d’or (este último mal traduzido para A busca do ouro) passaram a fazer parte de minha biblioteca e de minhas fracas memórias de leitor (nem tão atento) desde 1988.
Agora que o romancista francês arrebatou o prêmio Nobel, faço essa releitura despretensiosa e como tudo nesse blog, vou na contra-corrente dos acontecimentos e sim enfatizando minhas escolhas. (E aqui cabe uma confissão: como não sou ‘ligado’ na poética de enredo, confesso a meus 3 leitores que não me lembrava de nada… Mas como 88 ainda era tempo em que eu sublinhava trechos, só me ocorria durante a releitura, pensar: meu Deus, por que sublinhei isso? Mais admirei Carpeaux ao final da releitura!)
De “Le Procès-Verbal” posso dizer que é, guardada as enormes diferenças de enredo, o filho de uma incompreensão enorme do leitor assim como anos depois tive com “La Joie” de Georges Bernanos. São esses romances do tipo que, diante dos quais o leitor comum se sente, ao final da leitura, pensando em como juntar os pedaços como num puzzle para compreender a exata mensagem do romancista comunicador ou, até mesmo, se há uma mensagem real desse ‘comunicador’.

No caso de Le Clézio esse livro vem mesmo com a mensagem antecipada do então jovem autor (23 anos na época) de que realmente queria mesmo “derrubar as muralhas da indiferença do público“, acreditando que “escrever e comunicar é ser capaz de fazer alguém crer em não importa que assunto“. Le Clézio escolhe como primeiro passo um aliado diferente – o personagem Adam Pollo, personificação do primeiro Adão que no resumo do próprio Le Clézio: “a história de um homem que não sabia ao certo se saíra do exército ou de um asilo psiquiátrico”. E assim começa a história dessa confusa jornada:

« Il y avait une petite fois, pendant la canicule, um type qui était assis devant une fenêtre ouverte ; c’était un garçon démesuré, un peu voûté, et il s’appelait Adam ; Adam Pollo. Il avait l’air d’un mendiant, à rechercher partout les taches de soleil, à se tenir assis pendant des heures, bougeant à peine, dans les coins de murs. »

Podemos afirmar que as citadas “muralhas da indiferença” não esperaram tanto a cair, permitindo o acesso de J.G-M Le Clézio ao respeitável (e respeitado) universo romanesco francês. Desde o primeiro romance foi bem aceito pela crítica (recebe o Prix Renaudot em 1963, pelo seu primeiro romance; em 1980, o Grand prix Paul-Morand de l’Académie Française, por “Le Desert”) e continua escrevendo (e sendo lido em todos o mundo) com regularidade há 40 anos.

O problema de “Le ProcèsVerbal” é o da compreensão desse discurso romanesco, enredado em artimanhas e recursos de composição (próximos do Nouveau Roman), tarefa que Ricard Ripoll Villanueva (em colóquio na Universidad de Valencia, coordenado por Elena Real e Dolores Jiménez) designou como compreender as “estratégias do enigma”.

O próprio autor já havia alertado no prefácio que estava à cata da “fiction totale”, um gênero próximo do amante da literatura policial que ele gostaria de intitular “Roman-Jeu” ou “Roman-Puzzle”. O fato é que no meio dessa teorização toda parece meio pretensioso que um autor de 23 anos invente algo novo no mundo sofisticado do romance francês com o peso dos Balzac e dos Stendhal, mas ele o faz mesmo assim, pedindo desculpa: “Je m´excuse d´avoir accumulé ainsi quelques théories; c’est une prétension um peu trop à la mode de nos jours”.


E para entender o problema deste inquérito conduzido em torno de Adam Pollo – personagem e falso narrador (numa obra em que a alternância do próprio autor e do personagem geram discursos dúbios que confundem narrador-leitor-narração-autor). E ao fim e ao cabo da leitura dão-nos a sensação de que Villanueva está certo quando afirma:

« écrire l´énigme c´est, avant tout, rechercher la confusion; c´est aussi provoquer un décryptage qui va s´étendre peu à peu à toute la géographie du texte. Tou devient signe. L´énigme renvoie au jeu, à un jeu qui place l´Homme face à son destin. »


É preciso dizer que a confusão começa pelo fato de o jovem estreante no romance ter optado por não numerar os capítulos de seu romance de estréia, atribuindo letras a cada capítulo. Há 18 capítulos – de A a P, depois um ´capítulo vazio` (Q) e no final o capítulo R. O cap. Q conta como vazio/presente, na acepção de Villanueva que completa: “se aceitamos a possibilidade, constataremos que há 9 letras não expressas – STUVWXYZ e o Q. O capítulo ausente (Q) evoca, segundo o crítico, o número 9. Olhando para um quadro de correspondência de letras e números, pode-se concluir que a letra Q corresponde ao número 8 (17a. letra do alfabeto: 1+7=8)”.

Ora, conclui: “o que o livro quer nos dizer é que o 8 representa a Morte“.

On lui avait coupé les cheveux et rasé la barbe, et sa tête à noveau très jeune, était tournée vers le rectangle monochrome de la fenêtre: Adam avait déjà trouvé le moyen de choisir un des compartiments formé par l’interesection des barreaux; para mauvais goût, ou par hasard, il avait choisi le hitième à partir de la gauche. En tout cas, que le choix fût délibéré ou non, Adam savait bien que, d’aprés Manilius, la Huitième Maison du Ciel est celle de la Mort.” (p.256).

A referência bíblica é constante no fim do romance, como acentua Villanueva. Adam Pollo, ele próprio, se descreve diante do interrogatório final – típico de um inquérito do título do romance) como:

Je suis comme ce type de la Bible, vous savez, Giézi, le serviteur d´Elisée : on avait dit à Naaman de se baigner sept fois dans le Jourdain, ou quelque chose comme ça. Pour se guérir de la lèpre. Une fois guéri, il avait envoyée um présent à Élisée mais Giézi avait tout gardé pour lui. Alors, pour le punir, Dieu lui avait donné lèpre de Naaman. Vous compronez? Giézi, c’est moi. J’ai attapré la lépre de Naaman.” (p.292).

O prenome do personagem (Adão) nos remete ao texto sagrado e o personagem central se refere aos santos da Igreja e ao misticismo (referências explícitas a Santo Antonio e o Cura D’Ars, a a Occam) – o que, segundo a análise de Villanueva, não é gratuito pois, se julgarmos pelos números da geração, de Adão a Noé contam-se 9 gerações; de Noé a Abraão, outras nove. Adão teve 3 filhos: Caim, Abel e Seth. Noé, por sua vez, outros 3: Sem, Cam e Jafet. Todos esses homens representam o desenvolvimento da consciência humana, que, segundo a Bíblia, se dá em 18 ciclos (há também 18 capítulos em Le Procès-Verbal!).

O fato é que a confusão mental desse novo Adão que não demonstra crença em Deus, que se isola da família e do convívio social, se contentando com um apelo à sexualidade como fuga (sua ligação com a personagem feminina Michèle, usada, agredida, presente apesar de tudo em boa parte da vida de Adam e, depois, ausente, só retornando na ‘colagem de jornais’ entre os capítulos P e R…) mostra-nos um mundo de confusão mental e de abandono dos que não têm esperança. De outra natureza é o difícil entendimento do romance do romance (católico?) de outro francês (G. Bernanos), La Joie, que pretendo investigar em outro post.
+++++
Fonte: Le Clézio, J.M.G. “Le Procés-Verbal“, Paris, Gallimard, 1963.

Emily Dickinson, 5/100*

“Remembrance has a Rear and Front –
`Tis something like a House
It has a Garret also
For Refuse and the Mouse.

Besides the deepest Cellar
That ever Mason laid –
Look to it by its Fathoms
Ourselves be not pursued –

Tradução da dona Aíla:

A recordação tem frente e fundos,
É tal e qual uma casa;
Ela tem também um sótão
Para o refuro e o rato.

E tem o porão mais fundo
Que pedreiro já cavou.
Cuidado, que nos desvãos
Não nos venha assombração.

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Fonte: Dickinson, Emily. “Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas“, Ed.T.A.Queiroz/USP, SP, 1984.
Tradução: Aila de Oliveira Gomes. Pág. 136/137. Para ler Emily Dickinson

Emily Dickinson, 4/100*

“Wheter my bark went down at sea
Wheter she met with gales –
Wheter to isles enchanted
She bent her docile sails –

By what mystic mooring

She is held today –
This is the errand of the eye
Out upon the Bay.

>>Tradução de Aíla de Oliveira Gomes:

Se meu barco foi ao fundo do mar,
Se encontrou ventos cruéis,
Ou se em ilhas encantadas
Recolheu suas velas dóceis;

Ou em que místicos portos
Hoje ele ancora –
Esta a missão de meus olhos
Baía afora…

+++
Fonte: Dickinson, Emily. “Emily Dickinson: Uma Centena de Poemas“, Ed.T.A.Queiroz/USP, SP, 1984.
Tradução: Aila de Oliveira Gomes. Pág. 36/37. Para ler Emily Dickinson

(*)Veja nessa Nota da Tradutora (pra mim, uma verdadeira aula de tradução):

Wheter my bark went down at sea (1858)

“Há grande fascínio pelo mar nessa nativa e permanente habitante de Amherst, no coração de Massachusetts, à boa distância do litoral Atlântico.

“O mar ignoto de Emily Dickinson é, na maioria das vezes, espaço de travessia necessária entre o tempo e a eternidade. Para Weisbuch (1), que quer ver símbolos mais abertos em sua poesia, o mar é antes o posto do lar, espaço de riscos, buscas e transformações de toda espécie. Aqui, o barco sumido sugere algo, ou tudo que, partindo do poeta, deverá eternizar-se.

“Dentro de um tema de barco velejante, ainda que simbólico, o ritmo ajuda a significação e deve ser, tanto quanto possível, traduzido. O primeiro verso é mais longo que todos os outros, com quatro acentos, enquanto os demais têm três, embora o sexto e o oitavo, que se contraem, possam ser lidos com apenas duas acentuações. Tentou-se uma equivalência, evitando-se mesmo a regularidade do heptassílabo. Assim, bastaria ao sentido do primeiro verso: “Se meu barco foi ao fundo“; ao acrescentar-se “do mar“, quebrando a regularidade que pareceria mais cômoda e normal, conseguiu-se não só mais literalidade como mais fidelidade ao metro distendido e à cadência final do oxítono, que dá muito mais sugestão de soçobro, pois o verso realmente afunda no monossílabo final (‘mar’, no caso, parecendo até, em termos de som, mais feliz que ‘sea’). O mesmo efeito é também criado pelo choque entre a segunda sílaba de “fundo” e a preposição com contração do artigo masculino. Será impressão subjetiva, talvez, mas o encontro das duas sílabas com oclusivas iguais tem algo de trambolhão, graficamente representável assim:

texto_aila

“Os dois pés jâmbicos centrais equivalem a uma tentativa de equilíbrio.
“Também agradou, na tradução, o último verso da segunda estrofe; independentemente da pontuação, ele contém uma reticência que prolonga o ohar ansioso a rebuscar o rumo do barquinho além da linha do horizonte.”
***
Op. cit. pág. 159/160.

Françoise, toujours Françoise!

Primeiro, lamentei o fim do blog do Ruy Goyaba… Tchau, como assim?
Depois, vi que o “exílio de Ruy” (ou surgimento do Rogério) era algo atraente. Ele(s) apenas deixam o “país dos blogs” para viver na “Terra dos Blips”.
Hum, foi assim que, sem necessitar de ajuda do Congresso, consegui uma concessão similar à FM de Monsieur Goyave.
Voilà, mes amis, fui pra lá também… E nada melhor do que lhes dizer:
– Bonjour, mes amis! En cie de Françoise Hardy…e de outros hits franceses.
Enjoy! Profitez!
MonsieurBetoQ

Emily Dickinson, 3º. de uma centena

“Hope” is the thing with feathers –
That perches in the soul –
And sings the tune without the words –
And never stops – at all –
And sweetest – in the Gale – is heard –
And sore must be the storm –
That could abash the little Bird
That kept so many warm –

I´ve heard it in the chillest land –
And on the strangest Sea –
Yet, never, in Extremity.
It asked a crumb – of Me.

“Esp´rança”, cousa de penas,
Que nos vem pousar na alma
Canta canção sem palavras
E não pára, nem se acalma;

Soa doce, em vendaval,
E há de ser árdua a tormenta
Que perturbe essa avezita
Que tão cálido acalenta.

Já a ouvi em gélidas plagas
E nos mares mais sem fim;
Mas nunca, em horas extremas,
Exigiu-me um grão, de mim.

+++

Fonte: Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas“,  ed.T.A.Queiroz/USP, SP, 1984. Tradução: Aila de Oliveira Gomes. Pág.54/55.

Finados

DIANTE DO ALTAR em púrpura, meu coração se desfaz em água a mais limpa, no sal de meus dias e minhas fraquezas.

A mesa posta e a fração de pão me transportam para o tempo de minha avó.

É um tempo tão distante, medito às vésperas de cantar um Santo, Santo é o Senhor, Hosana nas Alturas…

Meu coração é um quintal cheio de árvores e na sombra da tarde, – em que minha avó comia manga com faca -, meu coração sossega na certeza da fruta-conde que amadurece silenciosa.

Deus nos fala no silêncio… – diz o vigário em seu entendimento, também saudoso de seus mortos.

Desvio o olhar aquoso de seus olhos para o rosto de Nossa Senhora da Boa Esperança, Rainha da Paz.

Saudade do campo santo, de onde não vejo minha avó há tantos anos, saudade da infância do mundo, quando o primeiro Adão chorava em silêncio no vazio das noites a distância da avó.

Finados, saudades de sinos que não soam mais, saudando os defuntos. Neste Finados meu coração ainda ouve suas badaladas silentes e há de sonhar com o mar de Pernambuco inundando a noite do só.

Finados, ouço Murilo dizer:

“O oceano sentou-se no lajedo.

Vem, estrela dançante sobre as covas,

Vem, lua de milênios, morna e oca,

Tudo vem para nossa biografia.”

É hora da comunhão e eu me ponho em fila, pés arrastando sobre o lajedo frio, buscando a lembrança que o Encarnado nos deixou.

Saudades do tempo em que o rádio se calava dos seus ruídos comezinhos e era quase só a música do Silêncio, no entanto, agora alguém percute um instrumento em seu louvor, Divino Pai Eterno…

Finados, ecoa Murilo

“Nesta noite somando espaço e tempo,

A humanidade, desde o pai Adão,

Ante mim ressuscita grandiosa,

Apesar da sua estranha pequenez”

Finados, lembrança da vida que o Menino de Nazaré na manjedoura breve inaugura…

“Nossa forma futura e eterna se desenha

Através a fumaça azul da guerra atômica.

Elementos mais fortes que os do mundo
“O espírito da vida em si contém
Desde já que os façamos explodir
Antes do amarelo apelo da trombeta.”

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Fonte – Mendes, Murilo. Poesia Completa (“Sonetos Brancos”), Ed. Nova Aguilar, pág. 452-3. Para meditar mais.