poesia católica

Da tríade ao Quarteto

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A ALEGRIA da descoberta deste artigo de José Carlos Zamboni opera a necessidade de repensar a tríade dos católicos-poetas do Brasil no séc. XX, transformando-o em um quarteto. Ainda hei de descobrir o 4o. elemento, o poeta Tasso da Silveira, de quem Zamboni perfila:

Poeta Tasso da Silveira“O mais homogeneamente católico dos nossos poetas católicos foi sem dúvida o curitibano poeta Tasso da Silveira, cuja obra se encontra infelizmente esquecida dos editores e do público. Quando for reeditado, os futuros leitores de poesia tombarão de espanto (na remota hipótese dessa espécie, a dos leitores de poesia, sobreviver aos predadores culturais desta e das próximas décadas).”

Tudo que conheço dele é este poema gravado por Ted Rocha – Curitiba da infância morta. Confiram.

À medida que minha pesquisa avance, hei de trazer-lhes mais poemas.

Assim foi a “1a. Noite Cultural Acieg/Ube-GO – Homenagem a Augusto Frederico Schmidt

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Adalberto Queiroz:

Homenagem a Schmidt: 50 Anos de “Sonetos” (1965-2015)

Publicado originalmente em Leveza & Esperança:

AMIGOS da Acieg e da Ube; diletos associados e escritores – recebam meu mais sincero “Muito Obrigado!” pela acolhida e o carinho que demonstraram participando da organização e da celebração da 1a. Noite Cultural – “Homenagem a Augusto Frederico Schmidt”.

À Fundação Yedda & Augusto, meu muito obrigado por repercutir.
Aos parceiros do evento, um super-Obrigado, em especial a Mário Zeidler Filho e Editora Livraria Caminhos.

Homenagem a Augusto Frederico Schmidt (pág.1) Homenagem a Augusto Frederico Schmidt (pág.1). Editora Caminhos.Acieg/Ube.Org.  Adalberto de Queiroz.

Que venham outras noitadas de poesia na Acieg.
Saiba como foi o evento no site da Acieg.
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Colagem Schmidt, Acieg Colagem de momentos da Homenagem a Augusto Frederico Schmidt, Acieg, Goiânia, 21/MAI/2015.


**Obs.: Sobre o Poema Falado do vídeo –

Trechos de Soneto sobre a Luz (e não ‘Luz do Mar’, como os técnicos fizeram constar sobre o vídeo).

Poema Falado – vídeo.

Ver original

Presença de Augusto Frederico Schmidt

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AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT…
Augusto Frederico Schmidt, 50 Anos de SONETOS, seu último e definitivo livro de poemas.
Carta dos editores na abertura do último livro de Augusto Frederico Schmidt.

– Poeta presente em nossas vidas de leitores e ali onde mora a imaginação poética para sempre há-de permanecer.

Augusto, membro da tríade de poetas católicos do Brasil.

Augusto católico que quando a fé titubeava e sentia-se qualquer coisa de descrente, qualquer coisa de dúvida, de pronto voltava ao seio da Mãe, a Igreja Católica, santa e apostólica para aí devotar-se mais e mais à Poesia.

50 Anos sem Augusto, para mim há-de melhor traduzir-se em “50 Anos com a poesia eterna de Augusto Frederico SCHMIDT”.

Augusto, o poeta-empresário, jornalista brilhante, editor, assessor de JK, o botafoguense, Augusto por vezes incompreendido; Augusto arrebatado, augustamente nacionalista, o criados do mote “50 Anos em cinco” – que seu (dele) amigo JK de pronto adotou como slogan de governo.

Augusto poeta – “próspero e pródigo” – que, humildemente confessa o “pecado literário” ter-lhe desde cedo o tomado; e, desde então, para a vida inteira…
Augusto poeta que viveu “as lembranças dos sonhos partidos” numa “casa construída pela imaginação“.

Livros de Augusto F Schmidt
Livros de Augusto, estarão expostos no evnto “50 Anos de Sonetos”, a lembrar os 50 anos da morte de Augusto Schmidt, poeta eterno!

Augusto, “o poeta gordo” – e “gordo ele era e assim admite na ‘Oração do poeta gordo’ e que também era míope, mas enxergava longe…” – como viu Maria Adelaide do Amaral no prefácio do livro “Saudades de mim mesmo”, antologia de prosa, org. por Letícia Mey e Euda Alvim*.

Celebramos Augusto, 50 anos depois de sua morte, 50 anos da edição magistral de SONETOS.
Um evento na União Brasileira dos Escritores de Goiás (UBE/GO) relembrará a poesia e a memória de Augusto. Aguardem!

A morte de Augusto Frederico Schmidt relembrada no site da Fundação Yedda & Augusto F Schmidt : veja o link.

 

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*Fonte: SCHMIDT, Augusto Frederico (1906-1965). Saudades de mim mesmo: antologia da prosa de AFS/org. Letícia Mey, Euda Alvim, prefácio de Maria Adelaide Amaral. – S. Paulo, Globo, 2006.

São João da Cruz, mestre, poeta e místico (1542-1591)

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Stanzas que tocam o coração e a alma do poeta.

S.João da Cruz, patrono dos poetas.
Porque “além da Noite Escura”, a “Esperanza del cielo
tanto espera quanto alcanza…”

 

 

 

 

 

 

 

 

6.IV

(…)

“Por una extraña manera

mil vuelos pasé de un vuelo

porque esperanza del cielo

tanto alcanza cuanto espera

esperé solo este lance

y en esperar no fui falto

pues fui tan alto tan alto,

que le di a la caza alcance.”

*****

“6.IV

“In a wonderful way

my one flight surpassed

a thousand,

for the hope of heaven

attains as much as it hopes for;

this seeking is my only hope,

and in hoping, I made no mistake,

because I flew so high, so high,

that I took the prey.”

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(c) S. João da Cruz, Complete Works, trad. de Kieran Kavanaugh & Otilio Rodriguez.

De Murilo a S.Domingos

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São Domingos

Antes mesmo de nasceres
Já o fogo te formava,
Já o fogo te anunciava:
Sereis a vida toda
Trabalhado pelo Verbo,
Atacando o lado oposto.

Assim tua força lúcida
Concentrara-se no Cristo.
Soubeste a linguagen macha
Que mostra o ser todo inteiro;
Enquanto a escrita do herege
Divide o Verbo Castiço,
Ferido na sua essência.
Quiseste comunicar-nos
Teu fogo de alta linhagem.S.DomingosMeditandoMas hoje te rejeitamos,
Duro Domingos domado
Espanhol – intolerante – ,
Considera nosso não:
Que a dimensão atual,
Contrária ao rigor antigo
E à purgação pelo fogo,
Aceita o limite humano
Inscrito no racional.
+++++
Fonte: MENDES, Murilo. Poesia Completa & Prosa, R.Janeiro, Nova Aguilar, 1995, pág.578/9. Para rezar com S. Domingos. Festa celebrada no dia 27.Julho.

Murilo Mendes revisitado

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REGINA PACIS

Nossa Senhora de Nazare
Rosa branca do universo, desejada dos povos,
À tua passagem os elementos confabulam.
Através das gerações teu poder se ampliou,
Maria anunciada muito antes de nasceres,

Anunciada pelo homem, pelas aves do campo,
Pela estrela da manhã, pelo sopro de Deus.
Ó tu que percorreste vales e montanhas
Pra estreitar Isabel naquele abraço humano,

Atravessa este mundo mineral e de luta,
Ó Maria admirável, nossa glória, nosso ímã.
Ubíqua Maria, visita o universo de ponta a ponta
E une todos os homens, num abraço elétrico.

++++
Fonte: MENDES, Murilo. Poesia e Prosa Completa, Nova Aguilar, Rio de Janeiro, 1995. P.325 – “As Metamorfoses”.
Este post é dedicado a minha Amiga MEG. Minha prece é que “Deus te proteja, dileta amiga, pois como dizia S. Bento: “de dei misericordia nunquam desperare”.

Rezando com os poetas (1)

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  • VEM DE FRANKLIN DE OLIVEIRA as citações que me inspiram nessa tarde quente de início de feriadão:S.DomingosMeditando.jpg

“Louvado seja N.S. Jesus Cristo

E a mãe dele – Nossa Senhora, minha madrinha.

Louvado seja o que é d’Ele e d’Ela vem:

ritos, omitos, benditos, são beneditos !

Louvadas sejam suas palavras tão bonitas:

Gloria Patri, Aleluia, Salve Rainha

e também suas palavras misteriosas:
per omnia secula, vita eterna, amen.

Louvado seja este louvado em nome d’Ele
E mais louvado que este “louvado” – Jesus Cristo
mais  a mãe d’Ele – Nossa Senhora, minha madrinha.

Louvadas sejam as virtudes teologais
e entre elas três seja louvada a Fé.

Louvados sejam os santos nacionais

martirizados pelos caetés.

Louvadas sejam as coisas religiosas:
santas missões e procissões, sermões.

Louvado seja o meu país cristão
pelo tempo da Páscoa descoberto
todo enfeitado como um céu aberto.

Louvado seja esse Jesus d’aqui.
Jesus camarada, Cristo bonzão,
a quem todo brasileiro ofende tanto
contando sempre com o seu perdão.”

(Jorge de Lima, Novos Poemas , in Obra Completa, p.306-7, Ed. Aguilar, 1958).
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Oração a Teresinha do Menino Jesus
(Manuel Bandeira)

Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa, não, Teresinha…
Teresinha, Teresinha…
Teresinha do Menino Jesus.

Me dá alegria!
Me dá a força de acreditar de novo
No Pelo Sinal
Da Santa
Cruz!
Me dá alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!…
Santa Teresa, não, Teresinha…
Teresinha do Menino Jesus.

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(*) Fontes: OLIVEIRA, Franklin de. “A Fantasia Exata”, Zahar Editores, RJ, 1959, p.130-1;
BANDEIRA, Manuel. “Poemas Religiosos e alguns libertinos”. Seleção e posfácio de Edson Ney da Fonseca. S.Paulo. CosacNaif, 2007, p.50.
post-Post:
Como não me contentava com o final do poema, como transcrito por Franklin de Oliveira, fui à antologia da Aguilar e completei a transcrição que dá sentido ao “Cristo bonzão” rima fácil para Perdão. O que se estende a são Jorge, da trindade sagrada dos poetas católicos do Brasil (junto com Murilo Mendes e A.F.Schmidt). E tenho dito, por hoje.
Fraternellement à vous,
Beto.